<?xml version='1.0' encoding='UTF-8'?><?xml-stylesheet href="http://www.blogger.com/styles/atom.css" type="text/css"?><feed xmlns='http://www.w3.org/2005/Atom' xmlns:openSearch='http://a9.com/-/spec/opensearchrss/1.0/' xmlns:georss='http://www.georss.org/georss' xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'><id>tag:blogger.com,1999:blog-30046295</id><updated>2012-02-17T00:47:24.464-02:00</updated><title type='text'>O Céu que Nos protege</title><subtitle type='html'>Há sempre um momento em que se deve escolher entre parar ou prosseguir.</subtitle><link rel='http://schemas.google.com/g/2005#feed' type='application/atom+xml' href='http://ninhoemchamas.blogspot.com/feeds/posts/default'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/30046295/posts/default?max-results=100'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ninhoemchamas.blogspot.com/'/><link rel='hub' href='http://pubsubhubbub.appspot.com/'/><link rel='next' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/30046295/posts/default?start-index=101&amp;max-results=100'/><author><name>Renato buh Vicentt</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14248117644762725584</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='23' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_msRCkgpUaMA/S23rAUzmKNI/AAAAAAAAAWs/33V6NjiHGWc/S220/OgAAADco82nA7b0Jv-Qroq6_YEmBVIp_Amt0v4XStXFG5h0Y3cQxfMSYonfvJjO9FlAPUMhKLUODuklHxPwD5cQUaXsAm1T1UDekG7t20b7YpF4EwAq8umIoUDlE.jpg'/></author><generator version='7.00' uri='http://www.blogger.com'>Blogger</generator><openSearch:totalResults>224</openSearch:totalResults><openSearch:startIndex>1</openSearch:startIndex><openSearch:itemsPerPage>100</openSearch:itemsPerPage><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-30046295.post-2802493452658512963</id><published>2012-02-17T00:19:00.005-02:00</published><updated>2012-02-17T00:47:24.473-02:00</updated><title type='text'>O Cão na Era do Infinitivo</title><content type='html'>&lt;span&gt;&lt;span style="color: rgb(34, 34, 34); text-align: -webkit-auto; background-color: rgba(255, 255, 255, 0.917969); "&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span&gt;&lt;span&gt;&lt;span&gt;&lt;span&gt;&lt;span&gt;&lt;span &gt;A elegância é um total desconforto, ficar sentado nessas cadeiras, estofadas ou não, para sentir-se in apesar de tão off, out, etc. Como se diz etc em inglês? Tanto esforço pra andar ereto. As pílulas que tomo casualmente, dos grão que devoro e que refilam minhas gorduras, deixando esse quadradinho que encaixa em todo lugar. Minha bolha pronta pra sair rolando de tudo, agora mutilada. Tanto esforço pra caber nos lugares, nesses lugares e aqueles, um canto no mundo, uma missão na terra, um pedaço de sofá de festa, uma rebarba de coração alheio, um resto de cama, uma cadeira: um mísero lugar ocupado por mim. Tanto esforço para ter dos outros uma água no chão, uma casinha na varanda. Tanto esforço para ser o melhor amigo do homem. Para não ser animal e apenas um humano sociável, ou seja: tentar ser cachorro dos outros.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Permanecer, o mais insustentável dos verbos; e eu dopado, achando que consigo. Até que, mesmo embaixo da nova química com amônia, da avalanche de gente me ensinando a viver, do calhamaço de papel me implorando que eu volte a pagar a fazer e a querer ter algo. Até que ouve-se um latido fino que começa baixinho. Ainda morde com dentes sem ponta. Arranha com unhas dobráveis. Mas daqui a pouco a natureza vence toda essa merda. E eu vou voltar a correr interesseiro pelas ruas atrás de carne de cheiro e postes e gatos e pernas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Com laço e tosa pra disfarçar a minha feiura de não suportar isso que todo mundo chama de "saber levar o dia". Ao menos voltou a latejar o bicho, a única coisa que me cura de ter tanto medo de não ser um humano exemplar. Aos poucos ele me mostra como é fácil só respirar e ter fome e dormir e extravasar e ter raiva e abaixar o rabo quando vale a pena. Só isso. A simplicidade de existir, sem precisar super existir. E ter faro ao invés de desejo. E ter necessidade ao invés de angústia. E chorar gemendo com osso pra enterrar ao invés de colocar o remédio embaixo da língua pra dor passar antes do meu cérebro virar um ovo frito. E poder andar de quatro sem a humilhação de não parecer acima das pessoas que me parecem tão inferiores. E não precisar arrumar desculpa para, de repente, cagar em tudo ou dar um tempo longe dali. O cachorro esfaqueado, derretido, empalhado, a massinha de cachorro dentro de uma caixa. A caixa que vai na reunião e sorri. A caixa que paga tantas contas. A caixa que mora e frequenta e tem e compartilha e sustenta e fica. Eu na caixa, fecha-me. Verbos transformados em substantivos por causa da evolução dos atos, xadrez. A essência transformada em dureza pra durar mais e eu só querendo, sempre, ir embora logo. Ar, er, ir. Ser no infinitivo, com a brevidade de uma raiz, com a profundidade de um instante. Tirar a coleira que tanta dor me dá no pescoço, ai. Ai. Corro mas espero porque sou obrigado. Não vê minha língua? - ele diz. Mas tb fico exausto de tentar correr e não. E correr num parque atrás de algum brinquedo ou alguém. E me roçar nos mijos dos cheiros azedos das paredes dos prédios e dos bairros.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Qualquer coisa menos precisar tanto parecer um cara ambicioso demais, vinte e poucos, de apartamento, livre da família, corpo comum até onde podem ver, um amor para dormir embaixo das estrelas, uma bunda redondinha e feliz, o cabelo dos famosos, o cheiro da moda, a última notícia, o meu (?) senso político para logo mais, os rendimentos milimetricamente estudados, os jantares com amigos e os casais que riem tanto mas preferem nunca tocar nessa coisa que aterroriza todo mundo, os almoços com quem pode me ajudar na roda social, os ciúmes bem escondidos, as críticas terríveis disfarçadas por um sorriso, a precariedade de achar esses rituais bonitos da disposição dos talheres inúteis e mentirosos pelo apreço de valorizar tudo e todos, o decoro, as dúvidas bem superadas, a desgraça bem disfarçada, o ódio transformado em "deixa pra lá, afinal, triste é ser só". E sorrir, e o último botão sempre desabotoado, e jogo de cintura e acordar meia hora antes pra lavar meu cinza. Mas ele, o cão, desperta preguiçoso demais, arrasta uma remela com a pata suja, lambe o próprio pau como os animais de estimação que odeiam a domesticação mas adoram a mordomia. E olha pra mim sem mistérios, sério e sábio e puro e apenas bicho. E eu escuto: - seu erro é usar a única força que te mantém vivo pra fazer esse teatrinho que é ser gente.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;div style="text-align: right;"&gt;&lt;i&gt;RiNATu&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;div style="text-align: right;"&gt;&lt;span style="color: rgb(34, 34, 34); font-family: arial, sans-serif; font-size: 13px; text-align: -webkit-auto; background-color: rgba(255, 255, 255, 0.917969); "&gt;&lt;i&gt;&lt;/i&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/30046295-2802493452658512963?l=ninhoemchamas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/30046295/posts/default/2802493452658512963'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/30046295/posts/default/2802493452658512963'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ninhoemchamas.blogspot.com/2012/02/o-cao-na-era-do-infinitivo.html' title='O Cão na Era do Infinitivo'/><author><name>Renato buh Vicentt</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14248117644762725584</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='23' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_msRCkgpUaMA/S23rAUzmKNI/AAAAAAAAAWs/33V6NjiHGWc/S220/OgAAADco82nA7b0Jv-Qroq6_YEmBVIp_Amt0v4XStXFG5h0Y3cQxfMSYonfvJjO9FlAPUMhKLUODuklHxPwD5cQUaXsAm1T1UDekG7t20b7YpF4EwAq8umIoUDlE.jpg'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-30046295.post-3723260997104316628</id><published>2012-01-26T22:35:00.007-02:00</published><updated>2012-01-26T23:10:02.182-02:00</updated><title type='text'>Peso para os papéis</title><content type='html'>&lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;&lt;span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;span&gt;&lt;span&gt;Isto é um gozo dentro de mim. Faz me sentir superior porque carrego essa estrela negra. E carrego esse céu escuro. E esse cemitério de felicidades. E poros que sangram em silêncio. Tudo isso faz de mim um peso de papel. E meus pensamentos não voam mais descompromissados e jovens e coloridos e destacáveis, pois não sou só aquele jardim &lt;b&gt;&lt;span&gt;verde &lt;/span&gt;&lt;/b&gt;que sonhamos pra um quintal... Eles (os pensamentos) se unem para, num bloco só, sentir falta. &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;div&gt;&lt;span&gt;&lt;span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span&gt;&lt;span&gt;&lt;span&gt;Esta terrível falta. Que é algo imenso demais pra se sentir sem estar todo ausente. &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span&gt;E por isso, por eu ser agora um peso de papel do que anotei nos rodapés, as pessoas me velam tristes como se eu estivesse ligado a um soro ou como se eu estivesse acenando a elas, de longe, de um lugar devastado por alguma guerra ou vírus. Como se, de dentro de um planeta que sofreu irradiação vulcânisolar, eu acenasse protegido por vidros antes de virar pó químico. Elas infectadas por um vírus e eu não. Elas me olham como se eu fosse um peixe envenenado num aquário.&lt;/span&gt;&lt;span&gt; &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span&gt;&lt;span&gt;  &lt;/span&gt;&lt;span&gt;Ninguém que olha, vê, na verdade, mas fantasio, tudo, isso e é de fato muito arrogante ter um peito apaixonado como o meu. Pra que o peso do peito apaixonado não nos faça caminhar de ponta cabeças, empinamos com toda a força o coração nessa rabiola de vírgulas e travessões - como eu se fosse muito diferente e &lt;i&gt;especial&lt;/i&gt; por estar assim. O estado interessante. A gravidez do peito: inevitável vingar. O peito que carrega alguém dentro.&lt;/span&gt;&lt;span&gt; &lt;/span&gt;&lt;span&gt;  &lt;/span&gt;&lt;span&gt;Não se sinta mal se eu ficar doze horas do meu dia olhando um ponto invisível na parede/céu/prateleira/tv. Ou por eu gemer de leve quando chega a hora de eu acordar. Ou pela dor nos meus ombros sempre me avisarem que será fácil encarar as coisas ‘pela ótica da paixão’. Ou por eu segurar os instantes quando afundo na água, em segundos dramáticos de desistência. Ou por eu ter sempre moleiras. Ou por estar contente com a falta de ansiedade: é que não tenho mais porque não acredito que as coisas cheguem. Só em Deus. Signos e certa magia que me trouxe aqui. Pra eles e elas e você. &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span&gt;&lt;span&gt;Eu gosto disso. Eu gosto de caminhar soberbo e duro e pesado e arrastado e arranhado e retesado e ensanguentado pelas ruas onde viv-emos. &lt;/span&gt;&lt;span&gt;  &lt;/span&gt;&lt;span&gt;Eu gosto de ser um escombro perambulando entre todos que não estão apaixonados por você e, só por isso, são inferiores a mim. E de ver o vazio, o normal, o médio, as pessoas e me sentir mais alto. Ou baixo. Mas sempre de outro lugar. Do oposto à figura, ideia. Exposto. Eu gosto do coração barrigudo e disso me fazer imenso e cheio de você. Implodido de você e sentindo as dores e as fumaças dos andares que desabam e dissolvem quando você diz que agora só amanhã ou depois de amanhã ou pra sempre. &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span&gt;&lt;span&gt;  &lt;/span&gt;&lt;span&gt;Pode até ser que outras pessoas te vejam agora andando por esses corredores bonitos e tomando café e te ouçam falar seus ‘blablabla assim, blablabla assim, blablabla assim’ nos finais de cada frase e pegando uma água na geladeira (se tiver). Mas eu tenho você no meu fígado e rins e veias e artérias e sonhos e líquidos e células.&lt;/span&gt;&lt;span&gt; &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span&gt;Eu gosto da lama viscosa escorrendo dos meus ouvidos. E do sangue esguichando do meu nariz. E dos rios infinitos jorrando dos meus olhos. E do exagero e da histeria e da psicopatia e do delírio que é estar apaixonado e entediado, profundamente entediado e precisar matar alguém pra ver se rola culpa. Kate’s life, baby. E de eu ter doze anos e ter medo de morrer de tanta cagação. E de como todas as pessoas que já me deixaram assim são automaticamente zeradas quando eu sinto de novo. E de como estar idiota assim parece novo e inexperiente porque sempre só se fica idiota assim pela primeira vez. E do animal cabeceando a jaula até a cabeça, antes enorme e agora comprimido e amassado, passar pelo pequeno vão livre e conseguir ir até você: que é o mais longe onde fui. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span&gt;E de como a gente se agarra a uma migalhinha de razão de areia flutuando numa jangada no mar bravo. E da mesa com cinco amigos preocupados, vendo eu levantar as mãos no restaurante, enquanto sorrio e enrugo de novo. Eu gosto disso tudo, desse drama todo, dessa dor, das minhas olheiras, da minha face afundada pelo murro do amor que é o tédio. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span&gt;&lt;span&gt;  &lt;/span&gt;&lt;span&gt;Eu gosto como as músicas e os filmes e as praias e os livros e os silêncios e as nuvens e os abraços e a noite e tudo ficam gritantes e insuportáveis e brilhantes e verdadeiros. De mim zumbi, do corpo que parece ter apanhado até cair inconsciente, do quase vomito e latejante no meio do peito.&lt;/span&gt;&lt;span&gt; Dessas pessoas 'vizinhas' e amontoadas que só servem na minha vida pra encher a porra do meu saco.&lt;/span&gt;&lt;span&gt; &lt;/span&gt;&lt;span&gt;Eu custo a suportar a banalidade do meu ser. Eu custo a aceitar uma relação como a que qualquer um poderia ter. Eu seria mais feliz se eu não me achasse melhor do que os meus ‘vizinhos’. Mas eu sou infinitamente melhor que ‘eles’. Eu e minhas 'crises de fechamento' somos seres solitários, arrogantes e multiplicados por megalomanias. São mil vezes cem anos de análise e sertralina nada. Eu continuo me achando melhor que o amor igual e idiota que se oferece por ai. Melhor do que os casais e seus dilemas de festas de finais de ano e seus sonhos de vestidos brancos e seus cachorros e sacadas de predinhos neoclássicos e planos médicos familiares. Chato, chato, chato.&lt;/span&gt;&lt;span&gt; &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span&gt;&lt;span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span&gt;Não sei o nome de milhares de capitais de milhares de (E)estados. A minha vida inteira tirei 7 pra passar de ano. Leio pouco o que detesto. Tenho fobia de sair de São Paulo. Agora dei de ficar meio flácido e corcunda. Ainda assim, quando um bom moço me oferece amor, ASSIM: sinto-me ofendido. Porque é pouco e porque se parece com tudo a minha volta e porque, definitivamente, não tenho estômago pra ser e amar como os meus ‘vizinhos’.&lt;/span&gt;&lt;span&gt; &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span&gt;Minha ‘vizinha’, que é absurdamente igual a todo mundo, é ‘casada’ com um vizinho que poderia se passar por qualquer ser humano da terra. Eles vivem uma vida muito parecida com todas as outras. Uns metros me separam dessa realidade insuportável e eu os odeio por isso. Pessoas que pouco se importam mais de uma tarde com a minha existência me libertam de ser especial. Ou, melhor, de não ser esse pequeno e medíocre “especial” que é o máximo de especial que as pessoas podem sentir e dar e ter. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span&gt;&lt;span&gt;Resumindo: libertam-me de não ser especial.&lt;/span&gt;&lt;span&gt; &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span&gt;&lt;span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span&gt;Se não me percebem, não preciso entrar em contato com a dor suprema que é ser percebido de forma tediosa ou menor ou superficial ou igual todos se percebem e se têm e, por fim e rapidamente =====&amp;gt; não se suportam mais.&lt;/span&gt;&lt;span&gt;  &lt;/span&gt;&lt;span&gt;Sou egocêntrico e debilmente iludido por uma auto-estima analgésica de efeito rebote. E dane-se. &lt;/span&gt;&lt;span&gt;Um dia o será diferente de tudo isso e nós vamos chorar de emoção por ter valido a pena não sangrar até a morte nos insistentes e rotineiros momentos de angústia e nada e vazio e solidão e inconformismo. &lt;/span&gt;&lt;span&gt;Então não se preocupe. &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span&gt;&lt;span&gt; &lt;/span&gt;&lt;span&gt;Eu sou um fuckin vampirinho fdp que sobrevive de beber o próprio sangue. Com peito há 9 meses de quadrigêmeos. Desabando de 20 andares ao lado do Mvnicipal, vou sobreviver. Às vezes eu só corro às pessoas para que elas me salguem. Deixe-me assim e depois apenas me deixe dormir/morrer. Fico sugando até que eu perca novamente o gosto.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;div&gt;&lt;span&gt;&lt;span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span&gt;&lt;span&gt;Me dê a sua mão’**&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span&gt;*CL&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;div style="text-align: right;"&gt;&lt;i style="font-family: 'trebuchet ms'; "&gt;RiNATu&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;p class="p-post" style="margin:0cm;margin-bottom:.0001pt;line-height:17.25pt; background:white"&gt;&lt;span style="font-size:11.0pt;font-family:&amp;quot;Calibri&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;; mso-ascii-theme-font:minor-latin;mso-hansi-theme-font:minor-latin"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="p-post" style="margin:0cm;margin-bottom:.0001pt;line-height:17.25pt; background:white"&gt;&lt;span style="font-family:&amp;quot;Calibri&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;;mso-ascii-theme-font: minor-latin;mso-hansi-theme-font:minor-latin;mso-bidi-font-family:Tahoma; color:#666666"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/30046295-3723260997104316628?l=ninhoemchamas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/30046295/posts/default/3723260997104316628'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/30046295/posts/default/3723260997104316628'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ninhoemchamas.blogspot.com/2012/01/peso-para-os-papeis.html' title='Peso para os papéis'/><author><name>Renato buh Vicentt</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14248117644762725584</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='23' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_msRCkgpUaMA/S23rAUzmKNI/AAAAAAAAAWs/33V6NjiHGWc/S220/OgAAADco82nA7b0Jv-Qroq6_YEmBVIp_Amt0v4XStXFG5h0Y3cQxfMSYonfvJjO9FlAPUMhKLUODuklHxPwD5cQUaXsAm1T1UDekG7t20b7YpF4EwAq8umIoUDlE.jpg'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-30046295.post-1689389833866089619</id><published>2011-11-18T15:48:00.004-02:00</published><updated>2011-11-22T11:57:15.754-02:00</updated><title type='text'>Chora, Bethânia.</title><content type='html'>&lt;p class="p-post" style="margin-top:0cm;margin-right:0cm;margin-bottom:0cm; margin-left:-27.0pt;margin-bottom:.0001pt;text-align:justify;text-indent:27.0pt; line-height:15.6pt;background:white"&gt;&lt;span style="font-size: 11pt; "&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;span&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: 'trebuchet ms'; "&gt;Queria só costurar esses pontos na garganta pós-Almodóvar. E de dez horas de espera e renúncias mil. Na verdade deixo de transpirar para respirar. Preciso pegar no tranco da escrita. Não espero nada então limpo a gordura da carne no bolso de trás da calça. O caminho que a carne fez do prato até minha boca respinga sangue três vezes no pêlo da cachorra. Não limpo, estou livre, só hoje, de minhas listas sinuosas e mentais de tudo o que precisa estar certo e limpo e enquadrado. Eu que não bebo porque não gosto e porque não quero, misturo cerveja com vinho. Como maionese com manteiga com saliva de alguém que me devolve um corpo que nem era meu. Bebo em copos que não eram os meus. Completamente desprovido de maiores intenções em existir, experimentava aquelas tardes como se fosse do grupo de jovens normais que curtem porque assim é que se faz e ponto final.&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: 'trebuchet ms'; "&gt;  &lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: 'trebuchet ms'; "&gt;Hoje não, martelo. Um dia sem repensar cem vezes todas as coisas que ainda nem pensei. Hoje eu quero me perder nos lábios rosas e nos olhos de águas verdes escuras e lameadas (não são rasas), todos muito claros e inchados e cheios de três pontinhos, até a menina que chegava toda periguety na festa com o menor short que se tem notícia no mundo das festas. Eu poderia amar essa mulher se eu não gostasse tanto... tanto, tanto, tanto. De homem. Eu tinha esquecido, com anos de antidepressivo irregulares, como é maravilhoso sentir ereto os cabelos menores do couro cabeludo. Sentir a febre atrás da coxas. Sentir a língua secar na raiz da língua. Sentir a planta do pé latejar. Sentir os ossos da bacia estralarem. Controlar meus enormes e óbvios e expostos dentes. A dificuldade que é me manter um rapaz apesar de sentir tão descompensado e compulsivo desejo. A angústia que é querer perfurar o mundo com um buraco e quase pedir para que me partam no meio. O pavor de que não entendam e diminuam a beleza desse momento e, ao mesmo tempo, a total incapacidade em julgar a opinião dos &lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span" &gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;outros mais importante do que sentir tudo isso.&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt; &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" &gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" &gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;Você chega inaugurando todo compacto no espaço que lhe foi dado no mundo. E anda calmo, não fala nada calmo, mas olha calmo, olha o mundo calmo, separa com seus dedos calmos a comida e a comida chega na sua língua antes da sua língua chegar na comida. Mas da sua pele saltam fúria, ânsia, pressa e violência. Seus braços não ultrapassam os ombros, seus joelhos que correm não ultrapassam os passos, você não cogita se ultrapassar porque sabe do que é capaz de causar quieto, num canto, quase atormentado. Me derramar em cima de você não é ignorar as estratégias antigas e óbvias de sedução. É só porque realmente não cabe. Não tenho espaço suficiente dentro dos meus ossos para a espiral que você faz com a minha atenção. Vou entrando, aos poucos e continuamente, dentro dos seus olhos e boca e orelhas e nariz enquanto sou indecorosamente invadido. Você me faria ir de ônibus para o Japão, sem Rivotril, e esse é o melhor elogio que eu poderia fazer a um cara que, por enquanto, está me olhando e me dizendo que também tem medo de ficar louco. Tudo porque seus poros me chamam como se eu pudesse me esconder em você (sem levar minha cabeça junto ok).&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;  &lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;Tem uma coisa que parece fome e que faz a gente sair pras ruas. Animais eretos e perfumados. Camadas de cabelos, camadas de roupas, camadas de pele, camadas de saltos, camadas de não. Tudo resguardando uma ânsia que nunca fica clara se é de colocar pra dentro ou se é de colocar pra fora. Dai a gente pede salada e fica cheio. Dai a gente bebe e fica esvaziado. E nada disso tem a ver com essa fome. Esse buraco. É um buraco maior do que um que um pedaço de corpo tampe. Um buraco de sentimento. Dai a gente segura firme o braço de uma pessoa. Troncos alheios e descartáveis para não afundar no mar gelado e escuro dos raros momentos em que a solidão parece o caminho mais difícil.&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;  &lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;Mas no meio de tantas tentativas frustrantes de abrir com uma ponta fina de faca o peito coberto de mentira e tirar t&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: 'trebuchet ms'; "&gt;odos esses quadros e retratos antigos, existem ainda esses momentos em que o oxigênio entra tão branco e gelado como vick e de longe, que notamos, não sem saudade, quão fétida, frágil, medíocre e quente é a nossa falsa segurança! &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: 'trebuchet ms'; "&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: 'trebuchet ms'; "&gt;Tenho agora um pêlo na garganta, me fazendo tossir e achar graça. Estou rindo e tossindo desde as nove da manhã da semana passada. Não tenho vontade de cuspir o pêlo, de tomar banho, de separar os nós do meu topete, de tirar a única faixa que baixei no celular que toca Bethânia. Porque minha preguiça suja, a voz de Bethânia e o lugar que ainda guarda bem de leve o seu cheiro são os segundos finais do nosso encontro.&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: 'trebuchet ms'; "&gt; &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: 'trebuchet ms'; "&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: 'trebuchet ms'; "&gt;&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: 'trebuchet ms'; "&gt;É por pessoas como você que os tímidos do mundo inteiro não trocam a tristeza da vida por nada.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: 'trebuchet ms'; "&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: 'trebuchet ms'; "&gt;&lt;iframe width="360" height="200" src="http://www.youtube.com/embed/I3IKJgXDNPU" frameborder="0" allowfullscreen=""&gt;&lt;/iframe&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: 'trebuchet ms'; "&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: right;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;&lt;i&gt;RiNATu&lt;/i&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;/span&gt;&lt;p class="p-post" style="text-align: justify;margin-top: 0cm; margin-right: 0cm; margin-left: -27pt; margin-bottom: 0.0001pt; text-indent: 27pt; line-height: 15.6pt; background-image: initial; background-attachment: initial; background-origin: initial; background-clip: initial; background-color: white; float: left; "&gt;&lt;span style="font-size: 11pt; "&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt; &lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/30046295-1689389833866089619?l=ninhoemchamas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/30046295/posts/default/1689389833866089619'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/30046295/posts/default/1689389833866089619'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ninhoemchamas.blogspot.com/2011/11/chora-caetano.html' title='Chora, Bethânia.'/><author><name>Renato buh Vicentt</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14248117644762725584</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='23' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_msRCkgpUaMA/S23rAUzmKNI/AAAAAAAAAWs/33V6NjiHGWc/S220/OgAAADco82nA7b0Jv-Qroq6_YEmBVIp_Amt0v4XStXFG5h0Y3cQxfMSYonfvJjO9FlAPUMhKLUODuklHxPwD5cQUaXsAm1T1UDekG7t20b7YpF4EwAq8umIoUDlE.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://img.youtube.com/vi/I3IKJgXDNPU/default.jpg' height='72' width='72'/></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-30046295.post-9111158936816903414</id><published>2011-10-04T10:19:00.006-03:00</published><updated>2011-10-04T22:56:51.523-03:00</updated><title type='text'>'Amor, Sublime Amor'</title><content type='html'>&lt;span class="Apple-style-span" style="background-color: rgb(255, 255, 255); "&gt;&lt;div style="text-align: justify; "&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: 15px; line-height: 20px;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;/span&gt;&lt;span&gt;&lt;span&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;O homem, com o tempo, descobre inúmeras formas de sentir. Uma das que, por projeção, ele define como amor é aquela máxima energia que ele mesmo canaliza para o outro. Lê-se que esse outro pode ser qualquer projeção, concreta ou abstrata, possível. Deus, animais, ideais e simplesmente - se não fosse o meio mais complexo - os 'outros' homens.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;div&gt;&lt;span&gt;&lt;span&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;Essa energia, impulsionada pela sobrevivência que transcende o corpo, tomou formas de inspirações, que mudaram o mundo. Invenções, artes, guerras. Tudo vem do terrível - incrível - mecanismo de vontade de atingir, pertencer, interligar. A nostalgia umbilical que move os sentimentos mais superficiais e profundos... E a fonte de todas as delinquências urbanas, transtornos múltiplos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span&gt;&lt;span&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;Há o condicionamento de que amor mesmo, de verdade, é gastar metade do salário para a esquadrilha da fumaça assinar o nome do amor pelos céus de SP. O amor espalhafatoso recebe a fama, mas o amor contido é o mais profundo.&lt;br /&gt;Ao procurar o amor empresarial, desprezamos o amor funcionário público, que atende às ligações e escreve nossos memorandos. Mulheres e homens se desesperam por um amor público, encantado, de estádio cheio, e cobram provas mirabolantes de seus parceiros. Reclamam da rotina, da previsibilidade, e exigem declarações barulhentas para despertar a inveja do próximo. Ao perseguir o amor de cinema, desdenhamos o amor de teatro, de quem encena a peça dia a dia ao nosso lado, sempre com uma interpretação nova a partir das falas iguais. Ao perseguir a aventura, negamos a permanência. Ao cobiçar o amor sensual de lareira e restaurante, apagamos a delícia de comer direto nas panelas, sem pratos, sem medo do garçom.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span&gt;&lt;span&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;Há uma certa crueldade na noção de que amor mesmo, de verdade, é exibicionista. Depende de surpresas públicas de afeto como serenata na janela, carro de som, anúncios na TV, outdoors com pedido de casamento.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span&gt;&lt;span&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;Preocupados em ser reconhecidos mais do que amar, esquecemos a verdade pessoal e despojada do nosso relacionamento. Recusamos o amor constante, o amor-cúmplice. Há uma desconfiança na entrega gradativa do tempo, onde a cultura é contra-tempo, time is money - o homem adotou uma ansiedade sádica em que o amor não é o alvo, mas a munição. O passional pode ser discreto na aparência e prático na ternura. Não estamos prontos valorizar a passionalidade silenciosa, a passionalidade humilde, a passionalidade generosa, a passionalidade tímida, a passionalidade artesanal das coisas...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: 'trebuchet ms'; "&gt;Amor mais contundente é o que não precisa ser visto para existir&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: 'trebuchet ms'; "&gt;.... mesmo assim, ainda é feito apesar de não ser reparado. São demonstrações sutis, que não dá para contar para os outros, mas que contam muito na hora de acordar para enfrentar a vida.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span&gt;&lt;span&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;O amor real é secreto. É conservar um pouco de amor platônico dentro do amor correspondido. É reservar as gavetas do armário mais acessíveis para outras roupas, é deixar que tomem a última fatia da pizza que vc mais gosta. E nunca falar que isso aconteceu. E não jogar na cara qualquer ação. E não se vangloriar das próprias delicadezas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span&gt;&lt;span&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;Haverá um tempo em que haverá amor.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: right;"&gt;&lt;i&gt;RiNATu&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;div&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="background-color: rgb(255, 255, 255); "&gt;&lt;div style="text-align: right;color: rgb(51, 51, 51); font-family: Arial, Tahoma, Helvetica, FreeSans, sans-serif; font-size: 15px; line-height: 20px; "&gt;&lt;i&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/30046295-9111158936816903414?l=ninhoemchamas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/30046295/posts/default/9111158936816903414'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/30046295/posts/default/9111158936816903414'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ninhoemchamas.blogspot.com/2011/10/amor-sublime-amor.html' title='&apos;Amor, Sublime Amor&apos;'/><author><name>Renato buh Vicentt</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14248117644762725584</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='23' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_msRCkgpUaMA/S23rAUzmKNI/AAAAAAAAAWs/33V6NjiHGWc/S220/OgAAADco82nA7b0Jv-Qroq6_YEmBVIp_Amt0v4XStXFG5h0Y3cQxfMSYonfvJjO9FlAPUMhKLUODuklHxPwD5cQUaXsAm1T1UDekG7t20b7YpF4EwAq8umIoUDlE.jpg'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-30046295.post-4130085485611915714</id><published>2011-07-31T20:58:00.003-03:00</published><updated>2011-10-04T23:00:05.041-03:00</updated><title type='text'>Gêneros</title><content type='html'>&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: 14px; line-height: 17px; "&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;Tanta gente nesse mundo é enganação, de verdade: quem é que é alguma porra realmente? O mundo é dividido entre os que fazem encenação, que dá aí uns bons oitenta e cinco por cento (procure por aí, as pessoas em festa como se cada movimento fosse um clique de foto, o jeito de sentar milimetricamente calculado para nada querer dizer, procure, tantas poses com a bebida na mão e o cigarro na outra, procure por aí os olhares misteriosos, se dando uma importância transcendental com o charme de não aparentar nenhuma, os saltos, os jogos de tortura mental, ligo na terça pra dar tempo dela sentir falta na segunda, sair por cima é a única saída, procure, são tantos os tipos, eruditos preenchidos do sentir externo, felizes de morrer, tristes de matar, artistas papagaios, piadistas sem humor próprio, "autênticos" em série, tudo fruto de ensaio, tudo fruto de frase pronta ou sensação copiada) e os que simplesmente desistiram da vida toda (os que vagam semi mortos, não se importam mais com machucados, cartas, barulhos de chuva e músculos, não se preocupam com o que vão dizer ou pensar ou causar ou carregar, foda-se, que venha a morte mas antes se der pra gozar só mais uma vez, só mais uma vez, de barrigada ou caridade, é o princípio dos alcoólicos anônimos só que pra parar de morrer: só mais um dia vivendo. Os que não vivem quase enganam que são de verdade, com seus panos e movimentos e bens igualmente abandonados, mas ser de verdade sem "estar" não vale muito, pense bem.).&lt;br /&gt;O mundo é dividido entre os que sentem o que gostariam (e não o que sentem) e os que não sentem mais e ufa, melhor assim. E no meio dessa merda toda, de vez em quando, aparece alguém de verdade. E apareceu, o cara dos desenhos,você é o cara dos meus desenhos. O cara dos uivos e pulos e rabiscos e jeito de olhar que dá vontade de uivar e pular e rabiscar. E eu senti bater no fundo, um murro, um tapa na cara no estômago. Esse cara tá aqui. Temos aí um ser humano em plena atividade de estar vivo e ser ele próprio. Essa espécie em extinção chamada pessoa, ou gente, ou cara. O cara dos nossos desenhos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;div&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: 14px; line-height: 17px; "&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;Se o mundo fosse trilogia francesa ou pornochanchada brasileira, ele viria entregar o quadro de jardineira jeans e faríamos amor até essa minha cama vagabunda expulsar os gaveteiros que mamãe desenhou pensando na praticidade de uma casa pequena. Mas como a vida é chata, vou me contentar em dormir abraçado com o meu travesseiro, sonhando com o dia que você vai olhar de novo tão profundamente pra mim que até ter pele me soará um desacato.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: 14px; line-height: 17px; "&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: right;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: 14px; line-height: 17px; "&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;&lt;i&gt;RiNATu&lt;/i&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/30046295-4130085485611915714?l=ninhoemchamas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/30046295/posts/default/4130085485611915714'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/30046295/posts/default/4130085485611915714'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ninhoemchamas.blogspot.com/2011/07/generos.html' title='Gêneros'/><author><name>Renato buh Vicentt</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14248117644762725584</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='23' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_msRCkgpUaMA/S23rAUzmKNI/AAAAAAAAAWs/33V6NjiHGWc/S220/OgAAADco82nA7b0Jv-Qroq6_YEmBVIp_Amt0v4XStXFG5h0Y3cQxfMSYonfvJjO9FlAPUMhKLUODuklHxPwD5cQUaXsAm1T1UDekG7t20b7YpF4EwAq8umIoUDlE.jpg'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-30046295.post-8066058914894124101</id><published>2011-07-21T22:10:00.005-03:00</published><updated>2011-07-21T23:02:55.738-03:00</updated><title type='text'>1° Ato - A Caixa</title><content type='html'>&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/-420CXI1hv8Y/TijUVlzF8II/AAAAAAAAAa4/P49q1-NuYmY/s1600/P1040609.JPG" onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}"&gt;&lt;img style="float:right; margin:0 0 10px 10px;cursor:pointer; cursor:hand;width: 240px; height: 320px;" src="http://2.bp.blogspot.com/-420CXI1hv8Y/TijUVlzF8II/AAAAAAAAAa4/P49q1-NuYmY/s320/P1040609.JPG" border="0" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5631984801415557250" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: 15px; line-height: 20px; "&gt;&lt;div style="font-family: Arial, Tahoma, Helvetica, FreeSans, sans-serif; text-align: left; "&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Arial, Helvetica, sans-serif; "&gt;Se pegares uma folha de árvore&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Arial, Tahoma, Helvetica, FreeSans, sans-serif; text-align: left; "&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Arial, Helvetica, sans-serif; "&gt;seca&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Arial, Tahoma, Helvetica, FreeSans, sans-serif; text-align: left; "&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Arial, Helvetica, sans-serif; "&gt;e olhá-la bem verá que dela houveram registros de um tempo&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Arial, Tahoma, Helvetica, FreeSans, sans-serif; text-align: left; "&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Arial, Helvetica, sans-serif; "&gt;um fragmento do tempo&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Arial, Tahoma, Helvetica, FreeSans, sans-serif; text-align: left; "&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Arial, Helvetica, sans-serif; "&gt;mas da mesma árvore não tirarás as mesmas digitais&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Arial, Tahoma, Helvetica, FreeSans, sans-serif; text-align: left; "&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Arial, Helvetica, sans-serif; "&gt;as quais - o destino - &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Arial, Tahoma, Helvetica, FreeSans, sans-serif; text-align: left; "&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Arial, Helvetica, sans-serif; "&gt;traçou com tanta paciencia.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Arial, Tahoma, Helvetica, FreeSans, sans-serif; text-align: left; "&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Arial, Helvetica, sans-serif; "&gt;Para as árvores, &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Arial, Tahoma, Helvetica, FreeSans, sans-serif; text-align: left; "&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Arial, Helvetica, sans-serif; "&gt;dos registros&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Arial, Tahoma, Helvetica, FreeSans, sans-serif; text-align: left; "&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Arial, Helvetica, sans-serif; "&gt;na vida de cada folha&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Arial, Tahoma, Helvetica, FreeSans, sans-serif; text-align: left; "&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Arial, Helvetica, sans-serif; "&gt;há o mistério que arranco certa razão&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Arial, Tahoma, Helvetica, FreeSans, sans-serif; text-align: left; "&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Arial, Helvetica, sans-serif; "&gt;para entender a diferença.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Arial, Tahoma, Helvetica, FreeSans, sans-serif; text-align: left; "&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Arial, Helvetica, sans-serif; "&gt;E o diferente está no outro.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Arial, Tahoma, Helvetica, FreeSans, sans-serif; text-align: left; "&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Arial, Helvetica, sans-serif; "&gt;Mas tambem sou o diferente do outro.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Arial, Tahoma, Helvetica, FreeSans, sans-serif; text-align: left; "&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Arial, Helvetica, sans-serif; "&gt;E meu sofrimento está no não-encontrar o igual.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Arial, Tahoma, Helvetica, FreeSans, sans-serif; text-align: left; "&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Arial, Helvetica, sans-serif; "&gt;Porque o igual, nunca é sozinho. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Arial, Tahoma, Helvetica, FreeSans, sans-serif; text-align: left; "&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Arial, Helvetica, sans-serif; "&gt;Igual não é singular.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Arial, Tahoma, Helvetica, FreeSans, sans-serif; text-align: left; "&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Arial, Helvetica, sans-serif; "&gt;São iguais os que caminham de mãos-dadas.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Arial, Tahoma, Helvetica, FreeSans, sans-serif; text-align: left; "&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Arial, Helvetica, sans-serif; "&gt;Ah, o diferente, esse ser especial!&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Arial, Tahoma, Helvetica, FreeSans, sans-serif; text-align: left; "&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Arial, Helvetica, sans-serif; "&gt;Diferente não é quem pretende ser.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Arial, Tahoma, Helvetica, FreeSans, sans-serif; text-align: left; "&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Arial, Helvetica, sans-serif; "&gt;Esse é um imitador do que&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Arial, Tahoma, Helvetica, FreeSans, sans-serif; text-align: left; "&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Arial, Helvetica, sans-serif; "&gt;ainda não foi imitado,&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Arial, Tahoma, Helvetica, FreeSans, sans-serif; text-align: left; "&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Arial, Helvetica, sans-serif; "&gt;nunca um ser diferente.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Arial, Helvetica, sans-serif; font-size: 15px; line-height: 20px; "&gt;Diferente é quem foi dotado&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: 15px; line-height: 20px; "&gt;&lt;div style="font-family: Arial, Tahoma, Helvetica, FreeSans, sans-serif; text-align: left; "&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Arial, Helvetica, sans-serif; "&gt;de alguns mais e de alguns menos em hora,&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Arial, Tahoma, Helvetica, FreeSans, sans-serif; text-align: left; "&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Arial, Helvetica, sans-serif; "&gt;momento e lugar errados para os outros.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Arial, Tahoma, Helvetica, FreeSans, sans-serif; text-align: left; "&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Arial, Helvetica, sans-serif; "&gt;Que riem de inveja de não serem assim.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Arial, Tahoma, Helvetica, FreeSans, sans-serif; text-align: left; "&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Arial, Helvetica, sans-serif; "&gt;E de medo de não aguentar,&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Arial, Tahoma, Helvetica, FreeSans, sans-serif; text-align: left; "&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Arial, Helvetica, sans-serif; "&gt;caso um dia venham a ser.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Arial, Tahoma, Helvetica, FreeSans, sans-serif; text-align: left; "&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Arial, Helvetica, sans-serif; "&gt;O diferente é um ser sempre&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Arial, Tahoma, Helvetica, FreeSans, sans-serif; text-align: left; "&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Arial, Helvetica, sans-serif; "&gt;mais próximo da perfeição.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Arial, Tahoma, Helvetica, FreeSans, sans-serif; text-align: left; "&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Arial, Helvetica, sans-serif; "&gt;O diferente nunca é um chato.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Arial, Tahoma, Helvetica, FreeSans, sans-serif; text-align: left; "&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Arial, Helvetica, sans-serif; "&gt;Mas é sempre confundido&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Arial, Tahoma, Helvetica, FreeSans, sans-serif; text-align: left; "&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Arial, Helvetica, sans-serif; "&gt;por pessoas menos sensíveis e avisadas.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Arial, Tahoma, Helvetica, FreeSans, sans-serif; text-align: left; "&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Arial, Helvetica, sans-serif; "&gt;Supondo encontrar um chato&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Arial, Tahoma, Helvetica, FreeSans, sans-serif; text-align: left; "&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Arial, Helvetica, sans-serif; "&gt;onde está um diferente,&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Arial, Tahoma, Helvetica, FreeSans, sans-serif; text-align: left; "&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Arial, Helvetica, sans-serif; "&gt;talentos são rechaçados;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Arial, Tahoma, Helvetica, FreeSans, sans-serif; text-align: left; "&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Arial, Helvetica, sans-serif; "&gt;vitórias, adiadas;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Arial, Tahoma, Helvetica, FreeSans, sans-serif; text-align: left; "&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Arial, Helvetica, sans-serif; "&gt;esperanças, mortas.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Arial, Tahoma, Helvetica, FreeSans, sans-serif; text-align: left; "&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Arial, Helvetica, sans-serif; "&gt;Um diferente medroso, este sim,&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Arial, Tahoma, Helvetica, FreeSans, sans-serif; text-align: left; "&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Arial, Helvetica, sans-serif; "&gt;acaba transformando-se num chato.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Arial, Tahoma, Helvetica, FreeSans, sans-serif; text-align: left; "&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Arial, Helvetica, sans-serif; "&gt;Chato é um diferente que não vingou rs&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Arial, Helvetica, sans-serif; font-size: 15px; line-height: 20px; "&gt;Os diferentes muito inteligentes&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: 15px; line-height: 20px; "&gt;&lt;div style="font-family: Arial, Tahoma, Helvetica, FreeSans, sans-serif; text-align: left; "&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Arial, Helvetica, sans-serif; "&gt;percebem porque os outros&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Arial, Tahoma, Helvetica, FreeSans, sans-serif; text-align: left; "&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Arial, Helvetica, sans-serif; "&gt;não os entendem.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Arial, Helvetica, sans-serif; font-size: 15px; line-height: 20px; "&gt;acabam tendo razão sozinhos,&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: 15px; line-height: 20px; "&gt;&lt;div style="font-family: Arial, Tahoma, Helvetica, FreeSans, sans-serif; text-align: left; "&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Arial, Helvetica, sans-serif; "&gt;Os diferentes raivosos&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Arial, Tahoma, Helvetica, FreeSans, sans-serif; text-align: left; "&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Arial, Helvetica, sans-serif; "&gt;ficam contra o mundo inteiro.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Arial, Helvetica, sans-serif; font-size: 15px; line-height: 20px; "&gt;Diferente que se preza entende&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: 15px; line-height: 20px; "&gt;&lt;div style="font-family: Arial, Tahoma, Helvetica, FreeSans, sans-serif; text-align: left; "&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Arial, Helvetica, sans-serif; "&gt;o porquê de quem o agride.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Arial, Helvetica, sans-serif; font-size: 15px; line-height: 20px; "&gt;Se o diferente se mediocrizar:&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: 15px; line-height: 20px; "&gt;&lt;div style="font-family: Arial, Tahoma, Helvetica, FreeSans, sans-serif; text-align: left; "&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Arial, Helvetica, sans-serif; "&gt;mergulhará no complexo de inferioridade.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Arial, Helvetica, sans-serif; font-size: 15px; line-height: 20px; "&gt;O diferente paga sempre o preço de estar&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="line-height: 20px; "&gt;&lt;div style="font-size: 15px; font-family: Arial, Tahoma, Helvetica, FreeSans, sans-serif; text-align: left; "&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Arial, Helvetica, sans-serif; "&gt;- mesmo sem querer –&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-size: 15px; font-family: Arial, Tahoma, Helvetica, FreeSans, sans-serif; text-align: left; "&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Arial, Helvetica, sans-serif; "&gt;alterando algo, ameaçando rebanhos,&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-size: 15px; font-family: Arial, Tahoma, Helvetica, FreeSans, sans-serif; text-align: left; "&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Arial, Helvetica, sans-serif; "&gt;carneiros e pastores.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Arial, Tahoma, Helvetica, FreeSans, sans-serif; text-align: left; "&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Arial, Helvetica, sans-serif; "&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: 15px;"&gt;O diferente suporta e digere &lt;/span&gt;&lt;i&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;a ira do irremediavelmente igual,&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Arial, Tahoma, Helvetica, FreeSans, sans-serif; text-align: left; "&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Arial, Helvetica, sans-serif; "&gt;&lt;i&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;a inveja do comum, o ódio do mediano.&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-size: 15px; font-family: Arial, Tahoma, Helvetica, FreeSans, sans-serif; text-align: left; "&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Arial, Helvetica, sans-serif; "&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-size: 15px; font-family: Arial, Tahoma, Helvetica, FreeSans, sans-serif; text-align: left; "&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Arial, Helvetica, sans-serif; "&gt;O verdadeiro diferente&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-size: 15px; font-family: Arial, Tahoma, Helvetica, FreeSans, sans-serif; text-align: left; "&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Arial, Helvetica, sans-serif; "&gt;sabe que nunca tem razão,&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-size: 15px; font-family: Arial, Tahoma, Helvetica, FreeSans, sans-serif; text-align: left; "&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Arial, Helvetica, sans-serif; "&gt;mas que está sempre certo! rs&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Arial, Helvetica, sans-serif; font-size: 15px; line-height: 20px; "&gt;O diferente começa a sofrer cedo,&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="line-height: 20px; "&gt;&lt;div style="font-size: 15px; font-family: Arial, Tahoma, Helvetica, FreeSans, sans-serif; text-align: left; "&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Arial, Helvetica, sans-serif; "&gt;já no primário, onde os demais, de mãos dadas,&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-size: 15px; font-family: Arial, Tahoma, Helvetica, FreeSans, sans-serif; text-align: left; "&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Arial, Helvetica, sans-serif; "&gt;e até mesmo alguns adultos,&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-size: 15px; font-family: Arial, Tahoma, Helvetica, FreeSans, sans-serif; text-align: left; "&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Arial, Helvetica, sans-serif; "&gt;por omissão, se unem para transformar...&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Arial, Helvetica, sans-serif; font-size: 15px; line-height: 20px; "&gt;o que é peculiaridade e potencial&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="line-height: 20px; "&gt;&lt;div style="font-size: 15px; font-family: Arial, Tahoma, Helvetica, FreeSans, sans-serif; text-align: left; "&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Arial, Helvetica, sans-serif; "&gt;em aleijão e caricatura.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Arial, Helvetica, sans-serif; font-size: 15px; line-height: 20px; "&gt;O que é percepção aguçada em:&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="line-height: 20px; "&gt;&lt;div style="font-size: 15px; font-family: Arial, Tahoma, Helvetica, FreeSans, sans-serif; text-align: left; "&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Arial, Helvetica, sans-serif; "&gt;“Puxa, fulano, como você é complicado”.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-size: 15px; font-family: Arial, Tahoma, Helvetica, FreeSans, sans-serif; text-align: left; "&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Arial, Helvetica, sans-serif; "&gt;O que é o embrião de um estilo próprio em:&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-size: 15px; font-family: Arial, Tahoma, Helvetica, FreeSans, sans-serif; text-align: left; "&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Arial, Helvetica, sans-serif; "&gt;“Você não está vendo como todo mundo faz?”&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Arial, Helvetica, sans-serif; font-size: 15px; line-height: 20px; "&gt;&lt;div&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Arial, Helvetica, sans-serif; font-size: 15px; line-height: 20px; "&gt;..............................................................&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;.............................................................&lt;/span&gt;&lt;div&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Arial, Helvetica, sans-serif; font-size: 15px; line-height: 20px; "&gt;O diferente carrega desde cedo apelidos&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="line-height: 20px; "&gt;&lt;div style="font-size: 15px; font-family: Arial, Tahoma, Helvetica, FreeSans, sans-serif; text-align: left; "&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Arial, Helvetica, sans-serif; "&gt;...................................................................&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-size: 15px; font-family: Arial, Tahoma, Helvetica, FreeSans, sans-serif; text-align: left; "&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Arial, Helvetica, sans-serif; "&gt;e marcações os quais acaba incorporando.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-size: 15px; font-family: Arial, Tahoma, Helvetica, FreeSans, sans-serif; text-align: left; "&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Arial, Helvetica, sans-serif; "&gt;...................&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-size: 15px; font-family: Arial, Tahoma, Helvetica, FreeSans, sans-serif; text-align: left; "&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Arial, Helvetica, sans-serif; "&gt;Só os diferentes mais fortes do que o mundo&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-size: 15px; font-family: Arial, Tahoma, Helvetica, FreeSans, sans-serif; text-align: left; "&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Arial, Helvetica, sans-serif; "&gt;se transformaram (e se transformam)&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-size: 15px; font-family: Arial, Tahoma, Helvetica, FreeSans, sans-serif; text-align: left; "&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Arial, Helvetica, sans-serif; "&gt;nos seus grandes modificadores.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Arial, Helvetica, sans-serif; font-size: 15px; line-height: 20px; "&gt;O Diferente é o que vê mais longe do que o consenso.&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="line-height: 20px; "&gt;&lt;div style="font-size: 15px; font-family: Arial, Tahoma, Helvetica, FreeSans, sans-serif; text-align: left; "&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Arial, Helvetica, sans-serif; "&gt;O que se sente antes mesmo dos demais&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-size: 15px; font-family: Arial, Tahoma, Helvetica, FreeSans, sans-serif; text-align: left; "&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Arial, Helvetica, sans-serif; "&gt;começarem a perceber.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-size: 15px; font-family: Arial, Tahoma, Helvetica, FreeSans, sans-serif; text-align: left; "&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Arial, Helvetica, sans-serif; "&gt;Diferente é o que se emociona&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-size: 15px; font-family: Arial, Tahoma, Helvetica, FreeSans, sans-serif; text-align: left; "&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Arial, Helvetica, sans-serif; "&gt;enquanto todos em torno,&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-size: 15px; font-family: Arial, Tahoma, Helvetica, FreeSans, sans-serif; text-align: left; "&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Arial, Helvetica, sans-serif; "&gt;agridem e gargalham.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-size: 15px; font-family: Arial, Tahoma, Helvetica, FreeSans, sans-serif; text-align: left; "&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Arial, Helvetica, sans-serif; "&gt;É o que engorda mais um pouco;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-size: 15px; font-family: Arial, Tahoma, Helvetica, FreeSans, sans-serif; text-align: left; "&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Arial, Helvetica, sans-serif; "&gt;chora onde outros xingam;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-size: 15px; font-family: Arial, Tahoma, Helvetica, FreeSans, sans-serif; text-align: left; "&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Arial, Helvetica, sans-serif; "&gt;estuda onde outros burram.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-size: 15px; font-family: Arial, Tahoma, Helvetica, FreeSans, sans-serif; text-align: left; "&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Arial, Helvetica, sans-serif; "&gt;Quer onde outros cansam.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-size: 15px; font-family: Arial, Tahoma, Helvetica, FreeSans, sans-serif; text-align: left; "&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Arial, Helvetica, sans-serif; "&gt;Espera de onde já não vem.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-size: 15px; font-family: Arial, Tahoma, Helvetica, FreeSans, sans-serif; text-align: left; "&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Arial, Helvetica, sans-serif; "&gt;Sonha entre realistas.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-size: 15px; font-family: Arial, Tahoma, Helvetica, FreeSans, sans-serif; text-align: left; "&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Arial, Helvetica, sans-serif; "&gt;Concretiza entre sonhadores.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-size: 15px; font-family: Arial, Tahoma, Helvetica, FreeSans, sans-serif; text-align: left; "&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Arial, Helvetica, sans-serif; "&gt;Fala de leite em reunião de bêbados.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-size: 15px; font-family: Arial, Tahoma, Helvetica, FreeSans, sans-serif; text-align: left; "&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Arial, Helvetica, sans-serif; "&gt;Cria onde o hábito rotiniza.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-size: 15px; font-family: Arial, Tahoma, Helvetica, FreeSans, sans-serif; text-align: left; "&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Arial, Helvetica, sans-serif; "&gt;Sofre onde os outros ganham.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Arial, Helvetica, sans-serif; font-size: 15px; line-height: 20px; "&gt;Diferente é o que fica doendo&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="line-height: 20px; "&gt;&lt;div style="font-size: 15px; font-family: Arial, Tahoma, Helvetica, FreeSans, sans-serif; text-align: left; "&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Arial, Helvetica, sans-serif; "&gt;onde a alegria impera.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-size: 15px; font-family: Arial, Tahoma, Helvetica, FreeSans, sans-serif; text-align: left; "&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Arial, Helvetica, sans-serif; "&gt;;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-size: 15px; font-family: Arial, Tahoma, Helvetica, FreeSans, sans-serif; text-align: left; "&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Arial, Helvetica, sans-serif; "&gt;pausa&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-size: 15px; font-family: Arial, Tahoma, Helvetica, FreeSans, sans-serif; text-align: left; "&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Arial, Helvetica, sans-serif; "&gt;.......................................................&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-size: 15px; font-family: Arial, Tahoma, Helvetica, FreeSans, sans-serif; text-align: left; "&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Arial, Helvetica, sans-serif; "&gt;.............................................&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-size: 15px; font-family: Arial, Tahoma, Helvetica, FreeSans, sans-serif; text-align: left; "&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Arial, Helvetica, sans-serif; "&gt;Aceita empregos que ninguém supõe.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-size: 15px; font-family: Arial, Tahoma, Helvetica, FreeSans, sans-serif; text-align: left; "&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Arial, Helvetica, sans-serif; "&gt;Perde horas em coisas que&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-size: 15px; font-family: Arial, Tahoma, Helvetica, FreeSans, sans-serif; text-align: left; "&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Arial, Helvetica, sans-serif; "&gt;só ele sabe importantes.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Arial, Helvetica, sans-serif; font-size: 15px; line-height: 20px; "&gt;Engorda onde não deve.&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="line-height: 20px; "&gt;&lt;div style="font-size: 15px; font-family: Arial, Tahoma, Helvetica, FreeSans, sans-serif; text-align: left; "&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Arial, Helvetica, sans-serif; "&gt;Diz sempre na hora de calar.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-size: 15px; font-family: Arial, Tahoma, Helvetica, FreeSans, sans-serif; text-align: left; "&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Arial, Helvetica, sans-serif; "&gt;Cala nas horas erradas.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-size: 15px; font-family: Arial, Tahoma, Helvetica, FreeSans, sans-serif; text-align: left; "&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Arial, Helvetica, sans-serif; "&gt;Não desiste de lutar pela harmonia.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-size: 15px; font-family: Arial, Tahoma, Helvetica, FreeSans, sans-serif; text-align: left; "&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Arial, Helvetica, sans-serif; "&gt;Mas desiste sempre de lutar por um amor...&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-size: 15px; font-family: Arial, Tahoma, Helvetica, FreeSans, sans-serif; text-align: left; "&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Arial, Helvetica, sans-serif; "&gt;Fala de amor no meio da guerra.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-size: 15px; font-family: Arial, Tahoma, Helvetica, FreeSans, sans-serif; text-align: left; "&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Arial, Helvetica, sans-serif; "&gt;Deixa o adversário fazer o gol,&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-size: 15px; font-family: Arial, Tahoma, Helvetica, FreeSans, sans-serif; text-align: left; "&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Arial, Helvetica, sans-serif; "&gt;porque gosta mais de jogar do que de ganhar.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Arial, Helvetica, sans-serif; font-size: 15px; line-height: 20px; "&gt;Ele aprendeu a superar riso,&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="line-height: 20px; "&gt;&lt;div style="font-size: 15px; font-family: Arial, Tahoma, Helvetica, FreeSans, sans-serif; text-align: left; "&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Arial, Helvetica, sans-serif; "&gt;deboche, escárnio,&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-size: 15px; font-family: Arial, Tahoma, Helvetica, FreeSans, sans-serif; text-align: left; "&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Arial, Helvetica, sans-serif; "&gt;e consciência dolorosa de.....&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-size: 15px; font-family: Arial, Tahoma, Helvetica, FreeSans, sans-serif; text-align: left; "&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Arial, Helvetica, sans-serif; "&gt;que a média é má porque é igual!&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-size: 15px; font-family: Arial, Tahoma, Helvetica, FreeSans, sans-serif; text-align: left; "&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Arial, Helvetica, sans-serif; "&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-size: 15px; font-family: Arial, Tahoma, Helvetica, FreeSans, sans-serif; text-align: left; "&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Arial, Helvetica, sans-serif; "&gt;Os diferentes aí estão:&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-size: 15px; font-family: Arial, Tahoma, Helvetica, FreeSans, sans-serif; text-align: left; "&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Arial, Helvetica, sans-serif; "&gt;enfermos, paralíticos, machucados, engordados,&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-size: 15px; font-family: Arial, Tahoma, Helvetica, FreeSans, sans-serif; text-align: left; "&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Arial, Helvetica, sans-serif; "&gt;magros demais, inteligentes em excesso,&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-size: 15px; font-family: Arial, Tahoma, Helvetica, FreeSans, sans-serif; text-align: left; "&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Arial, Helvetica, sans-serif; "&gt;bons demais para aquele cargo,&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-size: 15px; font-family: Arial, Tahoma, Helvetica, FreeSans, sans-serif; text-align: left; "&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Arial, Helvetica, sans-serif; "&gt;excepcionais, narigudos, barrigudos,&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-size: 15px; font-family: Arial, Tahoma, Helvetica, FreeSans, sans-serif; text-align: left; "&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Arial, Helvetica, sans-serif; "&gt;joelhudos, de pé grande, de roupas erradas,&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-size: 15px; font-family: Arial, Tahoma, Helvetica, FreeSans, sans-serif; text-align: left; "&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Arial, Helvetica, sans-serif; "&gt;ficaram carecas&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-size: 15px; font-family: Arial, Tahoma, Helvetica, FreeSans, sans-serif; text-align: left; "&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Arial, Helvetica, sans-serif; "&gt;mudaram de cidades&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-size: 15px; font-family: Arial, Tahoma, Helvetica, FreeSans, sans-serif; text-align: left; "&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Arial, Helvetica, sans-serif; "&gt;enterraram e enterrarão seus amigos&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-size: 15px; font-family: Arial, Tahoma, Helvetica, FreeSans, sans-serif; text-align: left; "&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Arial, Helvetica, sans-serif; "&gt;cheios de espinhas, de mumunha,&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-size: 15px; font-family: Arial, Tahoma, Helvetica, FreeSans, sans-serif; text-align: left; "&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Arial, Helvetica, sans-serif; "&gt;de malícia ou de baba&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-size: 15px; font-family: Arial, Tahoma, Helvetica, FreeSans, sans-serif; text-align: left; "&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Arial, Helvetica, sans-serif; "&gt;eles estão solteiros....&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-size: 15px; font-family: Arial, Tahoma, Helvetica, FreeSans, sans-serif; text-align: left; "&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Arial, Helvetica, sans-serif; "&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-size: 15px; font-family: Arial, Tahoma, Helvetica, FreeSans, sans-serif; text-align: left; "&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Arial, Helvetica, sans-serif; "&gt;Aí estão, doendo e doendo,&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-size: 15px; font-family: Arial, Tahoma, Helvetica, FreeSans, sans-serif; text-align: left; "&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Arial, Helvetica, sans-serif; "&gt;mas procurando ser,&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-size: 15px; font-family: Arial, Tahoma, Helvetica, FreeSans, sans-serif; text-align: left; "&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Arial, Helvetica, sans-serif; "&gt;conseguindo ser,&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-size: 15px; font-family: Arial, Tahoma, Helvetica, FreeSans, sans-serif; text-align: left; "&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Arial, Helvetica, sans-serif; "&gt;sendo muito mais!&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Arial, Helvetica, sans-serif; font-size: 15px; line-height: 20px; "&gt;A alma dos diferentes é feita de uma luz além.&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="line-height: 20px; "&gt;&lt;div style="font-size: 15px; font-family: Arial, Tahoma, Helvetica, FreeSans, sans-serif; text-align: left; "&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Arial, Helvetica, sans-serif; "&gt;Sua estrela tem moradas deslumbrantes&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-size: 15px; font-family: Arial, Tahoma, Helvetica, FreeSans, sans-serif; text-align: left; "&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Arial, Helvetica, sans-serif; "&gt;que eles guardam para os pouco capazes&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-size: 15px; font-family: Arial, Tahoma, Helvetica, FreeSans, sans-serif; text-align: left; "&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Arial, Helvetica, sans-serif; "&gt;de os sentir e entender.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-size: 15px; font-family: Arial, Tahoma, Helvetica, FreeSans, sans-serif; text-align: left; "&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Arial, Helvetica, sans-serif; "&gt;Porque os diferentes se esbarram na tragetória&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-size: 15px; font-family: Arial, Tahoma, Helvetica, FreeSans, sans-serif; text-align: left; "&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Arial, Helvetica, sans-serif; "&gt;Nessas moradas estão&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-size: 15px; font-family: Arial, Tahoma, Helvetica, FreeSans, sans-serif; text-align: left; "&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Arial, Helvetica, sans-serif; "&gt;tesouros da ternura humana&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-size: 15px; font-family: Arial, Tahoma, Helvetica, FreeSans, sans-serif; text-align: left; "&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Arial, Helvetica, sans-serif; "&gt;De que só os diferentes são capazes.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Arial, Helvetica, sans-serif; font-size: 15px; line-height: 20px; "&gt;Não mexa com o amor de um diferente.&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="line-height: 20px; "&gt;&lt;div style="font-size: 15px; font-family: Arial, Tahoma, Helvetica, FreeSans, sans-serif; text-align: left; "&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Arial, Helvetica, sans-serif; "&gt;A menos que você seja suficientemente forte&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Arial, Helvetica, sans-serif; font-size: 15px; line-height: 20px; "&gt;Ainda está por decidir a caixa &lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Arial, Helvetica, sans-serif; font-size: 15px; line-height: 20px; "&gt;onde somamos &lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Arial, Helvetica, sans-serif; font-size: 15px; line-height: 20px; "&gt; &lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="line-height: 20px; "&gt;&lt;div style="font-size: 15px; font-family: Arial, Tahoma, Helvetica, FreeSans, sans-serif; text-align: left; "&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Arial, Helvetica, sans-serif; "&gt;para suportá-lo depois.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: 15px; line-height: 20px; "&gt;&lt;div style="font-family: Arial, Tahoma, Helvetica, FreeSans, sans-serif; text-align: justify; "&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Arial, Helvetica, sans-serif; "&gt;cartas de quem nos queria antes&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Arial, Tahoma, Helvetica, FreeSans, sans-serif; text-align: justify; "&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Arial, Helvetica, sans-serif; "&gt;do acordar aqui. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Arial, Tahoma, Helvetica, FreeSans, sans-serif; text-align: justify; "&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Arial, Helvetica, sans-serif; "&gt;Mas &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: 15px; line-height: 20px; "&gt;&lt;div style="font-family: Arial, Tahoma, Helvetica, FreeSans, sans-serif; text-align: justify; "&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Arial, Helvetica, sans-serif; "&gt;como ordenar essas linhas &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: 15px; line-height: 20px; "&gt;&lt;div style="font-family: Arial, Tahoma, Helvetica, FreeSans, sans-serif; text-align: justify; "&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Arial, Helvetica, sans-serif; "&gt;(mesmo que &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Arial, Helvetica, sans-serif; font-size: 15px; line-height: 20px; "&gt;para as ler de vez)&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: 15px; line-height: 20px; "&gt;&lt;div style="font-family: Arial, Tahoma, Helvetica, FreeSans, sans-serif; text-align: justify; "&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Arial, Helvetica, sans-serif; "&gt;sem ter que rever cada voz?&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Arial, Tahoma, Helvetica, FreeSans, sans-serif; text-align: justify; "&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Arial, Helvetica, sans-serif; "&gt;Resistindo à distração de&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Arial, Tahoma, Helvetica, FreeSans, sans-serif; text-align: justify; "&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Arial, Helvetica, sans-serif; "&gt;ter que aceder à memória?&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Arial, Tahoma, Helvetica, FreeSans, sans-serif; text-align: justify; "&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Arial, Helvetica, sans-serif; "&gt;Sendo fiel ao momento sem&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Arial, Tahoma, Helvetica, FreeSans, sans-serif; text-align: justify; "&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Arial, Helvetica, sans-serif; "&gt;ser&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Arial, Tahoma, Helvetica, FreeSans, sans-serif; text-align: justify; "&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Arial, Helvetica, sans-serif; "&gt;desleal com o passado?&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Arial, Tahoma, Helvetica, FreeSans, sans-serif; text-align: justify; "&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Arial, Helvetica, sans-serif; "&gt;Usando apenas as mãos&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Arial, Tahoma, Helvetica, FreeSans, sans-serif; text-align: justify; "&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Arial, Helvetica, sans-serif; "&gt;sem usar dos sentimentos?&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Arial, Tahoma, Helvetica, FreeSans, sans-serif; text-align: justify; "&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Arial, Helvetica, sans-serif; "&gt;Revisitando os lugares&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Arial, Tahoma, Helvetica, FreeSans, sans-serif; text-align: justify; "&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Arial, Helvetica, sans-serif; "&gt;sem saudar as personagens?&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Arial, Tahoma, Helvetica, FreeSans, sans-serif; text-align: justify; "&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Arial, Helvetica, sans-serif; "&gt;Há&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Arial, Tahoma, Helvetica, FreeSans, sans-serif; text-align: justify; "&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Arial, Helvetica, sans-serif; "&gt;chaves que deves fazer por&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Arial, Tahoma, Helvetica, FreeSans, sans-serif; text-align: justify; "&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Arial, Helvetica, sans-serif; "&gt;perder nas despedidas&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Arial, Tahoma, Helvetica, FreeSans, sans-serif; text-align: justify; "&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Arial, Helvetica, sans-serif; "&gt;se&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Arial, Tahoma, Helvetica, FreeSans, sans-serif; text-align: justify; "&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Arial, Helvetica, sans-serif; "&gt;no agudo vão de escadas que sobe ao teu coração&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Arial, Tahoma, Helvetica, FreeSans, sans-serif; text-align: justify; "&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Arial, Helvetica, sans-serif; "&gt;a caixa é uma teia&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Arial, Tahoma, Helvetica, FreeSans, sans-serif; text-align: justify; "&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Arial, Helvetica, sans-serif; "&gt;(ardilosamente montada)&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Arial, Tahoma, Helvetica, FreeSans, sans-serif; text-align: justify; "&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Arial, Helvetica, sans-serif; "&gt;pronta a reter a pressa de&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Arial, Tahoma, Helvetica, FreeSans, sans-serif; text-align: justify; "&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Arial, Helvetica, sans-serif; "&gt;um&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: 15px; line-height: 20px; "&gt;&lt;div style="font-family: Arial, Tahoma, Helvetica, FreeSans, sans-serif; text-align: justify; "&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Arial, Helvetica, sans-serif; "&gt;voo mais desprevenido &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Arial, Helvetica, sans-serif; font-size: 15px; line-height: 20px; "&gt;de quem é diferente &lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Arial, Helvetica, sans-serif; font-size: 15px; line-height: 20px; "&gt; &lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: 15px; line-height: 20px; "&gt;&lt;div style="font-family: Arial, Tahoma, Helvetica, FreeSans, sans-serif; text-align: justify; "&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Arial, Helvetica, sans-serif; "&gt;como você.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Arial, Tahoma, Helvetica, FreeSans, sans-serif; text-align: justify; "&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Arial, Helvetica, sans-serif; "&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify; "&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;....................................................&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify; "&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;...........................................................................&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify; "&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;........................................................................................................................................&lt;i&gt;RiNATu&lt;/i&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/30046295-8066058914894124101?l=ninhoemchamas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/30046295/posts/default/8066058914894124101'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/30046295/posts/default/8066058914894124101'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ninhoemchamas.blogspot.com/2011/07/caixa.html' title='1° Ato - A Caixa'/><author><name>Renato buh Vicentt</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14248117644762725584</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='23' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_msRCkgpUaMA/S23rAUzmKNI/AAAAAAAAAWs/33V6NjiHGWc/S220/OgAAADco82nA7b0Jv-Qroq6_YEmBVIp_Amt0v4XStXFG5h0Y3cQxfMSYonfvJjO9FlAPUMhKLUODuklHxPwD5cQUaXsAm1T1UDekG7t20b7YpF4EwAq8umIoUDlE.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/-420CXI1hv8Y/TijUVlzF8II/AAAAAAAAAa4/P49q1-NuYmY/s72-c/P1040609.JPG' height='72' width='72'/></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-30046295.post-2026250900224260605</id><published>2011-06-29T20:10:00.002-03:00</published><updated>2011-06-29T20:25:58.023-03:00</updated><title type='text'>Da (para a) Intimidade</title><content type='html'>&lt;span class="Apple-style-span" style="color: rgb(73, 94, 115); font-family: Arial; font-size: 10px; "&gt;&lt;p style="margin-top: 0px; margin-right: 0px; margin-bottom: 10px; margin-left: 0px; padding-top: 0px; padding-right: 0px; padding-bottom: 0px; padding-left: 0px; color: rgb(63, 63, 63); font-size: 14px; line-height: 17px; "&gt;Intimidade é a categoria inventada para dar conta do aspecto mais interior da experiência pessoal humana. Diz-se íntimo do que não pode ser exposto. Fala-se da intimidade para expressar aquilo que não cabe na exterioridade das existências. Íntimo é sempre relativo ao que se esconde, ao reservado, ao que se preserva do contato com a esfera da vida pública, àquela que a 'maioria' que nos rodeia tem acesso. É uma instância de segredo, por meio da qual seres humanos se sentem donos de si mesmos. &lt;/p&gt;&lt;p style="margin-top: 0px; margin-right: 0px; margin-bottom: 10px; margin-left: 0px; padding-top: 0px; padding-right: 0px; padding-bottom: 0px; padding-left: 0px; color: rgb(63, 63, 63); font-size: 14px; line-height: 17px; "&gt;Íntimo é, pois, o lugar onde cada um se sente descoberto em sua subjetividade apenas para si mesmo, em uma espécie de contraposição ou negação da objetividade. Como na solidão na qual, em vez de sofrimento, encontra-se a salvaguarda de si. Por meio da intimidade cada um se sente em uma ilha deserta para a qual viajou voluntariamente.&lt;/p&gt;&lt;p style="margin-top: 0px; margin-right: 0px; margin-bottom: 10px; margin-left: 0px; padding-top: 0px; padding-right: 0px; padding-bottom: 0px; padding-left: 0px; color: rgb(63, 63, 63); font-size: 14px; line-height: 17px; "&gt;E alcançado a ilha, suposta ilha, só tocam os pés de quem temos certeza que não nos roubará.&lt;/p&gt;&lt;p style="margin-top: 0px; margin-right: 0px; margin-bottom: 10px; margin-left: 0px; padding-top: 0px; padding-right: 0px; padding-bottom: 0px; padding-left: 0px; color: rgb(63, 63, 63); font-size: 14px; line-height: 17px; "&gt;Íntimo é aquilo que não pode ser simplesmente comunicado... É o que se aparta da comunidade mesmo permanecendo dentro dela. Íntima é, da vida, a parte silenciosa, a que não pode ser publicada. Ocorre que a cultura humana é marcada pela exigência de comunicabilidade. Relacionamo-nos uns aos outros e nesta ação linguística está a experiência humana enquanto ela é política e ética, social também. Certamente deturpamos o sentido da comunicabilidade quando a compreendemos como mera relação de troca em um mundo de mercadorias. Li muito sobre isso, Bauman discute bastante a vida moderna, líquida. Relações líquidas.&lt;/p&gt;&lt;p style="margin-top: 0px; margin-right: 0px; margin-bottom: 10px; margin-left: 0px; padding-top: 0px; padding-right: 0px; padding-bottom: 0px; padding-left: 0px; color: rgb(63, 63, 63); font-size: 14px; line-height: 17px; "&gt;Na cultura contemporânea em que as tecnologias da imagem aliadas aos meios de comunicação de alta difusão determinam as formas de vida na sociedade do espetáculo, em que a era digital define um padrão estético e ético de ação, em que a compulsão à exposição de si vai das revistas de celebridades às redes sociais, não é difícil pensar que vivemos no tempo da banalização da intimidade...  e o quanto essa sede inesgotável tornou-se ainda mais tangível e necessária. Tal banalização é, na verdade, um interessante paradoxo. Se banal é aquilo que pode ser usado por todos, enquanto íntimo é aquilo que pertence apenas a um indivíduo, como seria possível banalizar o íntimo sem eliminá-lo? Em outras palavras, se banalizamos o íntimo e assim o eliminamos, será mesmo do íntimo e da intimidade que ainda estamos tratando? Ora, a expressão da intimidade sempre fez parte dos esforços poéticos e literários na história humana. Mas se não foi simples para os poetas, por que devemos achar que é tão alcançável e comunicável pelos internautas e usuários das mídias contemporâneas em geral?&lt;/p&gt;&lt;p style="margin-top: 0px; margin-right: 0px; margin-bottom: 10px; margin-left: 0px; padding-top: 0px; padding-right: 0px; padding-bottom: 0px; padding-left: 0px; color: rgb(63, 63, 63); font-size: 14px; line-height: 17px; "&gt;Facebook, msn, skype, sms. É comum, frequente e absurda a comunicabilidade do vício, do desejo e salto pela intimidade última a serviço da ausência. Para aliviar? Isso me esmaga. &lt;/p&gt;&lt;p style="margin-top: 0px; margin-right: 0px; margin-bottom: 10px; margin-left: 0px; padding-top: 0px; padding-right: 0px; padding-bottom: 0px; padding-left: 0px; color: rgb(63, 63, 63); font-size: 14px; line-height: 17px; "&gt;A intimidade banal não existe. Aquilo que podemos chamar de compulsão à exposição representa-se na extinção do íntimo. Se íntimo é o que não se expõe não podemos considerar que a publicização da vida tem simplesmente o poder de extirpá-lo. A exposição de “intimidades” – como as partes íntimas, as mais ocultas no corpo de uma pessoa – são bem conhecidas nas representações de obscenidades que compõem a pornografia. Há que se considerar, no entanto, que o órgão sexual exposto já não é íntimo, mas obscenamente recortado, ele é qualquer coisa que se dá a conhecer como objeto, como algo não mais experimentado subjetivamente, mas objetivamente percebido. &lt;/p&gt;&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: rgb(63, 63, 63); font-family: Arial; font-size: 14px; line-height: 17px; "&gt;Ela é conhecida apenas negativamente. &lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: rgb(63, 63, 63); font-family: Arial; font-size: 14px; line-height: 17px; "&gt;No presente, os que me rodeiam física, não me tocam profunda ou intimamente, mas como posso sentir a intimidade ser tocada por um contato virtual desse jeito?&lt;/span&gt;&lt;div&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: rgb(73, 94, 115); font-family: Arial; font-size: 10px; "&gt;&lt;p style="margin-top: 0px; margin-right: 0px; margin-bottom: 10px; margin-left: 0px; padding-top: 0px; padding-right: 0px; padding-bottom: 0px; padding-left: 0px; color: rgb(63, 63, 63); font-size: 14px; line-height: 17px; "&gt;Íntima é uma experiência de subjetividade que não é facilmente medida em termos objetivos. &lt;/p&gt;&lt;p style="margin-top: 0px; margin-right: 0px; margin-bottom: 10px; margin-left: 0px; padding-top: 0px; padding-right: 0px; padding-bottom: 0px; padding-left: 0px; color: rgb(63, 63, 63); font-size: 14px; line-height: 17px; "&gt;A pergunta é, portanto, em que momento o íntimo deixa de existir? &lt;/p&gt;&lt;p style="margin-top: 0px; margin-right: 0px; margin-bottom: 10px; margin-left: 0px; padding-top: 0px; padding-right: 0px; padding-bottom: 0px; padding-left: 0px; color: rgb(63, 63, 63); font-size: 14px; line-height: 17px; "&gt;Por que precisamos pensar que os tempos de miséria da subjetividade vencem tão facilmente o elemento misterioso que compõe a experiência de si a que denominamos intimidade e sobre a qual podemos falar apenas de fora, justamente porque as palavras apenas a tocam como algo externo à medida que ela se refere a um “dentro”? &lt;/p&gt;&lt;p style="margin-top: 0px; margin-right: 0px; margin-bottom: 10px; margin-left: 0px; padding-top: 0px; padding-right: 0px; padding-bottom: 0px; padding-left: 0px; color: rgb(63, 63, 63); font-size: 14px; line-height: 17px; "&gt;Que lógica seria esta que desconsidera tão facilmente sua potência?  &lt;/p&gt;&lt;p style="margin-top: 0px; margin-right: 0px; margin-bottom: 10px; margin-left: 0px; padding-top: 0px; padding-right: 0px; padding-bottom: 0px; padding-left: 0px; color: rgb(63, 63, 63); font-size: 14px; line-height: 17px; "&gt;Discursar sobre seu fim é alerta contra um perigo que paira sobre ela ou mera propaganda niilista que inventa tê-la encontrado?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="margin-top: 0px; margin-right: 0px; margin-bottom: 10px; margin-left: 0px; padding-top: 0px; padding-right: 0px; padding-bottom: 0px; padding-left: 0px; color: rgb(63, 63, 63); font-size: 14px; line-height: 17px; "&gt;A intimidade é mais uma forma de relação do que uma instância.  Assim, não podemos dizer que o ciberespaço, que a internet como “lugar” substitui o lugar da intimidade, porque a intimidade não é simplesmente algo que se encontra no espaço, não é, portanto, um objeto. &lt;/p&gt;&lt;p style="margin-top: 0px; margin-right: 0px; margin-bottom: 10px; margin-left: 0px; padding-top: 0px; padding-right: 0px; padding-bottom: 0px; padding-left: 0px; color: rgb(63, 63, 63); font-size: 14px; line-height: 17px; "&gt;Ela é, muito mais, aquilo que, do espaço não se pode simplesmente acessar. &lt;/p&gt;&lt;p style="margin-top: 0px; margin-right: 0px; margin-bottom: 10px; margin-left: 0px; padding-top: 0px; padding-right: 0px; padding-bottom: 0px; padding-left: 0px; color: rgb(63, 63, 63); font-size: 14px; line-height: 17px; "&gt;Tampouco é um dentro que se põe para fora. &lt;/p&gt;&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: rgb(63, 63, 63); font-family: Arial; font-size: 14px; line-height: 17px; "&gt;Assim é que a intimidade é um modo de relacionar-se com espaços e objetos que se configura e reconfigura nos processos sociais. Ela é uma experiência pessoal doada a algo palpavel.&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: rgb(73, 94, 115); font-family: Arial; font-size: 10px; "&gt;&lt;p style="margin-top: 0px; margin-right: 0px; margin-bottom: 10px; margin-left: 0px; padding-top: 0px; padding-right: 0px; padding-bottom: 0px; padding-left: 0px; color: rgb(63, 63, 63); font-size: 14px; line-height: 17px; "&gt;&lt;strong style="margin-top: 0px; margin-right: 0px; margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; padding-top: 0px; padding-right: 0px; padding-bottom: 0px; padding-left: 0px; "&gt;A chave da intimidade pertence unicamente a seu portador&lt;/strong&gt;.  &lt;/p&gt;&lt;p style="margin-top: 0px; margin-right: 0px; margin-bottom: 10px; margin-left: 0px; padding-top: 0px; padding-right: 0px; padding-bottom: 0px; padding-left: 0px; color: rgb(63, 63, 63); font-size: 14px; line-height: 17px; "&gt;Logo, as redes sociais não eliminam a intimidade pela sua hiperexposição porque &lt;strong style="margin-top: 0px; margin-right: 0px; margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; padding-top: 0px; padding-right: 0px; padding-bottom: 0px; padding-left: 0px; "&gt;intimidade é o que, sendo exposto, já não está ali&lt;/strong&gt;. O que as pessoas expõem é a angústia do vazio enquanto a intimidade é algo que permanece na esfera de segredo de cada um. Logo, a exposição da intimidade na internet ou é mentira ou é compulsão à exposição. A intimidade mesma é uma força de negação que não se reduz a demandas objetivas sem resistência...&lt;/p&gt;&lt;p style="margin-top: 0px; margin-right: 0px; margin-bottom: 10px; margin-left: 0px; padding-top: 0px; padding-right: 0px; padding-bottom: 0px; padding-left: 0px; color: rgb(63, 63, 63); font-size: 14px; line-height: 17px; "&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="text-align: right;margin-top: 0px; margin-right: 0px; margin-bottom: 10px; margin-left: 0px; padding-top: 0px; padding-right: 0px; padding-bottom: 0px; padding-left: 0px; color: rgb(63, 63, 63); font-size: 14px; line-height: 17px; "&gt;&lt;i&gt;RiNATu&lt;/i&gt;&lt;/p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/30046295-2026250900224260605?l=ninhoemchamas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/30046295/posts/default/2026250900224260605'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/30046295/posts/default/2026250900224260605'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ninhoemchamas.blogspot.com/2011/06/da-para-intimidade.html' title='Da (para a) Intimidade'/><author><name>Renato buh Vicentt</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14248117644762725584</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='23' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_msRCkgpUaMA/S23rAUzmKNI/AAAAAAAAAWs/33V6NjiHGWc/S220/OgAAADco82nA7b0Jv-Qroq6_YEmBVIp_Amt0v4XStXFG5h0Y3cQxfMSYonfvJjO9FlAPUMhKLUODuklHxPwD5cQUaXsAm1T1UDekG7t20b7YpF4EwAq8umIoUDlE.jpg'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-30046295.post-1216440422189358851</id><published>2011-06-27T02:53:00.006-03:00</published><updated>2011-06-27T03:28:43.017-03:00</updated><title type='text'>Personagens Reais</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://2.bp.blogspot.com/-tHyUQ4bSRnY/Tggi0OJvKmI/AAAAAAAAAas/22xkCnjkjxA/s1600/esgrima1.jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 300px; height: 244px;" src="http://2.bp.blogspot.com/-tHyUQ4bSRnY/Tggi0OJvKmI/AAAAAAAAAas/22xkCnjkjxA/s320/esgrima1.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5622782415319542370" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Nunca tive dom de criar personagens. Mas se basear no minímo do cotidiano é também tirar valor. Talvez você conheça a história cotidiana travada por Eu e seu correspondente, O Resto do Mundo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O Eu sentia tudo e com muita particularidade desde que começou a sentir  alguma coisa. Tudo começou no dia em que sentiu sua primeira raiva,  lembra bem. O dia em que quebrou seu único e primeiro dente. Depois  desse dia, eu combinou que não perderia mais nenhum dente sequer. E  cumpriu. Nenhum dente de leite caiu, todos tiveram de ser arrancados com  anestesia. As raízes eram imensas e fortes. Eu isso, eu aquilo, eu, eu,  eu. Desde pequenininho Eu, essa força absurda pronta pra destruir brocas ou  a si mesmo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Já O Resto do Mundo fritava menos, enquanto isso. Quem ter irmãos, pensa  menos como é um absurdo nascer. O Resto do Mundo via que do mesmo buraco  outros tinham chegado. O resto do mundo seguiu a carreira que todo o  resto do mundo segue. O Resto do Mundo ganhou dinheiro porque o resto do  mundo, a sua volta, ganhava. O resto do mundo achava que alguma coisa  ia mal, alguma coisa faltava. Mas vai ver que é assim com todo mundo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu, sabia que faltava alguma coisa e que essa coisa que faltava, dessa  maneira e desse jeito, era algo muito seu. Por isso escolheu fazer uma  coisa que mais ninguém no mundo poderia fazer a não ser Eu mesmo. Eu  tinha tanto o que pensar e sentir, que refutou muitas coisas. Eu podia  parecer preconceituoso, mas era apenas ocupado em si mesmo. O que  parecia um erro terrível, mas era só um medo filho da puta de O Resto do Mundo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O Resto do Mundo continuava achando que algo faltava e então chamou isso  de tristeza. E então, ficou perto de gente triste, pra poder ser  triste. Se O Resto do Mundo fosse Eu, ficaria triste e pronto. Mas O Resto do Mundo precisava de mundo, pra sugar e tal. Ainda que depois, se  fechasse em seu mundo pra brincar de Eu. Depois achou que lhe faltava Morte, e ficou perto da Morte. Depois achou que lhe faltavam As Palavras e  assim fez, morou com As Palavras por anos. Até que as emprestou e virou  um pouco As Palavras. O Resto do Mundo é música, é letra, é história, é  tudo. O Resto do Mundo é gigantesco. Mas tem um medo filho da puta de  ser Eu.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu também adora brincar de ser e imitar O Resto do Mundo. Sai sempre que pode de casa.&lt;br /&gt;Experimenta tudo. Tenta entrar nas coisas. Tenta deixar as coisas um  pouco dentro de si. Logo vem o medo de vomitar. De expulsar tudo que não  é Eu. Eu precisa de O Resto do Mundo perto o tempo todo, para senti-lo.  De longe, eu só sente Eu. Eu ri de O Resto do Mundo. Um misto de nervoso,  arrogância, ritual de sobrevivência e servidão.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu se transformou em mais Eu justamente pra se proteger de O Resto do Mundo. Então, quando  escuta que é amado pelo mundo, duvida, provoca e espanta. O Resto do Mundo virou O Resto do Mundo justamente porque ser Eu enlouquece e é  limitado. Então, por mais que Eu seja esperto, O Resto do Mundo só vê um  rato de laboratório, preso e correndo em sua esteirinha.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu adoraria casar e ter filhos e construir um lar. Mas para isso teria  que ser um pouco Nós. O que é quase a Morte. O Resto do Mundo pode ser  tantas coisas, pode se vestir de tantas coisas, que não é e nem quer  coisa de ninguém em específico. E também acabou sozinho.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu come pouco e vive enjoado. O Resto do Mundo engole o que vê pela  frente e vive com dor de estômago. Um é ligado demais por dentro, não  quer mais do que é porque o que é já quase o explode. O outro nem lembra  o que esse por dentro agüenta, de tanto que carrega tudo pra ser algo.  Pode tanto tudo que tudo banaliza.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu diz coisas feias que saem sem filtro e de dentro. O Resto do Mundo  diz coisas lindas que já chegaram filtradas, de fora. Os dois sabem do  que o outro está falando, mas é que dá uma preguiça desgraçada parar de  brincar só porque a bola caiu do outro lado do muro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu e O Resto do Mundo, são seres solitários que se atacam. Cada um pra  defender o seu ser de tantos mil anos. Um sem saber o que fazer com o  amargo que desce da boca pro cu. O outro sem saber o que fazer com o  amargo que sobe do cu pra boca. Um com medo do que pode calar tantas  certezas conquistadas na ignorância, o outro com medo da voz trêmula que  poderia ter a sua inteligência se não estivesse pautada em algo. Eu não  sabe o que sente, mas diz mesmo assim. O Resto do Mundo tem certeza do  que sente, mas quando diz, fala pelo resto do mundo. Eu entende só de  si, o que já é uma humanidade inteira. O Resto do Mundo entende de todo o  resto, o que faz Eu parecer uma criança de cinco anos se debatendo pra  entender tanta vontade de chorar ou de ser feliz.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu e O Resto do Mundo desistiram de se amar em suas roupas rasgadas pela  luta. Mas nus, Eu empresta de O Resto do Mundo um silêncio que seu Eu  jamais lhe daria. Ter O Resto do Mundo dentro de si é a Morte mais  feliz. Ainda que doa e ainda que seja a Morte.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E O Resto do Mundo pára, quem diria. O mundo pára pra ver Eu. O mundo  pára para ver como Eu sente e se explica sem fim. Sem Eu, o mundo é um  lugar enorme, mas sem vida passeando em suas riquezas. Eu precisa do  mundo para ser lido. E O Resto do Mundo precisa de Eu para ser livro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Depois o Eu volta a sentir tudo com uma solidão avassaladora. Depois O Resto do Mundo volta a rodar. A rodar e atropelar Eu. A rodar e trucidar Eu. Eu volta a martelar em si. O Resto do Mundo volta a somar todos os  martelos do mundo para se sentir martelado. Cada um na sua despedida  egoísta, vingativa e perdoável. Na sua vida ha dois que não existe a não  ser por essa intersecção, no ponto onde eu se esquece pra pertencer e o  resto do mundo se encontra pra ser alguma coisa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não é inveja isso que nutrem um pelo outro. Nem ciúme. Nem ódio. Nem  maldade. É absurdo. É só absurdo. Algo tão parecido com amor que  confunde a vida em uma história só.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: right;"&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;RiNATu&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/30046295-1216440422189358851?l=ninhoemchamas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/30046295/posts/default/1216440422189358851'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/30046295/posts/default/1216440422189358851'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ninhoemchamas.blogspot.com/2011/06/personagens-reais.html' title='Personagens Reais'/><author><name>Renato buh Vicentt</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14248117644762725584</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='23' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_msRCkgpUaMA/S23rAUzmKNI/AAAAAAAAAWs/33V6NjiHGWc/S220/OgAAADco82nA7b0Jv-Qroq6_YEmBVIp_Amt0v4XStXFG5h0Y3cQxfMSYonfvJjO9FlAPUMhKLUODuklHxPwD5cQUaXsAm1T1UDekG7t20b7YpF4EwAq8umIoUDlE.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/-tHyUQ4bSRnY/Tggi0OJvKmI/AAAAAAAAAas/22xkCnjkjxA/s72-c/esgrima1.jpg' height='72' width='72'/></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-30046295.post-4913623750351502276</id><published>2011-06-15T00:06:00.004-03:00</published><updated>2011-06-15T00:54:31.949-03:00</updated><title type='text'>Insuportância</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: arial; font-size: 14px; line-height: 17px; "&gt;E se eu ir. Eu vou. Eu vou esperar tres horas? não vou esperar mais nem um minuto. Eu esperei sempre.Eu não vou? Vou. Lento, bem lento. O raciocínio diz tão devagar que deixo pra lá. As pernas estão tão devagares que deixo pra lá. Tem alguém passando na rua com um sapato trururu, trururu. Viver agora é um embalinho de barco ou de berço. Podia enjoar mas a felicidade de agora não deixa. Felicidade é sono. O oposto de despertar. Felicidade é esse segundinho de sono entre seu sonho e algo na TV. Despertar é preciso, mas só depois. Agora embalinho de barco. As perninhas fazem trururu, trururu. A dor está distante, em um planeta que guarda pra mim a dor. Pra depois. Por via das dúvidas, coloco outro Rivotril de 0,25mg embaixo da língua. Já tomei um mais cedo e e agora vou tomar outro. Somando tudo, são 0,75mg. A psiquiatra disse que posso tomar até 6mg por dia. E mais que isso? Ela muda de assunto. Mas com 0,75mg já fico bem legal. Bem legal mesmo. Pensa num dia que você tomou o vinho certo, transou com a pessoa certa e depois capotou num lençol de zilhões de fios egípcios rs... entao atrás dos meus joelhos aquele gostosinho da fraqueza sem julgamento. Na minha nuca, o quente de algum colo que nunca vai acabar. Se o uísque é o cachorro engarrafado o Rivotril é a mãe empilulada rs a mãe idealizada, claro. Mãe, não me deixe, segura na minha mão. Com 0,50mg já não sinto mais medo de algum moço ruim não me deixar ficar nem ir nem abrir a porta. Eu o abraçaria e cantaria "Just put me in a wheelchair and get me on a plane. Hurry, hurry, hurry before I go insane…". Não, não é essa. É o anjo que canta Candy Says. Mas que anjo? Ou o Bob falando cause every little thing is gonna be all right. Rivotril deixa seu cérebro musical pacas. A caixinha de música, lenta e constante. Ao invés do teclado macabro de desgraças cravadas no peito. Ao invés do vagão trem do horror passeando por baixo do esgoto e me dizendo que não tem ar, não tem ar, não cheira bem, é o fim, é ruim demais. Embalinho de barco, naninha de nenê, colo, quente, possibilidades. Demoro tanto pra falar agora e se o telefone tocar vai tocar pra sempre. Descobriram meu segredo. Por trás dos meus cabelos ruivos e rebeldes existe um caipira assado porque está fazendo coco sem parar de medo. De medo do quê? De ter medo. Mas de ter medo do quê? Não sei, cara. Juro. Se eu realmente precisar te responder eu diria "ir". Eu tenho medo de ir. Não acordo para o Nutre de banana e nem para o suco de laranja com gelo de água de sabe-se-lá-a-procedência. Tenho medo do gelo. Tenho fobia daquele cheiro de bafo enjaulado que forma crostas no ar. Se alguém espirrar vai pra onde? Não gosto, odeio particularmente os saquinhos de vômito. Tenho medo do som da privada. O limbo supersônico. Suas excreções explodidas no universo. Antes ninguém me liga e eu choro, choro, como eu choro. Não quero ir, não quero morrer, não quero as japinhas bebês sendo testadas por homens com roupa de apicultor pra ver se viraram armas nucleares, não quero as mortes da Líbia, não quero a patinha quebrada da labradora da vizinha, não quero que mãe e pai e domingos de sol com jornais acabem não quero que o Troye fique doente nem que ele suma nem que a água acabe. Silêncio e segundos depois, minha mãe entre o susto e a vontade de rir, me fala "mas você vai folgar só semana que vem de novo e suas férias estão perto". Sim, sim, não se explica. Eu não sei explicar o que é isso que dispara em mim quando penso malas e vou. Como é que fica o mundo quando destranco minha bolha? Sofrer é de uma arrogância egocêntrica sem limites. Tenho medo de dobrar a esquina de casa. Tenho medo de fazer aniversários. Tenho horror de pessoas burras. Tenho que ser homem e honrar sempre. Tenho medo que me magoem. Tenho medo de estarem rindo do quanto eu sou feliz quando alguém me abraça e eu me largo um pouco. Minha cabeça pesa quilos demais pro meu pescoço. Alguém por favor só me segura um pouquinho? Tenho medo de acordar. Tenho medo quando acaba a bateria do meu celular porque mexer nele me distrai de pensar como tudo é bem maluco. Estou quase dormindo, quase. Sinto uma tristeza profunda de ir. Ir é muito triste. E é inevitável ir pra algum lugar e ir sozinho é meu medo maior. Sou corajoso e viagem é com g e estou sempre indo apesar das minhas unhas desesperadas eternamente esfolando algum conforto que deixou saudades apesar de nunca ter existido. Mas o Rivotril vai comigo e daqui a pouco me traz de volta. Tenho 23 anos, sou um homem, o vizinho ao lado quer me comer, a reunião de amanha será sobre um lance bem maduro. Bem de homem com chefe bacana e fodão que ganha dinheiro e manda nas pessoas. Bem de quem tem talento. Eu tenho talento, as pessoas me pagam, me querem, me obedecem. Eu quero minha mãe. Eu não sou esse homem que eu sou. Eu sou, mas às vezes não. É foda manter isso aí que sou o tempo todo. É um drama, uma novela, e você diz que eu gosto e eu gosto porque me protege. Depois estarei aqui. Depois mil anos e todos nós mortos e os depois de nós mortos. Depois mais amores que me racham inteiro e eu catando minhas bolinhas de gude pelos ralos de todas as cidades. Tenho vontade de ser pai. Tenho medo de não ter fome. Tenho medo de não dormir. Ou tudo isso demais. Mais um Rivotril. O restinho dos ratos gritando somem. O restinho das pombas macabras somem. O restinho dos corvos somem. Todos para longe. vamos ver o eclipse pq Deus existe. Lá vai o cara legal mas que espanta. Mas assusta principalmente eu mesmo. Minha psiquiatra me disse que não sou fraco, sou humano, mas, poxa, às vezes é bem fraco ser humano. Preciso gostar dessa parte, preciso gostar dessa parte. Tirar meu livro enfincado no meu próprio peito. O céu está bem limpo enquanto eu durmo em algum lugar bem longe de mim.&lt;iframe width="425" height="344" src="http://www.youtube.com/embed/CEVyf6y_-Y4?fs=1" frameborder="0" allowfullscreen=""&gt;&lt;/iframe&gt; &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: rgb(142, 105, 97); font-family: arial; font-size: 14px; line-height: 17px; "&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: right;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: rgb(142, 105, 97); font-family: arial; font-size: 14px; line-height: 17px; "&gt;&lt;i&gt;RiNATu&lt;/i&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/30046295-4913623750351502276?l=ninhoemchamas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/30046295/posts/default/4913623750351502276'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/30046295/posts/default/4913623750351502276'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ninhoemchamas.blogspot.com/2011/06/insuportancia.html' title='Insuportância'/><author><name>Renato buh Vicentt</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14248117644762725584</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='23' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_msRCkgpUaMA/S23rAUzmKNI/AAAAAAAAAWs/33V6NjiHGWc/S220/OgAAADco82nA7b0Jv-Qroq6_YEmBVIp_Amt0v4XStXFG5h0Y3cQxfMSYonfvJjO9FlAPUMhKLUODuklHxPwD5cQUaXsAm1T1UDekG7t20b7YpF4EwAq8umIoUDlE.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://img.youtube.com/vi/CEVyf6y_-Y4/default.jpg' height='72' width='72'/></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-30046295.post-8523932786414004884</id><published>2011-06-12T13:03:00.005-03:00</published><updated>2011-06-12T13:34:39.276-03:00</updated><title type='text'>Como Pessoa</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="conteudo"&gt;&lt;span style="color:#464545;"&gt;Sentir é criar. &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span class="conteudo"&gt;&lt;span style="color:#464545;"&gt;Sentir é pensar sem ideias, e por isso sentir é compreender, visto que o Universo não tem ideias. Mas o que é sentir? Ter opiniões é não sentir.  Todas as nossas opiniões são dos outros. Pensar é querer transmitir aos outros aquilo que se julga que se sente. Por isso raro eu dizer (?) Só o que se pensa é que se pode comunicar aos outros. O que se sente não se pode comunicar. Só se pode comunicar o &lt;i&gt;valor&lt;/i&gt; do que se sente. Só se pode fazer sentir o que se sente. Não que o leitor sinta a pena comum [?]. Basta que sinta da mesma maneira. &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span class="conteudo"&gt;&lt;span style="color:#464545;"&gt;O sentimento abre as portas da prisão com que o pensamento fecha a alma. &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span class="conteudo"&gt;&lt;span style="color:#464545;"&gt;A lucidez só deve chegar ao limiar da alma. Nas próprias antecâmaras é proibido ser explícito. Sentir  é compreender. Pensar é errar. Compreender o que outra pessoa pensa é  discordar dela. Compreender o que outra pessoa sente é ser ela. Ser  outra pessoa é de uma grande utilidade metafísica. Deus é toda a gente.   Ver, ouvir, cheirar, gostar, palpar - são os únicos mandamentos da lei  de Deus. Os sentidos são divinos porque são a nossa relação com o  Universo, e a nossa relação com o Universo Deus. Agir é descrer. Pensar é errar. Só sentir é crença e verdade. Nada  existe fora das nossas sensações. Por isso agir é trair o nosso  pensamento. Não há critério da verdade senão não concordar consigo próprio. O  universo não concorda consigo próprio, porque passa. A vida não concorda  consigo própria, porque morre. O paradoxo é a fórmula típica da  Natureza. Por isso toda a verdade tem uma forma [?] paradoxal. Afirmar é enganar-se na porta. &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span class="conteudo"&gt;&lt;span style="color:#464545;"&gt;Pensar é limitar. Raciovinar é excluir. &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Há muito que é&lt;span style="font-size:130%;"&gt; bom pensar&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;, porque há muito que&lt;span style="font-size:180%;"&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt; é bom limitar e excluir. &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;"Substitui-te sempre a ti próprio. Tu não és bastante para ti. Sê  sempre imprevenido [?] por ti próprio. Acontece-te perante ti próprio."  Que as tuas sensações sejam meros acasos, aventuras que te acontecem.  "Deves ser um universo sem leis para poderes ser superior. "&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span class="conteudo"&gt;&lt;span style="color:#464545;"&gt;&lt;br /&gt;São estes os princípios essenciais do sensacionismo de Fernando Pessoa. &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span class="conteudo"&gt;&lt;span style="color:#464545;"&gt;&lt;br /&gt;"Faze de tua alma uma metafísica, uma ética e uma estética. Substitui-te a  Deus indecorosamente. É a única atitude realmente religiosa (Deus está  em toda a parte excepto em si próprio). "&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span class="conteudo"&gt;&lt;span style="color:#464545;"&gt;(...) "Faze do teu ser uma religião ateísta; das tuas sensações um rito e um culto."&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span class="conteudo"&gt;&lt;span style="color:#464545;"&gt;&lt;br /&gt;Nasce o ideal da nossa  consciência da  imperfeição da vida. Tantos, portanto, serão os ideais  possíveis, quantos forem os modos por que é possível ter a vida por  imperfeita. A cada modo de a ter por imperfeita corresponderá, por  contraste e semelhança, um conceito de perfeição. É a esse conceito de  perfeição que se dá o nome de ideal. &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span class="conteudo"&gt;&lt;span style="color:#464545;"&gt;Por muitas que pareça que devem ser as maneiras por que se pode ter a  vida por imperfeita, elas são, fundamentalmente, apenas três. Com  efeito, há só três conceitos possíveis de imperfeição, e, portanto, da  perfeição que se lhe opõe.  Podemos ter qualquer coisa por imperfeita simplesmente por ela ser  imperfeita; é a imperfeição que imputamos a um objeto mal fabricado.  Podemos, por contra, tê-la por imperfeita porque a imperfeição resida,  não na realização, senão na essência. Será quantitativa ou qualitativa a  diferença entre a essência dessa coisa imperfeita e a essência do que  consideramos perfeição; quantitativa como se disséssemos da noite,  comparando-a ao dia, que é imperfeita porque é menos clara; qualitativa  como se, no mesmo caso, disséssemos que a noite é imperfeita porque é o  contrário do dia. Pelo primeiro destes critérios, aplicando-o ao  conjunto da vida,  imperfeita por nos parecer que falece  naquilo mesmo por que se define, naquilo mesmo que parece que deveria  ser. &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span class="conteudo"&gt;&lt;span style="color:#464545;"&gt;Assim, todo o corpo é imperfeito porque não é um corpo perfeito;  toda a vida vida imperfeita porque, durando, não dura sempre; todo o  prazer imperfeito porque o envelhece o cansaço; toda a compreensão  imperfeita porque, quanto mais se expande, em maiores fronteiras confina  com o incompreensível que a cerca. &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span class="conteudo"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span class="conteudo"&gt;&lt;span style="color:#464545;"&gt;Quem sente desta maneira a  imperfeição da vida, quem assim a compara com ela própria, tendo-a por  infiel à sua própria natureza, força é que sinta como ideal um conceito  de perfeição que se apoie na mesma vida. Este ideal de perfeição é o  ideal helénico, ou o que pode assim designar-se, por terem sido os  gregos antigos quem mais distintivamente o teve, quem, em verdade, o  formou, de quem, por certo, ele foi herdado pelas civilizações  posteriores. Pelo segundo destes critérios teremos a vida por imperfeita por uma  deficiência quantitativa da sua essência, ou, em outras palavras, por a  considerarmos inferior - inferior a qualquer coisa, ou a qualquer  princípio, em o qual, em relação a ela, resida a superioridade. É esta  inferioridade essencial que, neste critério, dá às coisas a imperfeição  que elas mostram. Porque é vil e terreno, o corpo morre; não dura o  prazer, porque é do corpo, e por isso vil, e a essência do que é vil é  não poder durar; desaparece a juventude porque é um episódio desta vida  passageira; murcha a beleza que vemos porque cresce na haste emporal. Só  Deus, e a alma, que ele criou e se lhe assemelha, são a perfeição e a  verdadeira vida. Este é o ideal que poderemos chamar cristão, não só  porque é o cristianismo a religião que mais perfeitamente o definiu, mas  também porque é aquela que mais perfeitamente o definiu para nós.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt; &lt;span class="conteudo"&gt;&lt;span style="color:#464545;"&gt;Pelo último dos mesmos  critérios teremos a vida por imperfeita por a julgarmos consubstanciada  com a imperfeição, isto é, não existente, porque a não existência, sendo  a negação suprema, é a absoluta imperfeição. Teremos a vida por  ilusória; não já imperfeita, como para os gregos, por não ser perfeita;  não já imperfeita, como para os cristãos, por ser vil e material; senão  imperfeita por não existir, por ser mera aparência, absolutamente  aparência, vil portanto, se vil, não tanto com a vileza do que é vil,  quanto com a vileza do que é falso. É deste conceito de imperfeição que  nasce aquela forma de ideal que nos é mais familiarmente conhecida no  budismo, embora as suas manifestações houvessem surgido na Índia muito  antes daquele sistema místico, filhos ambos, ele como elas, do mesmo  substrato metafísico. É certo que este ideal aparece, com formas e  aplicações diversas, nos espiritualistas simbólicos, ou ocultistas, de  quase todas as confissões que possamos um dia fazer.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span class="conteudo"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span class="conteudo"&gt;&lt;span style="color:#464545;"&gt;Por isso não poderia confessar.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span class="conteudo"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;span class="conteudo"&gt;&lt;span style="color:#464545;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;div style="text-align: right;"&gt;&lt;span class="conteudo"&gt;&lt;span style="color:#464545;"&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;RiNATu&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span class="conteudo"&gt;&lt;span style="color:#464545;"&gt; &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/30046295-8523932786414004884?l=ninhoemchamas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/30046295/posts/default/8523932786414004884'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/30046295/posts/default/8523932786414004884'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ninhoemchamas.blogspot.com/2011/06/como-pessoa.html' title='Como Pessoa'/><author><name>Renato buh Vicentt</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14248117644762725584</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='23' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_msRCkgpUaMA/S23rAUzmKNI/AAAAAAAAAWs/33V6NjiHGWc/S220/OgAAADco82nA7b0Jv-Qroq6_YEmBVIp_Amt0v4XStXFG5h0Y3cQxfMSYonfvJjO9FlAPUMhKLUODuklHxPwD5cQUaXsAm1T1UDekG7t20b7YpF4EwAq8umIoUDlE.jpg'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-30046295.post-4681463959769795306</id><published>2011-06-08T22:20:00.002-03:00</published><updated>2011-06-08T22:41:43.580-03:00</updated><title type='text'>Vinhos e Trufas, outras baboseiras.</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Se você não atender, se não vier, se o horror das horas que antecedem o futuro. Quando as asas nascerem, como farei? Deita sobre mim sua mão, Deus. Não posso mais roer os nervos enquanto as horas passam e você não  aparece. Preciso me poupar. Não pretendo mais sofrer, depois, quando sumir de vez. Sofrer por amor é pura vaidade. Vou olhar para  retratos meus e, de novo, sentirei orgulho de mim. Fotos minhas antes de  você. Quando eu ainda não havia provado desse seu veneno vicioso, porque não provei, não deixei, não pude. Da  saliva que se faria heroína. Do cheiro que se faria lança-perfume. Deveria  ter uma tabela antipaixão como as que fizeram para os tabagistas.  Marcaríamos um xis nas vezes em que pensássemos no outro. Assumindo  assim nossa fraqueza. Contando as horas em que fôssemos capazes de  esquecer. Poucas, no meu caso, já que tudo me faria lembrar. E de noite as  coisas pioram. Mas quero, e posso, vencer essa semana. Sobreviver à  abstinência por sete dias. Ao éter da mentira, que deixou-nos  malucos e cegos. Estávamos correndo descalças entre os destroços da  cidade grande. Seremos crianças? Seremos julgados como adultos. Sendo a  culpa toda sua, que acreditou no ar que respirava. Na minha que aceitou o que era dado gratuitamente, mas nada é gratuíto, meu caro. No sujo. Na inveja.  Perdemos tudo na paisagem desolada dessa cidade. Cidade feia. E, no  feio, nos perdemos. Ou me perdi. Sozinho. Para depois ficar aqui,  sentado no meio-fio.&lt;br /&gt;Eu? Eu não sou somente bom. Sou uma pessoa muito bonita. Generoso? e  lindo? – e quem agüentar, agüentou. A humildade é meu cansaço. Como prêmio, terá meu amor. Saberá da  minha verdade. Dará boas gargalhadas. Mas terá que suportar uma boa  dose daquilo que sinto. Pois, apesar de tudo ser diversão, nada é  simples. Nada é pouco quando o mundo é o meu. No meu mundo, eu não sei onde andam aqueles, “os melhores”, que bebem  bons vinhos e saboreiam trufas. Queria saber se eles sentem, vagamente,  pode ser vagamente mesmo, uma pontinha de nojo, ou de tristeza, porque  vivem intensamente a baboseira dos vinhos e trufas, sem pensar em mim,  nem querer estar comigo, nem com qualquer outra pessoa que não entenda  picas de vinhos e tenha mais o que fazer do que pagar fortunas por  lascas de fungo. “Que merda. De que vale tudo isso? Quanto vale a minha vida? ‘Já conheço  os passos dessa estrada e sei que não vai dar em nada.’&lt;br /&gt;Ter todo o  direito do mundo de bater com a cabeça na parede. Quanta dor um homem  suporta? Quanto um coração agüenta de sofrimento? Dá para morrer? de amor?(...) Você sabe o que é perder? Sabe. Não há quem não saiba o que é  perder. Depositar tanto sonho em algo. Sonhar é tão trabalhoso.  Imaginar um mundo de felicidades sem fim. Lotado de paixão e  sensualidade. Passear com seu grande amor. O amor de sua vida para  sempre. E esse amor vai ser pra sempre lindo e charmoso. Irá dizer  coisas espirituosas para você no balcão de um bar cool. E quando chover  de repente, e você pensar em correr, o amor de sua vida – que é lindo,  culto, corajoso – dirá que quem corre da chuva é rato e que nós somos  homens, somos fortes e invencíveis. O amor entupindo as veias de fé e  imortalidade. Nós já nos conhecemos desde outra encarnação e vamos nos  amar para toda a vida celestial e eterna. Uma eternidade sem fim. Não,  não há morte. Ficaremos paras sempre juntos. (...) E não há paisagem que  seja mais linda do que o rosto do seu amor. Não há pôr-do-sol que valha  desviar seu olhar do dele. Eu te amo. Eu também te amo. Eu te amo mais.  Impossível. Eu te amo o mundo. Eu te amo o universo. Te amo tudo aquilo  que não conhecemos. E eu te amo antes que tudo o que nós não conhecemos  existisse. Eu te amo. Eu te amo. Eu te amo mais do que a mim.&lt;br /&gt;‘Já conheço os passos dessa estrada’... E, mesmo assim, estarei sempre  pronto para esquecer aqueles que me levaram a um abismo. E mais uma vez  amarei. E mais uma vez direi que nunca amei tanto em toda a minha vida.  Direi. ‘Vou colecionar mais um soneto, outro retrato em branco e preto a  maltratar meu coração’.&lt;br /&gt;Não! Preciso reagir. Da incrível falta. O que eu tenho, afinal? Saudades. Eu tenho  saudades. Do nunca. Do sempre. De palavras que não definem e de gente que não que sente de volta.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: right;"&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;RiNATu&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/30046295-4681463959769795306?l=ninhoemchamas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/30046295/posts/default/4681463959769795306'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/30046295/posts/default/4681463959769795306'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ninhoemchamas.blogspot.com/2011/06/vinhos-e-trufas-outras-baboseiras.html' title='Vinhos e Trufas, outras baboseiras.'/><author><name>Renato buh Vicentt</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14248117644762725584</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='23' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_msRCkgpUaMA/S23rAUzmKNI/AAAAAAAAAWs/33V6NjiHGWc/S220/OgAAADco82nA7b0Jv-Qroq6_YEmBVIp_Amt0v4XStXFG5h0Y3cQxfMSYonfvJjO9FlAPUMhKLUODuklHxPwD5cQUaXsAm1T1UDekG7t20b7YpF4EwAq8umIoUDlE.jpg'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-30046295.post-3676834271381666547</id><published>2011-05-23T23:14:00.002-03:00</published><updated>2011-05-23T23:19:54.521-03:00</updated><title type='text'>Água viva</title><content type='html'>&lt;span style="font-family:courier new;"&gt;Aniversário. Bad. Quase carente. Cada um sofre como pode. Alguns  precisam se retirar por dias e  permanecer incomunicáveis. Outros nem  deixam a dor esfriar e vão para  festas.&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:courier new;"&gt; Não há padrão de comportamento. As paredes são árvores,  as árvores são paredes.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:courier new;"&gt;Mas  existe um preconceito com quem reage  com senso de humor. Pois se  voltou a trabalhar e a sorrir é como se não  estivesse sofrendo. O luto  determina um protocolo de solenidade de  governo: choradeira, náusea e  comiseração.&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:courier new;"&gt; Não dá para passar a  palavra antes das lágrimas.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:courier new;"&gt;Sou estranho. Uma viúva alegre. Podem  me condenar, preparar uma fogueira na Praça da Sé, ao som do  violino e acordeon do &lt;/span&gt;&lt;em style="font-family: courier new;"&gt;Tangos e Tragédias&lt;/em&gt;&lt;span style="font-family:courier new;"&gt;. Eu me recupero com  ligeireza porque sou homem. A responsabilidade é minha sobrevida.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:courier new;"&gt;Há  de tocar a vida mesmo  que o corpo seja mais lento e menos obediente.  Não que eu não deixe de  sentir, eu não me excluo de sentir nada. Mas eu  não sinto somente isso.  Não construirei arquibancadas para o grito.  Dispenso a exclusividade.  Apenas não posso me sentar e me esbaldar na  cama no escuro, penarei de  pé, andando apressado pelos corredores,  girando pelas salas, conversando  suspirado, misturando as lembranças  boas com as ruins. Não me fixarei  no problema para odiar alguém. Sou  contrário a mobilizar nossas forças e  nossa disciplina para não ter  dúvidas. Eu adoro as dúvidas. As dúvidas  regeneram as verdades. Uma  verdade parada não é paz, é abandono.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:courier new;"&gt;Arco  com toda pontada e naufrágio amoroso ao mesmo tempo em que conservo os  cuidados.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:courier new;"&gt;Desconfie  dos tumultos. Não mostrar o sangue  não elimina a chance de hemorragia.  Assim como encontro as caretas mais  assustadoras na comédia, não em  filmes de terror.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:courier new;"&gt;O riso é  catarse. O riso é muito mais nervoso do que a coriza. O riso é mais um  jeito de gemer.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:courier new;"&gt;Meu  sofrimento não é cerimonioso. Vou me  distribuindo entre telefonemas e  crônicas. Parcelando a angústia. Guardo  a consciência de que não  resolverei a dívida afetiva à vista. Não  mentirei fundos. Não me  envergonho da falta, do vazio, não me encabulo  de pedir ajuda o quanto  antes.Não espalharei embalagens de comida  chinesa e redomas de papelão  de pizza pela sala, não convidarei moscas e  baratas para coroar a  tortura, ou permitirei que a barba cresça,  atenderei o interfone, não  sumirei para chamar atenção. O suicídio faz  um drama excessivo, as  pequenas mortes se contentam com a humildade de  uma cruz e um nome.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:courier new;"&gt;Não enxergará uma anormalidade em minha  fossa. Meu quarto estará limpo como num dia de trabalho, a louça estará  lavada.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:courier new;"&gt;A explicação é simples: aquele que é capaz de atender uma  tele-entrega tem condições de voltar a atender sua vida.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:courier new;"&gt;Criarei   as pequenas desculpas para me aliviar dos grandes medos. Sintomático   que na enxaqueca procuro primeiro um AS infantil para depois admitir que   cresci e dependo de uma aspirina adulta.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:courier new;"&gt;Não  me dou nem o  direito de jejum, de emagrecer, de afundar olheiras.  Esperneio os olhos  com cebolas e sigo viagem pelos varais. Não conheço  tempo para drama.  Não gozo do direito da frescura. O luxo de parar a  rotina e me exilar na  chácara de um amigo. Eu mesmo me sirvo e me  atendo. Não é errado  procurar a solidão, curtir o couro e ajeitar as  fotografias por ordem de  datas. Tampouco estou errado. As mães me  entendem. Talvez transmita a  ideia de reprimido. Não creio que seja.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:courier new;"&gt;Lenços, para quê? Os  abraços são lençóis e me põem a dormir acordado.&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:courier new;"&gt; O  sol lava a minha cara. O suor é a mesma água da lágrima e mata  igualmente a sede.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;div style="text-align: right;"&gt;&lt;span style="font-family:courier new;"&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;RiNATu&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/30046295-3676834271381666547?l=ninhoemchamas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/30046295/posts/default/3676834271381666547'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/30046295/posts/default/3676834271381666547'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ninhoemchamas.blogspot.com/2011/05/agua-viva.html' title='Água viva'/><author><name>Renato buh Vicentt</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14248117644762725584</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='23' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_msRCkgpUaMA/S23rAUzmKNI/AAAAAAAAAWs/33V6NjiHGWc/S220/OgAAADco82nA7b0Jv-Qroq6_YEmBVIp_Amt0v4XStXFG5h0Y3cQxfMSYonfvJjO9FlAPUMhKLUODuklHxPwD5cQUaXsAm1T1UDekG7t20b7YpF4EwAq8umIoUDlE.jpg'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-30046295.post-5273493338144069450</id><published>2011-05-03T13:34:00.004-03:00</published><updated>2011-05-03T13:51:36.614-03:00</updated><title type='text'>Pro fundo d'água, vem</title><content type='html'>Aproxime-se.&lt;br /&gt;&lt;iframe src="http://www.youtube.com/embed/-TuHjEaTYCQ?fs=1" allowfullscreen="" width="200" frameborder="0" height="120"&gt;&lt;/iframe&gt;&lt;br /&gt;Vem, venha, vamos.&lt;br /&gt;Mais perto, próximo, profundo.&lt;br /&gt;Venha, não tenha medo. Há ondas, mas não veja. Tá escuro, mas não sinta. É terrível, mas não fuja. É só o mar. Não, eu não sei nadar. Eu te ajudo,  vem. Confia, vem. Estica a perna assim, abre o braço assim. Respira  assim. Vem. Com toda a calma do mundo. Você tem calma? Mas eu não sei. Mas eu tô aqui. Olhe meus olhos tão  arregalados, como posso guardar mentira aqui? Eu posso cantar pra você,  eu posso te segurar, eu posso ficar aqui até você conseguir. Eu não sei.  Tá perto. Vai. Solta da borda. Eu sei, você já foi parar no fundo. Mas  agora é diferente. Tá mais raso. E eu tô aqui. Eu vim do outro lado do  oceano. Eu vim só por sua causa. Vem, larga da borda. Pode vir. Eu vi  você como você é e é por isso que estou aqui. Confia. Não sei. Pode vir.  Não tem mais ninguém. A borda é para os peixes pequenos. Solta, isso,  relaxa a cabeça no meu peito. Não tem fundo mas eu te ajudo a flutuar.  Você pode. Calma. Afoga um pouco no começo, cansa, desespera. Mas você  quer como eu quero? Quero. Então eu te ajudo. Vem. Isso. Segura em mim.  Paz. Azul. Agora, você está quase conseguindo... Falta só metade. Não desconfia tanto. É preciso confiar para flutuar. Você vai gostar. Está perto. Quase. Você  está chegando. Eu vou cortar a sua cabeça fora agora, pra usar de bóia.  Eu também não sei nadar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: right;"&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;RiNATu&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/30046295-5273493338144069450?l=ninhoemchamas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/30046295/posts/default/5273493338144069450'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/30046295/posts/default/5273493338144069450'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ninhoemchamas.blogspot.com/2011/05/pro-fundo-dagua-vem.html' title='Pro fundo d&apos;água, vem'/><author><name>Renato buh Vicentt</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14248117644762725584</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='23' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_msRCkgpUaMA/S23rAUzmKNI/AAAAAAAAAWs/33V6NjiHGWc/S220/OgAAADco82nA7b0Jv-Qroq6_YEmBVIp_Amt0v4XStXFG5h0Y3cQxfMSYonfvJjO9FlAPUMhKLUODuklHxPwD5cQUaXsAm1T1UDekG7t20b7YpF4EwAq8umIoUDlE.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://img.youtube.com/vi/-TuHjEaTYCQ/default.jpg' height='72' width='72'/></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-30046295.post-2835382947369943136</id><published>2011-03-31T00:41:00.001-03:00</published><updated>2011-03-31T00:44:17.549-03:00</updated><title type='text'>Flanela da Alma</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;O coração anda no compasso que pode. Amores não sabem esperar o dia  amanhecer. O exemplo é simples. Quando eu chorava minha mãe velava meu sono. A vida é pequena, mas tão grande nestes espaços  que aos cuidados pertencem. Joelhos esfolados são representações das  dores do mundo. A mãe sabe disso. O filho, não. Aprenderá mais tarde,  quando pela força do tempo que nos leva, ele precisará cuidar dos  joelhos dos seus pequenos. O ciclo da história nos direciona para que  não nos percamos das funções. São as regras da vida. E o melhor é  obedecê-las. Tenho pensado muito no valor dos pequenos gestos e suas  repercussões. Não há mágica que possa nos salvar do absurdo. O jeito é  descobrir esta migalha de vida que sob as realidades insiste em  permanecer. São exercícios simples... Retire a poeira de um móvel e o  mundo ficará mais limpo por causa de você. É sensato pensar assim.  Destrua o poder de uma calúnia, vedando a boca que tem ânsia de dizer o  que a cabeça ainda não sabe, e alguém deixará de sofrer por causa de seu  silêncio. Nestas estradas de tantos rostos desconhecidos é sempre bom  que deixemos um espaço reservado para a calma. Preconceitos são filhos  de nossos olhares apressados. O melhor é ir devagar. Que cada um cuide  do que vê. Que cada um cuide do que diz. A razão é simples. É  simples?&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: right;"&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;RiNATu&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/30046295-2835382947369943136?l=ninhoemchamas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/30046295/posts/default/2835382947369943136'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/30046295/posts/default/2835382947369943136'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ninhoemchamas.blogspot.com/2011/03/flanela-da-alma.html' title='Flanela da Alma'/><author><name>Renato buh Vicentt</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14248117644762725584</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='23' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_msRCkgpUaMA/S23rAUzmKNI/AAAAAAAAAWs/33V6NjiHGWc/S220/OgAAADco82nA7b0Jv-Qroq6_YEmBVIp_Amt0v4XStXFG5h0Y3cQxfMSYonfvJjO9FlAPUMhKLUODuklHxPwD5cQUaXsAm1T1UDekG7t20b7YpF4EwAq8umIoUDlE.jpg'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-30046295.post-7250270392977103082</id><published>2011-02-15T19:30:00.003-02:00</published><updated>2011-02-15T19:37:47.337-02:00</updated><title type='text'>Faminto.</title><content type='html'>&lt;p align="justify"&gt;         Não mente dizendo que não aguenta mais. Não finge que não consegue mais um. E outro após este. E de novo. Vai dizer que não adora essa vida. Ninguém no coração e eu  aguento até três pedaços de pizza às duas da manhã. Como até a de  chocolate com banana. É você também, não dá pra negar. Um pouco  descompensado, mas é. Até tentei mas foi só olhar o cara dando som meio  que trepando com o som. E tudo começou de novo. Agora é toda semana,  toda hora. É isso mesmo? É. E quando acaba. Quando acabar a graça.  Façamos um trato então, mocinhao a hora que acabar a graça, será simples  como isso mesmo. Uma graça que acaba. Não pode ter nojo, não pode ter  ressaca, vontade de morrer, medo de canais podres irrigando  infertilidades absurdas pelas entranhas. Medo desse deus do amor dizendo  que só mocinhos pra dentro podem ser amados. O cruel deus do amor que  fala de amor como um merecimento pra quem aguenta não sucumbir pelos  buracos sendo que já nascemos furados. O deus falso como um sacerdote em  busca de casas pra almoçar de graça e ouvidos pra fazer necessidades  fisiológicas. Protetor de doenças e padroeiro de festas de gente que ri  corada e faz listas de casamento... argh.&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p align="justify"&gt;Diabo, entenda, estou pra fora num  grau absurdo, vomitando minha virilidade, entende? Eu sou uma enorme  almofada esfaqueada inundando o mundo com minhas espumas fáceis.  Combinado? Porque, veja bem. Não é isso que me tira do rumo do amor, do  caminho do amor. É só porque amor demora mesmo, pra acontecer de novo.  Mas são tantas coisas lindas pelo caminho, não são? O mocinho trepando  com o som é provavelmente o milésimo dos últimos mil anos que estão  sendo esses dias. Ele não diz absolutamente nada do que eu quero ouvir,  tem os olhos descolados de seu fundo, tem aquele riso de quem se lixa  para as outras coisas todas que voam entre a nossa vontade de se  devorar. Ainda assim, nesse segundo, nesse segundo que antecede meu pulo  na jugular, a força da minha mão que espreme intenções até que só sobre  o dia seguinte. São tantos charmes e ombros e cheiros e jeitos de fazer  tudo. E estou feliz assim, sim, às vezes as olheiras me avisam que  daqui a pouco vem alguém da auditoria, o homem de voz grossa que mora  dentro da minha vozinha e que me avisa, de tempos em tempos, que é  preciso parar de gastar alma por aí.&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p align="justify"&gt;Porque, mesmo que me pareça não ser  muito uma coisa da alma, não se faz nada disso sem amar do avesso. O  que dá sempre tudo na mesma e infinita merda que é: viver cansa mas  depois que a gente caga dá fome de novo.&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p align="justify"&gt; É só isso, me perdoa, daqui a pouco passa, mas é tão lindo ter fome de  novo. Pensar em massas e pau de massa. Eu esfolando, alisando, esticando  a fome. Fazendo nhoque de desejo. E passando o resto do pão no resto do  molho. Quase comendo os cacos do prato como aperitivo. É assim que  gosto também, também sou eu. Eu e minha sombra preta nova. Cisne negro. Que deixa  meus olhos como de uma águia faminta. Dando rasante sempre que aperta  meu estômago, que a essas alturas, já mora no meu peito. Daqui a pouco o  coração estraga tudo, troca de lugar com o cu, e eu vou novamente ter o  apetite anoréxico de quem não suporta a vida.&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p align="justify"&gt;Eu vou novamente sentir a  vertigem de estar tão vivo que não cabe engolir terra pra parar em pé.  Estar abaixo do amor é como ter a proteção da terra. Amar, que deveria  aproximar de Deus, jamais dá essa sensação boa de ter um pai que cuida  de tudo. Mas agora, agora, vivo do tamanho de quem se enche sem medo de  acabar. De quem sente o gosto mesmo empanturrada. E descobre espacinhos  dentro de si pra mais um pouco. De quem chupa anti-ácido mas não deixa  de pedir cassoulet com rins de vitela macha. Minha imagem é de uma  criança de bochecha gorda batendo com os talheres. Venham! Venham!  Venham!&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p align="justify"&gt;Fome.&lt;/p&gt;&lt;p style="text-align: right;"&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;RiNATu&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/30046295-7250270392977103082?l=ninhoemchamas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/30046295/posts/default/7250270392977103082'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/30046295/posts/default/7250270392977103082'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ninhoemchamas.blogspot.com/2011/02/faminto.html' title='Faminto.'/><author><name>Renato buh Vicentt</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14248117644762725584</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='23' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_msRCkgpUaMA/S23rAUzmKNI/AAAAAAAAAWs/33V6NjiHGWc/S220/OgAAADco82nA7b0Jv-Qroq6_YEmBVIp_Amt0v4XStXFG5h0Y3cQxfMSYonfvJjO9FlAPUMhKLUODuklHxPwD5cQUaXsAm1T1UDekG7t20b7YpF4EwAq8umIoUDlE.jpg'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-30046295.post-1330016420158662495</id><published>2011-01-26T00:34:00.006-02:00</published><updated>2011-01-26T21:54:00.443-02:00</updated><title type='text'>Sobra tanta falta.</title><content type='html'>&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;Parar para olhar tudo isso. Para me ver à mesa. Para enxergar os quadros. Foco no lugar vazio da mesa. A pessoa que não veio. Pior ainda: a que  não existe. &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;É ali que fico, sempre, apaixonado, doendo, esperando. O  lugar vazio da mesa, da cama, do planeta. Minha sorte é um bilhete  desses de raspar só que o segredo não sai com nada. Meu amor é a cadeira  com pé quebrado que tiraram do salão antes que alguém se machucasse.  Então me recuso a sentar em outras e vivo entre o cansaço e o medo de  cair de mim mesmo.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;Eu funciono assim, não sei se você já percebeu. Consigo não amar, e  isso significa passar ótimos dias em paz, quando te trato bem, quando te  amo. O que sobra em mim, o que eu guardo no peito, é sempre o que expeli para o mundo. Por isso o e-mail, por isso a mensagem, por isso a resposta, carinhoso, um jeito de  expulsar mais uma vez, porque é só isso que sei fazer quando o assunto é  sentir além de mim. &lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;E quando trato mal, são dias te amando aqui, nos  espaços vazios que você jamais preencheria e que são absolutamente  você para mim. O mundo todo que não tem você é ainda mais você. E assim me  relaciono. Com o risco de giz branco em torno do corpo que já foi levado  do chão. Sempre me apaixono depois que acaba a paixão. Sempre namoro  mais quando acaba o namoro. Só assim sei amar. E então te carrego no peito e  em tudo, ao ir sozinho ou mal acompanhado ao cinema. E então janto com  você e como bem e até bebo. E passamos sem perceber uma vida inteira. &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;Só  porque agora você se foi, é que sinto que você chegou de verdade. E  assim namoramos tão bem e sou tão agradável. E é com você que vou até a  esquina e o fim do mundo, porque posso tudo agora. Agora que não posso  nada.&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt; Daqui vejo milhares de pessoas e boas intenções e motivos pra ser feliz.  Mas onde eu estou? Adivinhe? Estou em casa, sozinho, como se não  houvesse nada. Como se tudo isso fosse cruel justamente por ser bom. O  bom acaba. Mas isso aqui, o refúgio da ansiedade e da alegria, essas  duas coisas do demônio, isso aqui é verdadeiro e é daqui que estou, na  verdade, no meio de todas essas pessoas boas e os motivos pra ser feliz.  É só daqui. &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;Então, quero ir embora. Ir embora pra chegar logo. Porque  enquanto estou é insuportável, mas depois, quieto, deitado, o mundo  inteiro se encaixa aos poucos até eu pegar no sono e sentir a matéria de  estar vivo. Não evaporo.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt; &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt; É sempre na falta que vivo. É sempre em cima da altura que não tenho que  olho o mundo. E das coisas que eu não sei que falo melhor. E dos  sentimentos que eu não poderia sentir que me abasteço pra ser alguma  coisa além do que me faz mais uma. E da incapacidade de ser mais um que  me agarro, pra poder participar de algo e esquecer como é maluco tudo  isso. É na alegria extremada que sinto o tamanho do sofrimento que posso  aturar.&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt; É a loucura que sai antes quando preciso rapidamente ser normal. É  porrada que dou quando a mão vai rápida para um carinho urgente. É de  onde não se pode estar que tenho saudades. É para o lugar do qual fugi  que vou quando corro. É no lugar insuportável que fico quando descanso  de algo que não aguentei. É na falta que vivo. O tempo todo sendo o cara pra você que nem você quer. &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;O tempo todo sendo o cara que você  não vê mais e só por isso, &lt;span style="font-style: italic;"&gt;agora&lt;/span&gt;, te vejo o tempo todo. &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;É te querendo tão  infinitamente que me liberto de gostar pelo menos um pouco de você.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;Quando preciso de açúcar sinto ânsia só de ver doce. E na hora de ir  embora, ganho o viço e a frescura de algo novo. Não lido bem com a fome,  pois ela me sacia, me enche, de algo que me faz além do bicho. É do meu  auge que caio feio. Na paz de fechar um arquivo que volto a pensar na  página em branco e em tudo que não sou capaz. No fundo do gostosinho da  alma mora o que dispara meu incômodo mais terrível. &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;Quando tento ser  homem, meu Deus, sou mais garoto do que aqueles colegiais cheirando a gel de cabelo e disivão no cabelo.&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt; Você reclamava que eu não dizia que eu não dava a miníma e isso era só porque eu  estava dando atenção o tempo todo. Meu cérebro martelava o som das suas  referências e imprimia tanto você que eu precisava falar da minha opinião daquele  jeito pra tentar existir além do que eu me tornava. &lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;Você era tudo quando  reclamava que eu andava estranho ao telefone, sem dar importância.  &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;Quando eu não parecia te ouvir, eu estava ouvindo suas milhares de vozes  e tentando dar conta de gostar de tanta gente diferente que era gostar  de você. &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;Mas agora, assim, dizendo, eu consigo continuar. Mas não  uso a palavra anular porque seria dar rabisco aberto para as asas que  não quero desenhar.&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt; O tempo todo o abismo gigantesco quanto mais desço. O tempo todo a calma  mais incrível nos momentos de real desespero. E o pânico do que é  simples de resolver. E se não tem ninguém pra chegar é aí que  verdadeiramente espero. E se não tem ninguém pra me tocar, sinto tesão  em encostar no ar. Você não está e me olha como nunca. &lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;Você merecia ser  amado assim, do jeito que acaba pra começar. &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;Uma covardia só pra quem  aguenta firme. Sempre no oco me preencho tanto que explodo. É no nada  que está tudo aqui. E quando me perguntam de onde vem essa pressa, esse  desespero, essa corrida, o sopro no coração, essa ânsia, a força, essa  agressividade. De onde vem? Eu digo que vem de uma preguiça enorme. E  tantas artimanhas e rezas bravas para permanecer? É só o mais completo  desejo em acabar logo com tudo isso. Que tanto eu quero porque estou  sempre pedindo socorro? Nada. E principalmente: nunca. &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;E morrer de novo  como faço todas as vezes que me sinto vivo demais. &lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;E vai começar tudo de  novo só porque acabou. &lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;Ponto final é tanta continuação que vira três  pontos finais. &lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;Eu não aguento mais e nem toquei na vida ainda.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;Consigo  ser visto de verdade só quando as pernas e todo o resto que me move  imploram para eu desaparecer.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;iframe title="YouTube video player" class="youtube-player" type="text/html" src="http://www.youtube.com/embed/PJnM03vBM_E" allowfullscreen="" width="480" frameborder="0" height="390"&gt;&lt;/iframe&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: right;"&gt;&lt;span style="font-style: italic;font-family:trebuchet ms;" &gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;RiNATu&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/30046295-1330016420158662495?l=ninhoemchamas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/30046295/posts/default/1330016420158662495'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/30046295/posts/default/1330016420158662495'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ninhoemchamas.blogspot.com/2011/01/sobra-tanta-falta.html' title='Sobra tanta falta.'/><author><name>Renato buh Vicentt</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14248117644762725584</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='23' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_msRCkgpUaMA/S23rAUzmKNI/AAAAAAAAAWs/33V6NjiHGWc/S220/OgAAADco82nA7b0Jv-Qroq6_YEmBVIp_Amt0v4XStXFG5h0Y3cQxfMSYonfvJjO9FlAPUMhKLUODuklHxPwD5cQUaXsAm1T1UDekG7t20b7YpF4EwAq8umIoUDlE.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://img.youtube.com/vi/PJnM03vBM_E/default.jpg' height='72' width='72'/></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-30046295.post-6637201441778843281</id><published>2010-10-27T00:56:00.005-02:00</published><updated>2010-10-27T01:15:14.429-02:00</updated><title type='text'>O sorrateiro Pensamento</title><content type='html'>&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;Entre muitos confrontos de autoridade e muitos desafios íntimos, tenho tentado não mais reter certos valores, mas traze-los para a mudança, para a transformação e deles, talvez, sorver só o necessário para uma atitude mais clara e honesta na vida... E pensar é um processo inverso para quem tem atenções voltadas para fora.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;Não lembro em que momento percebi que viver deveria ser uma permanente  reinvenção de nós mesmos — para não morrermos soterrados na poeira da  banalidade embora pareça que ainda estamos vivos.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;Mas compreendi, num lampejo: então é isso, então é assim. &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;Apesar dos  medos, convém não ser demais fútil nem demais acomodado. Acomodado nunca. Algumas vezes é  preciso pegar o touro pelos chifres, mergulhar para depois ver o que  acontece: porque a vida não tem de ser sorvida como uma taça que se  esvazia, mas como o jarro que se renova a cada gole bebido.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;Para reinventar-se é preciso pensar: isso aprendi muito cedo.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;Apalpar, no nevoeiro de quem somos, algo que pareça uma essência: isso,  mais ou menos, sou eu. Isso é o que eu queria ser, acredito ser, quero  me tornar ou já fui. Muita inquietação por baixo das águas do cotidiano.  Mais cômodo seria ficar com o travesseiro sobre a cabeça e adotar o  lema reconfortante: "Parar pra pensar, nem pensar!"&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;O problema é que quando menos se espera ele chega, &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;o sorrateiro  pensamento&lt;/span&gt; que nos faz parar.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;Pode ser no meio do shopping, no trânsito,  na frente da tv ou do computador. Simplesmente escovando os dentes.  Ou na hora da droga, do sexo sem afeto, do desafeto, do rancor, da  lamúria, da hesitação e da resignação.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;Sem ter programado, a gente pára pra pensar.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;Pode ser um susto: como espiar de um berçário confortável para um  corredor com mil possibilidades.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;Cada porta, uma escolha. Muitas vão se  abrir para um nada ou para algum absurdo. Outras, para um jardim de  promessas. Alguma, para a noite além da cerca. Hora de tirar os  disfarces, aposentar as máscaras e reavaliar: reavaliar-se.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;Pensar pede audácia, pois refletir é transgredir a ordem do superficial  que nos pressiona tanto.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;Pressiona tanto...&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;Somos demasiado frívolos: buscamos o atordoamento das mil distrações,  arrumamos pessoas ocasionais, corremos de um lado a outro achando que somos grandes cumpridores de  tarefas...&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;Quando o primeiro dever seria de vez em quando parar e  analisar: quem a gente é, o que fazemos com a nossa vida, o tempo, os  amores...&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;E com as obrigações também, é claro, pois não temos sempre cinco  anos de idade, quando a prioridade absoluta é dormir abraçado no urso  de pelúcia e prosseguir, no sono, o sonho que afinal nessa idade ainda é  a vida.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;Mas pensar não é apenas a ameaça de enfrentar a alma no espelho: é sair  para as varandas de si mesmo e olhar em torno, e quem sabe finalmente  respirar.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;Compreender: somos inquilinos de algo bem maior do que o nosso pequeno  segredo individual.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;Prisioneiros, se não fossemos voluntários, de um processo todo espiritual de caminho de volta à um Pai...&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;?&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;É o poderoso ciclo da existência. Nele todos os  desastres e toda a beleza têm significado como fases de um processo.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;Se nos escondermos num canto escuro abafando nossos questionamentos, não  escutaremos o rumor do vento nas árvores do mundo. Nem compreenderemos  que o prato das inevitáveis perdas pode pesar menos do que o dos  possíveis ganhos.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;Os ganhos ou os danos dependem da perspectiva e possibilidades de quem  vai tecendo a sua história. &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;O mundo em si não tem sentido sem o nosso  olhar que lhe atribui &lt;/span&gt;&lt;span style="font-weight: bold;font-family:trebuchet ms;" &gt;identidade&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;, sem o nosso pensamento que lhe confere  alguma ordem.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;Viver, como talvez morrer, é recriar-se: a vida não está aí apenas para  ser suportada nem vivida, mas elaborada. &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;Eventualmente reprogramada.  &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;Conscientemente executada. &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;Muitas vezes, ousada.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;Parece fácil: "escrever a respeito das coisas é fácil", já me disseram.  Eu sei. Mas não é preciso realizar nada de espetacular, nem desejar nada  excepcional. Não é preciso nem mesmo ser brilhante, importante,  admirado.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;Para viver de verdade, pensando e repensando a existência, para que ela  valha a pena, é preciso ser amado; e amar; e amar-se. &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;Ter esperança;  qualquer esperança.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;Certos valores e PRINCIPIOS resgatados do mais simples e do mais puro, inventados do mais profundo desconhecido de nós mesmos:&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;Questionar o que nos é imposto, sem rebeldias insensatas mas sem  demasiada sensatez. &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;Saborear o bom, mas aqui e ali enfrentar o ruim.  &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;Suportar sem se submeter, aceitar sem se humilhar, entregar-se sem  renunciar a si mesmo e à possível dignidade...&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;Sonhar, porque se desistimos disso apaga-se a última claridade e todo o resto perde &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;VALOR. &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;Escapar, na liberdade do pensamento, desse espírito  de manada que trabalha obstinadamente para nos enquadrar, seja lá no que  for.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;E que o mínimo que a gente faça seja, a cada momento, o melhor que  afinal se conseguiu fazer.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: right;"&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;RiNATu&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/30046295-6637201441778843281?l=ninhoemchamas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/30046295/posts/default/6637201441778843281'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/30046295/posts/default/6637201441778843281'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ninhoemchamas.blogspot.com/2010/10/nao-lembro-em-que-momento-percebi-que.html' title='O sorrateiro Pensamento'/><author><name>Renato buh Vicentt</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14248117644762725584</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='23' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_msRCkgpUaMA/S23rAUzmKNI/AAAAAAAAAWs/33V6NjiHGWc/S220/OgAAADco82nA7b0Jv-Qroq6_YEmBVIp_Amt0v4XStXFG5h0Y3cQxfMSYonfvJjO9FlAPUMhKLUODuklHxPwD5cQUaXsAm1T1UDekG7t20b7YpF4EwAq8umIoUDlE.jpg'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-30046295.post-6055498444330444812</id><published>2010-09-02T12:18:00.004-03:00</published><updated>2010-09-22T23:27:48.793-03:00</updated><title type='text'>Bom dia, realidade</title><content type='html'>&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;Acordo sem sono e com a maior disposição. Tomo café da manhã com  tempo e uma infinidades de pães, queijos e sucos. Moro de frente para o  mar num vilarejo italiano bem tranqüilo onde se vende frutas em todas as  esquinas, mas assim que eu entro no meu BMW dirigido por Clive Owen  (meu motorista), eu chego em cinco minutos na Vila Madalena, onde tenho  uma livraria com café. &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;Meu livro ainda está entre os mais vendidos, a quiche de alho-poró  ainda é a preferido dos intelectuais estranhos que me idolatram e a  oficina literária que promovo todas as terças e quintas está bombando e  traz, nessa semana, Caio Abreu e John Fante, diretamente do céu. &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;Atrás da minha livraria são só escombros, o restaurante predileto  dos publicitários explodiu no último ataque terrorista contra as pessoas  que ganham bem demais sem fazer porra nenhuma e matou a maior parte  deles, deixando vivo apenas os funcionários da Leo Burnett, local onde  meu marido já trabalhou e ganhou dinheiro suficiente para ficar o dia  inteiro só fazendo o que gosta. &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;E ele gosta muito, entre outras coisas, de me comer. E nos comemos o dia  inteiro. E quando ele não me come porque precisa dormir, tomar sol ou  ler algum livro budista, eu lembro que meu motorista é o Clive Owen e  fica tudo certo. Pra que me estressar? &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;Troye Junior, meu pequeno micro cachorro, tomou uma vacina que a fará viver  por mais 88 anos e todas as vezes que ele faz cocô, o cocô vira  estrelinhas azuis que saem voando pela noite estrelada, e eu nunca mais  precisei abaixar e catar toda aquela merda com um saquinho furado. &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;Tenho dois filhos. Gerados numa barriga de aluguel, lindos e não convivem com problemas psicológicos por terem dois pais. Eles amam salada e Frank Sinatra e jamais pegam gripe. &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;Minha bunda é redonda e dura, Meu braços são fortes e meu peito e abdomem são definidos e  quando o Clive pede dispensa para malhar ou assistir a um filme do  Truffaut, eu vou trabalhar com o meu shortinho Carla Perez, ouvindo o  noco CD do Elvis, que, obviamente, não morreu. &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;Sinto orgasmos com uma facilidade ridícula, é encostar em mim que eu  já começo a berrar. Um dos caras que me apaixonei perdidamente na vida largou o rato de academia e resolveu  viver única e exclusivamente para me idolatrar, ele tem pôsteres com o  meu rosto espalhados pela casa e se arrepende diariamente de ter me  enrolado tanto tempo e me perdido de vez. Ele sofre horrorosamente e  nenhum cara do planeta me substitui. &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;Como todos os doces e pães do planeta e meu corpo tem um incrível  metabolismo que transforma tudo o que é carboidrato e gordura em  proteína, e meus músculos podem ser vistos de longe quando corro de  de sunga branca na areia fofa da praia... &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;Todas as pessoas firmas, limitadas e estúpidas com as quais tive que  conviver durante um tempo muito longínquo da minha vida, foram  transferidas para um lado do planeta onde sungas brancas e  moçoilos chiques e famosos não entram. &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;As festas memoráveis na casa de Vinícius de Moraes nunca começam  antes de eu chegar, meu relacionamento é aberto, mas só do meu lado, o  dinheiro nunca acaba e serve tanto para eu viajar para Paris quanto para  ajudar a Zâmbia. Me apaixono todos os dias mas nunca sofro, olheiras  foram banidas da minha vida, meu rosto produz ruge natural e a Paris  Hilton tomou laxante e acabou indo junto.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: right;"&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Livre adaptação de Bernardi&lt;br /&gt;RiNATu&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/30046295-6055498444330444812?l=ninhoemchamas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/30046295/posts/default/6055498444330444812'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/30046295/posts/default/6055498444330444812'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ninhoemchamas.blogspot.com/2010/09/bom-dia-realidade.html' title='Bom dia, realidade'/><author><name>Renato buh Vicentt</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14248117644762725584</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='23' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_msRCkgpUaMA/S23rAUzmKNI/AAAAAAAAAWs/33V6NjiHGWc/S220/OgAAADco82nA7b0Jv-Qroq6_YEmBVIp_Amt0v4XStXFG5h0Y3cQxfMSYonfvJjO9FlAPUMhKLUODuklHxPwD5cQUaXsAm1T1UDekG7t20b7YpF4EwAq8umIoUDlE.jpg'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-30046295.post-4680901477855842887</id><published>2010-08-24T16:33:00.003-03:00</published><updated>2010-08-24T16:42:43.757-03:00</updated><title type='text'>Ctrl Z versus Ctrl Alt Del</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: right;"&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Dedico a Paulo Henrique, um amigo para se desculpar[-se] sempre.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu amo a palavra. Sou fascinado pela palavra, não é nenhuma novidade  isso.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas não coloco mais a palavra em primeiro lugar. Não sou  mais coletor de ofensas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Se meu sobrinho explode e avisa que não me  ama não irei castigá-lo ou obrigarei que ele desminta em minha frente.  Não o puxarei pelos braços, não responderei para procurar um tio  diferente, não subirei no púlpito e ordenarei maldições. Tem a liberdade  para me odiar. Eu sei que ele me ama. Eu sei que ele me quer.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A  sabedoria não está em evitar o sofrimento, e sim ao não fugir dele...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Já  observei relacionamentos desfeitos porque um falou para outro que acabou e  não voltava mais. E nenhum dos dois cedeu e insistiu e perguntou de  novo. Passaram a história inteira para provar o que ele ou ela  desperdiçou e o dano irreparável de suas frases.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Enterremos logo nossas maldades para velar as injúrias. É só oferecer ao  nosso par a mesma capacidade que temos de nos perdoar. Desapareceria  metade dos problemas. Os inimigos são netos de nossas teimosias.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Castigamos  com silêncio quem temos certeza que nos ama, torturamos com silêncio  quem temos certeza que nos ama, somos indiferentes a quem temos certeza  que nos ama. Por uma palavra dita na dificuldade absoluta de  comunicação. Não vale o que foi vivido antes, será enviado um boleto  bancário de um grito, de um palavrão, de uma observação injusta. A  cobrança será eterna quando seu significado era provisório, próprio do  desabafo, de um momento infeliz.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não conheço dor que não seja  desajeitada, ela vai declarar do jeito errado e do modo errado. Por que  não desculpar?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Terapeutas conhecem o assunto a fundo. Toda  discussão é um desespero e não pode sair agrados e elogios. Mesmo assim,  fazemos de conta que é difamação e desrespeito. Mais fácil odiar do que  continuar trabalhando as próprias limitações.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O boicote é uma  forma de educar pelo sacrifício. A pior forma. É ficar preocupado em  honrar o castigo. É preparar uma vingança ao invés de se distanciar um  pouco para entender o que gerou a discórdia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Trata-se ainda de um sacrifício mútuo, os dois vão perder a  possibilidade de criar uma intimidade maior e mais generosa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Aquele  que atacou pedia ajuda. E atacou pois não sabia justamente pedir ajuda.  Preocupados em nos defender, não alcançamos o apelo e retribuímos o  inferno.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A palavra engana. A palavra manda embora e o corpo pede  um abraço. Há de se procurar o gesto. O que me interessa é o gesto, o  resto da palavra. A origem. Se aquilo foi feito para permanecer mais  perto.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É  na briga que mostraremos nossa criatividade. Poderemos repetir os  clichês: desaparecer para impor uma lição ou aparecer com  namorado/namorada para humilhar ou fingir que nada sente. Poderemos  repetir as convenções, defender o orgulho acima de tudo, nos preocupar  com a honra mais do que com a relação, chamar de preguiça a falta de  cuidado com o que foi dito, reclamar responsabilidade, impor ao outro a  severidade de nossos princípios para mostrar o quanto somos nobres,  coerentes e firmes.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ou poderemos contrariar as expectativas com um talento incomum ao humor e  ao entendimento.Só um debate tem tréplica. O diálogo não conta o tempo  nem limita o direito de falar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Se a separação depende de motivos,  a reconciliação é muito melhor, não precisa deles.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Amor não dá a  última chance, dá chance sempre. O capricho é cuidar do erro. Não há  capricho sem usar a borracha e reescrever de novo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: right;"&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;F.Cj.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;RiNATu&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/30046295-4680901477855842887?l=ninhoemchamas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/30046295/posts/default/4680901477855842887'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/30046295/posts/default/4680901477855842887'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ninhoemchamas.blogspot.com/2010/08/dedico-paulo-henrique-um-amigo-para-se.html' title='Ctrl Z versus Ctrl Alt Del'/><author><name>Renato buh Vicentt</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14248117644762725584</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='23' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_msRCkgpUaMA/S23rAUzmKNI/AAAAAAAAAWs/33V6NjiHGWc/S220/OgAAADco82nA7b0Jv-Qroq6_YEmBVIp_Amt0v4XStXFG5h0Y3cQxfMSYonfvJjO9FlAPUMhKLUODuklHxPwD5cQUaXsAm1T1UDekG7t20b7YpF4EwAq8umIoUDlE.jpg'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-30046295.post-6651600069199061513</id><published>2010-08-03T18:41:00.001-03:00</published><updated>2010-08-03T18:43:39.203-03:00</updated><title type='text'>Banho Maria</title><content type='html'>Repassarei um truque aos filhos. Como escolher um brigadeiro.  Nunca compre o doce enorme. Logo se imagina que aquilo deve ter uma  latinha inteira de leite condensado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Na prateleira, é o imperador  das bandejas, o pai do quindim, com o formato achatado de capuz. Sua  criança babará no balcão, sofrerá um ataque de epilepsia. Por favor,  contenha o impulso dela.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Apesar da aparência lustrosa e crocante,  coberta de granulado, é uma enganação. Todo chocólatra fareja que é  falso. Não pode ser real. Ele vai durar para sempre porque é impossível  comer. Na primeira mordida, a arcada perderá seu fio. Procure um moleiro  para recuperar a lâmina. É uma pasta com farinha. Até Taiwan seria mais  caprichosa na pirataria.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O brigadeiro mais gostoso curiosamente é  o pequeno, do tamanho de uma unha. Uma titica. A panelinha guarda lugar  para mais dois. Não transmite nenhuma superioridade. Sozinho, não será  localizado no mostruário, é uma formiga sendo carregada por uma folha.  Depende de lupa, microscópio, pinça.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas é esse que fará você  pagar o dobro e repetir à exaustão. A gana é obturar todos os dentes com  seu conteúdo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Com o minúsculo confeito, o desejo vem em caixa  alta. Somente a língua trabalha, é quase líquido, desmancha no céu da  boca e adoece o pensamento.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Portanto, repassarei também um  conselho aos netos. Como duvidar do primeiro encontro. As estrelas não  escrevem, unicamente brilham.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ainda temos a expectativa de que  ele teria que ser mágico, com efeitos especiais, relâmpagos, tremedeira,  suor, frio na barriga. O corpo pescaria a clarividência, estaria certo  do destino, pressentiria o casamento no primeiro toque, no primeiro  beijo. Seria uma moleza, uma ejaculação precoce, uma tensão infindável.  Abandonaríamos os compromissos pela certeza indomável das pupilas. Em  madrugadas de lareira, o par esbaldaria aos amigos de que não houve  hesitação, foi uma junção perfeita, um golpe de misericórdia no  batimento cardíaco.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Já testemunhei amores avassaladores e  cinematográficos que não duraram nem a manhã seguinte. O casal  experimentou cenas de porta-retrato na cômoda, com todos os sintomas do  cortejo romântico e idealizado: a música parou e as casualidades se  moveram secretamente. E os dois não seguiram adiante, pois sequer se  esforçaram.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O contato inicial pode ser uma droga, a pessoa  irritar e bancar a arrogante, cometer grosserias e atazanar a paciência e  mesmo assim despertar a curiosidade. Nada mais promissor do que a  confusão. A proximidade surgirá pela desconfiança, pelo desafio  desagradável, pelas visitas diárias ao ódio, até o momento em que não  falará de outra coisa senão dela. Expulsará lentamente os preconceitos e  aceitará de que não escolhemos o melhor, mas o necessário.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É a  insistência que produz o amor, não o deslumbramento.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Paixão à  primeira vista não existe com brigadeiro ou com pessoas. Mas cheiro à  primeira vista é imbatível. A química não costuma falhar, desde que  tenha tempo para misturar os ingredientes.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: right;"&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;RiNATu&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/30046295-6651600069199061513?l=ninhoemchamas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/30046295/posts/default/6651600069199061513'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/30046295/posts/default/6651600069199061513'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ninhoemchamas.blogspot.com/2010/08/banho-maria.html' title='Banho Maria'/><author><name>Renato buh Vicentt</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14248117644762725584</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='23' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_msRCkgpUaMA/S23rAUzmKNI/AAAAAAAAAWs/33V6NjiHGWc/S220/OgAAADco82nA7b0Jv-Qroq6_YEmBVIp_Amt0v4XStXFG5h0Y3cQxfMSYonfvJjO9FlAPUMhKLUODuklHxPwD5cQUaXsAm1T1UDekG7t20b7YpF4EwAq8umIoUDlE.jpg'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-30046295.post-721692793861502419</id><published>2010-07-15T00:54:00.005-03:00</published><updated>2010-07-27T01:52:17.216-03:00</updated><title type='text'>Suco de Abacaxi</title><content type='html'>&lt;span style="font-family:courier new;"&gt;Estou numa mesa de restaurante com meu chefe e meu dupla. Almoço  importante pra decidir o futuro da loja e da equipe. Quero um suco de  abacaxi, mas lembro que a última vez que estive nesse restaurante, o  suco veio aguado, amarelado e com gosto de abacaxi velho. Penso em voz  alta, ao que parece, pois, ao fim de minha lembrança, todos estão sem  graça na mesa e o garçom me olha feio “faço questão de te trazer um suco  de abacaxi delicioso por conta da casa”.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:courier new;"&gt;Certeza que vão sacanear meu  suco. No cosmos das coisas que se encaixam perfeitamente e fazem a mente  de um neurótico feliz, cara feia não combina com promessas positivas. E  degustações incríveis não combinam com oferecimentos gratuitos. E  coisas que não se encaixam com clareza e, pior, comprometem minha  dignidade fisiológica, disparam em mim a sirene obsessiva pela verdade  minuciosa. Minha vontade era gritar: não, amigo, não, traz uma água  mesmo e, de preferência, fechada. E de preferência com gás, que é mais  difícil de você me sacanear (água de torneira não vem gaseificada). E  traz só a água fechada e um canudinho embalado. Só isso. Eu decidi não  comer hoje. Mas era tarde demais. O garçom lançou a delicadeza com voz e  olhar indelicados, causando um desequilíbrio energético que começou na  unha mais rosada do meu dedão do pé esquerdo e subiu para o quase  inexistente pelo loiro que tenho dentro da orelha direita, e sumiu do  meu horizonte. O desgraçado foi para cozinha e, junto a outros  nordestinos injustiçados pela desigualdade social e cansados das duras  horas de trabalho pra atender lojista raivoso com seus sucos não  satisfatórios, ia me sacanear. Eles, certamente, aprontariam comigo.  Porque é o que eu, provavelmente, faria.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:courier new;"&gt;Enquanto meu supervisor e dupla tentam escolher entre privilegiar na  comunicação de uns e os incríveis resultados de outro, minha mente também está entre dilemas, mas  outros: catarro ou pelo do saco? Ranho ou gotícula de suor? Espirro ou  esporro? &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:courier new;"&gt;O suco chega finalmente, trazido em bandeja particular. Por que uma  bandeja particular? Claro, tem sacanagem aí. Porque os outros que  pediram calma e simpaticamente suas bebidas não podem ser confundidos  com a bixa que vai tomar sêmen com muco nasal da mesa sete. O suco, em  copo grande e reluzente, olha pra mim. Como um pedido de noivado feito  por alguém que rouba rins na madrugada.  Se tenho ojeriza a pega-lo com a  mão, o que dirá mandá-lo para dentro do meu ser. Peço perdão se escrevo  um pouco mais floreadamente que de costume, mas a neurose, meu amigo, a  verdadeira neurose, não é brincadeira não. Ela merece o máximo de  esforço intelectual possível, para que seu tamanho possa ser sentido até  pelos mais exigentes neurônios. Não, não é isso, é apenas que a neurose  se leva a sério demais, então, não consigo as palavras mais leves e  diretas agora. &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:courier new;"&gt;Pego o suco. Isso tudo é coisa da minha cabeça. Minha cabeça, sempre  muito rápida e esperta, responde: mas existe alguma coisa do mundo que  não seja coisa da sua cabeça? Chega. Dou bronca em silêncio para mim  mesmo. Chega. Sorrio para o garçom, na esperança infantil dele sorrir em  retribuição e tudo ficar bem. Se ele sorrir, amigável, não tem nada no  suco. Se ele sorrir, jocoso, tem. Ele não sorri, ele apenas me encara.  Forte, sem desviar os olhos, profundamente. Eu sorrio mais, eu sorrio  além da conta. Pelo amor de Deus, amigo. Sorria de volta. Vamos, sorria e  me liberte. Sorria e todos os sucos vão sorrir. Sorria e não existem  mais sujeiras e maldades no mundo. Ele não sorri. Mas antes de virar as  costas, ele diz, novamente olhando firme dentro dos meus olhos: “mandei  caprichar pra você”. Não, essa era a última coisa que ele deveria ter  dito. “Mandei caprichar pra você” é o código universal do “mijei aí  dentro, sua bixa louca”. &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:courier new;"&gt;A essa altura do campeonato, meu supervisor e dupla já tinham se decidido  pelo design em detrimento aos atributos mais satisfatórios. E você, Rê, o que acha? Eu, eu...Bom, eu acho que se não for urina é, no  mínimo, cuspe. Aliás, os dois dariam esse efeito de espuma, dependendo  da concentração de PH.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:courier new;"&gt;Almoço a metade dos pratos de tudo o que meu chefe e dupla pedem,  não tenho coragem de pedir mais nada com exclusividade. Se o paraíba me  sacaneou, sacaneou também outros dois bons seres, pais de família e  trabalhadores. Acho que ele não faria isso. E, se fez, divido a desgraça  com outras pessoas, o que sempre torna nossa vida menos terrível e  injusta.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:courier new;"&gt;No suco, não toco. Até que uma sede infinita começa a me tomar.  Claro, o paraíba precisava se cercar de todos os lados. “E se ele,  depois de todo esse esforço cruel, não beber o suco? E se ele for  esperto e não tomar o suco? Vamos salgar bastante a comida!” Dá certo,  eu estou morrendo de sede. Última tentativa: se ele sorrir pra mim, eu  bebo o suco. Olho pra ele, insistente, sorrindo muito. Ele sorri.  Finalmente ele sorri. Mas não é pra mim. É para o garçom que está ao  lado dele. Os dois me olham e sorriem entre si. Aparecem mais outros  dois. Agora são quatro que me olham e riem desbragadamente. Um cutuca o  outro, olha pra mim, e sorri. Sim, sim sim.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:courier new;"&gt;Certeza que eles sacanearam  meu suco! Os quatro! Toda sacanagem de moleque é feita em bando. Homem  hétero sozinho não sabe ser mau. Ou melhor: homem hétero sozinho não acha divertido  ser mau. Sim, sim, eles sacanearam meu suco! Mas, que saber, eu não bebi  e nem vou beber. Eu não sou um idiota não! Eu sou mesmo é muito do  esperto.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:courier new;"&gt;Ao final do almoço, meu chefe vai buscar o carro e meu dupla vai até  o banheiro. Estou sozinho. Morrendo de sede. O garçom me encara, ainda  desafiador e com profundidade. Os outros continuam se cutucando e rindo  muito. Que graça eu ainda posso ter se já não estou mais em posse do  suco batizado? O garçom se aproxima. Meu coração gela. Ele vai confessar  que meu suco tinha coliformes fecais?&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:courier new;"&gt;Não, ele me entrega um bilhete  com seu número de telefone e nome e fala, agora sim sorrindo muito enquanto pisca: também  gostei muito de você!&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: right;"&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;T.B.&lt;br /&gt;RiNATu&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;    &lt;/div&gt;&lt;div id="ind_box" style="display: none;" align="center"&gt;               &lt;form action="textos.php?id=393&amp;amp;y=2010&amp;amp;tit=O-suco" method="post" name="form1" id="form1" onsubmit="validate_validateForm('De','','R','Para','','R','Email_de','','RisEmail','Email_para','','RisEmail');return  document.validate_returnValue"&gt;    &lt;table width="331"&gt;                 &lt;tbody&gt;&lt;tr&gt;                   &lt;td colspan="2" align="left"&gt;&lt;h2 style="padding: 10px 0pt;"&gt;Indique esse texto para um amigo&lt;/h2&gt;&lt;/td&gt;                 &lt;/tr&gt;                 &lt;tr&gt;                   &lt;td align="left" width="171"&gt;&lt;img src="http://www.tatibernardi.com.br/images/bt_de.jpg" alt="" height="17" width="49" /&gt;&lt;/td&gt;                   &lt;td align="left" width="148"&gt;&lt;img src="http://www.tatibernardi.com.br/images/bt_para.jpg" alt="" height="17" width="49" /&gt;&lt;/td&gt;                 &lt;/tr&gt;                 &lt;tr&gt;                   &lt;td align="left"&gt;&lt;input name="De" class="imputs_indique" id="De" type="text"&gt;&lt;/td&gt;                   &lt;td align="left"&gt;&lt;input name="Para" class="imputs_indique" id="Para" type="text"&gt;&lt;/td&gt;                 &lt;/tr&gt;                 &lt;tr&gt;                   &lt;td align="left"&gt;&lt;img src="http://www.tatibernardi.com.br/images/bt_emailt.jpg" alt="" border="0" height="17" width="49" /&gt;&lt;/td&gt;                   &lt;td align="left"&gt;&lt;img src="http://www.tatibernardi.com.br/images/bt_emailt.jpg" alt="" border="0" height="17" width="49" /&gt;&lt;/td&gt;                 &lt;/tr&gt;                 &lt;tr&gt;                   &lt;td align="left"&gt;&lt;input name="Email_de" class="imputs_indique" id="Email_de" size="20" type="text"&gt;&lt;/td&gt;                   &lt;td align="left"&gt;&lt;input name="Email_para" class="imputs_indique" id="Email_para" size="20" type="text"&gt;&lt;/td&gt;                 &lt;/tr&gt;                 &lt;tr&gt;                   &lt;td colspan="2" align="left" valign="top"&gt;&lt;img src="http://www.tatibernardi.com.br/images/bt_mensagemt.jpg" alt=" " /&gt;&lt;/td&gt;                 &lt;/tr&gt;                 &lt;tr&gt;                   &lt;td colspan="2" align="left" valign="top"&gt;&lt;textarea title="Drag images into the text area to host them on ImageShack." name="msg" cols="32" rows="3" class="textarea_indique" id="msg"&gt;&lt;/textarea&gt;&lt;/td&gt;                 &lt;/tr&gt;                 &lt;tr&gt;                   &lt;td colspan="2" align="right" valign="top"&gt;&lt;input name="articleID" value="393" type="hidden"&gt;                     &lt;input name="yearArt" value="2010" type="hidden"&gt;                     &lt;input name="f" value="i" type="hidden"&gt;                   &lt;input style="margin-top: 10px;" name="image" src="http://www.tatibernardi.com.br/images/bt_indicaressetexto.jpg" type="image"&gt;&lt;/td&gt;                 &lt;/tr&gt;       &lt;/tbody&gt;&lt;/table&gt;               &lt;/form&gt;    &lt;/div&gt; &lt;a name="indicacao" id="indicacao"&gt;&lt;/a&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/30046295-721692793861502419?l=ninhoemchamas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/30046295/posts/default/721692793861502419'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/30046295/posts/default/721692793861502419'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ninhoemchamas.blogspot.com/2010/07/suco-de-abacaxi.html' title='Suco de Abacaxi'/><author><name>Renato buh Vicentt</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14248117644762725584</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='23' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_msRCkgpUaMA/S23rAUzmKNI/AAAAAAAAAWs/33V6NjiHGWc/S220/OgAAADco82nA7b0Jv-Qroq6_YEmBVIp_Amt0v4XStXFG5h0Y3cQxfMSYonfvJjO9FlAPUMhKLUODuklHxPwD5cQUaXsAm1T1UDekG7t20b7YpF4EwAq8umIoUDlE.jpg'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-30046295.post-1815894396599015764</id><published>2010-07-04T20:34:00.006-03:00</published><updated>2010-08-03T16:04:37.319-03:00</updated><title type='text'>Catarse</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: right;"&gt;&lt;span style="font-style: italic; font-weight: bold;font-family:courier new;" &gt;para quem se 'defende como pode'&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;span style="font-family:courier new;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Cada um sofre como pode. Alguns precisam se retirar por dias e  permanecer incomunicáveis. Outros nem deixam a dor esfriar e vão para  festas.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:courier new;"&gt;Não há padrão de comportamento. As paredes são árvores,  as árvores são paredes.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:courier new;"&gt;Mas existe um preconceito com quem reage  com senso de humor. Pois se voltou a trabalhar e a sorrir é como se não  estivesse sofrendo. O luto determina um protocolo de solenidade de  governo: choradeira, náusea e comiseração.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:courier new;"&gt;Não dá para passar a  palavra antes das lágrimas.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:courier new;"&gt;Sou estranho. Uma viúva alegre. Podem  me condenar, preparar uma fogueira na Praça da Sé, ao som do  violino e acordeon do &lt;/span&gt;&lt;em style="font-family: courier new;"&gt;Tangos e Tragédias&lt;/em&gt;&lt;span style="font-family:courier new;"&gt;. Eu me recupero com  ligeireza porque sou homem. A responsabilidade é minha sobrevida.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:courier new;"&gt;Há de tocar a vida mesmo  que o corpo seja mais lento e menos obediente. Não que eu não deixe de  sentir, eu não me excluo de sentir nada. Mas eu não sinto somente isso.  Não construirei arquibancadas para o grito. Dispenso a exclusividade.  Apenas não posso me sentar e me esbaldar na cama no escuro, penarei de  pé, andando apressado pelos corredores, girando pelas salas, conversando  suspirado, misturando as lembranças boas com as ruins. Não me fixarei  no problema para odiar alguém. Sou contrário a mobilizar nossas forças e  nossa disciplina para não ter dúvidas. Eu adoro as dúvidas. As dúvidas  regeneram as verdades. Uma verdade parada não é paz, é abandono.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:courier new;"&gt;Arco  com toda pontada e naufrágio amoroso ao mesmo tempo em que conservo os  cuidados.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:courier new;"&gt;Desconfie dos tumultos. Não mostrar o sangue  não elimina a chance de hemorragia. Assim como encontro as caretas mais  assustadoras na comédia, não em filmes de terror.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:courier new;"&gt;O riso é  catarse. O riso é muito mais nervoso do que a coriza. O riso é mais um  jeito de gemer.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:courier new;"&gt;Meu sofrimento não é cerimonioso. Vou me  distribuindo entre telefonemas e crônicas. Parcelando a angústia. Guardo  a consciência de que não resolverei a dívida afetiva à vista. Não  mentirei fundos. Não me envergonho da falta, do vazio, não me encabulo  de pedir ajuda o quanto antes.Não espalharei embalagens de comida  chinesa e redomas de papelão de pizza pela sala, não convidarei moscas e  baratas para coroar a tortura, ou permitirei que a barba cresça,  atenderei o interfone, não sumirei para chamar atenção. O suicídio faz  um drama excessivo, as pequenas mortes se contentam com a humildade de  uma cruz e um nome.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:courier new;"&gt;Não enxergará uma anormalidade em minha  fossa. Meu quarto estará limpo como num dia de trabalho, a louça estará  lavada.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:courier new;"&gt;A explicação é simples: aquele que é capaz de atender uma  tele-entrega tem condições de voltar a atender sua vida.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:courier new;"&gt;Criarei  as pequenas desculpas para me aliviar dos grandes medos. Sintomático  que na enxaqueca procuro primeiro um AS infantil para depois admitir que  cresci e dependo de uma aspirina adulta.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:courier new;"&gt;Não me dou nem o  direito de jejum, de emagrecer, de afundar olheiras. Esperneio os olhos  com cebolas e sigo viagem pelos varais. Não conheço tempo para drama.  Não gozo do direito da frescura. O luxo de parar a rotina e me exilar na  chácara de um amigo. Eu mesmo me sirvo e me atendo. Não é errado  procurar a solidão, curtir o couro e ajeitar as fotografias por ordem de  datas. Tampouco estou errado. As mães me entendem. Talvez transmita a  ideia de reprimido. Não creio que seja.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:courier new;"&gt;Lenços, para quê? Os  abraços são lençóis e me põem a dormir acordado.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:courier new;"&gt;O  sol lava a minha cara. O suor é a mesma água da lágrima e mata  igualmente a sede.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;div style="text-align: right;"&gt;&lt;span style="font-family:courier new;"&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;&lt;br /&gt;F.C.&lt;br /&gt;RiNATu&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:courier new;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/30046295-1815894396599015764?l=ninhoemchamas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/30046295/posts/default/1815894396599015764'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/30046295/posts/default/1815894396599015764'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ninhoemchamas.blogspot.com/2010/07/cartase.html' title='Catarse'/><author><name>Renato buh Vicentt</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14248117644762725584</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='23' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_msRCkgpUaMA/S23rAUzmKNI/AAAAAAAAAWs/33V6NjiHGWc/S220/OgAAADco82nA7b0Jv-Qroq6_YEmBVIp_Amt0v4XStXFG5h0Y3cQxfMSYonfvJjO9FlAPUMhKLUODuklHxPwD5cQUaXsAm1T1UDekG7t20b7YpF4EwAq8umIoUDlE.jpg'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-30046295.post-8195515761802884178</id><published>2010-06-29T13:28:00.008-03:00</published><updated>2010-06-29T13:48:26.318-03:00</updated><title type='text'>Traição fail</title><content type='html'>&lt;span style="font-family: trebuchet ms;font-family:courier new;" &gt;Não adianta ser fiel ao outro se a gente não é fiel a si. Mas não é simples assim: arenoso descobrir a nossa própria natureza e aceitá-la. Conhecer-me significa também não gostar daquilo que sou e ter que passar o resto da vida ao meu lado.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: trebuchet ms;font-family:courier new;" &gt;Até hoje eu só me amei por amor platônico. Nunca tive coragem de me aproximar. Escrevia cartas, fazia elogios, me criticava, mas sempre controlado, contido, parava quando me julgava ameaçado.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: trebuchet ms;font-family:courier new;" &gt;Não subestimo a força do engano. Talvez seja leal ao que meu pai queria ou ao que a minha mãe desejava ou ao que jurei ser a melhor solução para conseguir aprovação da turma. Quem diz que não gastei uma vida inteira para atender aos anseios dos demais e ainda não descobri as minhas ambições. Quem diz que não segui escrevendo porque um dia a maldita professora da 4ª série me chamou de escritor e não gostaria de decepcioná-la, muito menos ofender sua intuição.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: trebuchet ms;font-family:courier new;" &gt;Minha voz não é aquela que eu escuto. Meus cabelos não são da cor que querem. Meu rosto no espelho não é aquele que as pessoas enxergam. Meu beijo não está na minha boca...&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: trebuchet ms;font-family:courier new;" &gt;Posso ser generoso pelo egoísmo. Posso ser amoroso pela tirania. Posso ser educado pela vergonha. Vê só o quanto uma virtude esconde uma maldade. Eu sou o resultado ou a origem daquilo que cumpro? O que tem peso maior: minha vontade ou o ato?&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: trebuchet ms;font-family:courier new;" &gt;Ao me doar para alguém, não desfruto de condições para prometer coisa nenhuma, pois nem defini o que eu mesmo me ofereço.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: trebuchet ms;font-family:courier new;" &gt;De repente, vou me trair e ser fiel. Ou trair uma relação e ser fiel a mim. Antes deveria cuidar de ser monogâmico comigo.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: trebuchet ms;font-family:courier new;" &gt;Viajava, com o rosto cochilando na vidraça do ônibus. De música de fundo, escutava histórias de boiadeiros sobre acácia e o eucalipto, um grande dilema das plantações. Ao escolher a acácia, é natural deixar o gado debaixo das árvores. Ao plantar eucalipto, não haverá terreno propício ao pasto, ele é arrogante, absorve a água dos arredores, elimina a concorrência e suga a terra com gula.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: trebuchet ms;font-family:courier new;" &gt;Diante do impasse, logo problematizei: sou acácia ou eucalipto?&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: trebuchet ms;font-family:courier new;" &gt;A acácia se oferece inteira, é mais familiar, caseira, procura um ideal de família e casa, transmuda-se em telhado e alimento aos animais. É recomendada pela sua renúncia, admirada pelo sacrifício voluntarioso. Quanto mais se anula mais aparece. Ampara o amadurecimento do conjunto, socorre carências. Em compensação, dura menos, de 7 a 10 anos. E não sobe muito, tem uma altura própria para recolher as crianças em seus galhos. Ela abdica de grandes vôos para acompanhar de perto os passos em sua folhagem.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: trebuchet ms;font-family:courier new;" &gt;O eucalipto é individualista, confiante, não se afeiçoa às carências do lugar, segue sozinho, desafia os próximos a obedecer seu ritmo, não irá recuar para confortar o solo e os bichos. Usa o que precisa, aproveita o contexto e se despede para o céu. Atinge uma altura muito superior à acácia e dura de 25 a 30 anos. Porta-se com o descaso de estrangeiro, como realmente é; um artista do vento, flautista das folhas, disposto a render um espetáculo e espalhar suas raízes para atrapalhar a soberania das pedras.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: trebuchet ms;font-family:courier new;" &gt;Previsível que todo mundo afirmará que é acácia. Para não frustrar a expectativa amorosa de entrega incondicional. Alguns, como eu, tratarão de pensar que são as duas opções, mas não é verdadeiro, tenho que escolher. Somente a renúncia permitirá que valorize o que ficou. No momento em que acumulo, não sou nada, não devo nada, não me é exigido nada. Sequer posso me trair...&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: trebuchet ms;font-family:courier new;" &gt;Posso?&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;object style="font-family: trebuchet ms;" width="300" height="280"&gt;&lt;param name="movie" value="http://www.youtube.com/v/r_IlGSZtgE0&amp;amp;hl=pt_BR&amp;amp;fs=1&amp;amp;"&gt;&lt;param name="allowFullScreen" value="true"&gt;&lt;param name="allowscriptaccess" value="always"&gt;&lt;embed src="http://www.youtube.com/v/r_IlGSZtgE0&amp;amp;hl=pt_BR&amp;amp;fs=1&amp;amp;" type="application/x-shockwave-flash" allowscriptaccess="always" allowfullscreen="true" width="300" height="280"&gt;&lt;/embed&gt;&lt;/object&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: right;"&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;F.C.&lt;br /&gt;RiNATu&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/30046295-8195515761802884178?l=ninhoemchamas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/30046295/posts/default/8195515761802884178'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/30046295/posts/default/8195515761802884178'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ninhoemchamas.blogspot.com/2010/06/traicao-fail.html' title='Traição fail'/><author><name>Renato buh Vicentt</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14248117644762725584</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='23' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_msRCkgpUaMA/S23rAUzmKNI/AAAAAAAAAWs/33V6NjiHGWc/S220/OgAAADco82nA7b0Jv-Qroq6_YEmBVIp_Amt0v4XStXFG5h0Y3cQxfMSYonfvJjO9FlAPUMhKLUODuklHxPwD5cQUaXsAm1T1UDekG7t20b7YpF4EwAq8umIoUDlE.jpg'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-30046295.post-6812433168469612017</id><published>2010-06-22T17:08:00.003-03:00</published><updated>2010-06-22T17:19:21.843-03:00</updated><title type='text'>Vendeta</title><content type='html'>&lt;span style="font-family: webdings;"&gt;Mesmo sabendo que eu colocaria em risco essas coisas que faço e me soam  tão bem. A terapia, por exemplo, que faço às terças e duas horas. Isso me parece um pedaço agradável de uma  agenda encantada, dias felizes, nada demais. As obrigações do estudo, os livros que se acumulam, trabalho na loja, a reunião do sábado, o japonês com a Letícia, por isso, um louco durango, o costume de escrever  até tarde ouvindo Beck ou Antony and the Johnsons ou Bliss, os mocinhos que  aparecem, com intervalos de dez ou vinte dias, e me abastecem de um  gostar possível e descartável, algum bar chato que serve pra me tirar de  casa e até mesmo rir de um ou outro ser humano mais parecido com o que  eu acho que deveria ser um ser humano. &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: webdings;"&gt;Nada disso me soa banal e aprendi  mesmo a chamar de minha vida. Agora serão dias achando tudo idiota e  até mesmo medíocre. A terapia, os almoços, os bares, tudo uma  tortura. Ainda assim, mesmo sabendo que depois é cheio de dor ou cansaço ou tédio que  carrego minhas horas, ainda assim eu cortei o cabelo um dia antes e  comprei uma jaquetinha preta em promoção, uma camiseta da Argentina e uma calça. Ainda que sentir de verdade  pareça uma outra vida, às vezes cansa viver dentro das coisas que  invento. &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: webdings;"&gt;Com você, mesmo eu inventando tudo também, dá pra ter essa  sensação de desordem, atropelamento, vida dizendo e não minha cabeça  falastrona. Mesmo sendo ofensivo pra minha existência que pessoas como  você existam. Mesmo que sua tristeza e preguiça e desistência mostrem  pra minha frescura de sentidos como tudo pode ser amargo e pior: mostre  que tudo sempre foi e eu é que, vai ver, sou forte ou abençoado demais  pra não sucumbir. Mesmo que sua alegria nunca seja por mim. E que sua  alegria torne, quando por mim, minha vida intolerável. Sua existência é  um absurdo e isso é a maior verdade que me vem à mente quando penso em  você ou estou ao seu lado.  &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: webdings;"&gt;Passamos a noite juntos. Foi leve e eu estava quieto, coisa que  nunca aconteceu nenhuma das vezes que saímos. Eu estava sempre histérico  e hoje eu estava muito quieto, até demais. Talvez seja porque eu não  tenho mais a euforia louca de ser amado. Eu piro quando alguém me ama e  ao ver em você a calmaria dos vencedores corriqueiros, larguei o corpo.  Acabou sendo boa, a sensação ordinária, encontro ordinário. Eu  pude habitar o papel de amigo caminhando ao lado, uma forma de ouvir por  perto sua respiração pigarrenta que amo como se fosse o único sopro  saudável do mundo. Eu permaneci e isso foi diferente, triste,  insuportável, mas possível. Como os mortos que ficam em qualquer lugar,  até mesmo embaixo da terra. Morto não deseja e por isso mesmo permanece.  Acho que seu desejo morreu e talvez o meu também, já que boa parte  desse amor enorme que eu sentia e sinto por você, vinha e venha da minha  alegria desmesurada em me sentir amado pelos meus próprios sonhos. Você  encerrava em mim eu mesmo e era uma loucura tudo, como eu sentia, como  eu queria me vomitar e ensanguentar e explodir e rodopiar em mim até  furar o chão como uma broca desgovernada e depois sair derrubando o  mundo como o único pião que sabe a verdade e precisa chacoalhar seu  entorno pra não enlouquecer sozinho. &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: webdings;"&gt;Era uma loucura tudo. Mas a morte, o  fim, nós, andando calmos, ao lado um do outro, isso me permitiu estar  de alguma forma sem querer habitar cada instante do estar e para isso me  retirando o tempo todo. E isso pode ser viver mas viver é terrível. E  antes, quando eu não sabia viver e me sentia amado, era ainda mais  terrível. Daí que sobra essa sensação de uma solidão filha da puta mil  vezes pois em nada dá pra ser com você. E tudo bem, não é você, nunca  foi, mas escuta a maluquice: é que nada disso impede que eu sinta um  amor absurdo por você. &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: webdings;"&gt;Me peguei uma hora, olhando você, andar, tão feinho, seu ombro  encolheu um pouco, cada dia que passa mais e mais é uma concha o que  você se torna. Dessas que é mentira a pérola e o som do mar, mas eu os  vejo, o tempo todo. Você andando desse seu jeito meio de louco, que  chacoalha a cabeça. E se veste mal quando pouco se importa, eu sei, eu  entendi. E a manga suja de café. A roupa bege da cor de tudo que é você.  Você é tão errado e cheio de estragos. E me peguei olhando pra tudo  isso e amando tanto, tanto, tanto. Como se nada mais no mundo fosse tão  bonito ou correto ou mesmo perfeito porque perfeito é o que não tem  mesmo cabimento. O resto nem existe porque vemos ou explicamos.  &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: webdings;"&gt;Na sua varanda sem céu, certa vez, você se sentou naquela cadeira  sem fundo. Me colocou no seu colo e me deu o abraço que disparava  corações em mim como se eu tivesse um em cada nó de veia. E me disse,  com sua voz tão bonita, a mais bonita que eu já ouvi, que eu tinha  subido todos os seus andares. Eu entendi que você era o homem da  cobertura de aço e eu uma espécie rara de passarinho que tinha algum  tipo de chave que se autodestruiria em poucos segundos. E eu entendi  também que agora que tinha chegado ali, só me restava pular, já que  ninguém aguenta o alto tão alto muito tempo. A vertigem que era o nosso  amor. Minhas olheiras, meu cansaço, meus sessenta e dois quilos. Eu  poderia morrer porque você tinha uma carninha mais mole atrás da sua  orelha direita e isso me impossibilitava, dia após dia, que eu vivesse  sem sentir você o tempo todo. Mas quem é mesmo que morre dessas coisas?  Não, não podemos, com tanta coisa pra fazer, os meninos de dez a vinte  dias, os bares, e almoços, a terapia, a dança, os empregos, escrever,  tudo isso que é minha vida antes e depois de você. Tudo isso que daqui a  pouco, quando a sensação desgraçada de absurdo e solidão passar, tudo  isso volta, se acomoda, a agenda mágica, o gostosinho no peito, esquecer  você todo dia um pouco pra vida e todo dia muito pro dia. Mas agora,  hoje, guarda isso, eu amo demais você. Por que escrevo? Porque é a minha  vingança contra todas as palavras e sensações que morrem todos os dias  mostrando pra gente que nada vale de nada. Toma esse texto, o único  lugar seguro e eterno pra gente. &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: right;"&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;RiNATu&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;      &lt;/div&gt;&lt;div id="ind_box" style="display: none;" align="center"&gt;               &lt;form action="textos.php?id=324&amp;amp;y=2010&amp;amp;tit=O-único-lugar-pra-sempre" method="post" name="form1" id="form1" onsubmit="validate_validateForm('De','','R','Para','','R','Email_de','','RisEmail','Email_para','','RisEmail');return  document.validate_returnValue"&gt;    &lt;table width="331"&gt;                 &lt;tbody&gt;&lt;tr&gt;                   &lt;td colspan="2" align="left"&gt;&lt;h2 style="padding: 10px 0pt;"&gt;Indique esse texto para um amigo&lt;/h2&gt;&lt;/td&gt;                 &lt;/tr&gt;                 &lt;tr&gt;                   &lt;td align="left" width="171"&gt;&lt;img src="http://www.tatibernardi.com.br/images/bt_de.jpg" alt="" height="17" width="49" /&gt;&lt;/td&gt;                   &lt;td align="left" width="148"&gt;&lt;img src="http://www.tatibernardi.com.br/images/bt_para.jpg" alt="" height="17" width="49" /&gt;&lt;/td&gt;                 &lt;/tr&gt;                 &lt;tr&gt;                   &lt;td align="left"&gt;&lt;input name="De" class="imputs_indique" id="De" type="text"&gt;&lt;/td&gt;                   &lt;td align="left"&gt;&lt;input name="Para" class="imputs_indique" id="Para" type="text"&gt;&lt;/td&gt;                 &lt;/tr&gt;                 &lt;tr&gt;                   &lt;td align="left"&gt;&lt;img src="http://www.tatibernardi.com.br/images/bt_emailt.jpg" alt="" border="0" height="17" width="49" /&gt;&lt;/td&gt;                   &lt;td align="left"&gt;&lt;img src="http://www.tatibernardi.com.br/images/bt_emailt.jpg" alt="" border="0" height="17" width="49" /&gt;&lt;/td&gt;                 &lt;/tr&gt;                 &lt;tr&gt;                   &lt;td align="left"&gt;&lt;input name="Email_de" class="imputs_indique" id="Email_de" size="20" type="text"&gt;&lt;/td&gt;                   &lt;td align="left"&gt;&lt;input name="Email_para" class="imputs_indique" id="Email_para" size="20" type="text"&gt;&lt;/td&gt;                 &lt;/tr&gt;                 &lt;tr&gt;                   &lt;td colspan="2" align="left" valign="top"&gt;&lt;img src="http://www.tatibernardi.com.br/images/bt_mensagemt.jpg" alt=" " /&gt;&lt;/td&gt;                 &lt;/tr&gt;                 &lt;tr&gt;                   &lt;td colspan="2" align="left" valign="top"&gt;&lt;textarea title="Drag images into the text area to host them on ImageShack." name="msg" cols="32" rows="3" class="textarea_indique" id="msg"&gt;&lt;/textarea&gt;&lt;/td&gt;                 &lt;/tr&gt;                 &lt;tr&gt;                   &lt;td colspan="2" align="right" valign="top"&gt;&lt;input name="articleID" value="324" type="hidden"&gt;                     &lt;input name="yearArt" value="2010" type="hidden"&gt;                     &lt;input name="f" value="i" type="hidden"&gt;                   &lt;input style="margin-top: 10px;" name="image" src="http://www.tatibernardi.com.br/images/bt_indicaressetexto.jpg" type="image"&gt;&lt;/td&gt;                 &lt;/tr&gt;       &lt;/tbody&gt;&lt;/table&gt;               &lt;/form&gt;    &lt;/div&gt; &lt;a name="indicacao" id="indicacao"&gt;&lt;/a&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/30046295-6812433168469612017?l=ninhoemchamas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/30046295/posts/default/6812433168469612017'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/30046295/posts/default/6812433168469612017'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ninhoemchamas.blogspot.com/2010/06/vendeta.html' title='Vendeta'/><author><name>Renato buh Vicentt</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14248117644762725584</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='23' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_msRCkgpUaMA/S23rAUzmKNI/AAAAAAAAAWs/33V6NjiHGWc/S220/OgAAADco82nA7b0Jv-Qroq6_YEmBVIp_Amt0v4XStXFG5h0Y3cQxfMSYonfvJjO9FlAPUMhKLUODuklHxPwD5cQUaXsAm1T1UDekG7t20b7YpF4EwAq8umIoUDlE.jpg'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-30046295.post-5989975658755190172</id><published>2010-06-11T00:24:00.002-03:00</published><updated>2010-06-11T00:30:07.178-03:00</updated><title type='text'>Comendo Bis</title><content type='html'>Uma vez, no recreio, comendo um Bis derretido, pensei isso, pela  primeira vez: e se eu ficasse louco?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Vi minhas amigas trocando papéis de cartas, vi uns meninos correndo  de testa suada, vi uma professora caminhar como alguém que pensava em  alguém que ela encontraria no final do dia, vi tudo isso como se não  pudesse ter, ver, ser. E se eu ficasse louco. Que triste para meus pais,  que triste para a carteira vazia da escola, que triste para os livros  plastificados com a etiqueta que dizia que eu era eu. Um estudante, um  garotinho, com família, amigos, cabelo tigela, camisas brancas PP  com um brasão que trazia um livro e um fogo. Se eu ficasse louco tudo  isso seria o quê? Pra onde iriam os materiais e as pessoas e o amor? E  se eu ficasse louco? Quem iria me ver babar num canto de um hospital?  Existe louco em casa? Mãe ama os loucos? Louco tem amigo? Louco tem  livro plastificado? Louco começa e não para mais até acabar? Louco uma  vez, louco pra sempre? Converse. Respire. Pense em garotas. Pense em futebol. Vamos. Não fique louco. Mude de assunto. Pense na menina mais  bonita do mundo e a deseje. Dê nome pra loucura que ela deixa de ser. Sinta  dor com nome que assusta menos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Caia na aula de educação física, rale o  joelho, sangre, dói menos. Gel nos cabelos e sinta que problemas  se alisam. Faça o papel do Bis virar um barquinho. Isso. Conte uma  piada. Se os outros rirem bastante. Se a sua estranheza puder ser amada.  Qualquer coisa menos loucura. Pense naquela música da rádio. Não, você  não está triste. Uma fofoca e pessoas em volta. Vá até o banheiro fazer xixi em pé. O professor mais ou menos bonito, por  ele. Os outros. Olhe. Os outros. Vamos. Que data mesmo? Da guerra. Que  data? Qualquer coisa. Menos louco. O hino. Sujou um pouquinho da meia.  Limpinha. Dê nome aos problemas. Problemas com nomes são problemas e não  loucuras. Sempre evitando que ela saia. Sempre segurando. Não caia duro  no meio do mundo. Não se chacoalhe no meio do pátio. Não vomite só  porque sei lá o que é isso impossível de digerir e nem quero saber.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não  abrace sem fim porque é preciso sentir o vento com o peito sozinho.  Terrível mas tem banho quente pra distrair. Não espanque, não soque, não  chore sangue, não arranque a língua, não grite, não acabe. Siga.  Sorria. Mais uma prova. Mais uma festa. Mais um garoto platônico. Sempre um pavor  escondido mas nem era nada disso. Sempre uma tristeza abafada mas nem  era nada disso. Sempre uma alegria exagerada que ninguém acolhe e o  silêncio depois, fazendo curativos na pureza criando cascas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Um dia você  será. O quê? Normal. Um dia você será. Normal. Um dia. Enquanto isso,  se distraia como a professora que ama, as crianças que trocam papéis de  cartas, os garotos que correm. Eles estão se distraindo também e  pensando “olha, um menino comendo Bis”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: right;"&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;RiNATu&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/30046295-5989975658755190172?l=ninhoemchamas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/30046295/posts/default/5989975658755190172'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/30046295/posts/default/5989975658755190172'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ninhoemchamas.blogspot.com/2010/06/comendo-bis.html' title='Comendo Bis'/><author><name>Renato buh Vicentt</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14248117644762725584</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='23' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_msRCkgpUaMA/S23rAUzmKNI/AAAAAAAAAWs/33V6NjiHGWc/S220/OgAAADco82nA7b0Jv-Qroq6_YEmBVIp_Amt0v4XStXFG5h0Y3cQxfMSYonfvJjO9FlAPUMhKLUODuklHxPwD5cQUaXsAm1T1UDekG7t20b7YpF4EwAq8umIoUDlE.jpg'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-30046295.post-418844969666683781</id><published>2010-05-28T00:00:00.003-03:00</published><updated>2010-05-28T00:26:10.554-03:00</updated><title type='text'>Bobeira 22</title><content type='html'>Quando eu era criança, no meio da noite, às vezes eu escutava um sopro  bem dentro da minha cabeça. Vai me dar a bobeira, eu pensava. E a  bobeira dava. E eu ficava sem saber se a bobeira já tinha dado (e por  isso eu pensava nela) ou se eu pensava na bobeira e ela dava. Eu mandava  na bobeira ou ela mandava em mim? Se eu mandava nela, como obedecia?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ter a bobeira era a pior coisa do mundo, mas era também uma honra.  Eu lembro direitinho de olhar as outras crianças - e eu sempre lembro  delas descalças e comendo cachorros quentes e dormindo suadas- e pensar:  elas não têm medo da bobeira porque são bobas. Não entendem como é  louco isso tudo aqui. Caramba, pense bem. É bem louco, não é? E pronto.  Eu começava a tremer e queria vomitar e tinha certeza que não saberia  viver. Eu nunca saberia viver. Nunca. Crianças só precisam pedir pros  pais, não é? Como se vive, mãe? Tá, agora já posso ir brincar? Mas eu  não, eu realmente pensava 24 horas por dia nisso. Em não saber viver. Se  criança eu não conseguia, imagine adulto. Adulto ainda precisa cuidar  dos outros. Mas como? Eu vou conseguir. Mas passava, tinha prova,  tinha menino bonito, tinha cansaço, tinha filme. E isso era viver e  saber, mas eu não me dava conta. Nem hoje, se bobear. Dali a pouco,  voltava. Eu passei mais de 60% dos segundos da minha vida assustado.  Muito assustado. Mas rindo, mas fazendo todo mundo rir. E por dentro, um cachorrinho com medo da tosa. Fofo e fresco. E afiando dentes na  madrugada caso me tirassem os pêlos bem no inverno. Você precisa ser  menos agressivo, cachorrinho. Ah é? E quem me garante então que não vão me  arrancar os pêlos bem no inverno?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu posso explicar melhor agora que sou adulto. Apesar de continuar  com o mesmo medo e com o mesmo respeito pela bobeira. Não, o mesmo medo  não. Eu já sei que sei viver. Com ela. Não com medo dela chegar ou com  medo dela ficar pra sempre. Mas com ela, sendo ela, sendo a bobeira,  sendo o tremor, sendo o enjoo, sendo minha vontade de sempre ir embora.  Mesmo ficando porque a gente ficou, pense bem. Não tamo aqui? Eu posso  explicar melhor. Se depois do orgasmo você precisa de uns minutos  abraçado, pro mundo não virar a coisa mais absurda do mundo e você ser  engolido pelo buraco negro no asfalto de frente pro carro (eu sempre  sonho isso). Depois da bobeira você precisa é de um útero. Porque ela é  o orgasmo do mal. É o prazer que não se pode ter porque não te coloca  no mundo, te tira. Não te aproxima de aconchego alheio, mas do inferno  próprio. E o que é isso? Tentei algumas vezes. Para psiquiatras,  analistas, neurologistas. É tipo assim ó: de repente, eu preciso ir  embora, entende? Rápido, correndo. Por que o quê? Como assim? Porque eu  morro, sei lá. O supermercado é terrível. Se você pensar bem, a  obrigação das duas horas de um filme, pode ser terrível. E sentar  retinho na cadeira do restaurante pra fazer alguém gostar de você? E o  nariz, a gente tem nariz, entende? Cara, somos meio alaranjados e temos  nariz. Nariz é estranho de doer, não é? E você beija uma pessoa, dai  você lambe uma pessoa, dai essa pessoa dorme com você e, dali uns meses,  o quê? Não sei, sumiu. Sumi. E segue-se.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas aí começou a piorar muito. Eu  aguento. Eu posso aguentar. Duas quadras, carro, três quadras, casa. Tem  mato, tem árvore, tem passarinho, tem filme 3D, tem passagem pro mundo  inteiro, tem elevador com dezenas de pessoas que conseguiram tomar café  da manhã, tem suco de laranja, tem nariz, somos alaranjados. Duas  quadras, carro, duas quadras, casa. Eu aguento. Minha bobeira de não suportar o que não suporto.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Daí comecei mesmo a piorar. Tipo: padaria você consegue, vai! A  bobeira, que muitos chamam de síndrome do pânico, é como sofrer um  acidente e perder os movimentos da perna. Seu cérebro está aleijado. Não  adianta correr meia maratona. Nem sei o que tô escrevendo, mas sei que não me parece química,  de verdade. As pessoas falam pra mim “larga essa merda”. Segurando seus  copos de bebida, seus cigarrinhos de mato, seus vícios todos, suas  manias, suas madrugadas fritas, seus dias fazendo de conta que não é  assim, seus Ipods, phones, pads. Quem é que larga essa merda? Que merda?  A vida. A bobeira? Não largamos, nunca. Vamos como der. Algumas vezes  de muletas, algumas vezes mutilados, algumas vezes sem nem poder tocar  direito o chão.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas vamos. Mais perto. Primeiro até a padaria. Mas falta  pouco, muito pouco, para padarias na China, pois estou melhor. Mesmo.  Ainda procuro sentar perto das saídas. Ainda suo um pouco frio pra  viajar sem carro. Ainda pergunto, sempre, aliás: e se eu precisar ir  embora, onde é? Mas melhor, bem melhor.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu senti meu cérebro romper. E toda vez que penso nisso, eu choro um  pouco. Porque, cara, eu sempre achei que a bobeira mandasse em mim. Que  minha mente, essa filha da puta, mandasse em mim. A soberana. Mas no  dia que eu senti, de verdade, formigar pra todo lado. E algo que não era  o cachorrinho afiado disfarçado. Não era ninguém além disso. De verdade. Nesse dia eu vi que a mente é como a  perna. O joelho estraga se você fizer os exercícios errados. E fritar é  foder o joelho do cérebro. E se o cérebro é só um joelho, então o quê?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nada. É isso. Um dia, você descobre e está salvo. Nada. Viver é só  esse mistério mesmo. Não tente respirar mais rápido que o mistério pra  tentar chegar antes dele. Respire passos pra trás da vida e isso é só o  que dá pra fazer. Ela ganha e ponto final. Ela ganha, mas a gente se  diverte pacas com isso. É tipo estar numa festa linda, você conhece  alguém pra amar, você pula meio de pileque na piscina, você nunca se  esquece. Mas a festa era de outra pessoa que, gentilmente, te convidou.  Não tente roubar sua casa, sua comemoração grandiosa. Apenas bata palmas  na hora do parabéns e aceite o convite da vida.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não dá pra entender nada. Mas é isso. Temos um nariz, somos  alaranjados. Com calma, que agora consigo ter (por causa do remédio,  sim, mas também porque precisei ter medo de supermercado pra não ter  medo de super qualquer coisa). Com calma, você repara. E não é ruim. Com  calma, não se vê lá fora o assustador borrado da velocidade. Se vê como  é. E não é tão feio. E até o feio, tem seu valor. É só isso. A vida.  Com calma. Mil quadras do carro e três mil quadras de casa. Só a vida.  Uma linda e magnífica bobeira.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: right;"&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;RiNATu&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/30046295-418844969666683781?l=ninhoemchamas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/30046295/posts/default/418844969666683781'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/30046295/posts/default/418844969666683781'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ninhoemchamas.blogspot.com/2010/05/bobeira-22.html' title='Bobeira 22'/><author><name>Renato buh Vicentt</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14248117644762725584</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='23' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_msRCkgpUaMA/S23rAUzmKNI/AAAAAAAAAWs/33V6NjiHGWc/S220/OgAAADco82nA7b0Jv-Qroq6_YEmBVIp_Amt0v4XStXFG5h0Y3cQxfMSYonfvJjO9FlAPUMhKLUODuklHxPwD5cQUaXsAm1T1UDekG7t20b7YpF4EwAq8umIoUDlE.jpg'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-30046295.post-3386422037917728238</id><published>2010-05-18T12:43:00.002-03:00</published><updated>2010-05-18T12:46:28.215-03:00</updated><title type='text'>À espera de tomar...</title><content type='html'>&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Agradecendo as complexas, e não menores, traduções de quem amamos...&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;"À espera de tomar o que deveria procurar"&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Alguma vez você já  sentiu que estava caminhando sem sentido algum&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Como se aquele vento  gélido e jovial de tempos remotos houvesse te abandonado?&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Tentou  alguma vez avaliar onde está e onde acredita que deveria estar?&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Sabe  aquelas frases idiotas que você escuta ou lê por mero acidente&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;E  acabam de certa forma dizendo o que você não queria imaginar?&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Como se  ficasse ali sinalizando com milhares de cores &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;E formassem letreiros  em sua cabeça&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Aos poucos deixando cada sentido de teu corpo nu&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Quanto  tempo já foi perdido?&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Quanto tempo restará quando o suficiente se  mostrar como o piso falso e frágil?&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;E qual o limite que podemos cair  diante do implacável sentimento de hipótese desperdiçada?&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Gostaria de  encontrar um espaço vazio aqui dentro&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Se pudesse ter algum espaço  dentro desta caixa&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Só um pouco mais de ar&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Talvez eu fosse mais  inspirado&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;E escreveria algo para retratar quanta falta faz o aperto&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Quanto  sorriso sem reflexo já foi desperdiçado?&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Queria ter de volta cada  olhar perdido que foi doado sem qualquer sentido&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Se tivesse a chance  eu não faria tantas coisas que me distraíssem&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;A ponto de quase me  perder a cada faixa de cada esquina   &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Já sentiu falta de eventos e  sentimentos que jamais se fizeram presentes em teu ser?&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Tudo é tão  fulgas&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Às vezes podemos até segurar uns segundos a mais&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Mas  sempre escapa, como um breve piscar de olhos&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Já pensou em alguém?&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Uma  presença jamais contemplada na matéria&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Algo que precisa ser  acariciado diariamente pelo maior platonismo que pode haver em um ser.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Sem  sentido algum&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Sem esperas ou esperanças &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Sem desejos maiores &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;O  simples sentir sem prisões de carne e osso&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Como se o fato não ser e  estar seja exatamente o que motiva o imaginar&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Tudo isso é tão parte  de mim neste momento&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Quando olho a imagem estática &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Ali, como se  me olhasse&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Com olhos calmos e um quase sorriso&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;E qualquer  distancia física ou temporal se torna tão banal&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Como se jamais fosse  uma parede tão resistente como aparenta ser&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Eu prefiro olhar e sentir&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Do  meu jeito&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Com o meu silencio&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Com o meu melhor&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;P*anjo*H&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Obrigado amado!&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;div style="text-align: right;"&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;RiNATu&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/30046295-3386422037917728238?l=ninhoemchamas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/30046295/posts/default/3386422037917728238'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/30046295/posts/default/3386422037917728238'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ninhoemchamas.blogspot.com/2010/05/espera-de-tomar.html' title='À espera de tomar...'/><author><name>Renato buh Vicentt</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14248117644762725584</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='23' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_msRCkgpUaMA/S23rAUzmKNI/AAAAAAAAAWs/33V6NjiHGWc/S220/OgAAADco82nA7b0Jv-Qroq6_YEmBVIp_Amt0v4XStXFG5h0Y3cQxfMSYonfvJjO9FlAPUMhKLUODuklHxPwD5cQUaXsAm1T1UDekG7t20b7YpF4EwAq8umIoUDlE.jpg'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-30046295.post-5282788357928314165</id><published>2010-05-16T22:52:00.002-03:00</published><updated>2010-05-16T23:00:26.573-03:00</updated><title type='text'>Frasco de perfume</title><content type='html'>Brinquedo de verdade unicamente no aniversário e nas datas festivas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Extravasava  minha infância com brinquedos de mentira. Antes, criança significava  o que havia de mais avançado em lixo reciclável. Acolhia produtos,  potes e latas para criar cidades em miniatura e povoar minha imaginação.  Tudo o que acabava para os pais ressuscitava em minhas mãos. Não foi  uma vez que a mãe me entregou uma embalagem de sabonete: olha que  bonito, quer ficar?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu ficava e embrulhava o olfato. Gostava de  receber os frascos dos perfumes, minha oferenda predileta. Ainda mais  que vinha o refil para borrifar, potente como uma pistola de piscina. Eu  chegava a gastar o perfume paterno no ar para logo ganhar o recipiente.  Apressava seu uso. Não existia banheiro mais cheiroso do que o nosso.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sobrava  um resto de fragrância, cerca de um milímetro dos cinquenta iniciais,  justa a medida que o canudo não alcançava. Eu me encarregava de misturar  com xampu e água. E passava no pescoço e nos pulsos para ir à escola.  Confiava que tinha restaurado o conteúdo. Não me constrangia de ser só  vapor. Transbordava a seco. Forçava as narinas a descobrir o espírito do  vidro, a fingir que nada mudou desde a compra.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mantinha uma  caixa especial com os perfumes que nunca terminavam. Quando atingia a  seca, recarregava da torneira e voltava a fingir pólen. Meu quarto era  um free shop mais barato do mundo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Acho que sou o igual na vida  pessoal. Um pouco de cheiro e trato de encher o resto. Conservei a  herança. Sofro muito diante de posturas secas e anti-românticas, mas ao mesmo tempo pouco práticas. Armo os  olhos a surpreender e ser surpreendido e depois sereno as frustrações.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Deliro  que sou desnecessário, talvez seja. Incomoda-me a minha gula, o nível  de exigência, já cogito que devo ser louco, daqueles perfis  inclassificáveis, em que a carreira não é mais importante do que o  namoro. Posso aguentar a semana inteira trabalhando, desde que partilhe  um final de semana de juras mútuas. Não pretendo descansar, e sim  trabalhar a delicadeza. Se fosse para estar sozinho, não pagava as contas e ficaria louco.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O que me comove são os programas em comum:  assuntar coladinho, despistando os problemas e repetindo as declarações  óbvias por todo sábado e domingo. Sou um retardado afetivo também, que me diga  que me ama sem parar. Pelo menos, não conheci um retardado acabrunhado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não  vejo maior arrebatamento do que alguém perguntando o que desejo fazer.  Curtir a sequência de agrados até dormir com profunda nostalgia e  levantar com desgosto diante do alarme. Quem não acorda ranzinza na  segunda-feira não foi feliz no final de semana.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas o  relacionamento está em baixa. Permitimos a companhia desde que nosso par  não invente de existir e atrapalhar. Somos capazes de nos dedicar mais  aos amigos do que à uma pessoa em especial. Nem percebemos, são distrações  imaginárias. Se surge uma fresta de duas horas no serviço, não  ventilamos a possibilidade de telefonar para o namorado e convidá-lo  repentinamente ao cinema ou a um motel. Geramos tarefas nas tarefas para  justificar o tempo tomado. A indiferença é involuntária, até moderna,  charmosa, atraente. Tenho consciência do meu perecimento, exalo  antiguidade, ando curvado sobre a vaidade como um animal pré-histórico. O  individualismo é apelidado de independência e qualquer um que ameaçá-lo  será comparado a Fidel. Ninguém mais confessa que se vestiu para o  outro, por exemplo. A gente diz que se veste para nos agradar e pronto,  que se dane o mundo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Meu perfume acaba e  abasteço o pote novamente. Só eu sei que é água. Mesmo dentro do  relacionamento, grande parte do amor permanece platônico.&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: right;"&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Carpinejar&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;RiNATu&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/30046295-5282788357928314165?l=ninhoemchamas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/30046295/posts/default/5282788357928314165'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/30046295/posts/default/5282788357928314165'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ninhoemchamas.blogspot.com/2010/05/frasco-de-perfume.html' title='Frasco de perfume'/><author><name>Renato buh Vicentt</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14248117644762725584</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='23' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_msRCkgpUaMA/S23rAUzmKNI/AAAAAAAAAWs/33V6NjiHGWc/S220/OgAAADco82nA7b0Jv-Qroq6_YEmBVIp_Amt0v4XStXFG5h0Y3cQxfMSYonfvJjO9FlAPUMhKLUODuklHxPwD5cQUaXsAm1T1UDekG7t20b7YpF4EwAq8umIoUDlE.jpg'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-30046295.post-2074786101911495983</id><published>2010-05-11T15:26:00.002-03:00</published><updated>2010-05-11T15:42:03.470-03:00</updated><title type='text'>Óculos de Grau</title><content type='html'>Há casais contra qualquer ostentação. Não realizam propaganda do  seu amor. Não narram vantagens, não se elogiam em público, não  descrevem o que ele ou ela preparou de especial na noite anterior, não  geram ciúme, muito menos inveja entre os amigos. Não se derramam em  abraços de aeroporto em cada esquina.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;São os casais ideais,  certo? Talvez durem para sempre, o que não traduz perfeição.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não  há como ser feliz sem merchandising do que se está vivendo. Sem morder a  língua. Sem fofoca. Sem contar um pouco mais. É pensar e divulgar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O  amor é público, desde quando se estendeu a mão pela primeira vez com  muito nervosismo para andar na rua com ela.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não existe como  disfarçar. Sensibilidade controlada é indiferença.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Um dos graves  traumas afetivos é a falta de amor pelo amor.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os pares se amam,  mas estão descontentes por amar. Não desejavam estar amando. É um amor  contrariado, um amor dissidente. Como uma maldição: Por que foi  acontecer comigo logo agora?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É como se a companhia não fosse  apropriada. Ou que não devia ter surgido naquele momento, é bem capaz de  atrapalhar os negócios ou a vontade de viajar e de ser livre. Ou porque  é diferente e não responde automaticamente. Perderemos tempo,  perderemos a agilidade que tanto nos caracterizava.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não se  enxergam abençoados, e sim traídos pelo destino. Não tratam de alardear  seu relacionamento como um feriado de sol. Por receio ou insegurança,  não se orgulham da companhia. Nunca falarão: estou com quem sonhei, é  perfeito para mim.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não identificam que já têm o mais complicado,  que o restante é simples: um cartão, um torpedo, uma cartinha, uma  lembrança, um prato predileto, um capricho, um colo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Amam ao  mesmo tempo em que odeiam. Amam ser, odeiam estar. Por aquilo que a  convivência exige, pelo mal-estar de uma conversa truncada, pelo ciúme  passivo e sempre existente, pela necessidade de telefonar e de se  apaziguar, pela dependência ruidosa e ávida.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quem ama alguém, mas  odeia o amor não terá paciência. Entrará num clima de cobrança  permanente, de suspeita irremediável. Conhece como o par fica irritado e  trata de testar os limites. Não agrada para criar contrariedade e  arrecadar sinais do fim. Quer se livrar do amor, não do outro, mas o  amor está no outro que acaba pagando a conta.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não consegue se  separar, tampouco se entrega verdadeiramente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quando está em paz,  enlouquece. Quando está estressado, age com distração e depois reclama  da cobrança. Ou cobra a cobrança. Ou antecipa a cobrança que não viria. A  briga está condicionada a uma postura catastrófica. Mobilizado a provar  que não tem mais jeito. Em vez de elogiar, reclama. Em vez de se  declarar, ironiza. Em vez de confiar, pragueja.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A mulher pode  amá-lo, o homem pode amá-la. O cara pode amá-lo, o cara pode amá-lo de volta. Só que ambos não amam o próprio sentimento.  Cada um não se ama por amar. Não basta amá-lo, tem que se amar por  amá-lo. Não basta amá-lo, tem que se amar por amá-lo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas a  reflexão não termina por aqui. Caso contraiu piedade do que não ama o  amor, há ainda um tipo mais terrível: aquele que ama o amor, mas não ama  seu parceiro. Ama seu modo de amar e não aceita mais nada. Faz o amor  de propaganda, que é o contrário de fazer propaganda do amor.  Experimenta um delírio romântico. Tudo o que o outro oferece não é do  jeito conhecido, portanto não serve. Alimenta uma insatisfação  constante, autoritária, como um diretor que recusa o improviso de seus  atores e manda repetir a cena. Não reconhece os gestos mais naturais e  singelos. Sufoca o que vive de fato pela pressa de um cartão-postal.  Funciona na base do escândalo: da serenata na janela, da Kombi do  aniversário, dos presentes imensos e das provas vistosas. Será  insaciável, pressionando para receber o que somente ele imaginou (e  nunca confessou).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É um desalmado da privacidade, um amante  genérico, porque ama demais a si para amar quem quer que seja.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: right;"&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Carpinejar&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;RiNATu&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/30046295-2074786101911495983?l=ninhoemchamas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/30046295/posts/default/2074786101911495983'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/30046295/posts/default/2074786101911495983'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ninhoemchamas.blogspot.com/2010/05/oculos-de-grau.html' title='Óculos de Grau'/><author><name>Renato buh Vicentt</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14248117644762725584</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='23' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_msRCkgpUaMA/S23rAUzmKNI/AAAAAAAAAWs/33V6NjiHGWc/S220/OgAAADco82nA7b0Jv-Qroq6_YEmBVIp_Amt0v4XStXFG5h0Y3cQxfMSYonfvJjO9FlAPUMhKLUODuklHxPwD5cQUaXsAm1T1UDekG7t20b7YpF4EwAq8umIoUDlE.jpg'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-30046295.post-8411855208932125609</id><published>2010-04-30T00:48:00.003-03:00</published><updated>2010-05-14T02:04:09.072-03:00</updated><title type='text'>Pedala</title><content type='html'>Um murro, você  escolhe o lugar. É isso mesmo? Claro que não, seria terrível conviver  com isso. Então espero do fundo da minha alma que você possa continuar  ouvindo isso sem jamais me saciar. Mas era um minuto tão escuro de uma  hora que nem existe, então, quis te dar essa honestidade que nem poderia  ser contada pra não perder seu caráter. Eu queria mesmo era um murro.  Não o dado porque se ama, o dado com a secura e a realidade de não  significar nada.&lt;br /&gt;Pra ver se mata ou acorda isso que, também em nome da  realidade e da secura, não vou significar.&lt;br /&gt;Isso que queria um murro pra doer onde se fala tanto de uma dor que  não se sabe ao certo onde bate. Um murro na boca. Isso que precisa do  limite da força pra suportar caber em alguma aresta que sou eu mesmo.  Isso de doer pra ser bom, que podemos fazer se no fundo funciona também  assim?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Isso de apenas ser um murro, algo tão absurdo. Algo que acaba sendo  alguma verdade nunca dita causando assim tantos problemas ditos até que  todos não se suportem mais. Se as pessoas simplesmente pudessem pedir,  assim, vai, me dá um murro, quantos jantares e viagens e noites e festas  e conversas e histórias seriam salvas.&lt;br /&gt;Tá, eu vou metaforizar, afinal, é assim que acabo cabendo no que  sinto ou ao contrário. Eu queria um murro massagem cardíaca. Queria um  murro reboot de cabeça. Um murro pra sentir aquele salgado quente azedo  doce na boca, pra ser vampiro de mim, fome de mim, um murro pra me  sentir e a violência que me amedronta tanto não ser culpa minha.&lt;br /&gt;Um  murro para eu amar o mal fora de mim, mas sempre precisando dele. Sempre  lutando pra segurar o sangue na boca ainda que seja inevitável me  escorrer vermelho em cima de qualquer coisa que me faça precisar de ar. O  mal arrebentando minha boca e dentes e cordas vocais sempre segurando  tanto potencial pra dizer e estragar tudo e ficar livre e querer dizer  pra resgatar tudo e ficar livre. E nunca se fica livre porque nunca se  fica bem. Um murro pra ter o que cuspir, o que costurar, o que esperar.  Pra ver a ferida e não ser a ferida. Pra cuidar de uma ferida que pode  se ver e esperar. Pra poder ficar quieto. É isso. Um murro na boca. Bem  dado. Para eu ficar quieto. É isso. Eu sou um marido que não agüenta  mais sua mulher. Eu não agüento mais a minha mulher. Cala a boca.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não é sexual, tapinha, coisa de gente que escuta samba e faz piada  com pandeiro. Não é doença protegida por açúcar e língua. É raiz à seco.  Não é pra exorcizar a merda e correr pro banho e correr pra festa e  correr. É murro de cair no chão e enxergar cantos distorcidos de teto se  fechando. É um murro bem dado, numa rua sem árvore com flores amarelas.  Em algum lugar onde as pessoas falam sueco e escutam húngaro. Em algum  lugar onde o azul defunto e o branco dia nada não seja efeito de  cineasta perturbado. Um murro terrível, impossível de perdoar,  impossível de ser amor, impossível de continuar. E então eu poderia  dormir ao seu lado. Cansado, ensangüentado, sem nenhuma espera, acabado,  sem amor, sem dente, sem sangue, sem ser gente, principalmente sem ser homem que espanca com a boca aberta ou fechada. E então eu poderia só porque não correria mais o risco de levar  um murro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: right;"&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;RiNATu&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/30046295-8411855208932125609?l=ninhoemchamas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/30046295/posts/default/8411855208932125609'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/30046295/posts/default/8411855208932125609'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ninhoemchamas.blogspot.com/2010/04/pedala.html' title='Pedala'/><author><name>Renato buh Vicentt</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14248117644762725584</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='23' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_msRCkgpUaMA/S23rAUzmKNI/AAAAAAAAAWs/33V6NjiHGWc/S220/OgAAADco82nA7b0Jv-Qroq6_YEmBVIp_Amt0v4XStXFG5h0Y3cQxfMSYonfvJjO9FlAPUMhKLUODuklHxPwD5cQUaXsAm1T1UDekG7t20b7YpF4EwAq8umIoUDlE.jpg'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-30046295.post-4983296144268161314</id><published>2010-04-28T00:57:00.006-03:00</published><updated>2010-04-28T11:48:22.895-03:00</updated><title type='text'>Dueto Duelo de Dois</title><content type='html'>Como você sabe, dirás feito um cego tateando, e dizer assim, supondo um  conhecimento, farias quem sabe o coração do outro adoçar um pouco até  prosseguires, mas sem planejar, embora planejes há tanto tempo, farias  coisas como acender o abajur do canto depois apagar a luz mais forte,  criando um clima assim mais íntimo, mais acolhedor, que não haja tensão  alguma no ar, mesmo que previamente saibas do inevitável das palmas  molhadas de tuas mãos e qualquer coisa como um  leve tremor que, esperas, não transparecerá em tua voz.&lt;br /&gt;Mas dirás assim,  por exemplo, como você sabe, sim como você sabe, a gente, as pessoas,  infelizmente têm, temos, essa coisa, emoções, mas te deténs,  infelizmente? o outro talvez perguntaria por que infelizmente? então  dirás rápido, para não desviar-te demasiado do que estabeleceste,  qualquer coisa como seria tão bom se pudéssemos nos relacionar sem que  nenhum dos dois esperasse absolutamente nada, mas infelizmente,  insistirás, infelizmente nós, a gente, as pessoas, têm, temos - emoções.  Meditarias: as pessoas falam coisas, e por trás do que falam há o que  sentem, e por trás do que sentem há o que são e nem sempre se mostra.&lt;br /&gt;Há  os níveis-não-formulados, camadas imperceptíveis, fantasias que nem  sempre controlamos, expectativas que quase nunca se cumprem, e sobretudo  emoções. Que nem se mostram. Por tudo isso, infelizmente, repetirás,  insistirás, completamente desesperado, e teu único apoio seria a mão  estendida que, passo a passo, raciocinas com penosa lucidez, através de  cada palavra estarás quem sabe afastando te para sempre.&lt;br /&gt;Mas já não sou  capaz de me calar, talvez dirás então, descontrolado, e um pouco mais  dramático, porque meu silêncio já não é uma omissão, mas uma mentira. O  outro te olhará com seus olhos vazios, não entendendo que teu ritmo  acompanharia o desenrolar de uma paisagem interna, absolutamente  não-verbalizável, desenhada traço a traço em cada minuto dos vários dias  e tantas noites de todos aqueles meses anteriores, recuando até a data,  maldita ou bendita, ainda não ousaste definir, em que pela primeira vez  o círculo magnético da existência de um, por acaso banal ou pura magia,  interceptou o círculo do outro.&lt;br /&gt;No silêncio que se faria, pensas,  precisarás fazer alguma coisa, como colocar uma musica ou ensaiar um  gesto, mas talvez não faças nada, porque ele continuará te olhando com  seus olhos vazios, no fundo dos quais procuras, mergulhador submarino, o  indício mínimo de um tesouro escondido para que possas voltar à tona  com um sorriso nos lábios e as mãos repletas de pedras preciosas. Mas  nesse silêncio que certamente se fará, talvez acendas mais um cigarro, e  com a seca boca cerrada, sem nenhum sorriso, evitarias o mergulho para  não correres o risco de encontrar uma fera adormecida. Teu coração  baterá fortemente, sem que ninguém escute, e por um momento talvez  imaginas que poderias soltar os membros e simplesmente tocá-lo, como se  assim conseguisses produzir uma espécie qualquer de encantamento que de  repente iluminaria esta sala com aquela luz que tentas, em vão,  descobrir também nele, enquanto dentro de ti ela se faz quase tangível  de tão clara.&lt;br /&gt;Nítida luz que ele não vê, esse outro sentado a teu lado na  sala levemente escurecida, onde os sons externos mal penetram, como se  estivessem os dois presos dentro de uma bolha de ar, de tempo, de  espaço, e novamente encherás o cálice com um pouco mais de vinho para  que o líquido descendo por tua garganta trêmula vá de encontro a essa  claridade que tentas, precário, transformar em palavras luminosas para  ofender a ele. Que nada, diz, e nada dirás, e sem saber por quê pensas  um extenso corredor escuro onde tateias, feito cego, as mãos estendidas  para o vazio, pressentindo o nada, que tu mesmo prepararias agora,  suicida meticuloso, através de silêncios mal tecidos e palavras inábeis,  pobre coisa sedenta, te feres, exigindo o poço alheio para matar tua  sede indivisível.&lt;br /&gt;Anjos e demônios esvoaçariam coloridos pela sala, mas o  caçador de borboletas permanece parado, olhando para a frente, um cálice cheio de vinho na mão esquerda. A  presença do outro latejaria a teu lado, quase sangrando, como se o  tivesses apunhalado com tua emoção não dita. Tuas mãos apoiadas em  bengalas mentirosas não conseguiriam desvencilhar o gesto para romper  essa espessa e invisível camada que te separa dele. Por um momento  desejarás então acender a luz, dar uma gargalhada ridícula, acabar de  vez com tudo isso, fácil fingir que tudo estaria bem, que nunca houve  emoções, que não desejas tocá-lo nem conhecê-lo, que o aceitas assim  latejando amigo ve-lo remoto, completamente independente de tua vontade,  te todos esses teus informulados sentimentos.&lt;br /&gt;No momento seguinte, tão  imediato que nascerá, gêmeo tardio, quase ao mesmo tempo que o anterior,  desejerás depositar o cálice, estender duas mãos  limpas em direção a esse rosto que te olha, absorvido na  contemplação de sua própria paisagem interna.&lt;br /&gt;Mas indiferente à distância, quase violento, de repente queres violar com tua boca ardida de  álcool essa outra boca a teu lado. Desejarás desvendar palmo a  palmo esse corpo que há tanto tempo supões, até que as palma famintas de  tuas mãos tenham percorrido todos os caminhos, até que tua língua tenha  rompido todas as barreiras do medo e do nojo, tua boca voraz tenha  bebido todos os líquidos, tuas narinas sugado todos os cheiros e,  alquímico, os tenha transmutado num só, o teu e o dele, juntos - luz  apagada, peças brancas de roupa cintilando, jogadas ao chão. Desejá-lo  assim, a esse outro tão íntimo que às vezes julgas desnecessário dizer  alguma coisa, porque enganado supões que tu e ele, vezenquando, sejam um  só, te encherá o corpo de uma força nova, como se uma poderosa energia  brotasse de algum centro longínquo, há muito adormecido, quem sabe dessa  luz oculta, é então que sentes claramente que ele não é tu e que tu não  serás ele, essa coisa, o outro, que mágico ou demoníaco, deliberado ou  casual, te inflama assim, alucinando tua alma...&lt;br /&gt;Queres pedir a ele que,  simplesmente sendo, te mantenha nesse atormentado estado brilhante para  que possas iluminá-lo também com teu toque, com tua língua terna, com a  vara de condão de teu desejo. Mas ele nada sabe, nem saberá se  permaneceres assim, que uma palavra ou gesto desastrados  seriam capazes de rasgar em pedaços essa trama onde te enleias cada vez  mais sem remédio, emaranhado em ti, em tua viva emoção, emaranhado no  desconhecido de dentro dele, o outro - que no lado oposto do sofá cruza  as mãos sobre os joelhos, quase inocente, esperando atento, educado, que  de alguma forma termines o que começaste.&lt;br /&gt;Muito mais que com amor ou  qualquer outra forma tortuosa de paixão, será surpreso que o olharás  agora, porque ele nada sabe de tu próprio poder sobre ti, e neste exato  momento poderias escolher entre torná-lo ciente de que dependes dele  para que te ilumines ou escureças assim, intensamente, ou quem sabe  orgulhoso negar-lhe o conhecimento desse estranho poder, para que não te  estraçalhe impiedoso entre as unhas agora calmamente postas em sossego,  cruzadas nas pontas dos dedos sobre os joelhos.  &lt;span style="color: rgb(204, 0, 0);"&gt;Ah: em excesso, aborrecerás  todos os amigos com tuas histórias desesperadas, noites e noites a fio  permanecerás insone, a fantasia desenfreada e o sexo em brasa, dormirás  dias adentro, faltarás ao trabalho, escreverás cartas que não serão  nunca enviadas, consultarás búzios, números, cartas e astros, pensarás  em fugas e suicídios em cada minuto de cada novo dia, chorarás  desamparado atravessando madrugadas em tua cama vazia, não conseguirás  sorrir nem caminhar alheio pelas ruas sem descobrires em algum jeito  alheio o jeito exato dele, em algum cheiro o cheiro preciso dele&lt;/span&gt;.&lt;br /&gt;Que  não suspeitará de tua perdição, mergulhado como agora, a teu lado, na  contemplação dessa paisagem interna onde não sabes sequer que lugar  ocupas, e nem mesmo estás. Na frente do espelho, nessas manhãs  maldormidas, acompanharás com a ponta dos dedos o nascimento de novos  fios nas tuas têmporas, o percurso áspero e cada vez mais fundo  dos negros vales lavrados sob teus olhos profundamente desencantados.&lt;span style="color: rgb(0, 0, 153);"&gt; &lt;/span&gt;&lt;span style="color: rgb(51, 51, 255);"&gt;Sabes de tudo sobre esse possível amargo futuro. Sabes também que  já não poderias voltar atrás,&lt;/span&gt; que estás inteiramente subjugado e  as tuas palavras, sejam quais forem, não serão jamais sábias o  suficiente para determinar que essa porta a ser aberta agora, logo após  teres dito tudo, te conduza ao céu ou ao inferno. &lt;span style="color: rgb(255, 0, 0);"&gt;Mas sabes principalmente, com uma certa misericórdia  doce por ti, por todos, que tudo passará um dia, quem sabe tão de  repente quanto veio, ou lentamente, não importa. Só não saberás nunca que  neste exato momento tens a beleza insuportável da coisa inteiramente  viva.&lt;/span&gt; Como um trapezista que só repara na ausência da rede após o  salto lançado, acendes o abajur do canto da sala depois de apagar a luz  mais forte. E deixamos de nos falar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: right;"&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;RiNATu&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/30046295-4983296144268161314?l=ninhoemchamas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/30046295/posts/default/4983296144268161314'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/30046295/posts/default/4983296144268161314'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ninhoemchamas.blogspot.com/2010/04/choro-de-agua-com-sal.html' title='Dueto Duelo de Dois'/><author><name>Renato buh Vicentt</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14248117644762725584</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='23' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_msRCkgpUaMA/S23rAUzmKNI/AAAAAAAAAWs/33V6NjiHGWc/S220/OgAAADco82nA7b0Jv-Qroq6_YEmBVIp_Amt0v4XStXFG5h0Y3cQxfMSYonfvJjO9FlAPUMhKLUODuklHxPwD5cQUaXsAm1T1UDekG7t20b7YpF4EwAq8umIoUDlE.jpg'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-30046295.post-6055411773259127193</id><published>2010-04-12T22:56:00.007-03:00</published><updated>2010-04-12T23:36:14.963-03:00</updated><title type='text'>Oscilações Noturnas</title><content type='html'>&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;Essa noite eu sonhei que usava uma camisa de força mal lavada e era  prisioneiro de um manicômio. Eu e meu medo de  ficar sujo e de ficar louco e de ficar preso. E entendi tudo.  &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;E então um homem com cara de sábio veio com uma injeção azul clara e  eu sentia dor, muita dor, tanta dor. E ele disse: deixa. Deixa que  passa tudo. Deixa eu te dar a injeção que passa tudo. E eu perguntei se  toda essa angustia e esse medo de vomitar até morrer, até secar, até  assustar, iam passar. E eu perguntei se eu nunca mais morreria de amor  como de fato já não morro há anos e está maravilhoso assim.  &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;E eu perguntei se nunca mais eu teria que ir pra onde não quero e  morar onde não quero e ficar perto de gente que não quero e trabalhar  pra gente que não quero. Porque não querer pra mim tem a força de mil  mundos e mal estar pra mim tem a dor de mil mundos e não ir com a cara  de alguém, pra mim, tem a ojeriza de mil vidas. E por isso eu tomo leite morno  vendo a novela, pra ver se aquieto meu peito que já nasceu com potencial  de explodir sozinho, ainda mais quando tem gente querendo apertar o  botão. &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;Eu só quero descansar, porque meu trabalho é sentir tanto tudo e  ninguém entende e fica achando que não trabalho. Eu aqui, sentado,  sentindo assim tão absurdamente tudo. Eu só quero descansar. Eu só quero  que passe a dor na nuca, na boca do estômago, nos ombros. A dor de  olhar tudo com tanta clareza como eu olho. Sabendo tudo de uma maneira  tão grande que me curvo e tenho medo de não agüentar. Se ia passar essa  descompensação da minha alma ser infinitamente mais que meu corpinho. E  eu viver torto e descompensado.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt; &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;E ele me sorriu discretamente como parecem sorrir os mortos que  morrem em paz na nossa imaginação e me disse que sim. Era o fim de tudo  isso. A injeção azul era o fim de tudo isso. E então, eu entendi. Mais  uma vez com a minha inocência e quase estupidez que me dão essa clareza  absurda e que me fazem entender tudo muito mais do que os espertos e  descolados. E eu entendi que era uma injeção letal e que eu pararia de  sentir simplesmente porque deixaria de existir. E então eu corri. Corri e  voltei a voar. &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;Há muito tempo eu não voava em meus sonhos e eu voei  muito rápido. Tanto que me doeu a sinusite do rosto e o coração recebeu  aquela onda de ar gelado que a gente só sente quando é criança e corre  feliz demais mesmo sabendo que se pega gripe correndo assim de boca  gigantescamente aberta para sentir o mundo. &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;Que se danem as gripes, eu pensei. Que se danem as injeções azuis do  mundo querendo me deixar com aquele cinza plástico indecente das  pessoas anti-depressivas. Elefantes murchos.  &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;E voei, voei. Eu e minha loucura e minha vontade de vomitar tanto  até secar por dentro. Eu e o meu medo de me magoar de novo com todo  mundo e precisar de novo odiar tanto e me proteger tanto que fico  demasiadamente mau e me sinto mal e começo a fazer maldades comigo. &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;Eu prefiro esse peito todo errado do que outro peito. Eu gritava. Eu  prefiro mil vezes me assumir do que assumir o mundo mil vezes errado.  Eu gritei. &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;E então, tudo continuava ali, prestes a dar muito errado, a falir, a  cair no chão e fazer meu próprio buraco. Tudo estava ali. Todo o meu  potencial gigantesco pra fazer da minha vida um inferno imenso. E eu  assumi meu peso, eu assumi meu medos, eu assumi toda a merda. E assim,  voei ainda mais alto... como se flutuasse... &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;Eu peguei pra mim tudo o que  soltava por aí e, surpreendentemente, fiquei mais leve.  &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;Se dava pra transformar a realidade de pesadelo pra sonho deitado, imagina o que eu não  poderia fazer da minha vida a hora que ficasse em pé!&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: right;"&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;RiNATu&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/30046295-6055411773259127193?l=ninhoemchamas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/30046295/posts/default/6055411773259127193'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/30046295/posts/default/6055411773259127193'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ninhoemchamas.blogspot.com/2010/04/oscilacoes-noturnas.html' title='Oscilações Noturnas'/><author><name>Renato buh Vicentt</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14248117644762725584</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='23' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_msRCkgpUaMA/S23rAUzmKNI/AAAAAAAAAWs/33V6NjiHGWc/S220/OgAAADco82nA7b0Jv-Qroq6_YEmBVIp_Amt0v4XStXFG5h0Y3cQxfMSYonfvJjO9FlAPUMhKLUODuklHxPwD5cQUaXsAm1T1UDekG7t20b7YpF4EwAq8umIoUDlE.jpg'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-30046295.post-6566123072876442428</id><published>2010-04-04T12:09:00.003-03:00</published><updated>2010-04-04T21:38:46.084-03:00</updated><title type='text'>Da falta que faz</title><content type='html'>Ela era a minha melhor e mais adorada amiga. Mas ela tinha ou não me  tratado mal na festa? Ela nunca me mandava tomar no cu pelo microfone,  por exemplo. Nunca virava uma bacia de bosta na minha cabeça. Eram micro  coisinhas, eram nuances de desdém, olhares que nunca ninguém no mundo  poderia ver, eu mesmo duvidava se tinha visto.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Aquilo foi ou não um 'oi' meio arrogante? Ela quis ou não me ofender? Não era óbvio. Ela vinha em  fumaças. Eu não entendia as intenções, até porque tudo vinha meio  fanho, meio dito, meio baixo, meio com a cabeça virada pro outro lado.  Nada era claro. Dito de olhos para olhos. Quando eu percebia, estavam  todos rindo de mim ou vendo minha dificuldade em sair de alguma situação  que ela tinha causado. Dentro de mim crescia uma defesa, um ataque, uma  raiva. Vou matar essa vaca, meter a mão na cara dela. Mas eu me sentia  louco demais em sentir tudo isso.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Por que eu bati a porta do carro com força?  Por que eu não dei bom boa noite pra ela? Ela não me fez nada! Será que  fantasio maldades? Gosto de ser maltratado? Eu tenho mania de  perseguição? E passava noites em claro me odiando. Será que eu sou  louco? Por que tenho raiva dessa pobre garota que tanto gosta de mim e  me atura e me adora e me ajuda? Será que não sei ser amado? Ou amar?  Será que tenho inveja dela? Será e será e será…? Ela nunca levantou a  voz, nunca fez uma crítica mais cruel, nunca me disse o que realmente  pensava, nunca brigou pra valer pra fazer as pazes pra valer. Sempre  fina, educada e preservada. Sempre correta, fazendo pose. Sempre do alto  de suas boas intenções e desequilíbrios, com piedade da amiga que se  perdia e se descabelava. Ela era um prato cheio pra minha cabeça. Não  existe nada mais apetitoso para alguém que pensa muito como a boa e  velha tortura mental. Dissimulação é a pós graduação da punhalada nas  costas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Fiquei nessa, sem saber e mesmo pedindo desculpas, por anos. A  maldade ou sacanagem ou fraqueza escancarada é fácil de afastar. Mas o  que fazer com as pessoas que te dão colo e carinho e poesia? Para você se sentir um rato renegado e só por isso ainda mais  rato do que os soterrados na merda.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ela seria só mais um amor que acabou não fosse o ódio especial e  insuperável que carrego pelas pessoas traidoras de poesia de mundo.  Pessoas que de alguma maneira e em algum momento, me mostraram que era  possível apegar, aconchegar, relaxar num mundo eterno. Pessoas que  pareciam entender e entendiam essa coisa toda que me lambuza e rebusca o  peito. Não preciso do que é igual e nem parecido. Falo dessa coisa,  essa necessidade de poesia de mundo, essa comemoração boba e quase  impossível que duas pessoas pra valer sentem pra valer quando é pra  valer.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu fico aqui na boa, na minha casa. Acho mesmo que a vida é isso,  almoçar com minha mãe. E de tarde uma boa amiga me liga pra gente ir ao cinema e  nada demais. A noite alguém carinhoso passa só porque fico muito  mal humorado e seco sem isso. E tudo bem. Nasci com um troço aqui que  ninguém entenderia mesmo e que algumas músicas e filmes e livros e  crianças e bichos e cores e madrugadas e bem cedinhos, às vezes, me  trazem a tona pra mim e vivo num misto de egoísmo solitário pra caramba.  Uma coisa que cabe o mundo todo mas que não preenche justamente por  isso. E tudo bem. Estou sempre entre o conformismo em sentir tudo isso  sozinho cada dia com menos impaciência e dor e a espera gigantesca cada  dia maior.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas aí algumas pessoas aparecem e me tiram daqui e me dizem e  me provam que sentem tudo isso também e que é possível que eu saia da  toca aceita e quentinha. E por alguns dias ou anos, eu vislumbro  atravessar uma rua de braços abertos como a gente faz só quando está  muito feliz porque não é só no mundo. E alguns amigos e amores, são como  o mundo dizendo que tem eco pra existir. Ser você existe! Vai com tudo!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E essa minha amiga, a irmã que não tive, era a amiga de poesia de  mundo. Era com ela que eu sonhava pegar trens em algum lugar mais longe  que tudo e ir pra outro ainda mais longe. Era com ela que eu sonhava, no  dia que minha mãe morresse, tomar um café em algum lugar  legal e estar tão miserável a ponto de fazer uma piada que só ela  entenderia como aquilo era humano demais. E no show do Radiohead ou do Marilyn Manson, a  gente ficaria num espaço que desse pra girar tanto que o mundo pararia. E  quando um amor acabasse, ainda que cada um tenha a sua vida, a gente  iria, nem que por alguns minutos, fazer um chá pra outra e dizer que  existe sim algo que dê certo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Burlamos o inferno, querida, nos  escondemos aqui, como irmãs pequenas, atrás do caldeirão que fode tudo,  tudo vira um caldo de merda que corrói, mas nós, nós burlamos o mundo e  demos certo porque o amor de verdade nada mais é que brincar de  esconde-esconde levando a pureza bem a sério.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Essas pessoas me fazem tanta falta, elas não existem, mas tenho  saudade delas como se todas tivessem explodido em alguma guerra terrível  que dizimou o meu tipo de gente.&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: right;"&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;RiNATu&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/30046295-6566123072876442428?l=ninhoemchamas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/30046295/posts/default/6566123072876442428'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/30046295/posts/default/6566123072876442428'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ninhoemchamas.blogspot.com/2010/04/da-falta-que-faz.html' title='Da falta que faz'/><author><name>Renato buh Vicentt</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14248117644762725584</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='23' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_msRCkgpUaMA/S23rAUzmKNI/AAAAAAAAAWs/33V6NjiHGWc/S220/OgAAADco82nA7b0Jv-Qroq6_YEmBVIp_Amt0v4XStXFG5h0Y3cQxfMSYonfvJjO9FlAPUMhKLUODuklHxPwD5cQUaXsAm1T1UDekG7t20b7YpF4EwAq8umIoUDlE.jpg'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-30046295.post-2068229719732563414</id><published>2010-04-02T16:39:00.003-03:00</published><updated>2010-04-02T16:57:01.350-03:00</updated><title type='text'>Beijo Traídor</title><content type='html'>&lt;span style="color: rgb(153, 153, 153);font-family:trebuchet ms;" &gt;&lt;em&gt;"Levantai-vos!  - Eis que o traidor se aproxima&lt;/em&gt;"&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;*texto antiiiigo, mas vale a pena a reprise (antigo mas não menos atual)&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="color: rgb(192, 192, 192);font-family:trebuchet ms;" &gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;&lt;br /&gt;Li sobre  os momentos antes de Cristo ser preso... Bem, fiquei até inspirado...&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;Essa  frase, com que eu começei, foi dita minutos antes dos guardas chegarem  lá no jardim em que Jesus estava... E foram referidas a Judas. &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;Porém  poderiam ser referidas a qualquer um, poderiam ser para Pedro, Tiago,  Natanael... mas não foram para Judas. Poderiam ser pra Pilatos, pra  Herodes e a Caifás. Poderiam ser para qualquer um que orou com ele no  domingo anterior, mas que o abandonou na noite em que foi preso. Todos  viraram as costas para Jesus naquela noite. Todos.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;Judas...  Qual seria o motivo de Judas? Por que fez aquilo? Estava querendo mais  atenção? Queria ser notado? Dinheiro?&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;E... por  que Judas a traição teve que ser por meio de um beijo? Por quê? Um beijo  Judas?&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;Poderia ter apontado, gritado o nome dele, mas não,  ele foi até seu amigo, seu companheiro de anos, de experiências e o  beijou !!!&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;Encostou seus lábios no rosto, e o traíu com um  beijo. Não é pavorante !?!&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;Mas é real, um amigo não só o  traíu como provou sua deslealdade beijando-o. As serpentes matam com a  boca. Inclusive o povo. A multidão virou-se contra Jesus.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;Quem  estaria no meio daquela multidão? Quem gritava pra ver Cristo morto? -  Mateus relata apenas que era uma multidão.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;Comum,  assim, pessoas como eu, como vc, como qualquer um... com contas à pagar,  filhos a criar... Enfim ... Individualmente nunca teriam virado as  costas pra Jesus, mas coletivamente queriam matá-lo.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;É assim  às vezes, um sistema injusto e infelísmente, eficaz. Aquelas pessoas  sofriam de cegueira coletiva. Bloqueavam entre si a visão que tinham de  Jesus. &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;Os  dicípulos?... AH!, fugiram! &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;Mateus deve ter escrito isso  lentamente. Ele estava no meio da multidão. Todos os dicípulos estavam,  qdo Cristo disse que fariam isso juraram nunca fazer. Mas fizeram.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;Ao chegar  o momento entre escolher salvar a pele, e ajudar um amigo, prefiriram  fugir. Até mesmo um ato de heroísmo de Pedro ao cortar a orelha de um  dos soldados não impediu que eles pensassem em lealdade. A coragem na  hora da valentia foi tão rápida qto os pés deles.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;E os  líderes religiosos? Não foi surpresa.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;Queriam  encontrar um testemunho falso contra ele para o condená-lo a morte.  Homens incumbidos de dispensar harmonia e exemplos para as crianças,  eram líderes que deveriam defender seu povo, não matá-lo.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;Pinte o  cenário negro da injustiça, pinte a prisão com a cor verde da inveja e  pinte tb a cor vermelha do sangue de um inocente ... E pinte Pedro lá no  canto. É lá q ele está. Fez aquilo que disse que jamais iria fazer.  Negou conhecer aquele que acabara de lavar seus pés, negou o melhor  amigo, seu Mestre.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;Todos viraram as costas para  Jesus. O beijo veio de Judas, porém a traição foi de todos. Entre todos  amigos, parentes pessoas que vivenciaram milagres por Cristo, ninguém  tomou partido. &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;Qdo Jesus saiu do jardim, saiu sozinho.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;A traição, na minha opinião é  uma arma forte e muito eficaz, mas irônico que a traição só se encontra  nas mãos de quem amamos. Nas mãos de quem depositamos confiança!&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;Antes  fosse encontrada nas mãos dos nossos inimigos, pois deles é que  esperamos coisas cruéis, mas de nossos amigos, não...&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;Quem dera  ser vitíma das circunstâncias. Mas não, vc é vítima de quem vc confiou  ser alguém bom, fiel. Beijado pela serpente. &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;Traição  dói mais que a rejeição. A rejeição esfaqueia, a traição empurra a faca  dentro de vc.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;Traição dói mais que a solidão. A solidão faz uns  cortes, a traição gira a faca dentro de vc.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;Traição  dói mais que o insulto. O insulto sopra na ferida, a traição joga o sal.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;Enquanto  procuro sinônimos para a palavra traição, lembro de alguns fatos  pessoais que me aconteceram, e lembro de como essa descrição é evidente.  E isso não escolhe os inocentes e nem os intelectuais, não faz  distinção.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;Traição... quando o mundo vira as costas  para vc. Quando parece existir uma oportunidade para amar, existe  oportunidade para ferir. Interessante é que mesmo sabendo que Judas o  traíria, Jesus sempre o tratou como os outros, nunca fez distinção,  sempre andou junto, lado a lado com aquele que ele sabia que seria um  traidor. &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;Mesmo no jardim, quando Judas chegou com a  guarda do Templo, Jesus perguntou para Judas: &lt;em&gt;"Amigo, para quê  viestes?"&lt;/em&gt; &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;Eu jamais chamaria Judas de amigo. O que ele fez  foi muito mais que injusto, foi horrível. O mais injusto ainda é vermos  que a traição partiu de Judas, ele que procurou os líderes religiosos,  não foram eles que o procuraram.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;Não só  isso, ao combinar a abordagem com os guardas, ele disse que o Jesus  seria aquele que ele beijaria no rosto. Cristo o chamou de amigo, ele o  chamou de Mestre, e o beijou! Vejo eu que, Jesus via aquilo que ninguém  via.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;Um tempo atrás meu irmão e minha cunhada receberam  uma visita muito inadequada, eu díria, ela os acordavam de noite, ela os  perguntava sobre tudo, fazia escandalo na rua e dependia deles para  tudo. Óbvio, ela só tinha alguns meses de vida. &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;Uma  sobrinha linda, concordo que comparar uma criança com um Judas  deliberado é covardia, eu sei, mas Cristo via, na minha opinião, o mesmo  em Judas. &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;Um cara um tanto volúvel, que era movido por  instintos, que havia sido desde o início requisitado pela insatisfação  própria para fazer aquilo.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;Jesus via além da casca de  insensibilidade. Jesus não justificou o erro de Judas, não subestimou  sua ação, não o eximiu de culpa, mas olhou no fundo dos olhos dele e  tentou entendê-lo. &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;É foda entender isso, e viver,  mas... Jesus deixou claro que:&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;Enquanto  vc odiar seu inimigo, uma porta, a porta da prisão continuará fechada  com um prisioneiro dentro, mas qdo vc tentar compreender seu inimigo, a  porta será aberta, o prisioneiro poderá ser livre. E esse prisioneiro é  vc.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;Bem, foi o que aprendi, mas acho válido. A lógica  do perdão sempre trás uma sensação de ser fraco e trouxa, talvez a idéia  de tentar compreender o nosso Judas seja louca demais. E formentar a  dor e a situação não tras alívio nenhum. &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;Estou  dizendo que nem existe justiça nesse mundo! - Não subestimando dor e nem  mágoa, aliás, quem me conhece sabe que não tem nada a ver comigo esse  tipo de atitude, quem sou pra falar de mágoa, mas creio que o homem  ensina melhor aquilo que precisa aprender.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;Exigir  que os Judas paguem pelo que fizeram é tortura. Deixa o processo mais  longo. Peço por gentiligeza, fefeu, mas tenho que dizer... quem disse  que a vida é justa?????&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;Nem é pessimismo meu, mas,  ninguém disse que a vida seria justa. Não gosto disso. Nem ninguém. &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;Mas a  Vida não é justa desde o tempo em que o meu vizinho ganhou um brinquedo e eu não, continuamos a dizer a mesma coisa: "Não é justo!"&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;Deus,  Buda, Madre Tereza, Chaves e nem Jesus disseram que seria justo!&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;&lt;em&gt;&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;Qdo  acontecer as traições é mais fácil tentar manter o equilíbrio.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;rs... Dizem que para se equilibrar encima de um esqui na neve você tem que tirar a atenção dos pés e olhar para o alto.  &lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;Quando o  mundo vira as costas pra vc.  &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;A historia de Jesus comove muitas pessoas e nos comove justamente pelas lutas cotidianas que enfrentamos em encontrar essas injustiças. Ele entende bem a dor e a  sensação de estar sozinho, e de ser traído. A sensação de ver todos seus  amigos mais íntimos sonolentos em seu próprio jardim... De estar tão  sozinho e tentar rezar e acreditar em algo com todas as forças e saber  que isso deve ser encarado... por mais difícil que seja.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;Quando o mundo virar as costas para vc, tudo no céu vira ao seu  favor. &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;Para manter o equilíbrio nesse mundo  injusto, tente olhar para o alto.&lt;br /&gt;Pense em seu lar eterno.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;div style="text-align: right;"&gt;&lt;span style="color: rgb(192, 192, 192);font-family:trebuchet ms;" &gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;RiNATu&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(192, 192, 192);font-family:trebuchet ms;" &gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/30046295-2068229719732563414?l=ninhoemchamas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/30046295/posts/default/2068229719732563414'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/30046295/posts/default/2068229719732563414'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ninhoemchamas.blogspot.com/2010/04/beijo-traidor.html' title='Beijo Traídor'/><author><name>Renato buh Vicentt</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14248117644762725584</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='23' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_msRCkgpUaMA/S23rAUzmKNI/AAAAAAAAAWs/33V6NjiHGWc/S220/OgAAADco82nA7b0Jv-Qroq6_YEmBVIp_Amt0v4XStXFG5h0Y3cQxfMSYonfvJjO9FlAPUMhKLUODuklHxPwD5cQUaXsAm1T1UDekG7t20b7YpF4EwAq8umIoUDlE.jpg'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-30046295.post-9132957403551509054</id><published>2010-03-30T22:38:00.007-03:00</published><updated>2010-03-31T14:23:22.774-03:00</updated><title type='text'>Orelhas de Burro</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://1.bp.blogspot.com/_msRCkgpUaMA/S7Kvl26JnmI/AAAAAAAAAYU/KUKNL1EwG88/s1600/dourado_simbolo_tatuagem.jpg"&gt;&lt;img style="display: block; margin: 0px auto 10px; text-align: center; cursor: pointer; width: 320px; height: 240px;" src="http://1.bp.blogspot.com/_msRCkgpUaMA/S7Kvl26JnmI/AAAAAAAAAYU/KUKNL1EwG88/s320/dourado_simbolo_tatuagem.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5454615163628527202" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Quando ouvi dizer as coisas sobre esse cara, o tal do Dourado e que vi os &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_0"&gt;videos&lt;/span&gt; na &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_1"&gt;internet&lt;/span&gt; das declarações absurdas dele sobre homossexualidade, &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_2"&gt;aids&lt;/span&gt;, briga, ele brigando com uma mulher, dizendo que daria uma porrada na cara dela, que a faria calar a boca, a tatuagem da suástica e todas as declarações absurdas de apoio desse cara aqui fora, pensei:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A burrice, a estupidez mais &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_3"&gt;crassa&lt;/span&gt; está tomando o poder no mundo. A  crescente complexidade da vida social, a &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_4"&gt;superpopulação&lt;/span&gt;, o fracasso de  ideologias, o declínio da esperança, tudo leva os homens a uma infinita  fome de burrice, seja pela religião fanatizada ou pelo desejo de um  populismo autoritário.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nos anos 60, parecia que o mundo ia descobrir um &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_5"&gt;re&lt;/span&gt;-encantamento laico,  com a glória da juventude, a alegria da democracia criativa, que a  &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_6"&gt;inteligência&lt;/span&gt; teria um lugar no poder, que a ciência e a arte iam nos  trazer uma nova beleza de viver.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em 68, não foram apenas as revoltas juvenis que  morreram; começou a nascer uma vida &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_7"&gt;congestionada&lt;/span&gt;, sem espaço para  &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_8"&gt;sutilezas&lt;/span&gt; de liberdade. Os anos 70 foram  inaugurados com a frase de  &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_9"&gt;Lennon&lt;/span&gt; de que “o sonho acabara” e com a morte sintomática de &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_10"&gt;Janis&lt;/span&gt;  &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_11"&gt;Joplin&lt;/span&gt; e &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_12"&gt;Hendrix&lt;/span&gt;, com o fim dos Beatles e com a chegada dos caretas  “&lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_13"&gt;embalos&lt;/span&gt; de sábado à noite”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Parece bobagem, mas eram sintomas. Uma  falsa “liberdade” jorrou do mercado de massas e a volta da burrice foi  triunfal.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O mercado e o poder começam a programar nosso desejo por simplismos e  &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_14"&gt;obviedades&lt;/span&gt;. Cresceu na sociedade uma sede da burrice, como mostra a  declaração de muitos jovens austríacos que disseram há tempos: “Votamos  no &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_15"&gt;Haider&lt;/span&gt; (o &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_16"&gt;neonazista&lt;/span&gt;) porque não &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_17"&gt;aguentamos&lt;/span&gt; mais a monotonia da  política”, o tédio do “bem”, do “correto”, do “democrático”!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tão semelhantes as declarações de ódio homofóbicas dos que defendem o tal candidato desse &lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;span style="font-style: italic;" class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_18"&gt;surreallity&lt;/span&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt; &lt;/span&gt;&lt;span style="font-style: italic;" class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_19"&gt;show&lt;/span&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;Sente-se no ar também uma grande fome de chefes, votam no Dourado e elegem um líder, um ideal nacional, o homem que merece o premio. Daqui a um tempo pode  ser que ninguém queira ser livre. Ninguém quer a liberdade fraternal, a democracia, as diversidades. O  sucesso planetário de gente mediocre mostram que em breve talvez ninguém &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_20"&gt;aguentará&lt;/span&gt; a solidão da  democracia, todos vão querer exércitos de &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_21"&gt;slogans&lt;/span&gt; irracionais e o  fundamentalismo da crueldade pratica, das “soluções finais”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É o &lt;span class="blsp-spelling-corrected" id="SPELLING_ERROR_22"&gt;renascimento&lt;/span&gt; da vontade de &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_23"&gt;autoritarismo&lt;/span&gt;, a vitória desse cara, Dourado, é a verdade do quanto a nação tem saudade da ditadura, do medo, da morte e de &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_24"&gt;Auchevitz&lt;/span&gt;.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A grande sedução do simplismo (e do mal) é que ele é uno, com contornos  concretos, visível. Mata-se um sujeito e ele cai, vira uma “coisa  nossa”, apropriada como &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_25"&gt;objeto&lt;/span&gt; total. Nada mais claro que um cadáver,  decapitado no Iraque ou na favela do Rio, uma &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_26"&gt;bixa&lt;/span&gt; morta de &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_27"&gt;aids&lt;/span&gt; ou uma trava morta de porrada, tudo merda, tudo &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_28"&gt;descartavel&lt;/span&gt;. Uma praga.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Por outro lado, a democracia, pressupõe  tolerância, &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_29"&gt;autocontrole&lt;/span&gt; da parte maldita animal, implica em renuncias,  implica numa angustiosa contemplação da diferença, em meio a uma paz  hoje sinistra, num tédio de catástrofes sem sangue. A estupidez, não:  ela é clara, excitante, eficiente. Há a  restauração alegre da parvoíce,  da imbecilidade, sempre com a sombra da “direita” ou da “esquerda” por  trás. Lá fora, &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_30"&gt;Forrest&lt;/span&gt; &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_31"&gt;Gump&lt;/span&gt;, o herói-&lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_32"&gt;babaca&lt;/span&gt;, foi o precursor; Bush é seu  efeito.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O &lt;span class="blsp-spelling-corrected" id="SPELLING_ERROR_33"&gt;publico&lt;/span&gt; equivocado que grita e veste por Dourado na tela da minha &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_34"&gt;tv&lt;/span&gt; é o &lt;span class="blsp-spelling-corrected" id="SPELLING_ERROR_35"&gt;publico&lt;/span&gt; que grita por Bush, só muda o idioma. É o &lt;span class="blsp-spelling-corrected" id="SPELLING_ERROR_36"&gt;publico&lt;/span&gt; que chora com Lula no cinema. É o &lt;span class="blsp-spelling-corrected" id="SPELLING_ERROR_37"&gt;publico&lt;/span&gt; que colocou Hitler onde estava.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eles se orgulham de sua burrice. Outro dia, em Yale, Bush disse: “Eu sou a  prova de que os maus estudantes podem ser presidentes dos EUA”. É a  vitória da testa curta, o triunfo das toupeiras. &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_38"&gt;Inteligência&lt;/span&gt; é chato;  traz angustia, com seus labirintos. &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_39"&gt;Inteligência&lt;/span&gt; nos desampara; burrice  consola, explica.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O bom asno é bem-vindo, enquanto o  inteligente é  olhado de esguelha. Na burrice, não há duvidas. A burrice  não tem  &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_40"&gt;fraturas&lt;/span&gt;. A burrice alivia - o erro é sempre do outro. A burrice dá mais  &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_41"&gt;ibope&lt;/span&gt;, é mais fácil de entender. A burrice até dá mais dinheiro; é mais  “comercial”. A burrice &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_42"&gt;ativa&lt;/span&gt; parece até uma forma perversa de  “liberdade”. A burrice é a ignorância &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_43"&gt;ativa&lt;/span&gt;, a burrice é a ignorância  com fome de sentido. O problema é que a burrice no poder chama-se  &lt;span style="font-weight: bold; color: rgb(255, 0, 0);"&gt;“fascismo”&lt;/span&gt;.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No Brasil, a burrice e a fome de simplismo  dominam a política, a cultura e a vida social. Vivemos em suspense,  pois torcemos pelo &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_44"&gt;esteriotipo&lt;/span&gt; da &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_45"&gt;gay&lt;/span&gt; pobre de instrução e o &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_46"&gt;hetero&lt;/span&gt; &lt;span class="blsp-spelling-corrected" id="SPELLING_ERROR_47"&gt;homofóbico&lt;/span&gt; e manipulador, pois na final de um programa tem-se que escolher entre a mais tonta, o mais alienado e o mais autoritário.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Vivemos em constante confusão pois o pensamento &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_48"&gt;petista&lt;/span&gt;-nacional é &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_49"&gt;ambivalente&lt;/span&gt; e, apesar da base ideológica de  Lula no ABC, contém em seu corpo a &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_50"&gt;idéia&lt;/span&gt; de “confronto”, de “luta de classes”,  contém nas cabeças a &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_51"&gt;idéia&lt;/span&gt; de “tomada” de poder, de “revolução”, como  tumores &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_52"&gt;inoperáveis&lt;/span&gt;.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Apesar do governo tentar aprofundar a herança de  &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_53"&gt;FHC&lt;/span&gt;, com a reforma do Estado e &lt;span style="font-weight: bold; font-style: italic; color: rgb(255, 0, 0);"&gt;o respeito à democracia&lt;/span&gt;, qualquer &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_54"&gt;marola&lt;/span&gt; faz  aparecer o maniqueísmo subjacente. Lula é mesmo uma contradição  encarnada: operário e presidente, excluído e incluído, ex-&lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_55"&gt;revolucionario&lt;/span&gt;  e reformista, e qualquer semelhança com o &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_56"&gt;canditado&lt;/span&gt; eleito na Globo (ou pela mesma) é o que faz esse governo pensar e trabalhar com conceitos deterministas  que caducaram.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Por outro lado, ninguém tem certeza de nada, fica tudo  numa zona cinzenta de “&lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_57"&gt;achismos&lt;/span&gt;” e profecias emocionais. Rola uma mal-&lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_58"&gt;ajambrada&lt;/span&gt; pratica da democracia e das  alianças que nos leva uma paralisia que pode ser chamada de burrice.  Essa &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_59"&gt;ambivalência&lt;/span&gt; provoca a falta de coragem para tentar, para imaginar,  para errar. A mula &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_60"&gt;empaca&lt;/span&gt; entre duas estradas. A burrice ideológica  tapada de tantos preconceitos atrapalha a vida nacional, retardando processos, escolhendo caminhos  tortos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Está na raiz de nosso populismo caipira de “esquerda”. Muita  gente acha que a burrice é a moradia da verdade, como se houvesse algo  de “sagrado” na ignorância dos pobres, uma sabedoria que pode  desmascarar a mentira “inteligente” do mundo. “Só os pobres de espírito  verão Deus”, reza nossa tradição. Nesta festa caipira que rola no poder da TV da politica ou da vida social, há uma grande fome de &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_61"&gt;regressismo&lt;/span&gt;, de voltar  para a “&lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_62"&gt;taba&lt;/span&gt;”,  para ou o casebre com farinha, &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_63"&gt;paçoca&lt;/span&gt; e &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_64"&gt;violinha&lt;/span&gt; e homens que comem e batem em mulheres sem o perigo da &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_65"&gt;AIDS&lt;/span&gt;.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Muitos acham que, do  simplismo, da santa ignorância viria a &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_66"&gt;solidariedade&lt;/span&gt;, a paz, que deteria  a marcha do transformação voraz da sociedade no tempo, da violência do poder. É a utopia de cabeça  para baixo, o culto populista da marcha-a-ré.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu não sei quem vai levar o &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_67"&gt;prêmio&lt;/span&gt; em dinheiro, mas está clara a vitória do &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_68"&gt;autoritarismo&lt;/span&gt; e da &lt;span class="blsp-spelling-corrected" id="SPELLING_ERROR_69"&gt;ignorância&lt;/span&gt; e a derrota da democracia e do progresso.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nunca a burrice fez tanto sucesso.&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: right;"&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;&lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_70"&gt;RiNATu&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/30046295-9132957403551509054?l=ninhoemchamas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/30046295/posts/default/9132957403551509054'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/30046295/posts/default/9132957403551509054'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ninhoemchamas.blogspot.com/2010/03/orelhas-de-burro.html' title='Orelhas de Burro'/><author><name>Renato buh Vicentt</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14248117644762725584</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='23' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_msRCkgpUaMA/S23rAUzmKNI/AAAAAAAAAWs/33V6NjiHGWc/S220/OgAAADco82nA7b0Jv-Qroq6_YEmBVIp_Amt0v4XStXFG5h0Y3cQxfMSYonfvJjO9FlAPUMhKLUODuklHxPwD5cQUaXsAm1T1UDekG7t20b7YpF4EwAq8umIoUDlE.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_msRCkgpUaMA/S7Kvl26JnmI/AAAAAAAAAYU/KUKNL1EwG88/s72-c/dourado_simbolo_tatuagem.jpg' height='72' width='72'/></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-30046295.post-4816323460080384985</id><published>2010-03-26T03:51:00.004-03:00</published><updated>2010-03-26T04:14:38.040-03:00</updated><title type='text'>Felicité démodé</title><content type='html'>&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;Ontem, em algumas das atualizações do orkut começei a ver várias "novas" que as pessoas adcionavam, comunidades que entravam, fotos que colocavam e frases que postavam sempre na tentativa falha, de expor o mais-atual-da-rotina. Abria essa página, F5 no twitter, muitas novidades, notícias, frases, trocadilhos e sempre aquele amigo amiga que você insiste em deixar ali, sempre falando suas asneiras impronunciaveis e cretinas. Ok, a gente se acostuma, foi aí que tive o insight do ano: a  pessoa mais chata do mundo é a pessoa “&lt;span style="font-weight: bold; color: rgb(255, 0, 0);"&gt;nova feliz&lt;/span&gt;”.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt; &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;Sabe o cara que foi pobre e brega a vida inteira e de repente começa  a ganhar grana? Que ele faz? De pagode passa ao techno dance, churrasco, barulho, compra carro importado e escurece os vidros, vai pra Paris e faz aquela foto  super criativa segurando uma miniatura da Torre Eiffel (mas é a Torre  mesmo, num magnífico efeito de ilusão de ótica ), enche a cara na balada  experimenta umas drugs e trata o garçom como alguém de uma casta muito distante e inferior,  bota sunga branca e faz pose de ladinho em coqueiro torto. Todo mundo  sabe e reclama “novo rico é uma merda”, beleza, mas...&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;Mas nada é pior do que o novo feliz, o cara que foi triste a vida  inteira e de repente começa a ficar feliz.   &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;O novo feliz, assim como o novo rico, quer que todo mundo veja que  agora ele está podendo. A única diferença é que o novo rico chega de  Audi e o novo feliz chega acompanhado de seu belo, novo e caro sorriso.  Coisa pra poucos. &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;O novo feliz é o famoso puxa pista. É o cara que não foi feliz aos dezoito, dezenove anos, época que era engraçadinho chamar os outros pra “bombar com  aquela música”. O problema é que o novo feliz só conseguiu grana pro  psiquiatra e pro Prozac quase aos trinta. Época em que todos os seus amigos já  não querem mais saber de se acabar nas baladas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas ele super anima a  galera “cara, vamo aê, meu! Cê tá muito velho! Desarma esse corpo!”. &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;O novo feliz, assim como o novo rico, ainda não sabe lidar com sua  nova situação. Por isso tanta alegria lhe sobe à cabeça: só fala na sua  felicidade, mostra as gengivas além da conta, esbanja piadas. Sua boa  disposição e humor chegam a ser arrogantes.  &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;Ele não tem pressa, está apenas super envolvido com as coisas. Ele  não tem ansiedade, está apenas muito empolgado com o mundo. Ele não  corre porque está estressado, mas porque quer sentir a vida. Mais um  pouco de fluoxetina ou uma fileira de pó e ele dá a bunda. &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;O novo feliz é o cara que te recrimina por estar puto porque o  trânsito não anda. É o cara que recrimina seu olhar realista e um pouco  cansado pras coisas do mundo que são como são. É o cara que sempre  agüenta mais meia hora na noitada, afinal, todo mundo é velho, menos  ele. O que ele não entende é que você não está exatamente velho, apenas  está maduro em sua alegria, você não precisa mais pular na pista e  encher a cara de merda pra ser feliz, com um livrinho embaixo das cobertas (ou um  amor legal) você já consegue essa proeza. &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;O novo feliz, seja porque começou a tomar remédios, seja porque fez  imersão em Freud em algum encontro da firma em Hotel Fazenda “liderando  com liderança”, seja porque ficou magro ou seja porque é o mais novo  seguidor do O Novo The Secret, é o dono da razão, das festas, da sapiência e do  verdadeiro significado da vida. Coisa que a gente achava que era com  quatorze anos e era bonitinho. O novo feliz adquire instantaneamente um  cérebro de treze anos.  &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;O novo feliz é cheio de amigos novos felizes (e um ou outro eterno  feliz que se comporta eternamente como se isso fosse uma novidade).  Juntos, essa galera tão novata na alegria ocupa seu tempo organizando  muito sexo, muitas festas, muitas viagens e muita qualquer outra coisa  que tenha gente insegura dando soquinhos no ar.  &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;A verdade é que o novo feliz é a coisa mais deprê do mundo.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: right;"&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;RiNATu&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/30046295-4816323460080384985?l=ninhoemchamas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/30046295/posts/default/4816323460080384985'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/30046295/posts/default/4816323460080384985'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ninhoemchamas.blogspot.com/2010/03/felicite-demode.html' title='Felicité démodé'/><author><name>Renato buh Vicentt</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14248117644762725584</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='23' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_msRCkgpUaMA/S23rAUzmKNI/AAAAAAAAAWs/33V6NjiHGWc/S220/OgAAADco82nA7b0Jv-Qroq6_YEmBVIp_Amt0v4XStXFG5h0Y3cQxfMSYonfvJjO9FlAPUMhKLUODuklHxPwD5cQUaXsAm1T1UDekG7t20b7YpF4EwAq8umIoUDlE.jpg'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-30046295.post-4490203091184596545</id><published>2010-03-24T19:32:00.003-03:00</published><updated>2010-03-24T20:05:12.845-03:00</updated><title type='text'>O tal 'Socializar'</title><content type='html'>Tenho, cada vez mais, me distanciado de baladas, club's, e nichos noturnos, que sejam fechados, regados a bebidas, drogas em excesso e gente com olhos vidrados. Aí começa a ficar difícil repensar o quê fazer em um final-de-semana que junte todos os amigos que precisamos ver na semana (por o papo em dia) e 'socializar'.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não sei mais o que fazer das noites durante a semana, programas, andamos carentes de programas. E estamos na metropole das opções do páis. Em relação  aos finais de semana já desisti faz tempo: noites povoadas por pessoas  com metade da minha paciencia e do meu bom senso. Nada contra os mais viciados e afetados,  muitos deles até são mais interessantes e vividos do que eu, mas tô  falando dos de "fabricação em série". Tô fora de dançar os hits das  rádios e ter meu braço ou cabelo puxado por um garoto que fala tipo  assim, gato, iradíssimo, brow. Tinha me decidido a banir a palavra  "balada" da minha vida e só sair de casa para jantar, ir ao cinema ou  talvez um ou outro barzinho cult, desses que tem aberto aos montes em  bequinhos charmosos. Mas a verdade é que por mais que eu ame minhas  amiges, a boa música e um bom filme, sinto falta de um amor. Já tentei  paquerar em cafés e livrarias, não deu muito certo, as pessoas olham  sempre pra mim com aquela cara de "tô no meu mundo, fique no seu".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Aí vem sempre aqueles aniversários, reuniões que nossos amigos fazem e que sempre te animam a  pensar "se são meus amigos, logo devem ter amigos interessantes".  Infelizmente, essas festinhas são cheias de casais e um ou outro  esquisito desesperado pra achar alguém só porque os amigos estão todos  acompanhados. Tô fora de gente desesperada, ainda que eu seja quase uma.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tem aquelas baladinhas classicas de SP, em que as pessoas gostam de exibir marcas e tecidos e maquiagens mil, as baladinhas de playboys com garotas prontas para um casamento e rapazes que  exibem a chave do Audi como o tal de HOT HOT, de sábado, tô mais do que fora. E tem também as baladinhas de playboys com garotas  praianas hippie-chique que falam com voz entre o fresco e o nasalado  (elas misturam o desejo de ser meigas com o desejo de ser manos com o  desejo de ser patos) e rapazes garotos-propaganda Adidas com cabelinho  playmobil como BubuChic ou Clash, também tô fora.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;MUNDINHO CRETINO NÉ.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O que fica no fim de toda essa coisa então? Barzinhos de  MPB? Nem pensar. Até gosto da música, mas rapazes que fogem do trânsito  para bares abarrotados, bebem discutindo a melhor marca de cueca e  depois choram "tristeza não tem fim, felicidade sim" no ombro do amigo  têm grandes chances de ser aquele tipo que se acha superdescolado só  porque tirou a gravata e porque fala tudo metade em inglês, ao estilo  "quero te levar pra casa, how does it sound?" NO way.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Para dançar, os muquifos  eletrônicos alternativos são uma maravilha, mas ainda que eu não seja nada contra com esse tipo, até goste também, não estou a fim de beijar bissexuais  sebosos, drogados e com brinco pelo corpo todo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tô procurando o cara que pode criar um filho comigo, nova geração, não uma transa bizarra.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Já fui muito a baladas alternativas de rock. Gente  mais velha, mais bacana, roupas bacanas, jeito de falar bacana, estilo  bacana, papo bacana. Gente tão bacana que se basta e não acha ninguém  bacana.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Na praia, quem é interessante além de se isolar acorda cedo, aí  fica aquela sensação (verdadeira) de que só os idiotas vão à praia e às  baladinhas praianas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Orkut, MSN, Manhunt, Disponível. Me pergunto onde foi parar a única coisa que  realmente importa e é de verdade nesta vida: a tal da química. Mas então  onde, meu Deus? Onde vou encontrar gente interessante? O tempo está  passando, as amigës já estão  quase todas pensando em por aliança no dedo. E eu? Até quando vou continuar  achando todo mundo idiota demais pra mim e me sentindo mais idiota de  todos? Foi então que eu descobri.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ele está exatamente no mesmo lugar que eu agora, pensando as mesmas  coisas, com preguiça de ir nos mesmos lugares furados e ver gente boba,  com a mesma dúvida entre arriscar mais uma vez e voltar pra casa vazio  ou continuar embaixo do edredom lendo mais algumas páginas do seu mundo  perfeito.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Então como posso saber? Como estar no tal lugar-certo e hora-certa? Eu não sei mais. As pessoas estão cansando, estou cansando também?A verdade é que as pessoas de verdade estão em casa. Não é triste pensar  que quanto mais interessante uma pessoa é, menor a chance de você vê-la  andando por aí?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: right;"&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;RiNATu&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/30046295-4490203091184596545?l=ninhoemchamas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/30046295/posts/default/4490203091184596545'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/30046295/posts/default/4490203091184596545'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ninhoemchamas.blogspot.com/2010/03/o-tal-socializar.html' title='O tal &apos;Socializar&apos;'/><author><name>Renato buh Vicentt</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14248117644762725584</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='23' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_msRCkgpUaMA/S23rAUzmKNI/AAAAAAAAAWs/33V6NjiHGWc/S220/OgAAADco82nA7b0Jv-Qroq6_YEmBVIp_Amt0v4XStXFG5h0Y3cQxfMSYonfvJjO9FlAPUMhKLUODuklHxPwD5cQUaXsAm1T1UDekG7t20b7YpF4EwAq8umIoUDlE.jpg'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-30046295.post-7207681258823438514</id><published>2010-03-17T20:49:00.004-03:00</published><updated>2010-03-17T21:00:53.928-03:00</updated><title type='text'>Rotação/Implosão</title><content type='html'>Clarice Lispector, descreveu em um dos seus livros a personagem Joana, em um determinado momento,  sente-se confusa por estar sofrendo por algo que, um dia, a tornou  terrivelmente feliz.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Acontece. A dor e o prazer alternarem-se em volta do mesmo motivo.  Passam-se anos, ou meses, ou horas, e aquilo que nos deu tamanha  vontade de viver torna-se a razão de tanta angústia e lágrima. E o mais  exaustivo é que este é um fenômeno incompreensível.&lt;br /&gt;Sendo de impossível entendimento, nada pode-se esclarecer aqui, a não  ser dizer que, na maioria das vezes, é o amor que provoca tal  contradição. O tempo passa e nós mudamos sempre: de ansioso passa a  ser calmo, de constante passa a ser inconstante, de onipotente passa a  ser falível.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O que muda não é o amor, mas somos nós.&lt;br /&gt;Nós mudamos porque giramos ao redor do nosso eixo.&lt;br /&gt;O amor é um terreno fertil, constante e puro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nós, por outro lado, mudamos.&lt;br /&gt;De carentes a auto-suficientes, de  infantis a maduros, de ternos a ríspidos, de magrelos a bombados, de humildes a arrogantes, de espirituais a ordinários. Somos igualmente poderosos e  igualmente fracos. E a metamorfose do ser humano, como a metamorfose do  amor, gera pânico: que amor é esse que um dia me faz explodir de alegria  e que no outro dia me implode? Que ser é esse que sou, que um dia  aceita as contingências de um sentimento mutante e que no outro dia o  quer estático, igual como sempre foi?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Há exemplos mais simples. Ele te amou e isso te fez feliz. Ele deixou de  te amar e isso te tornou infeliz. Felicidade e dor em alternados  momentos e pelo mesmo motivo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ele mudou, mas você mudou, o amor não muda.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não há como parar o tempo, cristalizar o que nos enche de êxtase. Este  êxtase um dia se tranformará em algo que nos perfurará feito lâmina.  Porque assim é: a terra gira em torno do sol e nós giramos em torno de  nós mesmos, sem descanso.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: right;"&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;RiNATu&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/30046295-7207681258823438514?l=ninhoemchamas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/30046295/posts/default/7207681258823438514'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/30046295/posts/default/7207681258823438514'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ninhoemchamas.blogspot.com/2010/03/rotacaoimplosao.html' title='Rotação/Implosão'/><author><name>Renato buh Vicentt</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14248117644762725584</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='23' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_msRCkgpUaMA/S23rAUzmKNI/AAAAAAAAAWs/33V6NjiHGWc/S220/OgAAADco82nA7b0Jv-Qroq6_YEmBVIp_Amt0v4XStXFG5h0Y3cQxfMSYonfvJjO9FlAPUMhKLUODuklHxPwD5cQUaXsAm1T1UDekG7t20b7YpF4EwAq8umIoUDlE.jpg'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-30046295.post-818163944491686655</id><published>2010-03-16T12:49:00.004-03:00</published><updated>2010-03-16T13:22:36.343-03:00</updated><title type='text'>Insignificânsias</title><content type='html'>&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;A gente tem o pessimo costume de criar dialogos cliches, para não se aproximar dos outros, ou mesmo como prova do profundo desisteresse que os outros despertam na gente. Tem frases que não servem pra  nada, são ditas só por dizer. Será que não servem pra nada mesmo? Na  verdade, estas frases servem para disfarçar silêncios embaraçosos ou  para demonstrar uma boa intenção.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;div  style="font-family:verdana;"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div face="verdana"&gt;Vamos a elas. &lt;/div&gt;&lt;div face="verdana"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div face="verdana"&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;"Vai passar."&lt;/span&gt; Sua amiga está no fundo do poço, não consegue nem  sair da cama de manhã, uma depressão que se instalou há meses e que  ninguém consegue detectar a origem. Vai passar? Provavelmente, mas poxa, o  fato de você dizer estas duas palavrinhas não muda nada, não ajuda, não faz nada além de faze-la se sentir pior. Sua presença  ali, mesmo quietinho, ajuda muito mais. &lt;/div&gt;&lt;div face="verdana"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: verdana;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;"Desculpe qualquer coisa." &lt;/span&gt;Conheci uma senhora muito humilde  que fazia serviços domésticos e que, todo dia, na hora de se despedir,  pedia desculpas por alguma coisa que ninguém sabia o que era. Ela teria  quebrado algum copo? Ela dissera alguma merda? Nada, era uma  profissional de primeira. Desconfio que ela se sentia um estorvo na  família. Era uma espécie de constrangimento por existir. Uma vez, de  brincadeira, ameacei-a com demissão se continuasse pedindo desculpas por  nada... Na mesma hora ela me pediu desculpas por pedir tantas desculpas. &lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: verdana;"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: verdana;"&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;&lt;br /&gt;"A gente se fala."&lt;/span&gt; Vem engatado no tchau, é  automático. A gente se fala um dia, a gente se fala no Natal, a gente se  fala em outra encarnação. Nada pode ser mais abstrato. &lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: verdana;"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: verdana;"&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;&lt;br /&gt;"Eu não disse?"&lt;/span&gt; Você acaba de provar que tem  vocação para vidente. Mas não espere agradecimentos, no máximo um  sorriso amarelo. Geralmente este "eu não disse?" vem depois de uma  previsão agourenta. "Você vai cair desta bicicleta." Tchibum! &lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: verdana;"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: verdana;"&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;&lt;br /&gt;"Você tem que reagir."&lt;/span&gt; Na verdade o que a  gente deveria dizer mesmo é "procura outro emprego/sai deste  casamento/pede ela em casamento/troca de médico/faz uma terapia". Mas vá que o maluco siga mesmo nossos conselhos.  Melhor não arriscar. &lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: verdana;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;&lt;br /&gt;"Tira ele da cabeça."&lt;/span&gt;  Moleza. Você namorou o cara cinco anos, nove anos, moraram juntos, fizeram  planos, ele era tudo o que você nem se atrevia a sonhar, e um belo dia,  puf. Acabou.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu não disse? Não era pro seu bico. Mas vai passar. Você  tem que reagir. Tira ele da cabeça. Vou indo, a gente se fala. E  desculpa qualquer coisa.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;div style="text-align: right;"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;RiNATu&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/30046295-818163944491686655?l=ninhoemchamas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/30046295/posts/default/818163944491686655'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/30046295/posts/default/818163944491686655'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ninhoemchamas.blogspot.com/2010/03/insignificansias.html' title='Insignificânsias'/><author><name>Renato buh Vicentt</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14248117644762725584</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='23' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_msRCkgpUaMA/S23rAUzmKNI/AAAAAAAAAWs/33V6NjiHGWc/S220/OgAAADco82nA7b0Jv-Qroq6_YEmBVIp_Amt0v4XStXFG5h0Y3cQxfMSYonfvJjO9FlAPUMhKLUODuklHxPwD5cQUaXsAm1T1UDekG7t20b7YpF4EwAq8umIoUDlE.jpg'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-30046295.post-7145660556397069779</id><published>2010-03-16T02:16:00.004-03:00</published><updated>2010-03-16T02:36:42.170-03:00</updated><title type='text'>Documentário angelical</title><content type='html'>&lt;span style="font-family: verdana;font-family:trebuchet ms;" &gt;Logo logo começam os ônibus e os passos. Sempre daqui a pouco, eu levanto eu imagino se nunca mais vou acordar. Nunca mais. Isso é só o começo,  daqui a pouco também tem os passarinhos. Tem também um lance do teto  começar a pesar em mim, como se até o estado de não ter estado nenhum  fosse insuportável. Estômago não é lugar de se guardar vida, meu  estômago explica pra mim já doendo de uma dor sempre nova, como se todo  dia eu tomasse um pouquinho de susto por nascer. Eu fico sem saber qual  seria a outra saída então. Ou entrada. É tudo a mesma coisa e sempre. Pulo logo e me chacoalho, uma tentativa de esvair de mim  esse sebo de coisas que me incomodam e grudam em mim e cada vez mais e  vou me derrubando pelo dia pra poder, mais tarde, sossegar de novo. &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: verdana;font-family:trebuchet ms;" &gt;Meu quadrado de ar e silêncio. Pra fora desse quadradinho ainda  escuro tem tudo aquilo que já vi ontem e ontem e ontem e ontem e não  cheguei a conclusão nenhuma. Eu não vou acordar nunca mais. Vou ficar  aqui, onde a pressão não cai, os sinais de procura não gemem, as pessoas  não me convidam pra falar em cidades longe daqui, gente não inventa de  gostar ou não de mim. Deitado não tem intenção, queda, dor no pescoço,  conta bancária, gente que me olha como se já tivesse me comido  bêbado numa festa e guardasse esse meu segredo. É contra esse tipo de  olhar de corujas escrotas que eu nunca faria nenhuma das coisas acima.  &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: verdana;font-family:trebuchet ms;" &gt;Mas por alguma razão, é justamente por levar esses olhares a sério  demais que sinto que perco parte do que poderia ser uma história filmada  por anjos metidos a documentaristas de meninas quaisquer. Ninguém tem  segredo nenhum a respeito de mim mas eu tenho tantos que acabei com  tendinite de tanto por pra fora. Meu calo de vômito é no punho. Vomitar  pelos dedos. O único jeito de não ter tanta vergonha de ser como sou,  ainda que me perguntem “você não tem vergonha de escrever essas  coisas?”. Vergonha eu teria de andar de quatro cagado no meio da  Paulista. Vergonha eu teria de ser contado por alguém que jamais me  contaria tão bem e com tanta verdade. É isso ou isso. &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: verdana;font-family:trebuchet ms;" &gt;Vai. Depois  tomar chá gelado no gargalo da garrafa sem saber se está certo fazer ou  dizer assim. Depois os e-mails todos. Vai lá. O jornal. Saber um pouco  de política só pra não fazer feio em jantares e ir a jantares só pra não  fazer feio com amigos e ter amigos só pra não fazer feio com a vida.  Mas no fundo, uma vontade imensa de não fazer porra nenhuma dessas. Mas  vai, dura tão pouco e quando acabar, não gosto nem de imaginar a saudade  que vou ter de mim. Porque no fundo, no fundo, isso que pode soar como  tristeza é só uma constatação corajosa de que dói sentir tudo e  inclusive (ou principalmente) a nós mesmos.  &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: verdana;font-family:trebuchet ms;" &gt;Logo cedo, ainda que seja meu horário estranho, vem ainda mais seco e  cortante.  &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: verdana;font-family:trebuchet ms;" &gt;Daqui a pouco, nem bem o sol foi da planta à direita do meu sofá  para a planta à esquerda, já estou vivinho até demais. As maldades e  ironias e desconfianças e ódios tomaram seu lugar. Chegou o sargento que  mora na minha pele, analisando com cara de cabeleireiro gay da Oscar  Freire qualquer ser ou alimento que me seja oferecido. Comer é o símbolo  de qualquer coisa que queira entrar dentro de mim e tenho horror a  todas, mas a maior ironia é que morremos se não nos cedemos à  boca aberta. Pra proteger o que somos precisamos não proteger o que  somos. Agora diz se não tem alguém rindo da nossa cara? &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: verdana;font-family:trebuchet ms;" &gt;Mãe, traz uma  sonda e enfia na minha jugular, não quero mais que esses dias sejam  culpa minha.  &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: verdana;font-family:trebuchet ms;" &gt;O Sol já está quase na minha porta. Já endureci o suficiente pra  dizer que tenho horror aos escravos de palavras bonitas e ideias chatas.  Aquele povo que não sabe o que falar do próprio nariz e diz apenas algo  cabeçudo tipo “ele é adunco”. Tá, já sei que você decorou o dicionário,  agora me explica o que você acha da porra do seu nariz? &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: verdana;font-family:trebuchet ms;" &gt;Já estou armado dos pés à cabeça e já posso sair às ruas com minha  metralhadora e feiúra. Me arrumar bonito ou com roupa também  acontece, mas só eu sei depois a bronca que levo. Ser feio e enjaulado  nos meus ferros me possibilita não ganhar nada com isso, até porque o  que se ganha é pura tiração de onda com a nossa cara. Ah, a vida sorriu  pra você? Ele te ama? Espere um pouquinho, querida. Tão te enganando.  Até estar aqui, até ser você, tudo uma ilusão. Até desistir. Tudo  ilusão. Os anjos documentaristas escreveram isso no seu roteiro mas  daqui a pouco vem a merda toda porque filme sem dar tudo errado nem a  Disney faz. Nem a Globo. &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: verdana;font-family:trebuchet ms;" &gt;Ainda que eles enganem a gente no final. Agora  vai saber, se no nosso final, não acaba alguma coisa mesmo dando certo,  tipo brinde do cosmos. Mas daí é o fim e você já está tão cansado que só  uma cama já pode ser um final feliz. A morte é o final feliz.  &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: verdana;font-family:trebuchet ms;" &gt;Só dançar é de verdade, nem sei direito, mas sinto assim. Então me  escondo em algum momento do dia e danço um pouco. Pra falar a verdade eu  danço muito. Daí já é quase fim de tarde. Falta pouco. Eu nunca sei  exatamente para o quê, mas me acalmo com a sensação. As sensações sempre  sabem mais do que a gente pode saber. Talvez por isso elas sejam  terríveis. Talvez por isso doam tanto meu estômago que se renega a  acolher o impossível de digerir e classificar. &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: verdana;font-family:trebuchet ms;" &gt;Talvez por isso eu  escreva. Talvez por isso eu não vá acordar nunca mais. Nunca mais. Até  que eu descubro, quando o teto pesa e tudo aquilo, que o hoje só passa  porque acordamos e assim se vai. Amanhã, amanhã. Pão e tudo. E passinhos  e ônibus e passarinhos. Armaduras e belezas. E pensar que se você lê,  meu amor, eu escrevo. E se você lê, meu amor, eu como. E se você lê, meu  amor, eu continuo vivo. É triste, mas se a gente pensar com carinho, é  bem bonito.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: right;"&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;RiNATu&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/30046295-7145660556397069779?l=ninhoemchamas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/30046295/posts/default/7145660556397069779'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/30046295/posts/default/7145660556397069779'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ninhoemchamas.blogspot.com/2010/03/documentario-angelical.html' title='Documentário angelical'/><author><name>Renato buh Vicentt</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14248117644762725584</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='23' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_msRCkgpUaMA/S23rAUzmKNI/AAAAAAAAAWs/33V6NjiHGWc/S220/OgAAADco82nA7b0Jv-Qroq6_YEmBVIp_Amt0v4XStXFG5h0Y3cQxfMSYonfvJjO9FlAPUMhKLUODuklHxPwD5cQUaXsAm1T1UDekG7t20b7YpF4EwAq8umIoUDlE.jpg'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-30046295.post-2263276602873933075</id><published>2010-03-06T20:03:00.002-03:00</published><updated>2010-03-06T20:32:28.470-03:00</updated><title type='text'>Meu saco</title><content type='html'>&lt;span style="font-family: trebuchet ms;"&gt;Não lembro quem falou, mas como gostei: "Todo exagero é uma forma de ficção". Quem de nós não gosta de uma boa ficção?&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: trebuchet ms;"&gt;Reclamo porque provocaram um rombo no sofá e foi apenas uma brasinha de incenso que caiu e fez um furinho deste tamanhozinho, mas, poxa eu exagero um rombo. O prejuizo é de um rombo. E a minha bronca também é grande.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: trebuchet ms;"&gt;&lt;br /&gt;Me olho no espelho e me acho intragável. Na verdade acordei com olheiras e dores no corpo, mas as dores não se espalharam democraticamente de norte a sul, ficaram concentradas nas costas, nas pernas, onde já eram bastante supridas pela academia que tem me matado, tal como acontece com a distribuição de renda do país, então uma dor encima de onde já doía é uma injustiça, uma canalhice, um desaforo.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: trebuchet ms;"&gt;Eu não sinto calor: eu morro de calor. Grito pelo apartamento: que caloooorrrr! Aí ligo o ventilador e ressuscito um pouquinho, mas não tiro nenhuma camiseta que eu vista. No frio, os cobertores são vários. E fico de meias o dia inteiro, que tiro de noite mesmo que eu esteja dormindo. Morro de frio e ainda por cima sou sonambulo.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: trebuchet ms;"&gt;&lt;br /&gt;Isso quando eu consigo dormir oito horas por noite, o que é raro as vezes. Geralmente durmo menos que isso, e aí o que acontece? Eu não fico apenas de vagar como a maioria das pessoas ficam. Eu fico enlouquecido de sono e podre de cansado. Louco de sono significa que eu fico cabeceando no sofa, e quando dou por mim o Willian Bonner já disse boa-noite-até-amanha e eu perdi a previsão do tempo. E podre de cansado é podre mesmo, deterioado, murcho, sem serventia, um lixo.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: trebuchet ms;"&gt;Mas isso são excessões. Na maioria das vezes eu não estou apenas alegre, mas pulando de felicidade. Sinto por dentro uma adrenalina correndo pelas veias, meu sorriso fica escancarado no rosto e começo achar tudo barbaro e incrível e terrível. Se sou amigo, sou melhor amigo. Se não sou mais, não fui nunca e não quero mais. Porque sou assim, extremado.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: trebuchet ms;"&gt;&lt;br /&gt;Nascer uma espinha é uma desgraça. Perder um livro é um pecado. Um cara interessante é uma tentação. O atraso de 10 minutos é o fim da picada. Dor de barriga é a convalescencia. E qualquer grosseiria me deixa o coração partido. Portanto, melhor gostar de mim, senão você é um homem morto.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: right;"&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;RiNATu&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/30046295-2263276602873933075?l=ninhoemchamas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/30046295/posts/default/2263276602873933075'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/30046295/posts/default/2263276602873933075'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ninhoemchamas.blogspot.com/2010/03/meu-saco.html' title='Meu saco'/><author><name>Renato buh Vicentt</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14248117644762725584</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='23' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_msRCkgpUaMA/S23rAUzmKNI/AAAAAAAAAWs/33V6NjiHGWc/S220/OgAAADco82nA7b0Jv-Qroq6_YEmBVIp_Amt0v4XStXFG5h0Y3cQxfMSYonfvJjO9FlAPUMhKLUODuklHxPwD5cQUaXsAm1T1UDekG7t20b7YpF4EwAq8umIoUDlE.jpg'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-30046295.post-2399904097840500589</id><published>2010-03-01T20:19:00.003-03:00</published><updated>2010-03-01T20:40:47.155-03:00</updated><title type='text'>Embarcar nesse Trem</title><content type='html'>&lt;span style="font-family: trebuchet ms;"&gt;Ele dançava tão descaradamente e eu estou feliz demais. Posso amar esse homem, é o tipo de homem que eu amaria. Mas como estou feliz nessa uma semana, ou duas, não sabemos ainda... Porque ele é tão feliz, tão mais feliz do que eu jamais fui. Ele realmente curte bobeiras na televisão, coisa de quem não fica na varanda querendo se jogar, acho eu dentro de alguma lógica maluca da minha cabeça. &lt;/span&gt;&lt;span style="font-family: trebuchet ms;"&gt;E fica feliz se tem a lasanha preferida dele. Feliz por causa de uma lasanha! Faz aquela cara de “delicinha que é viver”. E tem bochechas vermelinhas e não fede pó na nuca como as pessoas gastas pelo tempo ou azedo no peito como as pessoas desgastadas pelo pó. Ou qualquer coisa por aí. Ele só se sente bem em estar vivo. Isso. Ele corre, toma banho, veste a cueca cantando, coloca uma meia branquinha e vem me ver e vem me buscar no metrô. Pede lasanha, me beija perto da orelha. E ele se sente muito bem com a vida e com o corpo e comigo. E por isso, ando feliz que só nessas semanas. &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: trebuchet ms;"&gt;Eu gosto de você porque são tantos milhões de coisas que você sabe, mas você fritou e não diz nada. Você sabe tanto que tem preguiça. Eu percebi que minha ansiedade é a típica do garoto bobo que leu nove livros, sabe de sete músicas, viu quatro filmes, conhece dois lugares e acha que ainda consegue amar um homem. Quem sabe mesmo, nem começa a dizer. É tanto que dá preguiça. Seria uma vida a dizer mas você já esqueceu ou dormiu no meio do filme. Você precisa sim de uma biblioteca que dá cinco voltas no teto pra ser amado. Mas precisar disso te enche da vontade deliciosa de deixar o que a gente precisa pra lá. &lt;/span&gt;&lt;span style="font-family: trebuchet ms;"&gt;Você faz com você o que faz com todos os livros. Assim sobra tempo de assassinar minha roupa e depois dormir enquanto eu conto os pedaços pelo quarto. Meus e das minhas histórias.&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family: trebuchet ms;"&gt; Então eu gosto de você, de novo, porque não falamos nada. Você porque dormiu de novo ou quer demais. Eu porque quero de novo ou dormi demais. Você porque sabe muito. Eu porque não sei porra nenhuma.  &lt;/span&gt;&lt;span style="font-family: trebuchet ms;"&gt;E as portas do trem se fecham com você meio curvado, malditas costas. Faz minha vigília até o trem sumir como um pai e isso me dá vontade de voltar. Parece errado, mas pra mim, pros defeitos que me formaram e por isso mesmo é só o que posso sentir quando sinto sem script, sinto que as coisas estão onde deveriam. E sentado no banco do metrô, e tudo. Se encaixa. Eu sou o senhor cabeça de batata esperando seu bigode encaixar em mim pelas mãos das crianças que nunca deixam de brincar com os velhos brinquedos de verdade. De novo, levando a pureza bem a sério pra pelo menos existir um pouquinho em meio a tudo isso. E eu, você não sabe como te agradeço, vou escutar música alta e repetida no computador e nem reparar que o celular tocou.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: trebuchet ms;"&gt;Mas com certeza eu poderia amar esse homem. Porque tô aqui de boca aberta olhando pra ele e curtindo estar nessa vida de amaciante e fatia de bolo de laranja cortada. Mas eu vivo, e aí sim é a certeza de sentir algo maior e com futuro (e passado), a certeza de poder viver ao lado dele, essa história que nem é minha ou para mim. Ele me espera, faz meu banho, me cobre, me devora o tempo todo, dorme encaixado em mim. Ele gosta de lasanha e come fazendo gemidinhos de programas vespertinos de culinária. E esfrega as mãos nas minhas costas, sabendo que eu preciso mesmo ser aceso o tempo todo, pra não sucumbir a essas coisas gélidas que me atravessam. E ri, o tempo todo, ele ri, como é feliz! E eu embarco em mais um trem (às vezes fantasma, desse vez da alegria) mesmo as vezes odiando viajar. Eu vou porque é preciso ter histórias, viver coisas, sair de casa, mas vou realmente. Sempre me sinto ocupando de favor o lugar do personagem real que está doente ou enlouqueceu. Assim que coloco o pé pra fora, viro um substituto de qualquer um que sabe viver. Um coadjuvante de mim que rouba a cena porque os engracados sempre roubam. Experimento pessoas como experimentava comida baiana, “tá, deixa eu ver que gosto tem, mas não muito pra não morrer aqui, longe de casa, debaixo desse sol e dessa alegria”. Assim que chego em casa meu silêncio, sou eu mesmo e nada pode dar errado ou acabar. &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: trebuchet ms;"&gt;Ele ri mais um pouco, segura firme na minha mão, eu quero contar, ele merece saber, eu estou me apaixonando e super feliz de brincar de apaixonar e ser feliz, mas olha, querido, daqui a pouco eu volto. Um silêncio.  &lt;/span&gt;&lt;span style="font-family: trebuchet ms;"&gt;Mas agora acelera aí, apita, solta fumaça, sei lá como é entrar no trem do metrô, mas sempre ando. Quero ver até onde eu vamos.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: right;"&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;RiNATu&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/30046295-2399904097840500589?l=ninhoemchamas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/30046295/posts/default/2399904097840500589'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/30046295/posts/default/2399904097840500589'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ninhoemchamas.blogspot.com/2010/03/embarcar-nesse-trem.html' title='Embarcar nesse Trem'/><author><name>Renato buh Vicentt</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14248117644762725584</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='23' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_msRCkgpUaMA/S23rAUzmKNI/AAAAAAAAAWs/33V6NjiHGWc/S220/OgAAADco82nA7b0Jv-Qroq6_YEmBVIp_Amt0v4XStXFG5h0Y3cQxfMSYonfvJjO9FlAPUMhKLUODuklHxPwD5cQUaXsAm1T1UDekG7t20b7YpF4EwAq8umIoUDlE.jpg'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-30046295.post-660572302339224737</id><published>2010-02-26T15:20:00.002-03:00</published><updated>2010-02-26T15:37:08.318-03:00</updated><title type='text'>Centavos</title><content type='html'>&lt;span style="font-family: trebuchet ms;"&gt;Na &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_0"&gt;infancia&lt;/span&gt;, Diego Riviera  conta que ia muito à uma loja de brinquedos para sonhar comprar os brinquedos que não podia comprar. A loja era do tipo cheia de mágicas e de brinquedos surpresas para festa, um lugar todo cheio de magia e perfeito para qualquer criança. Certa vez, ele conta, ele foi no balcão com alguns centavos, e começou a gritar eufórico "O que eu posso levar! o que eu quero levar?!"&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: trebuchet ms;"&gt;Quem escreveu isso foi &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_1"&gt;Frida&lt;/span&gt; &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_2"&gt;Kahlo&lt;/span&gt;, sua amiga de anos a fio. Ela escreveu também que a indecisão de Diego o acompanhou pela vida inteira. Mas quem de nós realmente sabe o que quer? Não sei.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: trebuchet ms;"&gt;A gente sabe o que não quer: não queremos monotonia, não queremos nos endividar, não queremos perder tempo com pessoas mesquinhas, não queremos passar em branco pela vida. Mas a pergunta inicial continua sem resposta: o que a gente quer, o que iremos escolher entre tantas coisas interessantes que nos oferece essa loja da Vida e do Presente? O engraçado é que &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_3"&gt;Frida&lt;/span&gt; escreveu que a loja que fazia Diego delirar se chamava 'Futuro'; &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_4"&gt;ironico&lt;/span&gt;.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: trebuchet ms;"&gt;O que é que a gente quer? Múltiplas alternativas. Psicologia. Administração. Namorar. Ficar solteiro. Escrever um livro. Fazer nada o dia inteiro. Ter filhos. Ter nenhum. Cruzar o Brasil de &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_5"&gt;ônibus&lt;/span&gt;. Entrar para a política. Tempo para ler todos os livros do mundo. Conhecer o &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_6"&gt;Egito&lt;/span&gt;. Morar no &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_7"&gt;Egito&lt;/span&gt;. Morrer dormindo. Academia. Aprender &lt;span class="blsp-spelling-corrected" id="SPELLING_ERROR_8"&gt;francês&lt;/span&gt;. Aprender a tocar piano. Desaprender tudo que aprendi errado. &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_9"&gt;Acupuntura&lt;/span&gt;. Conhecer gente. Sumir.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: trebuchet ms;"&gt;O que a gente realmente mais quer? Morar na praia. Filmar um curta. Arrumar os dentes. Abrir uma pousada. Recuperar a amizade com um irmão. Meditar. Aprender a cozinhar. Alta na terapia. Melhorar o humor. Um &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_10"&gt;tenis&lt;/span&gt; novo. Aceitar Jesus. Abrir uma igreja. Um mundo justo. Cortar o cabelo. Alegrias. Chorar. &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: trebuchet ms;"&gt;- Abra a mão Renato, menino, deixe eu ver quantos centavos você tem aí. Olha por esse preço você só pode levar uma caixinha vazia, você vai ter que imaginar o que tem dentro.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: trebuchet ms;"&gt;Serve.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: right;"&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;&lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_11"&gt;RiNATu&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/30046295-660572302339224737?l=ninhoemchamas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/30046295/posts/default/660572302339224737'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/30046295/posts/default/660572302339224737'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ninhoemchamas.blogspot.com/2010/02/centavos.html' title='Centavos'/><author><name>Renato buh Vicentt</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14248117644762725584</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='23' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_msRCkgpUaMA/S23rAUzmKNI/AAAAAAAAAWs/33V6NjiHGWc/S220/OgAAADco82nA7b0Jv-Qroq6_YEmBVIp_Amt0v4XStXFG5h0Y3cQxfMSYonfvJjO9FlAPUMhKLUODuklHxPwD5cQUaXsAm1T1UDekG7t20b7YpF4EwAq8umIoUDlE.jpg'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-30046295.post-8171217343565707613</id><published>2010-02-22T13:55:00.012-03:00</published><updated>2010-03-19T02:39:01.799-03:00</updated><title type='text'>O que aconteceu</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;Eu tenho um beijo que alterna do calmo pro intenso, você teria gostado. Achava que você tinha olhos iguais ao meu beijo. Seríamos interessantes andando com suas mãos por aquelas ruas e sei lá. De repente as pessoas poderiam olhar e pensar: &lt;span style="font-style: italic;"&gt;lá vai mais um casal que não combina mas por isso mesmo dá certo&lt;/span&gt;. Seria legal.&lt;/span&gt;&lt;b style="font-family: verdana;"&gt; &lt;/b&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;Eu olhava tanto meu celular que já tinha decorado de quanto em quanto eram cinco minutos.&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt; Eu tinha vontade de jogar meu celular numa parede qualquer. E me libertar da vontade de ouvir sua voz.&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;&lt;br /&gt;De novo, de novo, eu não canso. De novo fazendo romance em cima de um conto breve&lt;/span&gt;&lt;b style="font-family: verdana;"&gt;.&lt;/b&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt; Um teatro e uma ligação e duas sugestões de roupa. Só isso. E lá estava eu achando que você poderia ser um forte candidato a homem da minha vida. Lá estou eu acreditando que exista um homem da minha vida.&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt; Como você não ligou mais, eu fiquei triste, pensava, igual fiquei &lt;/span&gt;&lt;b style="font-family: verdana;"&gt;semana passada&lt;/b&gt;&lt;span style="font-family:webdings;"&gt; porque outro não ligou, igual fiquei semana &lt;/span&gt;&lt;b style="font-family: verdana;"&gt;retrasada&lt;/b&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt; porque outro sumiu. &lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;Igual eu vivia&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:webdings;"&gt; ficando &lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;chateado e vivia passando.&lt;br /&gt;Eu andava prostituindo demais a minha espera. E as coisas parecem perder a importância toda hora. O problema é que, foda perder a importância toda hora quando toda hora vivem ganhando importância, e eu estava ficando cansado demais.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;&lt;br /&gt;Ah, se você tivesse ligado, a gente poderia ver um filme do Bertolucci ou ir assistir Pontes de Madison que eu tava louco pra ver e, se no filme tivesse cena de sexo, eu iria morrer de vergonha. Depois você poderia me fazer alguns elogios, afinal eu passei o dia inteiro me perguntando se ia de bermuda ou não esperando a sua ligação.&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;&lt;br /&gt;O seu beijo poderia ser daqueles calmos e profundos e a gente poderia combinar tão obviamente quanto era óbvio o silêncio do meu celular. A gente poderia acabar de se beijar e cair na risada, uma risada tão ensurdecedora quanto era o silêncio do meu celular.&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;&lt;br /&gt;Poderia ter ligado vai, ter me dado uma chance. Me dado uma chance de ser extremamente sensual apesar do meu braço torto e da minha magresa. &lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;Ser extremamente sensível apesar de todas as ironias que eu falava pra você não achar que podia me ganhar&lt;/span&gt;&lt;b style="font-family: verdana;"&gt;.&lt;/b&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt; Eu aprenderia gostar de A- ha, Blind Pigs, Dancing of Days e se bobear até dividiria um ácido com você. Não, esquece o ácido e quer saber de uma coisa? A Beyoncé vai continuar me dando uma puta vontade  de dançar.&lt;br /&gt;É como você mesmo deve ter pensado: eu tinha o ouvido burro.&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;&lt;br /&gt;Mas eu tinha uma mão esperta, poderia ter me avisado...&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;Olha eu mais uma vez me vendendo sexualmente, não, não compre&lt;/span&gt;&lt;b style="font-family: verdana;"&gt;.&lt;/b&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt; Comprasse meu coração, comprasse minha alma.&lt;/span&gt;&lt;b style="font-family: verdana;"&gt; &lt;/b&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;Recusasse minha incapacidade de me achar amado e me amasse.&lt;/span&gt;&lt;b style="font-family: verdana;"&gt; &lt;/b&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;Se você tivesse me ligado a gente poderia ter tido uma conversa séria a respeito da solidão e do tédio do mundo &lt;/span&gt;&lt;b style="font-family: verdana;"&gt;e resolver ser feliz pra sempre.&lt;/b&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt; A gente poderia ter resolvido isso e depois resolvido que o mundo tem suas limitações e depois resolvido que não tem limitação coisa nenhuma. A gente poderia ter mudado de opinião juntos e tornar a vida menos solitária e tediosa.&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Olha, era simples, &lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;eram oito números era uma chance de conhecer um cara super bacana.&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt; Que, sim, tem chulé às vezes, tem bafo às vezes, tem ataques de histeria e infantilidade às vezes. Tá bom, é mais do que às vezes, mas se você tivesse me ocupado com bom papo e carinho, &lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;eu juro que esqueçeria um pouco meu lado que não sabe se relacionar.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;Peraí, tá tocando aqui. Tem que ser você, tem que ser você. Tem que meeeeeeerda, pena que não dá para processar o “Claro Informa” por propaganda enganosa.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: right;"&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;RiNATu&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/30046295-8171217343565707613?l=ninhoemchamas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/30046295/posts/default/8171217343565707613'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/30046295/posts/default/8171217343565707613'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ninhoemchamas.blogspot.com/2010/02/o-que-aconteceu.html' title='O que aconteceu'/><author><name>Renato buh Vicentt</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14248117644762725584</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='23' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_msRCkgpUaMA/S23rAUzmKNI/AAAAAAAAAWs/33V6NjiHGWc/S220/OgAAADco82nA7b0Jv-Qroq6_YEmBVIp_Amt0v4XStXFG5h0Y3cQxfMSYonfvJjO9FlAPUMhKLUODuklHxPwD5cQUaXsAm1T1UDekG7t20b7YpF4EwAq8umIoUDlE.jpg'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-30046295.post-8237496903320573728</id><published>2010-02-17T21:31:00.005-02:00</published><updated>2010-02-17T22:49:39.053-02:00</updated><title type='text'>Tudo quase tudo</title><content type='html'>&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;Não vou dizer nada. Meu silêncio. Shiu. Não quero falar nada. Já que sou tão impróprio, inadequado, bobo. Já que nunca basto e se tento me excedo. Já que não sei o que deveria ou exagero em querer saber o que não devo. &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;Nunca entendo exatamente, nunca chego lá, nunca sou verdadeiramente aceito pela exigência propositalmente inalcançável. Meu riso incomoda. Meu choro mais ainda. Minha ajuda é pouca. Meu carinho é pena. Meu dengo é cobrança. Minha saudade é prisão. Minha preocupação chatice. Minha insegurança problema meu. Meu amor é demais. Minha agressividade insuportável. Meus elogios causam solidão. Minhas constatações boas matam o amor. As ruins matam o resto todo. &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;Minhas críticas causam coisas terríveis. Minhas palavras cuidadas incomodam. Minhas palavras jogadas, mais ainda. Minhas opiniões sempre se alongam e cansam. Minhas histórias acabam sempre no egocentrismo ou preconceito. Meu sem fim dá logo vontade de encurtar...&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;Minha construção, desconstrói. Meus convites quase nunca agradam. Meus pedidos sempre desagradam. Meus soquinhos de frases são jovens demais. Meu bombardeio de coisas sempre acaba em guerra. Minha paz que viria depois nunca chega, pois eu nunca chego. Minha voz doce assusta. Minha voz brincalhona é ridícula. Minha voz séria alarde. Nenhum pio. Disse pra mim mesmo. &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;Falar do que sinto é, na hora, desintegrar com seu olhar. Então fico me perguntando sobre o que deveria dizer, se só sei o que sinto. Devo sentir por personagens de livros, filmes, jornais e ruas? &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;É assim que se diz sem ser o que não importa de verdade? &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;E se for o contrário? &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;Mas pra dizer do contrário, fica sempre no ar, é melhor não dizer. Se digo algo sobre minha vida, só sei falar de mim. Se digo algo sobre a vida de alguém, coitado de mim, achando que sei alguma coisa da vida. Se falo sobre a vida dos outros, que papo furado é esse? &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;Se falo sobre coisas me sinto mais uma delas. Se provoco, eu que provoque sozinho porque ele não é trouxa de cair.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sobre livros, nunca são os que interessam. Sobre meu texto, nem quis ler. Meu trabalho nunca foi e nunca será do cara dos sonhos. Meus sonhos evito falar, um medo de ser menino. Quieto. É assim que será. Se digo certo, isso logo acaba. Se digo certeiro, acabou. Se digo errado, nunca acaba. &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;Se eu for gay, sou fútil. Se eu for homem, homem só eu existo. Se eu for criança, fale com sua analista. &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;Combinei comigo de não falar mais. Falar da gente pode? Pode, desde que, depois, eu tenha estrutura para ser toda uma massa desistente desabando sobre meu quarto pequeno. Nadinha. Não vou falar nada. Sobre dor não toca. Sobre prazer toca pouco. Nada. Porque toda vez que eu pergunto, quase ofende. E se respondo, ofende mais. E se exclamo, minha vontade de viver soterra. E se são três pontinhos, não posso! &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;Se começo preciso terminar. Mas quando termino, você já não está mais. Se repito, quase explode. Se digo uma, sou bom de ser guardado em algum lugar que nunca vejo. Se não explico, pareço louco. Se explico, sou louco. Quieto. Isso! &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;Se for o que eu penso, eu penso errado. Se for o que eu não penso, errei por não pensar. Se não for nada disso, eu que pensasse antes. Se estou animado, cuidado com a rasteira. Se estou desanimado, não tem mão pra levantar. Nada. Não vou sussurrar. Nem gemer. Nenhum som. Respiração muda. O silêncio absoluto. Olhando pra você. Lembrando de quando me disse que é no silêncio que se sabe a verdade. &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;É o gosto da lembrança e da iminência. A promessa sempre atual do há ou daqui a.&lt;br /&gt;Mas nunca, nunca, nunca, foi. Será?  &lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;Onde estão os amigos? Devagar, com paradas, com amor, são restos de algo, são quase, tudo é quase, tudo é resto, tudo é ainda não, mas quase. Tudo quase tudo; Nunca sei se serão ou se sobraram.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;E a verdade chega como um teto gigante que desaba numa cabecinha de vento. O que eu mais temia. &lt;/span&gt;&lt;span style="font-style: italic;font-family:trebuchet ms;" &gt;Message Sent&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;. &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: right;"&gt;&lt;span style="font-style: italic;font-family:trebuchet ms;" &gt;RiNATu&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/30046295-8237496903320573728?l=ninhoemchamas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/30046295/posts/default/8237496903320573728'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/30046295/posts/default/8237496903320573728'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ninhoemchamas.blogspot.com/2010/02/tudo-quase-tudo.html' title='Tudo quase tudo'/><author><name>Renato buh Vicentt</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14248117644762725584</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='23' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_msRCkgpUaMA/S23rAUzmKNI/AAAAAAAAAWs/33V6NjiHGWc/S220/OgAAADco82nA7b0Jv-Qroq6_YEmBVIp_Amt0v4XStXFG5h0Y3cQxfMSYonfvJjO9FlAPUMhKLUODuklHxPwD5cQUaXsAm1T1UDekG7t20b7YpF4EwAq8umIoUDlE.jpg'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-30046295.post-4654535723621378860</id><published>2010-02-17T13:19:00.004-02:00</published><updated>2010-02-17T13:57:30.213-02:00</updated><title type='text'>Des- A- Prender</title><content type='html'>&lt;object height="344" width="425"&gt;&lt;param name="movie" value="http://www.youtube.com/v/g4gmwQ0vw0A&amp;amp;hl=pt_BR&amp;amp;fs=1&amp;amp;"&gt;&lt;param name="allowFullScreen" value="true"&gt;&lt;param name="allowscriptaccess" value="always"&gt;&lt;embed src="http://www.youtube.com/v/g4gmwQ0vw0A&amp;amp;hl=pt_BR&amp;amp;fs=1&amp;amp;" type="application/x-shockwave-flash" allowscriptaccess="always" allowfullscreen="true" height="344" width="425"&gt;&lt;/embed&gt;&lt;/object&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;Passei a minha vida inteira ouvindo as pessoas próximas me dando conselhos.&lt;span style="font-style: italic;"&gt;&lt;br /&gt;"Renato, você tem que aprender a ser mais flexível, tem que aprender a ser menos dramático, tem que aprender a ser mais discreto, tem que aprender...&lt;/span&gt;"  tenho que aprender praticamente tudo.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;&lt;br /&gt;Mesmo as coisas que eu já sei fazer eu preciso aprender a fazê-las melhor, mais rápido, mais vezes. Vida é constante aprendizado. Eu leio, eu converso, eu faço terapia, eu me puxo para tirar nota dez no quesito 'conhecimentos gerais'. Pois é. E o que eu faço com aquilo que pensava que sabia?&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;&lt;br /&gt;As crianças têm facilidade para aprender porque estão com a cabeça virgem de informações, há muito espaço para ser preenchido, muitos dados a serem assimilados sem a necessidade de cruzá-los: tudo é bem vindo na infância. Mas nós já temos arquivos demais no nosso winchester cerebral. Para aprender coisas novas, é preciso deletar arquivos antigos... E isso não me parece ser simples como apertar uma tecla. Antes de aprender de verdade, como adulto, preciso dominar a arte de desaprender.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;&lt;br /&gt;Desaprender a não ser tão sensível, para conseguir atravessar a barreira que encontro pela frente. Desaprender a não ser tão exigente comigo mesmo, para me divertir mais quem sabe... desaprender a não esperar demais, não idealizar além da poesia e da música, preciso mesmo é desaprender a ser tão coerente, porque a vida é incoerente por natureza e eu preciso lidar com o inusitado das coisas e das pessoas. Desaprender a achar que os outros leiam meus pensamentos: em vez de acreditar em telepatia, acreditar no poder da voz. Desaprender a auto-comiseração: enquanto perco tempo tendo pena de mim mesmo, os dias passam...&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;&lt;br /&gt;A solução é voltar a um marco zero. Desaprender a aprender. Deletar para escrever em cima. Houve um tempo que eu pensava que, para isso, precisaria nascer de novo, mas hoje eu sei que dá para renascer várias vezes na mesma vida. Ah Deus, me ajuda por favor, me ajuda a desaprender o medo de mudar.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: right;"&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;RiNATu&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/30046295-4654535723621378860?l=ninhoemchamas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/30046295/posts/default/4654535723621378860'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/30046295/posts/default/4654535723621378860'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ninhoemchamas.blogspot.com/2010/02/des-prender.html' title='Des- A- Prender'/><author><name>Renato buh Vicentt</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14248117644762725584</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='23' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_msRCkgpUaMA/S23rAUzmKNI/AAAAAAAAAWs/33V6NjiHGWc/S220/OgAAADco82nA7b0Jv-Qroq6_YEmBVIp_Amt0v4XStXFG5h0Y3cQxfMSYonfvJjO9FlAPUMhKLUODuklHxPwD5cQUaXsAm1T1UDekG7t20b7YpF4EwAq8umIoUDlE.jpg'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-30046295.post-8596557769828473476</id><published>2010-02-14T11:52:00.004-02:00</published><updated>2010-04-07T12:23:43.071-03:00</updated><title type='text'>Do Maiúsculo para o que é Real</title><content type='html'>De norte a sul, de leste a oeste, todo mundo quer ser feliz.&lt;br /&gt;Não é tarefa das mais fáceis. A princípio, bastaria ter saúde, dinheiro e amor, o que já é um pacote completo louvavel, mas o que a gente quer são mais complexos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não basta que a gente esteja sem febre: queremos além da saúde, ser magérrimos, definidos, saradões, irresistíveis. Dinheiro? Não basta termos que pagar a conta de celular, a comida e um cinema: queremos mesmo uma piscina olímpica, bolsa Louis Vuitton e uma temporada de férias no Caribe. E quanto ao amor? rs Ah, o amor... não basta termos alguém com quem conversar, dividir uma pizza e fazer sexo de vez enquando. Isso é pensar pequeno: queremos mesmo é AMOR, todinho maiúsculo. Queremos mesmo estar viceralmente apaixonados, queremos ser surpreendidos por declarações e presentes inesperados, queremos jantar à luz de velas de segunda a domingo, queremos sexo selvagem e diário, com gozadas multiplas e incansáveis, queremos ser felizes assim e não de outro jeito.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É o que dá de ver tanta televisão. Simplesmente não sabemos ser felizes de uma forma mais realista. Por isso que a gente se machuca tanto entre expectativas e frustrações. O mundo que a gente pede aqui dentro é distinto do mundo aí de fora. Você pode ser feliz solteiro, feliz com uns romances ocasionais, com encontros bem-sucedidos de vez enquando, e encontrar alegria no que te é dado; e feliz sem nada disso. Feliz em ir a um cinema, teatro ou museu com alguém legal. Mas feliz em ir sozinho também. Não existe amor maiúsculo principalmente quando se trata de amor-próprio.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Dinheiro é uma benção. Quem tem, precisa usufrui-lo. Não perder tempo juntando, juntando, juntando. Mas o suficiente para sentir-se seguro, mas não aprisionado. E se a gente tem pouco, é com esse pouco que a gente tem que segurar a onda, buscando outras alternativas, como um pouco e humor, um pouco e fé e um pouco de criatividade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ser feliz de uma forma mais realista é fazer o possível e aceitar o improvável. Fazer exercícios sem almejar passarelas, trabalhar sem almejar um estrelato, amar sem almejar um eterno. Olhe para o relógio: hora de acordar porra.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É importante pensar-se ao extremo, buscar lá dentro o que nos mobiliza, instiga e conduz, mas sem exigir-se desumanamente, porque é triste a consequencia. A vida é um game onde só quem testa os limites é que leva o prêmio. Não sejamos vitimas ingenuas desta tal competitividade. Se a meta está alta demais, reduza-a. Se você não está de acordo com as regras, demita-se. Invente seu próprio jogo.&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: right;"&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;M. M.&lt;br /&gt;RiNATu&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/30046295-8596557769828473476?l=ninhoemchamas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/30046295/posts/default/8596557769828473476'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/30046295/posts/default/8596557769828473476'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ninhoemchamas.blogspot.com/2010/02/do-maiusculo-para-o-que-e-real.html' title='Do Maiúsculo para o que é Real'/><author><name>Renato buh Vicentt</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14248117644762725584</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='23' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_msRCkgpUaMA/S23rAUzmKNI/AAAAAAAAAWs/33V6NjiHGWc/S220/OgAAADco82nA7b0Jv-Qroq6_YEmBVIp_Amt0v4XStXFG5h0Y3cQxfMSYonfvJjO9FlAPUMhKLUODuklHxPwD5cQUaXsAm1T1UDekG7t20b7YpF4EwAq8umIoUDlE.jpg'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-30046295.post-8777628444387132873</id><published>2010-02-10T19:40:00.005-02:00</published><updated>2010-04-07T12:21:22.261-03:00</updated><title type='text'>Mas ele não é chato</title><content type='html'>Hoje aconteceu uma coisa engraçada no meu trabalho. Uma cliente, senhora, mãe de família, aparentava ter uns 45 anos, muito &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_0"&gt;&lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_0"&gt;extrovertida&lt;/span&gt;&lt;/span&gt; e falante acabou cativando minha amizade. Entrou querendo uma informação, no fim levou presente para três pessoas. Passei quase que 3 horas &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_1"&gt;&lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_1"&gt;ininterruptas&lt;/span&gt;&lt;/span&gt; com ela, para ajuda-la a escolher os presentes e conversar sobre muitas coisas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ela dizia-se muito mente aberta e que se há algo que ela detesta nas pessoas era falsidade ou preconceito. Ri.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Até que perguntando se eu namorava ou não, tive de dizer que estava sem &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_2"&gt;&lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_2"&gt;namoradO&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;. Esperando uma postura diferenciada, ela se revelou muito contente com a pequena confissão. E começou a falar sobre o filho dela... sim, sobre o filho dela.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Fábio, ela dizia. Rapaz de 25 anos. Disse que ele adora ler. Que lê poesia desde menino, um filho muito bom. Até então minha postura &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_3"&gt;&lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_3"&gt;profissional&lt;/span&gt;&lt;/span&gt; e pessoal estava em fogo brando, mas foi &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_4"&gt;&lt;span class="blsp-spelling-corrected" id="SPELLING_ERROR_4"&gt;inevitável&lt;/span&gt;&lt;/span&gt; que a &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_5"&gt;&lt;span class="blsp-spelling-corrected" id="SPELLING_ERROR_5"&gt;insistência&lt;/span&gt;&lt;/span&gt; dela me ruborizasse... &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_6"&gt;&lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_6"&gt;God&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Disse ainda que ele conhecia a obra de muitos escritores, que &lt;span class="blsp-spelling-corrected" id="SPELLING_ERROR_7"&gt;possuía&lt;/span&gt; muitos livros no quarto. Que quando prestou vestibular ele não errou nenhuma, nenhuma questão de literatura, pode? - ela dizia. Que ele não consegue até hoje pegar no sono sem ler algumas linhas. Até aí, pela casa dos dez minutos no mesmo assunto - Fábio - eu já tinha perdido toda a &lt;span class="blsp-spelling-corrected" id="SPELLING_ERROR_8"&gt;elegância&lt;/span&gt; &lt;span class="blsp-spelling-corrected" id="SPELLING_ERROR_9"&gt;necessária&lt;/span&gt;.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ainda me alertou: "Mas ele não é chato!"&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ainda sim, disse que o filho adorava sair à noite, escutava rock, viajava bastante e tinha cabeça &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_11"&gt;&lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_8"&gt;superboa&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;. Não era chato. &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Mas ele não é chato&lt;/span&gt;, cifrou depois de toda a propaganda. Caramba. Tive que rir. Por que ele seria?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A gente se apega aos estereótipos e não repara no quanto eles podem ser equivocados. Coloque um livro na mão de um rapaz e logo imaginamos dentro de camisas fechadas até os &lt;span class="blsp-spelling-corrected" id="SPELLING_ERROR_12"&gt;últimos&lt;/span&gt; botões, &lt;span class="blsp-spelling-corrected" id="SPELLING_ERROR_13"&gt;óculos&lt;/span&gt; fundo de garrafa e o ombro meio curvado. Provavelmente é &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_14"&gt;&lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_9"&gt;antissocial&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;, só escuta música barroca e vive citando Platão. Não parece muito divertido.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas quem é viciado em literatura também pode gostar muito de fazer musculação, ouvir som &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_15"&gt;&lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_10"&gt;punk&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;, viajar para a praia, saltar de para-quedas, trabalhar com fotografia, todas essas coisas empolgantes que parece que só os não-chatos tem acesso como se os chatos pudessem ser classificados por seus &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_16"&gt;&lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_11"&gt;hobbies&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas o pecado do chato é a &lt;span class="blsp-spelling-corrected" id="SPELLING_ERROR_17"&gt;oratória&lt;/span&gt;. O chato é quem fala sem ouvir. Fala sobre assuntos que não nos interessam em nada. Ou até interessam, mas não naquela hora em que você está tentando fugir da chuva enquanto ele te segura pelo braço, ou quando você está atrasado para algum compromisso e ele insiste em falar do furúnculo nojento do tio dele. O chato não tem &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_18"&gt;&lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_12"&gt;timing&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Uma pessoa pode adorar uma banda ruim e ser extremamente agradável contando alguns episódios das noitadas num &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_19"&gt;&lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_13"&gt;pub&lt;/span&gt;&lt;/span&gt; sujo de &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_20"&gt;&lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_14"&gt;SP&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;; mas seria um chato se ficasse cantando o refrão da música a noite inteira no violão. Uma pessoa pode adorar culinária e ser extremamente agradável ao falar dos pratos exóticos que &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_21"&gt;&lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_15"&gt;experimentou&lt;/span&gt;&lt;/span&gt; em &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_22"&gt;&lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_16"&gt;Madri&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;, mas vai ficar bem chato se ficar me falando das propriedades malignas do &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_23"&gt;&lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_17"&gt;hambúrguer&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;. Uma pessoa pode detestar ler e ainda sim ser extremamente agradável dançando, conversando, contando suas experiências com a &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_24"&gt;&lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_18"&gt;power&lt;/span&gt;&lt;/span&gt; &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_25"&gt;&lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_19"&gt;yoga&lt;/span&gt;&lt;/span&gt; ou lembrando de um encontro inesperado com um artista de cinema.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Livro nos dá conhecimento, uma visão mais aberta da vida e nos ensina a escrever melhor. Não nos torna chatos nem nos salva de sê-los. Chato é quem não nos faz rir.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: right;"&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;&lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_26"&gt;&lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_20"&gt;adaptação livre&lt;br /&gt;M. Medeiros&lt;br /&gt;RiNATu&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/30046295-8777628444387132873?l=ninhoemchamas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/30046295/posts/default/8777628444387132873'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/30046295/posts/default/8777628444387132873'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ninhoemchamas.blogspot.com/2010/02/mas-ele-nao-e-chato.html' title='Mas ele não é chato'/><author><name>Renato buh Vicentt</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14248117644762725584</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='23' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_msRCkgpUaMA/S23rAUzmKNI/AAAAAAAAAWs/33V6NjiHGWc/S220/OgAAADco82nA7b0Jv-Qroq6_YEmBVIp_Amt0v4XStXFG5h0Y3cQxfMSYonfvJjO9FlAPUMhKLUODuklHxPwD5cQUaXsAm1T1UDekG7t20b7YpF4EwAq8umIoUDlE.jpg'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-30046295.post-8141165495532681365</id><published>2010-02-04T20:37:00.009-02:00</published><updated>2010-02-11T21:02:52.989-02:00</updated><title type='text'>Livre/Felicidade</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://4.bp.blogspot.com/_msRCkgpUaMA/S2tP-8bPGxI/AAAAAAAAAWk/D5xL9PChYx0/s1600-h/OL22609843M-M.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0px auto 10px; display: block; text-align: center; cursor: pointer; width: 128px; height: 206px;" src="http://4.bp.blogspot.com/_msRCkgpUaMA/S2tP-8bPGxI/AAAAAAAAAWk/D5xL9PChYx0/s320/OL22609843M-M.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5434525318143482642" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: trebuchet ms;font-family:georgia;" &gt;Terminei agora pouco de ler "Agora Deus vai te pegar lá fora", de Carlos Moraes.&lt;/span&gt;  &lt;span style="font-family: trebuchet ms;font-family:georgia;" &gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Há um trecho em que uma mulher ouve a seguinte pergunta de um major: "&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Por que você não é feliz como todo mundo?&lt;/span&gt;". A que ela responde mais ou menos assim: "&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Como o senhor ousa dizer que não sou feliz? O que o senhor sabe do que eu digo para o meu marido depois de fazer amor? E do que eu sinto quando ouço Vivaldi ou um noturno?E do que eu rio com meu filho? E por que mundos viajo quando leio Murilo Mendes? A sua felicidade, que eu respeito, não é minha, major&lt;/span&gt;".&lt;/span&gt;  &lt;span style="font-family: trebuchet ms;font-family:georgia;" &gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Que verdade! Temos a pretensão de decretar quem é feliz ou infeliz de acordo com nossa ótica particular, como se felicidade fosse algo que pudesse ser visualizado. Somos apresentados a alguém com olheiras profundas e imediatamente passamos a lamentar suas prováveis noites insones causadas por problemas tortuosos. Ou alguém faz uma queixa infantil da esposa e rapidamente decretamos que é um fracassado no amor, que seu casamento deve ser um inferno, pobre sujeito. Mas que sabemos nós da vida dos outros, catzo?&lt;/span&gt;  &lt;span style="font-family: trebuchet ms;font-family:georgia;" &gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nossos momentos felizes se dão, quase todos, na intimidade, quando ninguém está nos vendo. O barulho da chave da porta, de madrugada, quando chegamos em casa. O vinho, um café com uma amiga com quem acabamos de fazer as pazes. Sentar no cinema, sozinho ou bem acompanhado por alguém querido, para assistir o filme tão esperado. Depois de anos com o coração em marcha lenta, rever um ex-amor e descobrir que ainda é capaz de sentir palpitações. Encontrar razões fundamentais para um recomeço. Os acordos secretos que temos com uma pessoa especial, pais, amigos. A emoção provocada por uma frase de um livro. A felicidade de uma cura. E a infelicidade aceita como parte do jogo - &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;ninguém é tão feliz quanto aquele que lida bem com suas precariedades...&lt;/span&gt;&lt;/span&gt; &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: trebuchet ms;font-family:georgia;" &gt;O que sei eu sobre aquele que parece radiante e aquela outra que parece à beira do suicídio? &lt;/span&gt;  &lt;span style="font-family: trebuchet ms;font-family:georgia;" &gt;Eles podem parecer o que for e eu seguirei sem saber de nada, sem saber de onde eles extraem prazer e dor, como administram seus azedumes e seus êxtases, e muito menos por quanto anda a cotação de felicidade em suas vidas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family: trebuchet ms;font-family:georgia;" &gt;Costumamos julgar roupas, comportamento, caráter - juízes infalíveis que somos da vida alheia- mas é um atrevimento nos outorgarmos o direito de reconhecer, apenas pelas aparências, quem sofre e quem está em paz.&lt;/span&gt; &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: trebuchet ms;font-family:georgia;" &gt;&lt;span style="font-weight: bold; color: rgb(255, 0, 0);"&gt;A sua felicidade não é a minha, e a minha não é a de ninguém! Não se sabe nunca o que emociona intimamente uma pessoa, a que ela recorre para conquistar serenidade, em quais pensamentos se ampara quando quer descansar do mundo, o quanto de energia coloca no que faz e no que ela é capaz de se desfazer para manter-se sã. &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Toda felicidade é construída por emoções secretas.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;  &lt;span style="font-family: trebuchet ms;font-family:georgia;" &gt;Podem até comentar sobre mim, mas me capturar, só se eu permitir.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: right;"&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;RiNATu&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/30046295-8141165495532681365?l=ninhoemchamas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/30046295/posts/default/8141165495532681365'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/30046295/posts/default/8141165495532681365'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ninhoemchamas.blogspot.com/2010/02/livrefelicidade.html' title='Livre/Felicidade'/><author><name>Renato buh Vicentt</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14248117644762725584</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='23' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_msRCkgpUaMA/S23rAUzmKNI/AAAAAAAAAWs/33V6NjiHGWc/S220/OgAAADco82nA7b0Jv-Qroq6_YEmBVIp_Amt0v4XStXFG5h0Y3cQxfMSYonfvJjO9FlAPUMhKLUODuklHxPwD5cQUaXsAm1T1UDekG7t20b7YpF4EwAq8umIoUDlE.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_msRCkgpUaMA/S2tP-8bPGxI/AAAAAAAAAWk/D5xL9PChYx0/s72-c/OL22609843M-M.jpg' height='72' width='72'/></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-30046295.post-8309103329413683306</id><published>2010-01-27T19:54:00.006-02:00</published><updated>2010-01-27T23:49:13.428-02:00</updated><title type='text'>Sentimentos são reações</title><content type='html'>&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;Os sentimentos são uma parte maravilhosa do ser humano, mesmo. À medida que nossas conversas se tornam cada vez mais íntimas, a tendência é nos concentrarmos cada vez mais nos sentimentos positivos que geram essa espécie de... unidade, em vez de nos sentimentos negativos que criam separação e isolamento. A intimidade gera mais confiança do que desconfiança, e aprendi nas ultimas &lt;span class="blsp-spelling-corrected" id="SPELLING_ERROR_0"&gt;experiências&lt;/span&gt; a assimilar, que nós humanos, em geral não precisamos de mecanismos muito eficazes ou aprimorados para criar esse &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_1"&gt;contato&lt;/span&gt; com o "outro" que fará que, seja lá que grau, criemos intimidade. Essa intimidade cria mais dádiva do que obrigação, mais valorização do que raiva.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:Trebuchet MS;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:Trebuchet MS;"&gt;O desafio é sempre como expressar esses sentimentos, que tomam conta da gente, a cada vez que a intimidade que doamos aqui, liga &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_2"&gt;alí&lt;/span&gt;, em algum ponto, em algum lugar.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:Trebuchet MS;"&gt;&lt;br /&gt;É incrível pensar como um mesmo acontecimento pode provocar tamanha variedade de sentimentos em pessoas diferentes. Os sentimentos muitas vezes desempenham um papel importante em nossas opiniões, valores e escolhas e em muitos casos, um papel perigosamente importante. Sentimentos podem ser profundos e reveladores, como no caso da arte, de quem tem o dom de escrever música ou pintar quadros, ou tocar um piano. Mas sentimentos também podem nos impedir de ver determinadas coisas e ser tremendamente limitadores, como no caso de quem com medo não entra num avião ou desenvolvem preconceitos muito duros sobre os outros.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:Trebuchet MS;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:Trebuchet MS;"&gt;O importante é lembrarmos que os sentimentos são uma &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_3"&gt;reação&lt;/span&gt; &lt;span class="blsp-spelling-corrected" id="SPELLING_ERROR_4"&gt;instantânea&lt;/span&gt; a fatos e pessoas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nós todos reagimos de formas diferentes, e meu Deus, como é &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_5"&gt;foda&lt;/span&gt; lidar com isso - mas tenho que entender que essas &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_6"&gt;reações&lt;/span&gt;, que cada um de nós criamos são condicionamentos por &lt;span class="blsp-spelling-corrected" id="SPELLING_ERROR_7"&gt;experiências&lt;/span&gt; anteriores, pelas nossas crenças, as de nossos pais e amigos e pelo medo de mudança que é &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_8"&gt;característico&lt;/span&gt; do homem... Tenho que saber também que os sentimentos são &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_9"&gt;reações&lt;/span&gt;, mas, podemos controlar nossas &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_10"&gt;reações&lt;/span&gt; (?). Não é fácil, mas vou me empenhar para conseguir.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:Trebuchet MS;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:Trebuchet MS;"&gt;Toda viagem que fazemos internamente, rumo ao estranho, exige que entendamos por que as pessoas e nós mesmos, têm - temos determinados sentimentos e por que reagimos a determinadas pessoas e situações da maneira como fazemos. &lt;span class="blsp-spelling-corrected" id="SPELLING_ERROR_11"&gt;Provável&lt;/span&gt; que só vamos descobrir essas razões se procurarmos aceitar os sentimentos de quem a gente gosta sem julgá-los ou criticá-los. Tenho aprendido de diferentes formas, e distintas entre si, a resolver esses conflitos internos que preciso aceitar. Só quando eu conseguir aceitar mais o que me é dado gratuitamente poderei sentir as maravilhas da intimidade.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:Trebuchet MS;"&gt;Geralmente só mostramos nossos reais sentimentos, assumindo e expondo todos quando temos a certeza de que seremos &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_12"&gt;aceitos&lt;/span&gt; como somos. Nós nos dispomos a ficar vulneráveis quando acreditamos que não seremos julgados nem criticados, mas &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_13"&gt;aceitos&lt;/span&gt; e acolhidos de verdade.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:Trebuchet MS;"&gt;Permitir que os seres que amo possam expressar livremente seus sentimentos é um dos maiores presentes que posso lhes dar.&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt; Todos temos sentimentos desordenados ou decorrentes de &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_14"&gt;paranóias&lt;/span&gt;, ilusões, &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_15"&gt;pressuposições&lt;/span&gt; e mal-entendidos. A melhor forma para a psique do homem se libertar de tudo isso parece ser a oportunidade de expressar esses sentimentos em um ambiente acolhedor e livre de todos os julgamentos; isso para pessoas que de fato se importam &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_16"&gt;conosco&lt;/span&gt;.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:Trebuchet MS;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:Trebuchet MS;"&gt;Se você me disser &lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;span style="font-style: italic; color: rgb(255, 0, 0);"&gt;o que&lt;/span&gt;&lt;/span&gt; &lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;em&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color: rgb(255, 0, 0);"&gt;sabe&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;, você até irá me entreter. Mas se disser &lt;span style="color: rgb(255, 0, 0);font-size:130%;" &gt;&lt;span style="font-weight: bold; font-style: italic;"&gt;o que&lt;/span&gt;&lt;/span&gt; &lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;em&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color: rgb(255, 0, 0);"&gt;sente&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;, você despertará minha curiosidade.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="right"&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-family:Trebuchet MS;"&gt;&lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_17"&gt;RiNATu&lt;/span&gt;&lt;/span&gt; &lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/30046295-8309103329413683306?l=ninhoemchamas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/30046295/posts/default/8309103329413683306'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/30046295/posts/default/8309103329413683306'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ninhoemchamas.blogspot.com/2010/01/sentimentos-sao-reacoes.html' title='Sentimentos são reações'/><author><name>Renato buh Vicentt</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14248117644762725584</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='23' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_msRCkgpUaMA/S23rAUzmKNI/AAAAAAAAAWs/33V6NjiHGWc/S220/OgAAADco82nA7b0Jv-Qroq6_YEmBVIp_Amt0v4XStXFG5h0Y3cQxfMSYonfvJjO9FlAPUMhKLUODuklHxPwD5cQUaXsAm1T1UDekG7t20b7YpF4EwAq8umIoUDlE.jpg'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-30046295.post-8596524508645534982</id><published>2010-01-25T13:08:00.005-02:00</published><updated>2010-04-07T12:23:04.488-03:00</updated><title type='text'>Para o que funciona</title><content type='html'>&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;As pessoas mais felizes do mundo são as que parecem que vivem relacionamentos dinâmicos. As pessoas que são mais felizes priorizam seus relacionamentos e com  isso tem uma &lt;span class="blsp-spelling-corrected" id="SPELLING_ERROR_0"&gt;experiência&lt;/span&gt; mais rica de vida.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;A família é muito importante; a amizade é importante. Já frequentei pessoas extremamente bem-educadas, e outras que tiveram pouca educação. Constatei que as pessoas educadas não são mais felizes que as menos educadas.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;Acabei de ler um livro &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_1"&gt;ótimo&lt;/span&gt; de John &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_2"&gt;Wooden&lt;/span&gt; que diz "Por que é &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_3"&gt;tão&lt;/span&gt; difícil para eu entender que os vencedores geralmente são aqueles que treinam mais, durante mais tempo, e consequentemente têm um desempenho melhor?" Isso vale para qualquer área da vida.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;&lt;br /&gt;Nos relacionamentos existem vencedores e perdedores.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;&lt;br /&gt;Não digo que dentro de um relacionamento, seja ele qual for, uma pessoa ganha e a outra perde. É absurdo falar nesses termos. As duas pessoas ganham ou as duas pessoas perdem. É por isso que muitas vezes nos sentimos impotentes nos relacionamentos, é por isso que é tão importante escolher as pessoas certas para dedicar o nosso tempo e energia tão limitados. Quando penso em vencedores e perdedores penso que alguns grupos, casais, famílias perdem, outras ganham.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;A influência que as relações que são positivas está presente em todos os aspectos de nossas vidas. Pessoas que vivem bem com os relacionamentos que cultiva &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_4"&gt;cotidianamente&lt;/span&gt; são mais eficazes e mais eficientes no trabalho, se envolvem mais nas &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_5"&gt;atividades&lt;/span&gt; de rotina  e tendem a ser amigos, pais, colegas, amantes melhores.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;O &lt;span class="blsp-spelling-corrected" id="SPELLING_ERROR_6"&gt;contrario&lt;/span&gt; também é verdadeiro. Quando vivemos mal um relacionamento que nos dedicamos, seja o &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_7"&gt;minímo&lt;/span&gt; de energia que seja, nos concentramos menos nas outras áreas de nossas vidas e consequentemente somos menos eficazes e eficientes. Muitas vezes não encontraremos a intimidade desejada no relacionamento do qual estamos tentando extraí-la. O resultado fica claro, mais conflitos e frustração.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;A qualidade das ligações &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_8"&gt;afetivas&lt;/span&gt; que conectamos dia após dia tem um impacto em todos os outros aspectos da nossa vida. Ninguém deixa uma relação conflituosa em casa quando vai para o trabalho, para a faculdade, para a balada. Se as relações, as nossas ligações, estão passando por dificuldades, é bem provável que esteja &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_9"&gt;afetando&lt;/span&gt; outras áreas de nossa vida.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;Ligações, conexões de qualidade modificam a maneira como nos vemos e vemos o mundo.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;Talvez eu esteja nessa eterna parte do ciclo (vida) em que eu estou no meio do caminho e descobrindo que preciso parar para reabastecer; talvez esteja apenas começando minha viagem; ou tentando decidir se quero iniciar uma outra. Talvez.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;É preciso uma vida inteira para construir &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_10"&gt;ótimos&lt;/span&gt; relacionamentos e aprender a conservá-los. Pelo caminho há vários momentos de êxtase e triunfo, e outros de dificuldade e dor. Sempre é necessário, e irremediável, &lt;span class="blsp-spelling-corrected" id="SPELLING_ERROR_11"&gt;reestabelecer&lt;/span&gt; a conexão com nosso profundo desejo de envolver-se em relações felizes.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;Conectar-se com pessoas de um modo que traga felicidade é uma capacidade que precisa ser desenvolvida, cuidada e praticada. &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;Fazemos a maior parte das tarefas diárias apenas para sobreviver. Os relacionamentos são aquilo que nos incentiva a viver.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;A verdade é que todos nós temos áreas nas nossas vidas que não estão funcionando como gostaríamos. Mesmo assim nossa &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_12"&gt;têndencia&lt;/span&gt; é ignorar essas áreas, na esperança de que elas desapareçam ou mudem. E isso não acontece, precisamos começar o caminho explorando-as, encarando-as e lutando para transformá-las.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;Aquilo que chamamos de paixão, &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_13"&gt;atração&lt;/span&gt;, &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_14"&gt;afeto&lt;/span&gt; pode sempre se contrair ou se expandir. Se contrai quando é &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_15"&gt;negligenciada&lt;/span&gt; e se expande quando é alimentado. Para manter um relacionamento &lt;span class="blsp-spelling-corrected" id="SPELLING_ERROR_16"&gt;dinâmico&lt;/span&gt; é exigência esforço, denúncia e atenção. &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;Expansão infinita é &lt;span class="blsp-spelling-corrected" id="SPELLING_ERROR_17"&gt;possível&lt;/span&gt;, mas nunca em um numero infinito de relacionamentos. Como a gente só possui uma quantidade limitada de tempo e energia, precisamos decidir quais são os relacionamentos mais importantes para dedicar nosso tempo e atenção, que exigem e merecem.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;Alguns relacionamentos não merecem ser preservados. Alguns relacionamentos não merecem mais ser preservados, porque simplesmente algumas pessoas entram na vida da gente  para nos ajudar a crescer em determinada situação, o fato de um dia duas ou mais pessoas terem sido amigas, não garante que elas tenham de ser assim para sempre. Algumas pessoas entram na nossa vida num momento especifico e por um motivo especifico, e isso basta.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;Se um relacionamento, uma conexão não estiver funcionando, você tem alternativas. Viver é escolher. Você pode permanecer com essa conexão e deixá-la morrer com todas as qualidades que ela lhe trouxe, você pode abandoná-la ou transformá-la em uma colaboração; uma colaboração dinâmica.&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;E ponto.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: right;"&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;&lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_18"&gt;M. M.&lt;br /&gt;RiNATu&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/30046295-8596524508645534982?l=ninhoemchamas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/30046295/posts/default/8596524508645534982'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/30046295/posts/default/8596524508645534982'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ninhoemchamas.blogspot.com/2010/01/para-o-que-funciona.html' title='Para o que funciona'/><author><name>Renato buh Vicentt</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14248117644762725584</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='23' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_msRCkgpUaMA/S23rAUzmKNI/AAAAAAAAAWs/33V6NjiHGWc/S220/OgAAADco82nA7b0Jv-Qroq6_YEmBVIp_Amt0v4XStXFG5h0Y3cQxfMSYonfvJjO9FlAPUMhKLUODuklHxPwD5cQUaXsAm1T1UDekG7t20b7YpF4EwAq8umIoUDlE.jpg'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-30046295.post-9086866597896438884</id><published>2010-01-20T01:57:00.003-02:00</published><updated>2010-01-20T13:23:16.485-02:00</updated><title type='text'>Tratado sobre Dor</title><content type='html'>&lt;div align="left"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;Trata-se, tudo que vou escrever, da sua descuidada falta de interesse por quem sou de verdade. Isso sempre tinha sido assim, mas eu só o quis compreender quando já era tarde.&lt;br /&gt;De repente tive que assumir as coisas e os pesos estão exatos, e ri. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;&lt;/span&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;Nesse riso estava todo o desprezo de todo o mundo.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;Aos seus próprios olhos você ainda é gracioso príncipe de uma comedia vulgar, a não sombria figura de um espetáculo trágico. Tudo o que tinha acontecido nada mais era do que um sucesso a coroar uma mente estreita, uma flor para enfeitar o colete, que escondia um coração que o ódio onde apenas o que é estranho pode aquecer, e que a Verdade, a verdadeira Verdade só encontra frio.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;/span&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;Sabe, eu não te via por detrás de uma mascara de lantejoulas que apenas em razão de tua própria perfeição, ferida de dor, curvada de remorsos e humilde com o sofrimento não teria escolhido um disfarce na vida para procurar, à tua sombra, entrada na vida das pessoas. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;&lt;/span&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;As grandes coisas da vida são o que parecem ser, e por essa razão por muito estranho que pareça, são muitas vezes difíceis de decifrar. Mas as pequenas coisas da vida são símbolos.&lt;br /&gt;E aprendi que através deles recebemos mais naturalmente as nossas lições mais amargas. A nossa escolha aparentemente casual de um nome fingido era, e continuará a ser, simbólica. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;&lt;/span&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;Revele-se tal como você é, pelo menos uma vez.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;/span&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;Mas que você fosse lento de compreender, tão falho de qualquer sensibilidade maior, e tão &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;estúpido na apreensão daquilo que é delicado de tocar nas pessoas, que não se invade a casa de quem vive com a mesa posta e com a água fervendo para um chá, você que chega derrubando a louça, foi capaz de derramar a água na pia e queimar as minhas mãos nesse teclado.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;Lancinante desilusão.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;A razão porque o fez, acho que posso pensar... o medo te cegou um dia, a vaidade suturou as suas pálpebras com linhas de ferro. A faculdade, por meio da qual e apenas por meio da qual somos capazes de compreender os outros nas suas relações reais e ideais, foi enfraquecida pelo seu obsessivo egoísmo, e a sua longa falta de uso te tornou indisponível. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;&lt;/span&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;A imaginação tinha colocado barras nas janelas e o nome do guarda é Medo.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;/span&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;Entre você e uma data corre um vasto rio de vida.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;/span&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;O sofrimento, eu sei, é um longo momento na vida da gente. Apenas podemos registrar os seus humores e relatar o seu retorno. Dentro de nós, o tempo não prospera. Regressa. Parece circular à volta de um centro de pensamentos rotativos.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;&lt;/span&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;A paralisante imobilidade de uma vida, dentro da qual todas as coisas são reguladas dentro de um padrão inalterável, de um jeito que comemos e bebemos e caminhamos e rezamos, ou pelo menos nos ajoelhamos para rezar, segundo a maneira inflexível de ferro; essa imóvel qualidade, que faz como que cada dia terrível seja, no seu menor detalhe, igual ao irmão anterior, parece comunicar-se àquelas forças externas e ocultas onde só há mudança incessante.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;Da sementeira e da colheita, dos apanhadores que se curvaram sobre os grãos ou dos que espalham as plantas, das flores que se abriram, do céu profundo, nada sabemos e nada podemos saber para nós há somente uma estação, a estação de dor e crescimento. O próprio Sol e a própria Lua nos parecem ter sido roubados. O dia pode estar azul e dourado, mas a luz que entra na janela é cinza e pálida. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;&lt;/span&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;É sempre crepúsculo na cela, assim como é sempre meia noite no coração de quem se decepciona. E na esfera do pensamento, não menos do que na esfera do tempo, já não há movimento. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;&lt;/span&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;Aquilo que você pessoalmente esqueceu há muito, ou que pode esquecer com facilidade está acontecendo a alguém agora, e estará acontecendo amanha. Lembra-te disso, e poderá compreender porque estou te escrevendo, e escrevendo isso;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;/span&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;Registro e exponho isso porque há aprendizado em dizer que os momentos de desonra e humilhação são diferentes dos dias de fama e grandeza. E ainda você tem que aprender que a felicidade a prosperidade e o sucesso podem ser ásperos de semear e de natureza banal, mas a dor e a coisa mais sensata que foi criada. Não há nenhuma coisa viva no mundo do pensamento ou do movimento a qual a dor não vibre em palpitação formidável, terrível.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;É uma ferida que sangra quando a mão que toca não é uma mão de Verdade e Amor, e que mesmo então, deve sangrar de novo, mesmo que não de dor.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;Onde existe dor, o chão é sangrado. Um dia compreenderá o significado disso. Na verdade &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;não saberá nada da vida enquanto não compreender.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;/span&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;Quando a sabedoria se me mostrou inútil e a Filosofia, estéril, e os provérbios e religiões e as frases de quem tentava me consolar, como pó e cinzas na minha boca, a memória dos gestos de amor e respeito que uns tiveram comigo abriram para mim nascentes de piedade, fizeram o deserto florir como uma rosa, e trouxe-me muitas vezes da amargura das decepções e das frustrações para a luz dos corações feridos, quebrados e grandes de todo o mundo.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;Sei que lutei e que muitas vezes cedi solitário e iludido, na esperança de que uma mera frase, uma só palavra, um eco, ainda que quebrado, da esperança e da minha verdade chegassem junto a você.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;Esses silêncios não tem perdão; não tem paliativos para qualquer um. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;&lt;/span&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;Eu já sabia que você tinha pés de barro.&lt;br /&gt;Já hoje, não é numa escultura de ouro com pés de barro que te guardo encima do armário. Mas do próprio pó do caminho, que debaixo dos cascos, viram lama, que você modelou sua à imagem perfeita na minha memória, para que eu a olhe de um jeito que, seja qual fosse a minha vontade, nessa hora, minha visão de você não seria diferente do desprezo e da desconsideração e falta de apreço. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;&lt;/span&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;E deixando de lado outras razões, a sua insensibilidade, o teu saber mundano, a tua indiferença, a tua cautela, o que quer que queira chama-lhe.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;Podemos as vezes nos esconder na escuridão de nós mesmos e fazer a nossa própria desgraça uma espécie de santuário.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;Sou capaz de ensinar-me coisas piores do que essas.&lt;br /&gt;Por aquilo que fiz e não fiz. O mesmo para você.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;E a conclusão de tudo é o fato de eu ter de te perdoar. Tenho que fazer isso. Não escrevi isso para por desgosto no seu coração, mas para tira-lo do meu. Por mim mesmo tenho que te perdoar. Não podemos manter invariavelmente uma víbora no peito, para nos alimentar, nem acordar de noite para semear espinhos na alma. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;&lt;/span&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;Só uma vida cuja vida é sem mancha pode perdoar pecados.&lt;br /&gt;Compreenderá isso, quer isso seja cedo ou tarde, agora ou jamais, o meu caminho está diante de mim. Tudo poderia te transformar rigorosamente indiferente ou morbidamente triste.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;O que a contradição era para mim no pensamento, tornou-se perversidade na paixão.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;Nada me parece ter mais valor, exceto aquilo que retiramos de dentro de nós. Devo aceitar o fato de ter me envolvido com você dentro de todas as circunstâncias. Devo te aceitar. Devo aceita-lo como um castigo, e, se tenho vergonha de ter sido castigado, então é como se não o tivesse sido.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;span style="font-family:Trebuchet MS;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;span style="font-family:Trebuchet MS;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="right"&gt;&lt;span style="font-family:Trebuchet MS;"&gt;&lt;em&gt;RiNATu&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/30046295-9086866597896438884?l=ninhoemchamas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/30046295/posts/default/9086866597896438884'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/30046295/posts/default/9086866597896438884'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ninhoemchamas.blogspot.com/2010/01/tratado-sobre-dor.html' title='Tratado sobre Dor'/><author><name>Renato buh Vicentt</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14248117644762725584</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='23' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_msRCkgpUaMA/S23rAUzmKNI/AAAAAAAAAWs/33V6NjiHGWc/S220/OgAAADco82nA7b0Jv-Qroq6_YEmBVIp_Amt0v4XStXFG5h0Y3cQxfMSYonfvJjO9FlAPUMhKLUODuklHxPwD5cQUaXsAm1T1UDekG7t20b7YpF4EwAq8umIoUDlE.jpg'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-30046295.post-4558947616119385991</id><published>2010-01-12T20:12:00.003-02:00</published><updated>2010-01-12T20:17:02.583-02:00</updated><title type='text'>Música para fim de noite</title><content type='html'>&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:Verdana;"&gt;&lt;/span&gt;Rachael Yagamata - Elephants&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;If the elephants have past lives&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;Yet all destined to always remember&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;It's no wonder how they scream&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;Like you and I, they must have some temper&lt;br /&gt;And I am dreaming of them on the planes&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;Dirtying up their beds,&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;Watching for some sign of rain to cool their hot heads&lt;br /&gt;And how dare that you send me that card&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;When I am doing all that I can do&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;You are forcing me to remember&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;When all I want is just forget you&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;If the tiger shall protect her young&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;Then tell me how did you sleep by?&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;Oh, my instincts have failed me for once&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;I must have slept the whole night&lt;br /&gt;And I am dreaming of them with their kill,&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;Tearing it all apart&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;Blood dripping from their lips&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;And teeth sinking into heart&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;And how dare that you say you'll call&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;When you know I need some peace of mind&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;If you have to take sides with the animals&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;Won't you do it with one who is kind?&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;If the hawks in the trees need the dead&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;If you're living you don't stand a chance&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;For a time though you share the same bed&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;But there are only two ends to this dance&lt;br /&gt;You can flee with your wounds just in time&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;Or lie there as he feeds,&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;Watching yourself ripped to shreds and laughing as you bleed&lt;br /&gt;So for those have you fallen in love&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;Keep it kind, keep it good, keep it right&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;Throw yourself in the mist of danger&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;But keep an eye open at night...&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="right"&gt;&lt;em&gt;RiNATu&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/30046295-4558947616119385991?l=ninhoemchamas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/30046295/posts/default/4558947616119385991'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/30046295/posts/default/4558947616119385991'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ninhoemchamas.blogspot.com/2010/01/musica-para-fim-de-noite.html' title='Música para fim de noite'/><author><name>Renato buh Vicentt</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14248117644762725584</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='23' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_msRCkgpUaMA/S23rAUzmKNI/AAAAAAAAAWs/33V6NjiHGWc/S220/OgAAADco82nA7b0Jv-Qroq6_YEmBVIp_Amt0v4XStXFG5h0Y3cQxfMSYonfvJjO9FlAPUMhKLUODuklHxPwD5cQUaXsAm1T1UDekG7t20b7YpF4EwAq8umIoUDlE.jpg'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-30046295.post-8047418446725013041</id><published>2009-12-30T19:45:00.003-02:00</published><updated>2009-12-31T13:03:15.493-02:00</updated><title type='text'>Lar, doce Lar.</title><content type='html'>Escrevi muitas coisas, textos enormes. Tentei &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_0"&gt;poesificar&lt;/span&gt;, tentei contextualizar, tentei tornar as coisas sonoras e bonitas. Mas o que quero dizer é bem simples, tão simples ao que tenho a registrar. Neste blog há muitos textos, muitos mesmo. Fora todos os outros que se perderam no caminho. Revendo as conclusões de alguns anos que se passaram, eu percebi, muito &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_1"&gt;sutil&lt;/span&gt; toda uma &lt;span class="blsp-spelling-corrected" id="SPELLING_ERROR_2"&gt;essência&lt;/span&gt; conservada, porem uma maturidade adquirida mais talhada.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E de todos os conceitos adquiridos, de todos os valores aprimorados e de todas as visões diferenciadas, a um Valor tenho que me reportar. À gratidão.&lt;br /&gt;Sou eternamente grato por todos que movidos pela curiosidade, pela esperança, pelo carinho, pela identificação, entram no meu blog, nos meus &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_3"&gt;contatos&lt;/span&gt;, na minha vida de alguma forma. E que desafiando a lógica das ligações, das pontes emocionais que criamos, me &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_4"&gt;afetaram&lt;/span&gt;, me cativaram, me ajudaram a me tornar uma pessoa melhor.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Porque há muita gente só querendo rir. Gente querendo gargalhada enlatada. É triste.&lt;br /&gt;Sou grato por todos os que beijaram meus lábios, que com braços imensos abraçaram meus abraços e que viram minhas lágrimas e por todos que de alguma forma foram a causa de algum desses sofrimentos.&lt;br /&gt;Apesar da nossa natural &lt;span class="blsp-spelling-corrected" id="SPELLING_ERROR_5"&gt;ânsia&lt;/span&gt; de sintetizar o ano de 2009, talvez eu queira mais me reservar no direito de lembrar que a nossa vida diária é a nossa vida inteira. E um ano é a temporada.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Dos encontros que tive nessa estação, trago da maioria traços marcados de amizade e respeito. Conceitos valiosos. Obrigado. Que grandes amizades consagradas! De todos os conflitos, trago um retrato muito &lt;span class="blsp-spelling-corrected" id="SPELLING_ERROR_6"&gt;vivido&lt;/span&gt; de rostos que me &lt;span class="blsp-spelling-corrected" id="SPELLING_ERROR_7"&gt;encantaram&lt;/span&gt; demais. Seria injusto colocar nomes, mas, obrigado. Obrigado por me ler. Obrigado por me ouvir. Obrigado por continuar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O último filme que assisti "Avatar" me comoveu de alguma forma. Me fez pensar. Como tem se dado as minhas ligações? as minhas conexões, como tem se dado?&lt;br /&gt;É necessário criar conexões melhores com as coisas e as pessoas, conexões, ligações, pontes biológicas e emocionais de qualidades, sentidas, melhores.&lt;br /&gt;É necessário ligações para calvagar, para voar, para ser escolhido e para escolher, conexões que nos levem à cura, à ressureições... que me ajudem a ver... &lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;a ver o outro!&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Encontros eternos para os que chegaram. Estou em constante arrumação na casa. Tenho limpado os cantos, trocado as cortinas, tenho desligado mais a TV e deixando o rádio ligado. Tenho deixando a pia limpa e o banheiro tento manter sempre com cheiro agradável. Minha casa é meu corpo e minhas palavras serão a ceia. Quando voltarem, quando chegarem, quando vierem pela primeira vez, espero que todos processos tenham valido a pena afim de que nos sentemos e tenhamos uma tarde de paz.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"ainda que um soco na minha cara me faça menos osso, e mais verdade"&lt;br /&gt;&lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_8"&gt;Hilda&lt;/span&gt; &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_9"&gt;Hist&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="BACKGROUND-COLOR: #ffff00"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="right"&gt;&lt;span style="BACKGROUND-COLOR: #ffff00"&gt;&lt;em&gt;RiNATu&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/30046295-8047418446725013041?l=ninhoemchamas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/30046295/posts/default/8047418446725013041'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/30046295/posts/default/8047418446725013041'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ninhoemchamas.blogspot.com/2009/12/lar-doce-lar.html' title='Lar, doce Lar.'/><author><name>Renato buh Vicentt</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14248117644762725584</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='23' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_msRCkgpUaMA/S23rAUzmKNI/AAAAAAAAAWs/33V6NjiHGWc/S220/OgAAADco82nA7b0Jv-Qroq6_YEmBVIp_Amt0v4XStXFG5h0Y3cQxfMSYonfvJjO9FlAPUMhKLUODuklHxPwD5cQUaXsAm1T1UDekG7t20b7YpF4EwAq8umIoUDlE.jpg'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-30046295.post-2475233630323495867</id><published>2009-12-08T20:08:00.002-02:00</published><updated>2009-12-08T21:08:39.310-02:00</updated><title type='text'>Resoluções</title><content type='html'>&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;- Mas Rê, não se pode agir assim, a amiga me avisou ao telefone. &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;Pessoas não são um doce que vc enjoa, empurra o prato, não quero mais. Tentaria, então, com toda a delicadeza possível, sem decidir propriamente decidi no meio da tarde — uma tarde morna demais, preguiçosa demais para conter esse verbo veemente: decidir. Como ia dizendo, no meio da tarde lenta demais, escolhi que — se viesse alguma sofreguidão na garganta, e veio — eu diria qualquer coisa como olha, tenho medo do normal, boy.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;Só que, como de hábito, na cabeça (como que separada do mundo, movida por interiores taquicardias, adrenalinas, metabolismos) se passava uma coisa, e naquele ponto em que isso cruzava com o de fora, esse lugar onde habitam os outros, começava a região do incompreensível: Lá, onde qualquer delicadeza premeditada poderia me soar as vezes, estúpida, como um seco: não. E soou, em plena mesa posta.Tanto pasmo, depois. Sozinho no meu apartamento, domingo à noite. Todas as coisas quietas e limpas, o perfume adocicado do incenso de ylang ylang que comprei por um real e o bolo de chocolate intocado no refrigerador — até a televisão falar da explosão nuclear subterrânea e chuvas que virão posterior. Então a suspeita bruta: não suportamos aquilo ou aqueles que poderiam nos tornar mais felizes e menos sós. Afirmei quase, depois acendi o a vareta, reformulei, repeti, acrescentei esta interrogação: não suportamos mesmo aquilo ou aqueles que poderiam nos tornar mais felizes e menos sós? &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;Não, não suportamos essa doçura.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;Puro cérebro sem dor perdido nos labirintos daquilo que tinha acabado de acontecer. Dor branca, querendo primeiro compreender, antes de doer, a dor. Culpas remotas de outrem? Doeria mais tarde, quem sabe, de maneira insensata e ilusória como doem as perdas para sempre perdidas, e portanto irremediáveis, transformadas em memórias iguais pequenos paraísos-perdidos. Que talvez, pensava agora, nem tivessem sido tão paradisíacos assim.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;Pq havia o sufocamento daquela espécie de patético simulacro de fantasia matrimonial provisória, a dificuldade de manter um clima feito linha esticada, segura para não arrebentar de súbito, precipitando-me, o equilibrista, num vazio mortal. Cheio de carinho, remexi no doce, sem empurrar o prato. Preferia a fome: só isso. Pelo longo vício da própria fome — e seria um erro, pq saciar minha fome poderia trazer, digamos, mais conforto? — ou de pura preguiça de ter que reformular-me inteiro para enfrentar o que chamam de amor, e de repente não tinha gosto?&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;De onde vem essa iluminação que chamam de amor, e logo depois se contorce, se enleia, se turva toda e ofusca e apaga e acende feito um fio de contato defeituoso, sem nunca voltar àquela primeira iluminação? Espera, vamos conversar, sugeriu ele sem muito empenho. Tarde demais, porta fechada. Sozinho enfim, podia remexer em discos e livros para decidir sem nenhuma preocupação de harmonia-com-o-gosto-alheio que sempre preferira um Morrison a Mariah. Boun Iver a James Blant. A Deus à incredulidade para o amor, talvez uma vodca a um copo de leite: metal drástico. Sou desses caras de barba por fazer que sempre escolherão o risco, o perigo, a insensatez, a insegurança, o precário, a maldição, a noite — a Fome maiúscula. Não a mesa posta e farta, com pratos e panelas a serem lavados na pia cheia de graxa — mas um hambúrguer qualquer para você que (d)escrevo...&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;Mas como, os que organizam bem as palavras são muito cruéis, você me ama pelo que me mata com coca-cola no boteco da esquina, e a vida acontecendo em volta, escrota e nua.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;Não muito confuso, assim confrontado com minha explícita incapacidade de lidar com. A palavra não vem... Podia fazer mil coisas a seguir. Mas dentro de qualquer ação, dentes arreganhados, restaria aquela minha profunda incapacidade de lidar com. Um instante antes de bater outra, colocar uma velha Billie Holiday e sentar no pc velho do quarto para escrever, ainda pensei: gosto tanto de você, boy. Só que quem lê as palavras faladas... são seres muito cruéis, estão sempre matando a vida à procura de histórias. Você me ama pelo que me mata. E se apunhalo é porque é para você, para você que escrevo agora — e vc não vai entender nada.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:Verdana;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="right"&gt;&lt;span style="font-family:Verdana;"&gt;&lt;em&gt;RiNATu&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/30046295-2475233630323495867?l=ninhoemchamas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/30046295/posts/default/2475233630323495867'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/30046295/posts/default/2475233630323495867'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ninhoemchamas.blogspot.com/2009/12/resolucoes.html' title='Resoluções'/><author><name>Renato buh Vicentt</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14248117644762725584</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='23' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_msRCkgpUaMA/S23rAUzmKNI/AAAAAAAAAWs/33V6NjiHGWc/S220/OgAAADco82nA7b0Jv-Qroq6_YEmBVIp_Amt0v4XStXFG5h0Y3cQxfMSYonfvJjO9FlAPUMhKLUODuklHxPwD5cQUaXsAm1T1UDekG7t20b7YpF4EwAq8umIoUDlE.jpg'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-30046295.post-969693340757310867</id><published>2009-11-22T15:37:00.003-02:00</published><updated>2009-11-22T15:45:44.304-02:00</updated><title type='text'>Aperte o cinto</title><content type='html'>&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;Ninguém quer confissões. E nem é... nada demais... Só um pouco.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;Como&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;se eu &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;tomasse um copo de uísque, fumasse um Marlboro vermelho e mandasse uns três tomarem no cu. É mais ou menos isso... Isso aqui. &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;Que não pretendo ser confissão nem lembrança. Nem emocionante, nem inteligente. Nem valerá a página que será impressa.Quantos dias perdi você olhando para mim dentro do seu corpo. Enfiando-me em ti e tu em mim para revogar a dor de sermos dois. &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;E dois sempre tão longe. &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;Quanto de toda essa soma delirante tornou a perda inexorável? &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;Quero pedir desculpas por ser trovador. Quero apagar os versos que aludiam a um Deus como meu desejo projetivo. Quero ser homem, também!&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;Não na sublime ilusão que dura o encontro espumante. E não quero mais o que não posso ter. Assim estamos livres para sermos um. Só isso. Comuns são os casais. Nós não somos nada. O problema é que quero muitas coisas simples. Então pareço exigente. Não posso fazer nada. Então choro, oro, te esporro com mil xingamentos. Você pode se divertir, você pode ter pena de mim. Não queridinho, não irei me matar feito um discípulo cego de uma religião apocalíptica. Vou assumir o meu ódio, vou rir do meu ódio. Vou sobreviver à minha ira. Mesmo sabendo que estou razoavelmente sã e humanamente perdoado quem já fui que disse um dia... Cuspo na cara de quem finge não me ver. E não quero mais me explicar. Entender é trancar-se dentro da palavra. Quem não sabe, quem não sabe, quem não quer saber de nada... gruda a língua ao céu da boca, não escuta e finge que não vê. Entender é um outro nível da ignorância. Não é preciso nenhum livro para quem não precisa ler.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;Vamos...Vamos logo subir essa escada que leva o amor ao último andar. Sobe pelo corpo o tremor do castelo que desmorona. Então vamos. Segura firme no corrimão. Respire fundo. Subir tão alto dá vertigem e olhar para trás deixaria-nos cegos. Os erros são medusas intransigentes. &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;Arrancam as nossas lembranças boas e tatuam os desaforos e mágoas. Por isso marche. Sinta o meu perfume enquanto o tempo sopra esse bafo de mudança. A quadrilha dos desafortunados só começa quando um poeta recita um adeus. No final, devo pedir perdão por tê-lo tocado. Pode partir. Lembre-se ou esqueça-se de mim. Coração quebrado tem cura. A paz de não precisar mais aguardar a perfeição que não existe. Quero somente amortecer os erros e mudar de idéia. &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;Quem sabe o por quê do que?O que você está falando?Nada... Nada...&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;vou começar a fumar um cigarro de mentira, quase nada.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="right"&gt;&lt;em&gt;RiNAtu&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/30046295-969693340757310867?l=ninhoemchamas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/30046295/posts/default/969693340757310867'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/30046295/posts/default/969693340757310867'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ninhoemchamas.blogspot.com/2009/11/aperte-o-cinto.html' title='Aperte o cinto'/><author><name>Renato buh Vicentt</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14248117644762725584</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='23' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_msRCkgpUaMA/S23rAUzmKNI/AAAAAAAAAWs/33V6NjiHGWc/S220/OgAAADco82nA7b0Jv-Qroq6_YEmBVIp_Amt0v4XStXFG5h0Y3cQxfMSYonfvJjO9FlAPUMhKLUODuklHxPwD5cQUaXsAm1T1UDekG7t20b7YpF4EwAq8umIoUDlE.jpg'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-30046295.post-2507000621052450761</id><published>2009-11-19T12:26:00.001-02:00</published><updated>2009-11-19T12:30:21.807-02:00</updated><title type='text'>A/C 2010</title><content type='html'>E&lt;span style="font-family:verdana;"&gt; aí, quais são as novidades? Vai se fazer de misterioso mais uma vez? Ando curioso para saber o que você pretende comigo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não quero parecer ansioso, mas estou contando os dias para a sua chegada. Acho até que vou colocar uma roupa nova para esperar você na entrada; faço questão de que me encontre bonito.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Para começarmos com o pé direito, como você gosta, vou comprar uma garrafa de champanhe; brindaremos à nossa saúde no momento em que cruzarmos os olhos. Feliz - é assim que o quero, Ano Novo, e farei tudo ao meu alcance para que isso seja possível. Se dependesse de mim, sua estadia entre nós seria uma alegria após a outra. Receio, porém, que de mim pouco dependa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Por exemplo, sendo você ano de eleições, haveremos de manter contato com as duas piores coisas que existem no nosso país: os políticos e os horários políticos obrigatórios. É realmente uma pena que você e o Ano Velho não tenham chance de se encontrar, pois ele, que está de saída, poderia lhe contar como ficou marcado para sempre pela corja da corja que aqui ele conheceu - ou há gente pior que a que rouba de hospitais públicos e depois se faz de vítima nos palanques?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pois bem, fora essas e mais uma meia dúzia de prováveis tragédias mundiais, não prevejo outros problemas no decorrer de sua presença. Na verdade, com a quantidade de festejos e comemorações com que o enchem aqui no Brasil, você passa entre nós quase sem ser percebido. Quando começarmos a nos restabelecer das festas da sua chegada, já estaremos no Carnaval. Depois, vem o feriado da Semana Santa, e aí são as férias de julho, e, de repente, você já está arrumando as malas para ir embora.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Falando nisso: gostaria de dizer que eu não tenho expectativas em relação ao que você vai me trazer, mas tenho. Principalmente porque você sabe tudo de que eu preciso e tem espaço suficiente para que várias dessas coisas caiba&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sabe também que eu não sou muito fã de surpresas, então não se esforce demais para me surpreender. Se por acaso me trouxer algumas más notícias, tudo bem, mas tente não ser abrupto. Sei que vários problemas estão fora do seu alcance; portanto, prometo não me aborrecer caso algo não venha como eu esperava.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Traga o que trouxer - fique tranqüilo -, você será recebido com foguetes. Pois sua chegada, sempre tão pontual e garantida, com suas promessas, sempre tão amplas e verdadeiras, renova, em todos nós, a esperança que vai-se embora, um pouco, a cada dia. E, ai, ai, ai, já está chegando a hora. Minhas simpatias,&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Renato Vicentt*&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;P.S.: caso venha com muito dinheiro no bolso, conforme espero, cuidado com os assaltos.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/30046295-2507000621052450761?l=ninhoemchamas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/30046295/posts/default/2507000621052450761'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/30046295/posts/default/2507000621052450761'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ninhoemchamas.blogspot.com/2009/11/ac-2010.html' title='A/C 2010'/><author><name>Renato buh Vicentt</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14248117644762725584</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='23' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_msRCkgpUaMA/S23rAUzmKNI/AAAAAAAAAWs/33V6NjiHGWc/S220/OgAAADco82nA7b0Jv-Qroq6_YEmBVIp_Amt0v4XStXFG5h0Y3cQxfMSYonfvJjO9FlAPUMhKLUODuklHxPwD5cQUaXsAm1T1UDekG7t20b7YpF4EwAq8umIoUDlE.jpg'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-30046295.post-1311945550366911381</id><published>2009-10-28T15:10:00.004-02:00</published><updated>2009-10-28T15:28:53.781-02:00</updated><title type='text'>A/C Pequeno Princípe - B612</title><content type='html'>&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_msRCkgpUaMA/Suh9vqXQvWI/AAAAAAAAAWY/DoLrAecdp8o/s1600-h/IMG0150A.jpg"&gt;&lt;img style="TEXT-ALIGN: center; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 320px; DISPLAY: block; HEIGHT: 240px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5397702411182718306" border="0" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/_msRCkgpUaMA/Suh9vqXQvWI/AAAAAAAAAWY/DoLrAecdp8o/s320/IMG0150A.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;&lt;em&gt;Nossa, há quanto tempo... Como vão as coisas no seu pequeno planeta? Aqui, no meu, andam imensamente estranhas – muito baobá para pouca flor, se é que você entende meus simbolismos...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quem sempre fala de você é aquele menino pequeno e mimado que vivia chorando por sua causa, lembra? Ele me contou da sua amizade com a Raposa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Príncipe, como você é meu amigo de infância, não posso deixar de alertá-lo. Cuidado com a Raposa. Ela parece uma coisa, mas é outra. Faz-se de fofa e é uma cobra, uma chantagista.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quando a conheci, ela disse que não podia conversar comigo, pois não sabia quem eu era. “A gente só conhece bem as coisas que cativou”, ela falou, toda insinuante. Então me apaixonei por ela também... sentia-me cativado por seu discurso e a todos espalhei essa mentira...&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;&lt;em&gt;Respondi que, se nós dois nos cativássemos, ela ficaria triste quando eu fosse embora. Foi quando saquei que ela queria ter um cacho comigo, pois a Raposa pegou no meu cabelo e disse que tudo bem, porque ela olharia os campos de trigo e se lembraria de mim...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Marcamos um encontro para o dia seguinte, às 4. E ela me pediu para chegar às 4 em ponto, dessa forma ela ficaria feliz desde as 3 somente por esperar o momento do nosso encontro. Achei estranho, mas pensei que fosse charme. Não era.&lt;br /&gt;Cheguei 15 minutos atrasado e a Raposa surtou. Falou que nós somos eternamente responsáveis por aquilo que cativamos. E perguntou para mim, olhando diretamente nos meus olhos, se eu tinha consciência de que “perder tempo” com o outro é o que faz essa história importante...&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;&lt;em&gt;god...&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;&lt;em&gt;Percebeu o tom de chantagem? &lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;&lt;em&gt;Ela joga na cara tudo o que faz em nome do outro. &lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;&lt;em&gt;Ela deseja afeto, mas o quer como uma responsabilidade de mão única. Porém, também somos responsáveis quando nos deixamos cativar – relacionamentos são vias de mão dupla.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A Raposa exige a certeza de um compromisso com hora marcada, impondo regras à troca afetiva. As regras dela, claro, já que ela quer todo o afeto a favor de seu bem-estar. Chega a ponto de dizer que será feliz porque você virá. Como se a felicidade fosse algo condicionado ao outro, à espera do outro, ao encontro com o outro...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Veja que coisa infantil. São as crianças que precisam de horários certinhos e de associar suas emoções às pessoas com quem se relacionam. Sentindo prazer ou desprazer diante da ausência ou presença da mãe ou do pai ou de quem quer que seja. Na criança, ainda não há um universo interior, entendeu? &lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;&lt;em&gt;&lt;/em&gt;&lt;/span&gt; &lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;&lt;em&gt;Quando nós crescemos, temos de conseguir ver o mundo através das próprias perspectivas. Enxergar a beleza de um trigal sem nos lembrar de ninguém.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;&lt;em&gt;Sabe Pequeno... aprendi muitas coisas com você, e começo a entender outras tantas também... não fostes cruel ao partir deixando essa rapoza por aqui... entendo porque partistes sem dó, indo de encontro ao que era sua missão.&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;&lt;em&gt;&lt;/em&gt;&lt;/span&gt; &lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;&lt;em&gt;Há vezes que nos apaixonamos e... seguimos enfrente.&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;A Raposa, como uma criança assustada, a mesma que eu era, quer que aqueles que a amam estejam com ela na hora em que ela deseja. Achando que eles são “responsáveis” pela felicidade dela... Ou seja, o outro lhe deve algo por tê-la cativado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Desde esse dia, não falo mais com ela. E aconselho você a fazer o mesmo, pequeno princípe. Ela não é flor que se cheire.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Saudades distantes,&lt;/span&gt; &lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;em&gt;&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="right"&gt;&lt;em&gt;RiNATu&lt;/em&gt; &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/30046295-1311945550366911381?l=ninhoemchamas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/30046295/posts/default/1311945550366911381'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/30046295/posts/default/1311945550366911381'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ninhoemchamas.blogspot.com/2009/10/ac-pequeno-principe-b612.html' title='A/C Pequeno Princípe - B612'/><author><name>Renato buh Vicentt</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14248117644762725584</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='23' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_msRCkgpUaMA/S23rAUzmKNI/AAAAAAAAAWs/33V6NjiHGWc/S220/OgAAADco82nA7b0Jv-Qroq6_YEmBVIp_Amt0v4XStXFG5h0Y3cQxfMSYonfvJjO9FlAPUMhKLUODuklHxPwD5cQUaXsAm1T1UDekG7t20b7YpF4EwAq8umIoUDlE.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_msRCkgpUaMA/Suh9vqXQvWI/AAAAAAAAAWY/DoLrAecdp8o/s72-c/IMG0150A.jpg' height='72' width='72'/></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-30046295.post-7111037794125642025</id><published>2009-10-20T20:10:00.001-02:00</published><updated>2009-10-20T20:17:29.685-02:00</updated><title type='text'>Você não</title><content type='html'>Não. Uhm... não. Eu disse não. Você não, já disse. Faça o favor mudar de endereço e seguir em frente e ir pra outro site.&lt;br /&gt;Estou esperando. Não adianta ficar aí quietinho, que eu sei que você continua lendo. Por gentileza, não insista.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ih, já vi que você é teimoso. Mas eu também sou e gostaria que você não lesse esta carta. Queira parar, então.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Olha, você está prejudicando todas as outras pessoas do mundo com esse seu comportamento infantil. Eu tenho um assunto importante para tratar com elas e não vou escrever mais nada enquanto você estiver lendo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Falando sério, não vou.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Você está a fim de me irritar, não é? Mas não vai conseguir.&lt;br /&gt;Escuta aqui: vai parar de ler ou não vai?!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Gente, nunca vi uma pessoa tão cabeça-dura. Só que não vai adiantar. Eu peço mais uma vez que você passe para a próxima página. Eu não estou brincando. Não quero que você leia nem mais uma linha.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Qual o seu problema, hein? Quer parar com isso? Olha, estou te pedindo gentilmente. Chega, tá? Chega. Tudo bem, se você ler a próxima linha, juro que vou ficar repetindo a mesma letra até você desistir.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu avisei.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;xxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxx&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nossa, você não desiste mesmo, hein? Muda logo de página, tem um monte de coisas interessantes no resto da revista. Tá, se é assim que você quer, eu não vou escrever mais uma palavra enquanto você estiver aí.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;...&lt;br /&gt;Por que você é assim, hein? Custa fazer o que eu estou te pedindo? Última chance: ou pára de ler ou vai ter.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Só para a sua informação: o nosso Código Penal, em seu artigo 151, considera crime de violação de correspondência "devassar indevidamente o conteúdo de uma carta dirigida a outrem". E a pena é detenção de um a seis meses. Tem certeza de que vai continuar lendo? Lembre-se que as suas digitais estão impressas neste mouse.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Já chega, vou ligar para o meu advogado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ok, vamos chegar a um acordo: você lê só mais uma linha e depois pára, tá?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Num ninho de mafagafos, havia cinco mafagafinhos. Pronto, agora pára. Pára!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É guerra, é? Então, se você ler mais uma linhazinha, eu vou espalhar para todo mundo uma coisa altamente comprometedora que eu sei sobre você. Altamente comprometedora.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tudo bem, foi você que pediu. Lá vai:...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tá, eu estava blefando, não farei nisso no meu blog. Mas posso espalhar entre meus amigos. Conto todos os seus podres. A menos que você pare de ler imediatamente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu disse imediatamente. Tsk-tsk-tsk. É lamentável essa sua atitude. La-men-tá-vel.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ah, quer saber? Quer continuar a ler, continua.&lt;br /&gt;Essa porcaria de post já está terminando mesmo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="right"&gt;&lt;em&gt;&lt;/em&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="right"&gt;&lt;em&gt;&lt;/em&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="right"&gt;&lt;em&gt;&lt;/em&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="right"&gt;&lt;em&gt;&lt;/em&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="right"&gt;&lt;em&gt;&lt;/em&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="right"&gt;&lt;em&gt;RiNATu&lt;br /&gt;&lt;/em&gt;PS: Não acredito - você ainda está aí?&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/30046295-7111037794125642025?l=ninhoemchamas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/30046295/posts/default/7111037794125642025'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/30046295/posts/default/7111037794125642025'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ninhoemchamas.blogspot.com/2009/10/voce-nao-ja-disse.html' title='Você não'/><author><name>Renato buh Vicentt</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14248117644762725584</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='23' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_msRCkgpUaMA/S23rAUzmKNI/AAAAAAAAAWs/33V6NjiHGWc/S220/OgAAADco82nA7b0Jv-Qroq6_YEmBVIp_Amt0v4XStXFG5h0Y3cQxfMSYonfvJjO9FlAPUMhKLUODuklHxPwD5cQUaXsAm1T1UDekG7t20b7YpF4EwAq8umIoUDlE.jpg'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-30046295.post-7339764985209832229</id><published>2009-10-16T11:24:00.003-03:00</published><updated>2009-10-16T11:34:57.083-03:00</updated><title type='text'>Meio Démodé</title><content type='html'>&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;Renato Russo citou certa vez com uma sabedoria ímpar: "Digam o que disserem, o mal do século é a solidão". Pretensiosamente digo que assino embaixo sem dúvida alguma. Parei pra notar, os sinais estão batendo em nossa cara todos os dias. Baladas recheadas de garotos lindos, com roupas cada vez mais apertadas e transparentes, danças e poses em closes urológicos, chegam sozinhos. E saem sozinhos. Empresários, advogados, engenheiros que estudaram, trabalharam, alcançaram sucesso profissional e, sozinhos.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;Tem mulher contratando homem para dançar com elas em bailes, os novíssimos "personal dance", incrível. E não é só sexo não, se fosse, era resolvido fácil, alguém duvida? Estamos é com carência de passear de mãos dadas, dar e receber carinho sem necessariamente ter que depois mostrar performances dignas de um atleta olímpico, fazer um jantar pra quem você gosta e depois saber que vão "apenas" dormir abraçados, sabe, essas coisas simples que perdemos nessa marcha de uma evolução cega.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;Pode fazer tudo, desde que não interrompa a carreira, a produção. Tornamos-nos máquinas e agora estamos desesperados por não saber como voltar a "sentir", só isso, algo tão simples que a cada dia fica tão distante de nós.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;Quem duvida do que estou dizendo, dá uma no Orkut, o número que comunidades como: "Quero um amor pra vida toda!", "Eu sou pra casar!" até a desesperançada "Nasci pra ser sozinho!".&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;Unindo milhares, ou melhor, milhões de solitários em meio a uma multidão de rostos cada vez mais estranhos, plásticos, quase etéreos e inacessíveis.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;Vivemos cada vez mais tempo, retardamos o envelhecimento e estamos a cada dia mais belos e mais sozinhos. Sei que estou parecendo o solteirão infeliz, mas pelo contrário, pra chegar a escrever essas bobagens (mais que verdadeiras) é preciso encarar os fantasmas de frente e aceitar essa verdade de cara limpa. Todo mundo quer ter alguém ao seu lado, mas hoje em dia é feio, démodé, brega.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;Alô gente! Felicidade, amor, todas essas emoções nos fazem parecer ridículos, abobalhados, e daí? Seja ridículo, não seja frustrado, "pague mico", saia gritando e falando bobagens, você vai descobrir mais cedo ou mais tarde que o tempo pra ser feliz é curto, e cada instante que vai embora não volta.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;Mais (estou muito brega!), aquela pessoa que passou hoje por você na rua, talvez nunca mais volte a vê-la, quem sabe ali estivesse a oportunidade de um sorriso a dois.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;Quem disse que ser adulto é ser ranzinza? Um ditado tibetano diz que se um problema é grande demais, não pense nele e se ele é pequeno demais, pra quê pensar nele. Dá pra ser um homem de negócios e tomar iogurte com o dedo ou uma advogada de sucesso que adora rir de si mesma por ser estabanada; o que realmente não dá é continuarmos achando que viver é out, que o vento não pode desmanchar o nosso cabelo ou que eu não posso me aventurar a dizer pra alguém: "&lt;em&gt;&lt;span style="color:#cc0000;"&gt;vamos ter bons e maus momentos e uma hora ou outra, um dos dois ou quem sabe os dois, vão querer pular fora, mas se eu não pedir que fique comigo, que fuja comigo para um lugar desconhecido, que sejamos conhecidos um para o outro, tenho certeza de que vou me arrepender pelo resto da vida&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;".&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;Tão simples quanto um Eu quero &amp;amp; Eu também. Sem tantas ressalvas.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;Antes idiota que infeliz!&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="right"&gt;&lt;em&gt;RiNATu&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/30046295-7339764985209832229?l=ninhoemchamas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/30046295/posts/default/7339764985209832229'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/30046295/posts/default/7339764985209832229'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ninhoemchamas.blogspot.com/2009/10/meio-demode.html' title='Meio Démodé'/><author><name>Renato buh Vicentt</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14248117644762725584</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='23' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_msRCkgpUaMA/S23rAUzmKNI/AAAAAAAAAWs/33V6NjiHGWc/S220/OgAAADco82nA7b0Jv-Qroq6_YEmBVIp_Amt0v4XStXFG5h0Y3cQxfMSYonfvJjO9FlAPUMhKLUODuklHxPwD5cQUaXsAm1T1UDekG7t20b7YpF4EwAq8umIoUDlE.jpg'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-30046295.post-7192782014600899472</id><published>2009-10-05T17:58:00.006-03:00</published><updated>2009-10-05T18:42:15.267-03:00</updated><title type='text'>Sua Nudez versus Eu mesmo</title><content type='html'>&lt;span style="font-family:trebuchet ms;color:#ffcc33;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;div&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_msRCkgpUaMA/SspjWHEJpuI/AAAAAAAAAWA/lpfIZrefP-I/s1600-h/OgAAAJkDsBcYPjVsk8Sw_Qo8N6YHbHCRBMn-dEf_6Rx211FtklJ1pOgscI8eLK15hXA1bTSiWcsMpV_HwaPaPHtHub4Am1T1UBrhdHCnJpyyD7jy0G0SFV5MkL5-.jpg"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;color:#ffcc33;"&gt;&lt;img style="MARGIN: 0px 0px 10px 10px; WIDTH: 320px; FLOAT: right; HEIGHT: 240px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5389229135606949602" border="0" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/_msRCkgpUaMA/SspjWHEJpuI/AAAAAAAAAWA/lpfIZrefP-I/s320/OgAAAJkDsBcYPjVsk8Sw_Qo8N6YHbHCRBMn-dEf_6Rx211FtklJ1pOgscI8eLK15hXA1bTSiWcsMpV_HwaPaPHtHub4Am1T1UBrhdHCnJpyyD7jy0G0SFV5MkL5-.jpg" /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;color:#ffcc33;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;div&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;color:#ffcc33;"&gt;Tenho grandes amigas. Mais amigas do que amigos.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;color:#ffcc33;"&gt;Acho que por pertencer a uma família sobretudo matriarcal, me aproximei demais do genero feminino das coisas, a sensibilidade, a ironia, a inconstância. Então, desde muito cedo aproximei-me das meninas, afim de desnudarmos, juntos, cada qual sob sua perspectiva, um mundo de sensações e mistérios.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;color:#ffcc33;"&gt;Gosto de Clarice, gosto de Edith Piaf, gosto de Kate Winslet.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;color:#ffcc33;"&gt;Amo algumas.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;color:#ffcc33;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_msRCkgpUaMA/SspjWeb--kI/AAAAAAAAAWI/8gB1S-ZSDTs/s1600-h/OgAAANCvZ6DUo9sARFh8B1G8pQjEbh-4MgW9SKd-bEGupLFtM56JZHcoTgLC4om63TbG0SGBwy4Osh6GeYQDRhINqAcAm1T1UILkZ_2D2ugOQLfPJiAToG5bDgmb.jpg"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;color:#ffcc33;"&gt;&lt;img style="MARGIN: 0px 0px 10px 10px; WIDTH: 320px; FLOAT: right; HEIGHT: 240px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5389229141880928834" border="0" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/_msRCkgpUaMA/SspjWeb--kI/AAAAAAAAAWI/8gB1S-ZSDTs/s320/OgAAANCvZ6DUo9sARFh8B1G8pQjEbh-4MgW9SKd-bEGupLFtM56JZHcoTgLC4om63TbG0SGBwy4Osh6GeYQDRhINqAcAm1T1UILkZ_2D2ugOQLfPJiAToG5bDgmb.jpg" /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;color:#ffcc33;"&gt;Mulheres como minha mãe, magras com Ana, poéticas como Renata, intensas como Marli e mulheres NUAS... como Ligia. Muitas outras também, despertaram minha fúria, mágoa e dúvida. Minha vó, minha professora do segundo ano primário, minha irmã. Mulheres odiaveis pelo que me ensinaram: a ofensiva de uma mulher num desfiladeiro.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;color:#ffcc33;"&gt;Após a invenção do photoshop, até a mais insignificante das criaturas vira uma deusa ou um deus, basta uns retoquezinhos, aqui e ali. De férias, tenho dedicado meu tempo a futilidades como assistir tv. Nunca vi tanta mulher nua.&lt;br /&gt;Os sites da internet renovam semanalmente seu estoque de gatas vertiginosas.&lt;br /&gt;O que não falta é candidata para tirar a roupa. Dá uma grana boa.&lt;br /&gt;E o namorado apóia, o pai fica orgulhoso, a mãe acha um acontecimento, as amigas invejam, então... pudor e inteligencia, pra quê?&lt;br /&gt;Não sei se os homens heteros estão radiantes com esta multiplicação de peitos e bundas. Infelizes não devem estar, mas duvido que algo que se tornou tão banal ainda enfeitice os que têm mais de 14 anos.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;color:#ffcc33;"&gt;Talvez a verdadeira excitação esteja, hoje, em ver uma mulher se despir de verdade... Emocionalmente.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;color:#ffcc33;"&gt;Nudez pode ter um significado diferente e muito mais intenso.&lt;br /&gt;É assistir a uma mulher desabotoar suas fantasias, suas dores, sua história.&lt;br /&gt;É erótico uma mulher que sorri, que chora, que vacila, que fica linda sendo sincera, que fica uma delícia sendo divertida, que deixa qualquer um maluco sendo inteligente.&lt;br /&gt;Uma mulher que diz o que pensa, o que sente e o que pretende, sem meias-verdades, sem esconder seus pequenos defeitos.&lt;br /&gt;Aliás, deveríamos nos orgulhar de nossas falhas, é o que nos torna humanos, e não bonecas de porcelana.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;color:#ffcc33;"&gt;Aprendi com muitas mullheres ,mas à uma, em especial, devo meu SENSO DE REVERENCIA E GRATIDÃO. Ligia, mais do que uma musica bem cantada, merece da minha parte estrofes de gratidão. Gratidão pelas buscas respondidas, pelas dúvidas atribuidas e pelos multiplos gestos RECOMPENSADOS, de alguma forma... recompensados.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;color:#ffcc33;"&gt;Posar nua ainda era uma excentricidade das artistas, lembro que se esperava com ansiedade a revista que traria um ensaio de uma gata da playboy, por exemplo.&lt;br /&gt;Mas agora não há mais charme nem suspense, estamos na era das mulheres coisificadas, que posam nuas porque consideram um degrau na carreira. Até é. Na maioria das vezes, rumo à decadência. Escadas servem para descer também.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;color:#ffcc33;"&gt;Não é fácil tirar a roupa e ficar pendurada numa banca de jornal, mas, difícil por difícil, também é complicado abrir mão de pudores verbais, expor nossos segredos e insanidades, revelar nosso interior.&lt;br /&gt;Mas é o que devemos continuar fazendo.&lt;br /&gt;Despir nossa alma e mostrar pra valer quem somos, o que trazemos por dentro. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;color:#ffcc33;"&gt;Não conheço strip-tease mais sedutor, sobretudo, mostrado e comprovado por um exemplo claro que trago na vida, desenhado por todas contradições natas, verdades poesificadas, preconceitos hereditários, pelo peso que o nome "Ligia" me traz.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;color:#ffcc33;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;color:#ffcc33;"&gt;Porque o tipo de nudez que falo é que há uma mulher que pode ir embora e nunca mais ser a mesma. Pode voltar e nada ser como antes. Nua de um jeito que pode até ficar, pra que nada mude, mas aí é você que não vai se conformar com isso. Mulher que pode sofrer por perder alguém. Lembra com carinho ou orgulho de algum momento importante na vida: formatura, nascimento de sobrinha, aprovação no vestibular ou a festa mais linda que já tenha ido, mas o que vai te fazer falta mesmo, o que vai doer bem fundo, é a saudade dos momentos simples:&lt;br /&gt;Da mãe te chamando pra acordar, do seu pai te levando pela mão, dos desenhos animados com sua irmã talvez... Do caminho pra casa com os amigos e a diversão natural dos melhores.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;color:#ffcc33;"&gt;Há de se aprender que na nudez de uma mulher como Ligia, há momentos de nostalgia, imensos, inconfessáveis, do cheiro que sentia naquele abraço, da hora certinha em que ele sempre aparecia pra te ver, e como ele te olhava com aquela cara de coitado pra te derreter. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;color:#ffcc33;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;color:#ffcc33;"&gt;Há de assumir-se nua diante da vida de qualquer forma, não esqueça das seguintes verdades:&lt;br /&gt;Não faça nada que não te deixe em paz consigo mesma; Cuidado com o quem anda desabafando; Conte até três (tá certo, se precisar, conte mais); Antes só do que muito acompanhado;&lt;br /&gt;Esperar não significa inércia, muito menos desinteresse; Renunciar não quer dizer que não ame; Abrir mão não quer dizer que não queira; Barulho não significa discurso, movimento nem sempre significa ação! O tempo ensina, mas não cura...&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_msRCkgpUaMA/SspjWx9IGKI/AAAAAAAAAWQ/zbHZYaFaWlY/s1600-h/OgAAAGYxSE7fDQL5yq-XGrPWf5g6xGw7QuXR1o58VH_9hBNkdlrVBY0vBProm77wfQaXtLwwgquUgWOIlCnWp-6iBBkAm1T1UND8vF2Z7xKkWqIidKNkMzQlKVxy.jpg"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;color:#ffcc33;"&gt;&lt;img style="MARGIN: 0px 0px 10px 10px; WIDTH: 320px; FLOAT: right; HEIGHT: 240px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5389229147120212130" border="0" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/_msRCkgpUaMA/SspjWx9IGKI/AAAAAAAAAWQ/zbHZYaFaWlY/s320/OgAAAGYxSE7fDQL5yq-XGrPWf5g6xGw7QuXR1o58VH_9hBNkdlrVBY0vBProm77wfQaXtLwwgquUgWOIlCnWp-6iBBkAm1T1UND8vF2Z7xKkWqIidKNkMzQlKVxy.jpg" /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;color:#ffcc33;"&gt;A esta, nudez e mulher, dedico, minha gratidão, a qual, 28, 29 ou 30 anos, nada justificariam, se não fosse pela história de vida, compartilhada.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;color:#ffcc33;"&gt;RECOMPENSADA.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;color:#ffcc33;"&gt;Muito Obrigado,&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;color:#ffcc33;"&gt;te amo.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="right"&gt;&lt;em&gt;RiNATu&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/30046295-7192782014600899472?l=ninhoemchamas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/30046295/posts/default/7192782014600899472'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/30046295/posts/default/7192782014600899472'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ninhoemchamas.blogspot.com/2009/10/sua-nudez-versus-eu-mesmo.html' title='Sua Nudez versus Eu mesmo'/><author><name>Renato buh Vicentt</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14248117644762725584</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='23' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_msRCkgpUaMA/S23rAUzmKNI/AAAAAAAAAWs/33V6NjiHGWc/S220/OgAAADco82nA7b0Jv-Qroq6_YEmBVIp_Amt0v4XStXFG5h0Y3cQxfMSYonfvJjO9FlAPUMhKLUODuklHxPwD5cQUaXsAm1T1UDekG7t20b7YpF4EwAq8umIoUDlE.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_msRCkgpUaMA/SspjWHEJpuI/AAAAAAAAAWA/lpfIZrefP-I/s72-c/OgAAAJkDsBcYPjVsk8Sw_Qo8N6YHbHCRBMn-dEf_6Rx211FtklJ1pOgscI8eLK15hXA1bTSiWcsMpV_HwaPaPHtHub4Am1T1UBrhdHCnJpyyD7jy0G0SFV5MkL5-.jpg' height='72' width='72'/></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-30046295.post-2405835503277662583</id><published>2009-09-30T21:54:00.003-03:00</published><updated>2009-09-30T22:00:24.355-03:00</updated><title type='text'>Início de férias.</title><content type='html'>&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;&lt;em&gt;"&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;&lt;em&gt;Você não vai encontrar caminho nenhum fora de você, Rê. E você sabe disso. O caminho é in, não off! Você não vai encontrá-lo em Deus nem na maconha, nem mudando fugindo pra Buenos Aires, nem."&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;&lt;em&gt;&lt;br /&gt;&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;&lt;em&gt;Meu nome é Renato buh.&lt;br /&gt;&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Moro no quinto andar, mas nunca encontrei você na escada.&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;&lt;em&gt;Pego metro todos os dias, mas nunca soube do teu esbarrão.&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;&lt;em&gt;Trabalho na loja de esquina, mas não sei se você me viu entre os manequins.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Preciso de alguém, e é tão urgente o que digo. Perdoem excessivas, obscenas carências, pieguices, subjetivismos, mas quero tanto e tanto. Perdoem a bandeira desfraldada, mas é assim que as coisas são-estão dentro-fora de mim: secas. Tão só nesta hora tardia - eu, patético detrito pós-moderno com resquícios de Werther e farrapos de versos de Jim Morrison, Abaporu heavy-metal -, só sei falar dessas ausências que ressecam as palmas das mãos de carícias não dadas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Preciso de alguém que tenha ouvidos para ouvir, porque são tantas histórias a contar. Que tenha boca para, porque são tantas histórias para ouvir, meu amor. E um grande silêncio desnecessário de palavras. Para ficar ao lado, cúmplice, dividindo o astral, o ritmo, a over, a libido, a percepção da terra, do ar, do fogo, da água, nesta saudável vontade insana de viver. Preciso de alguém que eu possa estender a mão devagar sobre a mesa para tocar a mão quente do outro lado e sentir uma resposta como - eu estou aqui, eu te toco também. Sou o bicho humano que habita a concha ao lado da conha que você habita, e da qual te salvo, meu amor, apenas porque te estendo a minha mão. &lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Tenho urgência de ti, meu amor. Para me salvar da lama movediça de mim mesmo. Para me tocar, para me tocar e no toque me salvar. Preciso ter certeza que inventar nosso encontro sempre foi pura intuição, não mera loucura. Ah, imenso amor desconhecido. Para não morrer de sede, preciso de você agora, antes destas palavras todas cairem no abismo dos jornais não lidos ou jogados sem piedade no lixo. Do sonho, do engano, da possível treva e também da luz, do jogo, do embuste: preciso de você para dizer eu te amo outra e outra vez. Como se fosse possível, como se fosse verdade, como se fosse ontem e amanhã. &lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="right"&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;RiNATu&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/30046295-2405835503277662583?l=ninhoemchamas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/30046295/posts/default/2405835503277662583'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/30046295/posts/default/2405835503277662583'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ninhoemchamas.blogspot.com/2009/10/inicio-de-ferias.html' title='Início de férias.'/><author><name>Renato buh Vicentt</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14248117644762725584</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='23' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_msRCkgpUaMA/S23rAUzmKNI/AAAAAAAAAWs/33V6NjiHGWc/S220/OgAAADco82nA7b0Jv-Qroq6_YEmBVIp_Amt0v4XStXFG5h0Y3cQxfMSYonfvJjO9FlAPUMhKLUODuklHxPwD5cQUaXsAm1T1UDekG7t20b7YpF4EwAq8umIoUDlE.jpg'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-30046295.post-5480499455561813904</id><published>2009-09-29T19:07:00.003-03:00</published><updated>2009-09-29T19:11:20.741-03:00</updated><title type='text'>Mutação Amarela</title><content type='html'>&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;Um amigo meu vive dizendo que odeia amarelo, que prefere tomar cianureto a usar uma roupa amarela. Quem a conhece já a ouviu dizer isso mil vezes, inclusive seu namorado. Pois uns dias atrás ele me contou que esse seu namorado chegou em sua casa e, mesmo os dois estando a uma semana sem se ver, brigaram nos primeiros cinco minutos de conversa e ele foi embora. "Mas o que aconteceu?" perguntei. "Eu sei lá", me respondeu ele. "Estávamos morrendo de saudades um do outro, mas começamos a discutir por causa de uma bobagem". Eu: "Que bobagem?". Então ele me disse: "Você não vai acreditar, mas ele ficou desconcertado por eu estar usando uma camiseta amarela".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ora, ora. Era a oportunidade para eu utilizar meus dons de psicólogo de fundo de quintal. Perguntei: "Quer saber o que eu acho?". O irresponsável respondeu: "Quero". Mal sabia ela que eu recém havia assistido a uma palestra sobre as armadilhas da tão prestigiada estabilidade. Arregacei as mangas e mandei ver.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Você está namorando o cara há pouco tempo. Sabemos como funcionam esses primeiros encontros. &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;Cada um vai fornecendo informações para o outro: eu adoro rock, eu tenho alergia a frutos do mar, tenho um irmão com quem não me dou bem, prefiro campo em vez de praia, não gosto de teatro, não como carne vermelha, não gosto que você fume, jamais vou ter uma moto, não uso roupa amarela. A gente então vai guardando cada uma dessas frases num baú imaginário, como se fosse um pequeno tesouro. &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;São os dados secretos de um novo alguém que acaba de entrar em nossa vida. Assim vamos construindo a relação com certa intimidade e segurança, até que um belo dia nosso amor propaga as maravilhas de uma peça de teatro que acabou de assistir, ou sugere 20 dias de férias numa praia deserta, ou usa uma roupa amarela. Pô, como é que dá pra confiar numa criatura dessas?&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;Pois dá. Aliás, é mais confiável uma criatura dessas do que aquela que se algemou em meia dúzia de "verdades" inabaláveis, que não muda jamais de opinião, que registrou em cartório sua lista de aversões. Vale para essas bobagens de roupa amarela e praia deserta, e vale também para coisas mais sérias, como posicionamentos sobre o amor e o trabalho. Mudanças não significam fragilidade de caráter. &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;É preciso ter uma certa flexibilidade para evoluir e se divertir com a vida. Mas ainda: essa flexibilidade é fundamental para manter nossa integridade, por mais contraditório que pareça. Me vieram agora à mente os altos edifícios que são construídos em cidades propensas a terremotos, que mantêm em sua estrutura um componente que permite que eles se movam durante o abalo. Um edifício que balança! &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;Com que propósito? Justamente para não vir abaixo. Se ele não se flexibilizar, a estrutura pode ruir.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;O fato de transgredirmos nossas próprias regras só demonstra que estamos conscientes de que a cada dia aprendemos um pouco mais, ou desaprendemos um pouco mais, o que também é amadurecer. Não estamos congelados em vida. Podemos mudar de idéia, podemos nos reapresentar ao mundo, podemos nos olhar no espelho de manhã e dizer: bom dia, muito prazer. Ninguém precisa ficar desconcertado diante de alguém que se desconstrói às vezes.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu também não gosto de roupa amarela. Quem abrir meu armário vai encontrar basicamente peças brancas, pretas, cinzas e em algumas tonalidades de verde. No entanto, hoje de manhã saí com uma camisa amarela canário! Pois hoje saí com ela para dar uma volta e retornei para casa sendo a mesmíssima pessoa, apenas um pouco mais alegre por ter me sentido diferente de mim mesmo, o que é vital uma vez ao dia.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:Verdana;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="right"&gt;&lt;span style="font-family:Verdana;"&gt;&lt;em&gt;RiNATu&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/30046295-5480499455561813904?l=ninhoemchamas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/30046295/posts/default/5480499455561813904'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/30046295/posts/default/5480499455561813904'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ninhoemchamas.blogspot.com/2009/09/mutacao-amarela.html' title='Mutação Amarela'/><author><name>Renato buh Vicentt</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14248117644762725584</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='23' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_msRCkgpUaMA/S23rAUzmKNI/AAAAAAAAAWs/33V6NjiHGWc/S220/OgAAADco82nA7b0Jv-Qroq6_YEmBVIp_Amt0v4XStXFG5h0Y3cQxfMSYonfvJjO9FlAPUMhKLUODuklHxPwD5cQUaXsAm1T1UDekG7t20b7YpF4EwAq8umIoUDlE.jpg'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-30046295.post-5881699899041334387</id><published>2009-09-14T21:35:00.006-03:00</published><updated>2010-12-10T01:28:37.236-02:00</updated><title type='text'>À banda de lá (trás)</title><content type='html'>&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_msRCkgpUaMA/Sq7mJfI5WCI/AAAAAAAAAV4/L9fATMJgbaY/s1600-h/cara%2Bde%2Bbunda.jpg"&gt;&lt;img style="text-align: center; margin: 0px auto 10px; width: 320px; display: block; height: 304px;" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5381491655406344226" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/_msRCkgpUaMA/Sq7mJfI5WCI/AAAAAAAAAV4/L9fATMJgbaY/s320/cara%2Bde%2Bbunda.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;Agora você já passou das medidas. Só não boto você para fora, agora, porque é a sua cara dar escândalo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Estou cheio de você atrás de mim o tempo todo. Fica se fazendo de fofa, enquanto, pelas minhas costas, chama a atenção de todo mundo para meus defeitos... qual é a tua cara, aliás, bunda?&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;Você está redondamente enganada se pensa que eu vou me rebaixar ao seu nível – o que vem de baixo não me atinge. Mas faço questão de desancar essa sua pose empinada.&lt;br /&gt;Por que nunca encara as coisas de frente?&lt;br /&gt;Fica parecendo que tem algo a esconder. Por acaso, faz alguma coisa que ninguém pode saber?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Você é, e sempre foi, um peso na minha existência – cada papel que me fez passar... Diz-se sensível e profunda, mas está sempre voltada para aquilo que já aconteceu. Tenho vergonha de apresentar você às pessoas, sabia?&lt;br /&gt;Por que você nunca encara as coisas de frente, bunda? Fica parecendo que, no fundo, tem algo a esconder. Por acaso, faz alguma coisa que ninguém pode saber? O que há por trás de todo esse silêncio?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Você diz que está dividida e que eu preciso ver os dois lados da questão. Ora, seja mais firme, deixe de balançar nas suas posições.&lt;br /&gt;Longe de mim querer me meter na sua vida privada, mas a impressão que dá é que você não se enxerga. Porque está longe de ter nascido virada para a lua e costuma se comportar como se fosse o centro das atenções.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Bunda, você mora de fundos, num lugar abafado. Nunca sai para dar uma volta, nunca toma um sol, nunca respira um ar puro. Vive enfurnada, sem o mínimo contato com a natureza. O máximo que se permite é deixar o caimento da cueca por fora da calça, mísero cofrinho.&lt;br /&gt;Não é de admirar que esteja sempre por baixo. Tentei levar você para fazer ginástica, querendo deixar você mais para cima, mas fingiu que não escutou.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Saiba que você não é mais aquela, diria até que anda meio caída. E vai ter que rebolar para mexer comigo, de novo, da maneira que mexia.&lt;br /&gt;Lembro do tempo em que eu, desbundado pela magreza juvil, sonhava em ter um pouquinho mais de você. Agora, acho que o que temos já está de bom tamanho. E, pensando bem, é melhor pararmos por aqui antes que um de nós acabe machucados.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;Sei que qualquer coisinha deixa você balançada, então não vou expor suas duas faces em público. Mas fique sabendo que, se você aparecer, constrangendo-me diante de outras pessoas, levarei seu caso ao doutor de prognóstico.&lt;br /&gt;Lamento, isso dói mais em mim do que em você, mas você merece o chute que estou lhe dando. Duplamente decepcionado.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="right"&gt;&lt;em&gt;RiNATu&lt;/em&gt; &lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/30046295-5881699899041334387?l=ninhoemchamas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/30046295/posts/default/5881699899041334387'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/30046295/posts/default/5881699899041334387'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ninhoemchamas.blogspot.com/2009/09/banda-de-la-tras.html' title='À banda de lá (trás)'/><author><name>Renato buh Vicentt</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14248117644762725584</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='23' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_msRCkgpUaMA/S23rAUzmKNI/AAAAAAAAAWs/33V6NjiHGWc/S220/OgAAADco82nA7b0Jv-Qroq6_YEmBVIp_Amt0v4XStXFG5h0Y3cQxfMSYonfvJjO9FlAPUMhKLUODuklHxPwD5cQUaXsAm1T1UDekG7t20b7YpF4EwAq8umIoUDlE.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_msRCkgpUaMA/Sq7mJfI5WCI/AAAAAAAAAV4/L9fATMJgbaY/s72-c/cara%2Bde%2Bbunda.jpg' height='72' width='72'/></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-30046295.post-8668751115360539704</id><published>2009-08-31T20:14:00.008-03:00</published><updated>2009-09-01T16:10:34.169-03:00</updated><title type='text'>Chaves na Floresta</title><content type='html'>&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;Li um livro de &lt;span id="SPELLING_ERROR_0" class="blsp-spelling-corrected"&gt;parábolas&lt;/span&gt; milenares, esses &lt;span id="SPELLING_ERROR_1" class="blsp-spelling-error"&gt;&lt;span id="SPELLING_ERROR_0" class="blsp-spelling-error"&gt;poketbooks&lt;/span&gt;&lt;/span&gt; que se vendem no metro. Duas em especial me incomodaram muito. Quero &lt;span id="SPELLING_ERROR_2" class="blsp-spelling-error"&gt;&lt;span id="SPELLING_ERROR_1" class="blsp-spelling-error"&gt;compartilhar&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Uma conta a história de um homem que se perdeu na floresta, mas não foi bem sucedido. Ao anoitecer, quando estava quase em &lt;span id="SPELLING_ERROR_3" class="blsp-spelling-corrected"&gt;pânico&lt;/span&gt; total, viu ao longe uma luz, parecida com uma lanterna. Ficou muito feliz, certo de que estava salvo. Aproximando-se, disse: " Estava perdido, mas pela graça dos céus, te encontrei!" o homem que segurava a lanterna respondeu "Eu sinto muito... mas também estou perdido! Mas não fique desesperado, você sabe por onde já buscou a &lt;span id="SPELLING_ERROR_4" class="blsp-spelling-corrected"&gt;saída&lt;/span&gt; e eu também. Juntos teremos mais chances de sair daqui."&lt;br /&gt;Enquanto o homem da lanterna falava, o outro percebeu que o mesmo era cego. "Mas você é cego!", "Sim!", respondeu &lt;span id="SPELLING_ERROR_5" class="blsp-spelling-corrected"&gt;rápido&lt;/span&gt;. "Mas... então... por que você precisa de uma lanterna?!", "Ah!... a lanterna não é para que eu veja, mas sim para que os outros me vejam!"&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A outra &lt;span id="SPELLING_ERROR_6" class="blsp-spelling-corrected"&gt;parábola&lt;/span&gt; &lt;span id="SPELLING_ERROR_7" class="blsp-spelling-error"&gt;&lt;span id="SPELLING_ERROR_2" class="blsp-spelling-error"&gt;sufi&lt;/span&gt;,&lt;/span&gt; conta sobre um homem que estava agachado no chão, procurando &lt;span id="SPELLING_ERROR_8" class="blsp-spelling-corrected"&gt;incansavelmente&lt;/span&gt; algo. Um amigo se aproximou e, vendo aquilo, perguntou:&lt;br /&gt;- Perdeu algo?&lt;br /&gt;- Sim... perdi minha chave e não consigo encontrá-la!&lt;br /&gt;Assim seu amigo começou a ajuda-lo a encontrar a chave perdida. Após &lt;span id="SPELLING_ERROR_9" class="blsp-spelling-error"&gt;&lt;span id="SPELLING_ERROR_3" class="blsp-spelling-error"&gt;fuçar&lt;/span&gt;&lt;/span&gt; em todo o &lt;span id="SPELLING_ERROR_10" class="blsp-spelling-corrected"&gt;perímetro&lt;/span&gt;, o amigo perguntou frustrado:&lt;br /&gt;- Tem certeza que perdeu a chave aqui?&lt;br /&gt;- Aqui? Não, não foi aqui não. Foi lá! - disse isso apontando para um lugar bem longe de onde estavam.&lt;br /&gt;Indignado o amigo reclamou:&lt;br /&gt;- Mas você está louco cara? Se você perdeu lá, então o que está fazendo procurando aqui?&lt;br /&gt;- Ah, por aqui está claro, e lá está muito escuro!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Achei incrível como isso fez um sentido absurdo para mim.&lt;br /&gt;Há uma parcela de recurso que também trazem a escuridão - a cegueira. Mas não a minha cegueira conformada, e, sim, de uma cegueira com uma lanterna. Tenho que aprender a utilizar a luz que ao invés de servir para ver, serve à uma luz oculta. &lt;strong&gt;Uma luz que ao invés de querer a claridade do dia busca mais a utilidade de produzir encontros reias, na esperança de encontrar os recursos &lt;span id="SPELLING_ERROR_11" class="blsp-spelling-corrected"&gt;necessários&lt;/span&gt; para que eu saia da minha floresta interna.&lt;/strong&gt; &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;&lt;em&gt;As lanternas dos encontros&lt;/em&gt;. E começo a ver: &lt;span id="SPELLING_ERROR_12" class="blsp-spelling-corrected"&gt;descobrirei&lt;/span&gt; o "outro", as relações com os outros, como recurso fundamental para suportar a floresta que se abre infinita, em caminhos...&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color:#ff0000;"&gt;Talvez seja essa infinidade, que me dê a sensação de estar perdido, as vezes. Na verdade agora vejo que a saída verdadeira, está nas lanternas que servem para eu ver e também para que eu seja &lt;span id="SPELLING_ERROR_13" class="blsp-spelling-corrected"&gt;visto&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;. O que minha lanterna pode iluminar e os encontros que &lt;span id="SPELLING_ERROR_14" class="blsp-spelling-error"&gt;&lt;span id="SPELLING_ERROR_4" class="blsp-spelling-error"&gt;proporcionam&lt;/span&gt;&lt;/span&gt; são até suficientes para me desfazer a impressão de que estou perdido. A saída, não é uma saída:&lt;span style="font-size:130%;"&gt; &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;&lt;span style="font-size:180%;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color:#ff0000;"&gt;mas é um estar-me de forma diferente.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;Toda a &lt;span id="SPELLING_ERROR_15" class="blsp-spelling-error"&gt;&lt;span id="SPELLING_ERROR_5" class="blsp-spelling-error"&gt;inteligencia&lt;/span&gt;&lt;/span&gt; espiritual disso é a capacidade que preciso para &lt;span id="SPELLING_ERROR_16" class="blsp-spelling-error"&gt;&lt;span id="SPELLING_ERROR_6" class="blsp-spelling-error"&gt;re&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;-contextualizar meu desespero e aprender a fazer do escuro um lugar menos inóspito.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não são poucas as vezes que me vejo procurando chaves, em lugares que são claros. Mas as chaves de que busco não estão lá... Por mais que eu as busque, não as encontrarei. Elas estão nos lugares escuros, dos quais, tenho medo de &lt;span id="SPELLING_ERROR_17" class="blsp-spelling-error"&gt;&lt;span id="SPELLING_ERROR_7" class="blsp-spelling-error"&gt;fuçar&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Fico &lt;span id="SPELLING_ERROR_18" class="blsp-spelling-error"&gt;&lt;span id="SPELLING_ERROR_8" class="blsp-spelling-error"&gt;inconformado&lt;/span&gt;&lt;/span&gt; com a crueldade da vida &lt;em&gt;&lt;span style="color:#ff0000;"&gt;ao &lt;span id="SPELLING_ERROR_19" class="blsp-spelling-error"&gt;&lt;span id="SPELLING_ERROR_9" class="blsp-spelling-error"&gt;experimentar&lt;/span&gt;&lt;/span&gt; buscas sinceras e perseverantes que não levam a lugar algum.&lt;/span&gt;&lt;/em&gt; Cobro dos céus as chaves e duvido de que as mesmas se fazem &lt;span id="SPELLING_ERROR_20" class="blsp-spelling-corrected"&gt;disponíveis&lt;/span&gt; nos momentos certos. Muitas vezes, na verdade, posso ter confundido a fé, esperança e o &lt;span id="SPELLING_ERROR_21" class="blsp-spelling-error"&gt;&lt;span id="SPELLING_ERROR_10" class="blsp-spelling-error"&gt;otimismo&lt;/span&gt;&lt;/span&gt; com a capacidade que tenho de procurar com mais afinco... Penso: se não encontrei é porque não me &lt;span id="SPELLING_ERROR_22" class="blsp-spelling-corrected"&gt;esforcei&lt;/span&gt; o suficiente para conseguir. Mas na verdade isso tudo é apenas um recurso para evitar os lugares escuros cheios de chaves...&lt;br /&gt;&lt;span id="SPELLING_ERROR_23" class="blsp-spelling-corrected"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;&lt;span class="blsp-spelling-corrected"&gt;C&lt;/span&gt;&lt;span class="blsp-spelling-corrected"&gt;&lt;span id="SPELLING_ERROR_11" class="blsp-spelling-error"&gt;omecei&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;, agora, a entender que a &lt;span id="SPELLING_ERROR_24" class="blsp-spelling-error"&gt;&lt;span id="SPELLING_ERROR_12" class="blsp-spelling-error"&gt;inteligencia&lt;/span&gt;&lt;/span&gt; espiritual, a Verdadeira, é aquela que me arranca do lugar onde há luz e, com toda a dificuldade a essa atitude, me conduz à escuridão. Encontro com uma Verdade (que fique clara a diferença entre Verdade e certeza) da &lt;span id="SPELLING_ERROR_25" class="blsp-spelling-corrected"&gt;experiência&lt;/span&gt; de encontrar chaves onde eu não gostaria mais de procura-las. São &lt;span id="SPELLING_ERROR_26" class="blsp-spelling-corrected"&gt;experiências&lt;/span&gt; como essas que converti em &lt;span id="SPELLING_ERROR_27" class="blsp-spelling-error"&gt;&lt;span id="SPELLING_ERROR_13" class="blsp-spelling-error"&gt;inteligencia&lt;/span&gt;&lt;/span&gt; espiritual.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;As vezes o excesso de &lt;span id="SPELLING_ERROR_28" class="blsp-spelling-error"&gt;&lt;span id="SPELLING_ERROR_14" class="blsp-spelling-error"&gt;teologias&lt;/span&gt;&lt;/span&gt; e dogmas &lt;span id="SPELLING_ERROR_29" class="blsp-spelling-corrected"&gt;servem&lt;/span&gt; como holofotes para garantir a luz às nossas buscas, são uma das mais &lt;span id="SPELLING_ERROR_30" class="blsp-spelling-corrected"&gt;cruéis&lt;/span&gt; armadilhas. São formas de viver a religião e a vida que &lt;span id="SPELLING_ERROR_31" class="blsp-spelling-error"&gt;&lt;span id="SPELLING_ERROR_15" class="blsp-spelling-error"&gt;emburrecem&lt;/span&gt;&lt;/span&gt; espiritualmente. Tentando exorcizar nossas &lt;span id="SPELLING_ERROR_32" class="blsp-spelling-error"&gt;&lt;span id="SPELLING_ERROR_16" class="blsp-spelling-error"&gt;escuridões&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;. Instauram a era da busca obsessiva por Luz. Mas a vida que é que livre de todos os medos, uma vida que nunca poderei ir de encontro com o mais escuro que há mim: é em si o verdadeiro &lt;span id="SPELLING_ERROR_33" class="blsp-spelling-corrected"&gt;&lt;span id="SPELLING_ERROR_17" class="blsp-spelling-error"&gt;demônio&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;Com o tempo, note, as trevas ganham força. Os lugares claros e cheios de certezas na vida, se tornam cada vez menores. &lt;span id="SPELLING_ERROR_34" class="blsp-spelling-corrected"&gt;Pânico&lt;/span&gt; e fobia espiritual crescem, incomodo e &lt;span id="SPELLING_ERROR_35" class="blsp-spelling-error"&gt;&lt;span id="SPELLING_ERROR_18" class="blsp-spelling-error"&gt;insatisfação&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;. Afogado por chaves que jamais descobriria, ficaria eu preso até que fizesse o movimento de trazer de volta...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quando achamos que a saída é mudar de emprego, parceiro, cidade, amigos, interesses, estamos talvez, buscando um lugar claro para fingirmos para nós mesmos que ele contém chaves?&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;Cada vez que eu esgotar a capacidade de me iludir que um lugar mais claro possa conter as chaves de que preciso, não irei encontrar refugio na ilusão. As chaves dos lugares claros muitas vezes já &lt;span id="SPELLING_ERROR_36" class="blsp-spelling-error"&gt;foram&lt;/span&gt; achadas, há muito tempo. As que realmente buscamos, as que parecem tão &lt;span id="SPELLING_ERROR_37" class="blsp-spelling-error"&gt;&lt;span id="SPELLING_ERROR_19" class="blsp-spelling-error"&gt;dificieis&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;, com certeza, não estão lá...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Enxergar um emprego, um amigo ou uma cidade pela escuridão é enxergar aquilo que, mesmo &lt;span id="SPELLING_ERROR_38" class="blsp-spelling-error"&gt;&lt;span id="SPELLING_ERROR_20" class="blsp-spelling-error"&gt;experimentado&lt;/span&gt;&lt;/span&gt; em mil empregos ou relacionamentos pela claridade, não me fará sai do lugar onde estou preso. E enxergar pela escuridão significa olhá-los pelo lugar que me dão tanto medo. É essa a escuridão que liberta, mais do que a própria claridade, que se constitui &lt;span id="SPELLING_ERROR_39" class="blsp-spelling-corrected"&gt;espiritualidade&lt;/span&gt;...&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;Nesses meus lugares e relações, qualquer que seja, os mesmo lugares, há saídas. &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;Basta vê-los de formas diferentes; enxergar a partir do ângulo que me é obscuro, evitando o vicio fatal de ascender as luzes, sempre. Nas luzes que dissolvem os meus monstros também dissolvem a possibilidade de saídas que me farão falta em outros momentos. Em vez de ascender as luzes, a proposta nova que vejo para mim é aproximar-me da escuridão e perceber quanto, em meio a ela, a noite se desfaz mais bonita. Em busca de um mesmo, que é diferente.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="right"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="right"&gt;&lt;em&gt;&lt;span id="SPELLING_ERROR_21" class="blsp-spelling-error"&gt;RiNATu&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/30046295-8668751115360539704?l=ninhoemchamas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/30046295/posts/default/8668751115360539704'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/30046295/posts/default/8668751115360539704'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ninhoemchamas.blogspot.com/2009/08/chaves-na-floresta.html' title='Chaves na Floresta'/><author><name>Renato buh Vicentt</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14248117644762725584</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='23' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_msRCkgpUaMA/S23rAUzmKNI/AAAAAAAAAWs/33V6NjiHGWc/S220/OgAAADco82nA7b0Jv-Qroq6_YEmBVIp_Amt0v4XStXFG5h0Y3cQxfMSYonfvJjO9FlAPUMhKLUODuklHxPwD5cQUaXsAm1T1UDekG7t20b7YpF4EwAq8umIoUDlE.jpg'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-30046295.post-1978843643004339691</id><published>2009-08-26T20:38:00.004-03:00</published><updated>2009-08-26T21:20:45.197-03:00</updated><title type='text'>A Janela Secreta</title><content type='html'>Tinha secado: esse era talvez o ponto. Não a palavra exata, eu não tenho mais essas pretensões, mas a mais próxima. Não era evidente nem externo ou explícito o que padecia. E padecia? perguntei-me detalhando com as pontas dos dedos, nada que revelasse na umidade da boca ou num contorno de nariz — uma dor? Não era assim. Não tenho traços, não possuo sua memória auditiva olfativa sensitiva: real. Só essas impressões. &lt;span style="color: rgb(255, 0, 0);"&gt;Gostaria de voltar atrás, com sentimentos curtos e claros feito frases&lt;/span&gt; sem orações intercaladas, iluminar aos poucos, uma lanterna, o poço fundo, uma janela? Contatos assim: algo não real encontrando-se com uma ilusão. E não só contatos, emoções, linguagens. Quase analfabeto de mim mesmo, sem vocabulário suficiente para explicar-se sequer a um espelho. Não queria assim, esses turvos. Não queria assim, esses vagos. Sem nenhuma exploração humana. Sem nada que pulsasse mais forte que o frio cuidado com que desordenava-se quando alguma corda do violino rebentava em plena sinfonia e, no meio do palco, impossível deter o acorde, &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Bein &lt;/span&gt;&lt;b style="font-style: italic;"&gt;schlafengehen&lt;/b&gt;&lt;span id=":1bw" class="hP"&gt;&lt;wbr&gt;&lt;/span&gt;, sinfonia. Unicamente imagens assim me ocorriam, das gramáticas, da distancia, dos concertos. Elegantemente, sempre. Um vício que me vinha quem sabe da mania de ouvir música erudita, mesmo enquanto apenas vivia, ausencia. E por mais que afetasse um ar de quem lentamente cruza as pernas em público, puxando com cuidado as calças para que não amarrotassem, saberia sempre de sua própria farsa. Tão consciente-mente falsa que sua inverdade era o que de mais real havia, e isso nem sequer era apenas um jogo de palavras. Eu havia me perdido nisto. Isto. Você.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A grande mentira que você foi, era verdade. Ou: a mentira em você nunca fora fraude, mas essência. Meu segredo mais fundo e mais raso, daí quem sabe a surpresa branca de quando ouvira um quase-amigo dizer-me que "isto" não passava de uma personagem. Prometera-se sentimentos sem intercalados, mas sinto agora uma necessidade de explicar ao ninguém que com ele sempre fora assim: quase-amigos, nada de intimidades reais. Mas voltando atrás no ir adiante: uma surpresa quê. Não, não uma surpresa quê. Uma não-surpresa surpreendida, pois como e porque se fizera visível e dizível naquele momento o que nem sequer alguma vez escondera? Perdia-se, não eram teias. Nem labirintos. JANELAS! - eu sempre as recusei. Fazia questão de esclarecer que sua maneira torcida não se tratava de estilo, mas uma profunda dificuldade de expressão... Por esse lado, quem sabe? As emoções e os pensamentos e as sensações e os planos e as mensagens tudo isso enfim que se contorce no mais de-dentro de uma pessoa — tinham ângulos? Fragmentava-se: era os pedaços como era para mim? Pedia atenção aqui, por favor, mais por gestos, entonações ou simplesmente clima, e regirava: era os retalhos, um por um, ele. Depoimentos escritos que, sei bem sei, não sei como mas que - atribui sentimentos. Isto. Quase parava de aborrecer-se então, como quem troca súbito uma peça para violino e cravo por um atabaque de candomblé. O leve tédio suspenso como poeira. O bocejo era a compreensão mais amarga que conseguia de si mesmo? E posto isso, senti-me sem controle, apagado, transparente, cabia a seguir qualquer atitude desesperada como casar, tentar o suicídio, fazer psicoterapia ou um concurso para o funcionarismo público.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Coisas virtuais. Janelas são isso: vejo o que acontece lá fora, mas não acontece comigo. O que é virtual pode até ser percebido como relação, mas limitada de presença. Isso porque o "outro" se torna controlável. Basta fechar a janela ou não abri-la e o outro, a surpresa e a interatividade, desaparecem. O outro não tem rosto e a nosso bel-prazer pode ser transformado num "isto". Naquele momento descobri que é a porta que me colocava frente a frente com os "outros".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Localizava-me, mais fácil assim, dando nome às coisas. Um entusiasmo tênue como o gosto de uma alface. Isso, estar, ser. Uma vontade de interromper-me aqui, paladar estragado tentando inutilmente dar um nome ao gosto que fugia entre os meus dentes. Em algum quarto, há muito não sabia de línguas no seu corpo, ou tão sabidas tinham se tornado que... Vacilava entre a certeza quase absoluta de estar alcançando qualquer coisa próxima de uma sabedoria inabalável, gelada como um iceberg — melhor assim: uma montanha de compreensão sem dor de todas as coisas. Ver pela janela foi a denuncia da minha covardia de não abrir a porta. Ou, talvez o ponto, nem icebergs — mas janelas sem portas. Inventara com os olhos no ar vazio à minha frente, como se diria num outro tempo, se é que alguma vez se disse, dizia sim, dizia agora, desavergonhado e frio. O seco invisível. Impressentível, sob a casca, caminhando lento, questão de tempo. Tinha dois olhos duros, que eu os imaginava através da tela. Dois olhos grandes de quem vê muito, e não acha nada. Talvez não mais nessas janelas, se um dia o souber, que venha, a porta estará aberta? Mas eu tinha secado, era certamente esse o ponto. Nunca a palavra exata, esclareci de início. Já não tinha mais essas pretensões.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: right;"&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;RiNATu&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/30046295-1978843643004339691?l=ninhoemchamas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/30046295/posts/default/1978843643004339691'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/30046295/posts/default/1978843643004339691'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ninhoemchamas.blogspot.com/2009/08/janela-secreta.html' title='A Janela Secreta'/><author><name>Renato buh Vicentt</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14248117644762725584</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='23' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_msRCkgpUaMA/S23rAUzmKNI/AAAAAAAAAWs/33V6NjiHGWc/S220/OgAAADco82nA7b0Jv-Qroq6_YEmBVIp_Amt0v4XStXFG5h0Y3cQxfMSYonfvJjO9FlAPUMhKLUODuklHxPwD5cQUaXsAm1T1UDekG7t20b7YpF4EwAq8umIoUDlE.jpg'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-30046295.post-7735042782439578659</id><published>2009-08-16T08:42:00.003-03:00</published><updated>2009-08-16T08:53:41.636-03:00</updated><title type='text'>Não há nova mensagem</title><content type='html'>&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;Pior do que a voz que cala, é um silêncio que fala. Simples, rápido, quase prático se não fosse toda a literatura e a voracidade dos dedos que não digitam mais nem da voz que não se pronuncia. E quanta força. Imediatamente me veio à cabeça situações em que o silêncio me disse verdades terríveis, pois você sabe, o silêncio não é dado a amenidades.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;Um telefone mudo. Uma mensagem que não chega. Uma conversa desconexa na janela do msn. Um encontro onde nenhum dos dois abre a boca. Silêncios que falam sobre desinteresse, esquecimento, recusas. Quantas coisas são ditas na quietude, depois de uma discussão. O perdão não vem, nem um beijo, nem uma gargalhada para acabar com o clima de tensão. Só ele permanece imutável, o silêncio, a ante-sala do fim.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;É mil vezes preferível uma voz que diga coisas que a gente não quer ouvir, pois ao menos as palavras que são ditas indicam uma tentativa de entendimento. Cordas vocais ou dedos sobre o teclado em funcionamento articulam argumentos, expõem suas queixas, jogam limpo. Já o silêncio arquiteta planos que não são compartilhados.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;Quando nada é dito, nada fica combinado.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;Quantas vezes, numa discussão histérica, ouvimos um dos dois gritar:"Diz alguma coisa, mas não fica aí parado me olhando!"É o silêncio de um, mandando más notícias para o desespero do outro. &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;É claro que há muitas situações em que o silêncio é bem-vindo. Para um cara que trabalha com uma britadeira na rua, o silêncio é um bálsamo. Para a professora de uma creche, o silêncio é um presente. Para os seguranças de um show de heavy metal, o silêncio é um sonho.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;Mesmo no amor, quando a relação é sólida e madura, o silêncio a dois não incomoda, pois é o silêncio da paz.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;O único silêncio que perturba, é aquele que fala. E fala alto. &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;É quando ninguém bate à nossa porta, é quando as janelas se fecham e se abertas: estão sem paisagem. É quando a paisagem da janela se perde. Não há depoimentos no orkut não há recados na secretária eletrônica e nenhum torpedo novo no celular e mesmo assim, você entende a mensagem.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="right"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="right"&gt;&lt;em&gt;RiNATu&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracke
